Mutirão Comunitário Urbano na Horta das Flores

A Praça Alfredo Di Cunto, conhecida também como Praça ou Viveiro das Flores, possui projetos de agricultura urbana desde antes mesmo de ser uma praça. Desde 2002, o espaço possui uma finalidade socioambiental importante para o bairro da Mooca, conhecido como um dos bairros de São Paulo com menor índice de cobertura verde por habitante, representando uma área verde com atividades voltadas à segurança alimentar e nutricional e à educação ambiental. Em 2012, um grupo de moradores do bairro e arredores passaram a realizar a manutenção da horta existente no local, promovendo atividades comunitárias na praça aberta à população e estimulando os moradores do entorno a usufruírem do espaço.

Hoje, a Horta das Flores tem cultivo agroecológico, agrofloresta, ervanário e orquidário cuidado por cidadãos. Os trabalhos de cultivo e manutenção são feitos por voluntários em mutirões sempre no primeiro domingo de cada mês e nas quartas feiras a partir das 9h até 14h.  Além da horta, no viveiro já são produzidas cerca de 1.000 mudas de árvores nativas da Mata Atlântica e algumas de Cerrado, destinadas à plantios voluntários que estão sendo realizados pela cidade. O orquidário existente no espaço serve para recuperação de plantas provindas de descarte e doações de grandes redes de supermercados, shoppings e moradores, que não possuem um espaços adequados ou conhecimento para o cultivo destas.

As atividades possuem uma série de parceiros que contribuem ou contribuíram para o desenvolvimento do espaço como um local para educação ambiental, como é o caso do Arsenal da Esperança, que desenvolve ações com homens em situação de rua, possibilitando a socialização dos assistidos, a expansão de sua solidariedade e sua formação em práticas de plantio e manejo de plantas. Mais do que espaços para produção de alimentos saudáveis e sem agrotóxicos, as hortas urbanas estão se popularizando por trazer de volta o conceito de vizinhança, incentivando uma aproximação maior entre o homem e o meio ambiente e entre os indivíduos de uma mesma comunidade; ou como forma de relaxar e aliviar o estresse de viver em uma cidade grande. Essa intervenção coletiva no espaço público urbano é extremamente valiosa, traz benefícios paisagísticos, ambientais, sociais e culturais.

Fazemos mutirão todo primeiro domingo do mês.