Aprenda a amolar 5 ferramentas essenciais

Ter as ferramentas certas é o primeiro passo para uma horta produtiva, mas saber como mantê-las afiadas é o que realmente faz a diferença.

Neste vídeo, conheça as 5 ferramentas essenciais para qualquer horta, explico exatamente para que servem e, o mais importante: como amolar cada uma delas do jeito certo.

Aprenda a economizar tempo, evitar o cansaço desnecessário e trabalhar com muito mais segurança e eficiência no seu plantio orgânico ou agroflorestal.

Fonte: Orgânico Simples / YouTube

Mudas de couve em casa

Aprenda uma forma simples, econômica e sustentável de produzir novas mudas de couve usando os brotos que nascem na raiz e no tronco da planta.

Acompanhe um passo a passo de como aproveitar essas brotações naturais para criar novas mudas fortes e saudáveis, utilizando tubos de papel higiênico como recipiente biodegradável para o plantio.

Além de reduzir desperdícios, essa técnica facilita o transplante e ajuda no desenvolvimento das raízes sem agredir a planta. Ideal para quem gosta de horta caseira, cultivo orgânico e soluções criativas para plantar gastando pouco.

No vídeo você vai aprender:

  • Como identificar os brotos da couve
  • A maneira correta de retirar as mudas
  • Como preparar os tubos de papel higiênico
  • O substrato ideal para o enraizamento
  • Cuidados após o plantio

Fonte: Eco Empírico / YouTube

Trocas de conhecimento na agrofloresta

A troca de saberes é fundamental na agrofloresta: o conhecimento agroflorestal agroecológico é resultado da união entre saberes tradicionais locais e saberes técnico-científicos, envolvendo agricultores, técnicos, pesquisadores e organizações parceiras.

Nesse vídeo, saiba mais sobre a importância da Troca de Saberes, dos Mutirões e das Redes para a construção participativa do conhecimento em agroflorestas (sistemas agroflorestais agroecológicos). O vídeo contou com a participação de técnicas e técnicos, agricultoras e agricultores familiares da Rede Agroflorestal da Região de Ribeirão Preto e do Mutirão Agroflorestal.

Produzido pela Embrapa Meio Ambiente e parceiros, esse vídeo faz parte da Plataforma Ater+ Digital sobre Sistemas Agroflorestais. A Ater+ Digital é uma iniciativa dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), com a participação da Embrapa e parceiros, que tem como objetivo disponibilizar informações em linguagem concisa e acessível para apoiar, por meio digital, serviços de assistência técnica e extensão rural.

Fonte: Embrapa / YouTube

Como adaptar o manejo para cada caixa de compostagem

Neste vídeo, fazemos uma comparação completa entre compostagem em caixa de isopor e compostagem em caixa de hortifruti, mostrando como cada material influencia diretamente na qualidade e no tempo de preparo do composto orgânico.

A caixa de isopor retém mais umidade e cria um ambiente mais fechado, enquanto a caixa de hortifruti possui maior drenagem e circulação de ar, permitindo obter um composto mais seco e pronto para peneirar em menos tempo.

Você vai aprender:

  • como escolher a melhor caixa
  • controle de umidade na compostagem
  • vantagens da drenagem natural
  • como acelerar a produção de húmus e composto
  • dicas simples para evitar mau cheiro e excesso de água

Fonte: Eco Empírico / YouTube

Sistemas Agroflorestais para recuperação de áreas degradadas

Sistemas Agroflorestais combinam cultivos de espécies agrícolas, pastagens com espécies arbóreas (nativas ou exóticas).

Nesse vídeo, a pesquisadora Dra. Eny Duboc (Embrapa Agropecuária Oeste) fala sobre os resultados da pesquisa que está sendo desenvolvida visando identificar qual sistema de cultivos apresenta menor custo na recuperação de áreas degradadas.

Fonte: Embrapa / YouTube

Coberturas de solo em agrofloresta: o “Pó de Pau”

Os resíduos de poda de árvores urbanas triturado (chamado de “Pó de Pau” por alguns agricultores) é bastante útil como cobertura de solo em agroflorestas.

A cobertura morta em SAFs (sistemas agroflorestais agroecológicos), hortas e outros sistemas de produção contribui com a saúde do solo de várias maneiras: preservando uma boa umidade do solo e temperatura do solo para as plantas e microorganismos, protegendo dos impactos de chuva e insolação direta, dificultando o surgimento de espécies espontâneas e assim reduzindo a mão de obra com capinas, e aportando progressivamente nutrientes para as plantas a partir da decomposição biológica desse material.

Além disso, pode ser obtido a baixo custo ou gratuitamente junto a prefeituras e empresas de energia elétrica que fazem a poda de árvores, garantindo também a reciclagem de um resíduo que de outra forma estaria gerando custos e impactos ambientais se destinado a aterros sanitários ou outros locais urbanos.

Produzido pela Embrapa Meio Ambiente e parceiros, esse vídeo faz parte da Plataforma Ater+ Digital sobre Sistemas Agroflorestais. A Ater+ Digital é uma iniciativa dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), com a participação da Embrapa e parceiros, que tem como objetivo disponibilizar informações em linguagem concisa e acessível para apoiar, por meio digital, serviços de assistência técnica e extensão rural.

Fonte: Embrapa / YouTube

Diversidade e agregação de valor em agrofloresta no Sítio Bela Vista

A agregação de valor é uma maneira de aumentar a renda dos agricultores pela valorização adicional aos seus produtos. “O mais importante do nosso trabalho através da agrofloresta é essa diversidade que existe no sistema, da gente poder tanto melhorar nossas condições alimentares, como fornecer produtos de qualidade para os nossos fregueses”, conta a produtora Suzete Bernardo, do Sítio Bela Vista (Cananéia-SP).

No vídeo, ela e seu marido Clodoaldo Bernardo compartilham relatos sobre os Sistemas Agroflorestais (SAFs) agroecológicos que o Sítio Bela Vista cultiva há mais de 30 anos. Eles comentam sobre a relação entre agrofloresta, comercialização e agregação de valor, diversidade de produção e segurança alimentar, turismo rural e visitas educativas, políticas públicas, feira do produtor, entre outros aspectos sobre sustentabilidade financeira dos SAFs e produtos processados.

Produzido pela Embrapa Meio Ambiente e parceiros, esse vídeo faz parte da Plataforma Ater+ Digital sobre Sistemas Agroflorestais. A Ater+ Digital é uma iniciativa dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), com a participação da Embrapa e parceiros, que tem como objetivo disponibilizar informações em linguagem concisa e acessível para apoiar, por meio digital, serviços de assistência técnica e extensão rural.

Fonte: Embrapa / YouTube

Sistemas agroflorestais com o foco na criação de galinhas

Você já ouviu falar que as galinhas são seres de floresta? Você já comprou ovos que tem dizeres como ‘galinhas livre de gaiolas’ ou ‘galinhas criadas soltas’?

E se eu te falar que existem sistemas agroflorestais com o foco na criação de galinhas?

Na Vioaves Caipiras, os piquetes das galinhas tem árvores, frutas e capins para as aves, proporcionando um ambiente mais parecido com o original de onde os parentes mais próximos das galinhas que conhecemos vieram.

Mesmo sendo um dos animais mais trabalhados industrialmente, ainda assim tem memórias genéticas em seu DNA sobre sua origem, e elas se sentem muito mais feliz e satisfeita em ambientes assim.

Fonte: Canal Ecoar Agrofloresta / YouTube

Mais do que solo coberto

Neste vídeo, Fernando Rebello, do CEPEAS – Centro de Pesquisa em Agricultura Sintrópica, apresenta áreas experimentais implementadas sob a orientação de Ernst Götsch, nas quais árvores, grãos e hortaliças crescem harmoniosamente.

Mais do que cobertura morta, a proposta da Agricultura Sintrópica é de que o solo permaneça sempre ocupado por espécies em crescimento. As vantagens são inúmeras: otimização da fotossíntese, estímulo da cadeia de vida do solo, constante aporte de matéria orgânica e, sobretudo, a total independência de herbicidas. O resultado é um campo biodiverso, ecologicamente resiliente e que garante flexibilidade financeira para o agricultor.

Fonte: Canal Life in Syntropy / YouTube

Como fazer um canteiro suspenso de rúcula com caixas de hortifruti

Neste vídeo, aprenda como fazer um mini canteiro orgânico suspenso utilizando caixas descartáveis de hortifruti, sem gastar nada. Uma solução simples, sustentável e acessível para quem quer montar uma horta orgânica em pequenos espaços, reaproveitando materiais que iriam para o lixo.

Você vai ver:

  • Como reutilizar caixas de hortifruti
  • Ideia de canteiro suspenso gratuito
  • Alternativa sustentável para hortas urbanas
  • Produção orgânica com baixo custo

Ideal para quem mora em apartamento ou local com quintal pequeno e busca práticas ecológicas no dia a dia.

Fonte: Eco Empírico – Permacultura & Sustentabilidade / YouTube

Técnicas de cultivo para a autossuficiência máxima

Conheça técnicas de cultivo para a autossuficiência máxima: a Agrofloresta e a Permacultura. Uma volta à nossa ancestralidade de cultivar nosso próprio alimento e conservar alimentos.

Saiba como escolher uma área e as espécies, e também alguns princípios básicos que fazem da agrofloresta um modelo plenamente sustentável.

Assista aqui

Fonte: Agrofloresta Abundante / YouTube

20 plantas que produzem em menos de 60 dias

Neste vídeo apresentamos 20 espécies que têm rápido crescimento e produzem em menos de 60 dias. Falamos também sobre o estrato de cada uma delas (para um consórcio em horta) e falamos sobre o ciclo de vida destas plantas.

  • Plantas comestíveis que crescem rápido
  • Plantas para sobrevivencialismo
  • Horta em 60 dias
  • Plantas para comer em caso de emergência

Assista ao vídeo aqui

Fonte: Agrofloresta Abundante / YouTube

Por dentro da minha agrofloresta: plantar, colher e viver em equilíbrio

Neste vídeo, eu te levo por dentro da minha agrofloresta, o lugar onde eu me escondo do barulho do mundo, descanso a mente, cuido dos bichos e me reconecto com a terra. Mais do que um sistema de plantio, esse espaço virou refúgio, terapia e forma de viver.

Aqui, eu planto o que eu como, acompanho o crescimento das árvores, observo os ciclos da natureza e vivo no ritmo do sol, da chuva e das estações.

Ao longo do vídeo, você vai conhecer:

  • a agrofloresta construída em um solo pobre, que era basicamente areia
  • o manejo simples, baseado em poda e matéria orgânica devolvida ao chão
  • o cultivo consorciado com mais de 40 espécies entre frutíferas, árvores nativas e madeireiras
  • plantas como café, cacau, banana, abacaxi, acerola, jaca, açaí, cupuaçu, graviola, manga, jabuticaba, pau-brasil, sumaúma e muitas outras
  • a importância da diversidade para manter o solo vivo e fértil

Você também vai ver a convivência com os animais que fazem parte desse sistema vivo: os cavalos, que viraram uma forma de terapia e conexão emocional, as galinhas criadas soltas, que produzem ovos caipiras de verdade, e as abelhas sem ferrão, fundamentais para o equilíbrio do ambiente.

Esse vídeo não é sobre produção em escala.
É sobre plantar, colher e viver em equilíbrio.

Sobre acordar cedo, dormir cedo, cuidar da terra e, ao mesmo tempo, cuidar da saúde, do bem-estar e da família. Se você se interessa por agrofloresta, vida simples, natureza, cultivo consciente ou sente vontade de resgatar esse contato com a terra mesmo que seja começando com um pequeno canteiro em casa esse vídeo é um convite.

Fonte: Daniel Cady / YouTube

Demorei anos para entender o que é agricultura de verdade

Por muitos anos eu vivi e defendi as convicções da agricultura moderna. emorei para questionar. Demorei para aceitar que algo estava profundamente errado.

Neste vídeo, compartilho como entender o real significado da agricultura mudou completamente a minha vida na roça. Falo sobre por que a agricultura surgiu, qual era sua função original e como, ao longo do tempo, ela foi sendo transformada em um modelo centrado no mercado, no lucro e nos recordes de produção.

Fonte: Ser Rural / YouTube

Como a fertilidade do solo diminui com o tempo?

Este vídeo trata das 9 principais causas da perda de fertilidade do solo.

  • Perda de fertilidade do solo
  • Causas da infertilidade do solo
  • Solo infértil
  • Consequências da infertilidade do solo
  • Soluções para a infertilidade do solo
  • Indicadores de infertilidade do solo
  • Impacto da infertilidade do solo
  • Recuperação da fertilidade do solo
  • Exemplos de projetos de recuperação da fertilidade do solo
  • Solo Pobre

Fonte: Agrofloresta Abundante / YouTube

Como montar (e manter funcionando) um sisteminha completo

Quer produzir sua própria comida com baixo investimento e alto aproveitamento? O Sisteminha integra peixes, horta, galinhas, compostagem e minhocas para transformar seu quintal em um ciclo fechado.

Aprenda a montar e manejar cada módulo, aumentar produtividade, reduzir desperdícios e ainda conquistar autonomia e renda.

Fonte: Embrapa / YouTube

Alimentação saudável por meio da agroecologia

O Bem Viver, programa do Brasil de Fato, traz experiências que mostram que é possível produzir alimentação saudável para todos por meio da agroecologia.

A Escola Popular de Agroecologia Egídio Brunetto, que comemora dez anos com a inauguração de novos espaços na Bahia. O quadro de entrevista traz uma conversa com o “agroflorestor”, como ele mesmo se define, e influenciador digital, Antônio Gomides, sobre a ciência da agrofloresta.

Fonte: Brasil de Fato / YouTube

Agrofloresta: alternativa e cura

Episódio especial da série Orgânico Simples. Você verá o que um grupo de pessoas está fazendo em prol da preservação da água em Belo Horizonte através da agrofloresta e também como ela está ajudando em tratamentos de saúde coletiva.

Fonte: Orgânico Simples / YouTube

Torre de minhocas: como fazer e instalar facilmente

Ótima solução pra quem gosta de plantar e tem vontade de compostar, mas não tem espaço adequado para fazê-lo.

A torre de minhocas, se usada da maneira correta, pode proporcionar um ganho na adubação dos seus canteiros e/ou vasos, como uma melhor qualidade no equilíbrio da biodiversidade do canteiro. Além, é claro, dar um destino nobre aos resíduos orgânicos que superlotam os aterros sanitários.

Fonte: Eco Empírico – Permacultura & Sustentabilidade / YouTube

3 formas de colher na horta sem errar o ponto

Muita gente planta, mas na hora da colheita surge aquela dúvida: será que já está na hora de colher?

Neste vídeo você conhecerá 3 formas diferentes de colher suas hortaliças:

  1. Colheita no ciclo normal: respeitando o tempo de cada cultivar.
  2. Mini-vegetais: colher antes do tempo, com mais nutrientes e mais rápido.
  3. Microverdes: mudinhas cheias de sabor e até 5x mais nutrientes.

Além de dicas práticas, você vai aprender como aproveitar cada fase da sua horta sem desperdício e até descobrir oportunidades para comercialização.

Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube

Super aula de Manejo

Este vídeo apresenta uma série de insights sobre como manejar um jardim agroflorestal, focando em práticas que ajudam a prevenir a seca.

Você verá como organizar as plantas de maneira a permitir a penetração de luz e maximizar o crescimento, podando arbustos e árvores que estão impedindo o crescimento de outras.

Fonte: Canal Antônio Gomides Agrofloresta / YouTube

7 passos para uma horta mais produtiva

Conheça os 7 passos fundamentais para ter uma horta agroflorestal muito mais produtiva, capaz de produzir até 3x mais por metro quadrado, economizar 70% de água e reduzir drasticamente pragas e doenças — tudo de forma simples, imitando a natureza.

Você vai aprender sobre:

  • Biodiversidade
  • Adensamento
  • Estratificação
  • Sucessão
  • Cobertura de solo
  • Manejo
  • Sustentabilidade

Seguindo esses princípios, sua horta em vasos ou canteiros pode se tornar abundante, equilibrada e sustentável, com menos trabalho e mais colheita.

Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube

Uma seita chamada Agrofloresta

Esse vídeo é uma conversa direta sobre o uso indevido da agrofloresta como discurso místico-deslumbrado, sem base ecológica real.

Você vai entender:

  • O que é agrofloresta de verdade
  • Qual a diferença entre SAFs e filosofia agroecológica
  • Por que tratar agrofloresta como religião pode atrasar o combate às mudanças climáticas
  • O papel da sucessão ecológica na produção vegetal
  • A importância de estudar ecologia antes de plantar em forma de mandala

Fonte: Canal Guia da Floresta / YouTube

Manejos da Agrofloresta

O vídeo explora a importância do manejo nas práticas de agrofloresta, destacando as ações necessárias para manter a saúde e produtividade do ecossistema.

O manejo é crucial para a produtividade das florestas agroflorestais, necessitando de intervenções regulares para manter um sistema saudável e produtivo.

Fonte: Canal Érika Canton / YouTube

Como fazer a poda pra ter fruta todo o ano

O vídeo aborda técnicas de gestão agroflorestal para fruticultura, focando especificamente na poda de árvores frutíferas.

A observação é fundamental neste processo, pois diferentes plantas têm ciclos de produção variados — algumas produzem anualmente, outras bianualmente, e algumas podem demorar até sete anos para produzir frutos novamente.

Veja, na prática, como realizar podas estratégicas em uma cajá-manga, equilibrando a necessidade de manter a produção de frutos enquanto se organiza a copa da árvore.

Fonte: Antônio Gomides Agrofloresta / YouTube

5 erros ao reconstruir florestas

Veja os 5 maiores erros que quem tenta plantar floresta comete, seja em reflorestamento, agrofloresta ou recuperação de áreas degradadas.

  • Achar que toda vegetação deve se tornar floresta
  • Ignorar o solo e esquecer da adubação
  • Ignorar a sucessão ecológica
  • Não planejar, não monitorar e só torcer pro universo
  • E o campeão dos erros: plantar exóticas invasoras

Fonte: Guia da Floresta / YouTube

Produção de sementes na horta

Você sabia que pode produzir suas próprias sementes em casa? Veja como colher, guardar e multiplicar sementes de diferentes cultivares, economizando e garantindo novas colheitas sempre.

Fonte: Orgânico Simples / YouTube

Orgânicos

Confira essa série de animações do Ministério da Agricultura e Pecuária explicando o mundo dos produtos orgânicos sob a perspectiva do consumidor, do produtor, feirantes e comerciantes.

Consumidores

Produtores

Feiras

Comerciantes

Bares e restaurantes

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecurária

A agrofloresta e seus princípios agroecológicos

Quais são os princípios básicos de uma agrofloresta? Quando combinamos a Agroecologia aos SAFs, temos o que chamamos Sistemas Agroflorestais Agroecológicos ou agrofloresta. Nesse vídeo, saiba mais sobre alguns princípios que devem nortear o planejamento e a condução de um SAF agroecológico: biodiversidade funcional, sucessão ecológica, estratificação, saúde do solo e ciclagem de nutrientes.

Produzido pela Embrapa Meio Ambiente e parceiros, esse vídeo faz parte da Plataforma Ater+ Digital sobre Sistemas Agroflorestais. A Ater+ Digital é uma iniciativa dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), com a participação da Embrapa e parceiros, que tem como objetivo disponibilizar informações em linguagem concisa e acessível para apoiar, por meio digital, serviços de assistência técnica e extensão rural.

Fonte: Embrapa / YouTube

Permacultura no Quintal

Integrando Plantas Comestíveis

Há alguns anos, eu pesquisava locais de ecoturismo na Costa Rica para um grupo chamado Ecoteach, que leva professores e estudantes em aventuras maravilhosas, onde eles se voluntariam para ajudar na proteção de tartarugas marinhas, no resgate de animais silvestres e na restauração da floresta tropical. Ao investigar possíveis locais, notei que a maioria das pequenas propriedades e casas que visitávamos misturavam plantas comestíveis e ornamentais nos mesmos canteiros. As plantas comestíveis, em grande profusão, não eram segregadas em áreas específicas ou plantadas em fileiras, mas dispostas de forma natural. Logo aprendi que, na zona rural da Costa Rica, a maioria das pessoas utiliza espécies nativas comestíveis em plantações tradicionais chamadas agrofloresta, ou agricultura florestal. As casas são integradas à vegetação nativa da floresta ou da selva, com bananas e gengibres, maçãs e orquídeas, café e cacau crescendo lado a lado.

Onde os norte-americanos cultivariam gramados, a agrofloresta utiliza coberturas vegetais fixadoras de nitrogênio — algumas nativas, outras importadas. Vacas e ovelhas pastam em gramíneas ricas em proteínas em clareiras modestas, onde galinhas e patos circulam livremente. O resultado é ao mesmo tempo encantador e eficiente: nos últimos cinquenta anos, a agrofloresta se desenvolveu em um sistema sofisticado e altamente produtivo, capaz de suprir grande parte das necessidades alimentares das famílias sem o uso de pesticidas tóxicos ou fertilizantes caros. Em áreas onde florestas haviam sido desmatadas e o solo degradado por grandes fazendas de gado, pequenos proprietários restauraram plantas nativas e curaram solos exauridos por meio de plantações em sucessão planejada. Estima-se que sejam necessários cerca de 300 anos para restaurar completamente ecossistemas de floresta nublada ou selva, mas a agrofloresta acelera consideravelmente esse processo de cura.

Agricultura Permanente

Em regiões de clima temperado, um sistema semelhante chamado permacultura está ganhando espaço. O cofundador Bill Mollison, ecologista e biólogo australiano, definiu a permacultura como um sistema altamente adaptável que incorpora elementos da agrofloresta, da agricultura sustentável e da agricultura orgânica com um design inspirado na natureza. O projeto em permacultura começa com a observação — conhecer a terra, o clima e a fauna do local. Depois, entra a captação de energia: vento, água e energia solar são utilizados e reutilizados de forma passiva e ativa. Cultivos comestíveis — de árvores e arbustos a ervas perenes e hortaliças anuais — são integrados sempre que possível.

Assim como médicos, os praticantes da permacultura se comprometem a não causar danos, deixando a terra em melhores condições do que a encontraram. Abordam soluções de baixa tecnologia: cavalos fornecem não apenas força, mas também esterco valioso. Nada é desperdiçado — compostagem, minhocários e adubação orgânica transformam resíduos em ouro para o jardim. O máximo de água possível é captado no solo e em recipientes, de barris de chuva a grandes reservatórios. O solo é restaurado com coberturas orgânicas e culturas de cobertura, embora a permacultura substitua canteiros e fileiras por clareiras abertas. Árvores e arbustos fornecem frutas, nozes e abrigo para a fauna silvestre, enquanto cercas vivas oferecem lenha e madeira de fogo.

Bom para o Mundo

Na permacultura, a interdependência é mais valorizada do que a independência; construir comunidades é tão importante quanto construir solo, e o compartilhamento promove a economia de esforço e recursos. A diversidade de cultivos substitui as monoculturas, cercas-vivas substituem muros, e novas ideias como o plantio direto (sem revolvimento do solo) estão ganhando espaço frente às “práticas padrão” destrutivas. Os permacultores pensam a longo prazo, trabalhando por um futuro que talvez nem vejam, incluindo as necessidades da fauna e da flora em todo o planejamento, seja de curto ou longo prazo. Assim, os cultivos que alimentam e abrigam aves, animais e insetos benéficos são tão valiosos quanto qualquer alimento humano.

Uma das maiores belezas da permacultura é que seus princípios podem orientar projetos em qualquer escala, inclusive no quintal. A permacultura de quintal pode guiar os designs mais simples, criando soluções elegantes que atendem a múltiplas necessidades. Em vez de um gramado de grama convencional, considere criar caminhos através de um tapete de plantas rasteiras comestíveis e flores amigas dos polinizadores, entrelaçadas com trevos fixadores de nitrogênio. Ao escolher árvores ornamentais, opte por aquelas que fornecem abrigo e alimento para aves e insetos, como macieiras silvestres (crabapples) e espinheiros nativos (em vez das variedades europeias invasoras).

Nativas e Aliadas

Polinizadores nativos naturalmente preferem plantas nativas, mas também visitam plantas aliadas. Por isso, cultive tanto mirtilos (blueberries) quanto huckleberries, salmonberries e framboesas, avelãs nativas e castanheiras (filberts). Use morangos nativos como cobertura do solo e também suas variedades preferidas de morango perene para consumo. Você e a fauna local podem usufruir da sombra de amieiros e salgueiros, ambos importantes para a nidificação e alimentação de pica-paus, corujas, sabiás, esquilos nativos e muitos insetos benéficos. A uva-do-Oregon floresce cedo, fornecendo néctar para muitos polinizadores e frutos para os pássaros. A groselha-de-flores (Ribes) é um arbusto lindo que abriga uma variedade de aves, abelhas e borboletas.

Um ponto importante para quem deseja criar um jardim mais natural, onde insetos e animais sejam bem-vindos, é lembrar que todos os seres precisam de água, alimento e abrigo. A menos que haja fontes naturais de água, pode ser necessário fornecer recipientes rasos para banho e mantê-los limpos e cheios de água fresca. O alimento será abundante se houver diversidade de plantas, mas oferecer alimento e abrigo também significa aceitar alguns “danos” visíveis em plantas queridas. Também significa deixar parte do jardim em repouso no inverno, quando borboletas, sapos e outros animais estão hibernando. Se você tende à organização e limpeza, isso pode ser difícil, então uma forma de se adaptar é deixar que uma “doce desordem” reine em áreas que você não veja todos os dias. Mantenha sua entrada e os caminhos principais arrumados como preferir — e conforte seu lado perfeccionista com o pensamento de que abrir mão de um pouco de controle agora trará um jardim mais vivo e exuberante no futuro.

Fonte: Blog Loh House Plants

Agricultura Sintrópica: Salvando o solo da degradação

Você sabe o que significa agricultura sintrópica ou SAF? Venha conosco descobrir sobre este conceito (não tão novo!) de sistema de cultivo agroflorestal que proporciona sustentabilidade para a agricultura.

Agricultura Sintrópica é o termo designado para um sistema de cultivo agroflorestal (SAF) baseado no conceito da sintropia. É caracterizada pela organização, integração, equilíbrio e preservação de energia no ambiente.

Esta vertente agrícola se inspira na dinâmica natural dos ecossistemas que não sofreram interferência humana, buscando proporcionar um manejo mais sustentável. Foi idealizada e difundida por Ernst Götsch, agricultor e pesquisador suíço, nascido em Raperwilsen em 1948. Enquanto trabalhava com pesquisa em melhoramento genético na instituição Zurique-Reckenholz, começou a se questionar se não era mais sensato prezar pelo melhoramento das condições de vida das plantas, ao invés de alterá-las geneticamente de modo que sobrevivam à escassez de nutrientes e boas condições climáticas, aos quais são submetidas nas monoculturas. Assim, começou a redirecionar seus estudos para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável. Veio para o Brasil em 1982, e em 1984 adquiriu a então Fazenda “Fugidos da Terra Seca”, localizada em Piraí do Norte-BA, hoje conhecida como Fazenda Olhos D’água, em razão à grandes quantidades de nascentes que foram recuperadas graças ao trabalho sintrópico desenvolvido.

Como acontece o cultivo das plantas no SAF?

No modelo SAF, as plantas são cultivadas de forma associada, intercalando sempre espécies de portes e características diferentes, também conhecidas como consórcios. São dispostas em linhas paralelas, visando o aproveitamento máximo do terreno, levando em consideração a manutenção e reintrodução das espécies nativas. Além das pesquisas de Ernst Götsch, outros estudos científicos também confirmam que o ciclo temporal dos consórcios é um fator fundamental para o bom funcionamento dos SAFs, assim como a compreensão do mecanismo de sucessão ecológica em uma floresta não manipulada; a ideia geral deste manejo é justamente acelerar o processo de sucessão natural.

Acelerar o processo de sucessão natural também faz parte da ideia geral, no qual é possível em cerca de 30 dias ter altas probabilidades de coleta de produção. Isto é possível através de técnicas a capina seletiva, através da remoção de plantas nativas pioneiras de pequeno porte e da poda de árvores e arbustos, distribuindo estas em seguida sobre o solo. A técnica é denominada mulch, que proporciona maior disponibilidade de nutrientes ao solo. As partes removidas das plantas que não são comercializáveis retornam ao solo com o objetivo de adubá-lo, e funcionam como uma injeção de NPK natural. Faz-se, portanto, fundamental o conhecimento e uso adequado dos instrumentos de poda para um bom desenvolvimento da vegetação.

É importante salientar que nos SAFs não é praticado o uso de controladores químicos como inseticidas e herbicidas, assim como o uso contínuo de fertilizantes químicos ou mesmo orgânicos que não sejam originários da própria área cultivada. Os insetos e organismos vivos que povoam as áreas sintrópicas não são vistos como pragas das lavouras, mas sim como sinalizadores de deficiências no sistema, que ajudam o produtor a compreender as necessidades ou falhas daquele cultivo.

Os benefícios e as dificuldades encontrados na implementação dos SAFs

Os SAFs permitem a recuperação de solos que sofreram degradação em um curto período, transformando os mesmos em sistemas altamente produtivos de modo que quando os ciclos de plantio ocorrem, há um enriquecimento do solo devido à disponibilidade de matéria orgânica remanescente das colheitas, das podas e da queda natural de folhas, flores e ramos. Ao contrário do que acontece na monocultura (cultura tradicional) onde, na medida em que o ciclo de plantação e colheita acontece, o solo vai se degradando e perdendo seus nutrientes.

Uma das principais dificuldades para implantação de sistemas agroflorestais é a resistência por parte dos produtores e técnicos à adoção de novas tecnologias que não são praticadas em larga escala na região. Ela nem tão pouco é divulgada nas faculdades, nas lojas agropecuárias ou nos programas de televisão sobre tecnologias rurais.

Fonte: Meli Bees

Evolução para a Agricultura Sintrópica: Uma viagem da agricultura tradicional à harmonia com a natureza

A história que nos leva à Agricultura Sintrópica e aos chamados sistemas agroflorestais de sucessão, é um conto de transformação cultural, das tribos indígenas em sua relação com a floresta, passando por métodos agrícolas tradicionais, até atingir a visão de vanguarda de Ernst Gotsch. Neste passeio, influências de figuras como Masanobu Fukuoka estão entrelaçadas com o não-ramo e observação da natureza, os conceitos de permacultura criados por Bill Mollison e David Holmgren, culminando em uma abordagem holística e regenerativa que busca a simbiose entre natureza e agricultura.

A história da agricultura é quase tão antiga quanto a própria humanidade. Nas origens, tribos ou sociedades humanas eram nômades que dependiam da coleção de frutas, nozes, raízes e animais de caça para sua subsistência em harmonia com a natureza. Com o tempo, os humanos começaram a perceber o movimento da floresta, a entender o estímulo através da dinâmica natural e começaram a imitar essas dinâmicas construindo a vida de forma colaborativa.

Com a domesticação de plantas e animais, o sedentaryismo e o avanço da tecnologia surgiu o desenvolvimento da monocultura, especialização e massificação para populações em crescimento. Esse progresso foi em troca da erosão e degradação da qualidade do solo, o que gradualmente exigiria mais insumos na forma de fertilizantes e agrotóxicos, gerando grandes impactos nos ecossistemas e na saúde humana. Essa dinâmica se aprofundou multiplicando-se com a Revolução Verde após a Segunda Guerra Mundial, com a popularização do uso de grandes máquinas e produtos químicos tão eficazes quanto prejudiciais à vida e à sustentabilidade global.

Embora esta chamada Revolução ainda esteja em expansão imparável com a globalização agrícola hiperprodutiva em todo o planeta até hoje, na década de 1970 do século XX, duas filosofias renovadoras emergem quase em paralelo e interconectadas que estão subindo em uma mudança tão sutil quanto profunda. Ele destaca no Japão a filosofia da não-brambrance e imitação da natureza pela mão de Fukuoka e o design da permacultura com Bill Mollison e David Holmgren para observar, aprender e recuperar um equilíbrio e conexão com a natureza. A permacultura desenvolveu doze princípios de design e três princípios éticos que também são encontrados na maioria das sociedades tradicionais: cuidar da terra, cuidar das pessoas e compartilhar recursos.

Na década de 1980, o suíço Ernst Gotsch iniciou no Brasil a experimentação da Agricultura Sintrótropia recuperando espaços desertos para transformá-los em vegetais produtivos e regeneradores do habitat natural com flora, fauna e sistemas fluviais. Baseia-se no projeto de ecossistemas de alta densidade e biodiversidade, onde a intervenção humana acelera os ritmos de fertilidade e ajuda a reproduzir e regenerar ciclos naturais.

Essas novas filosofias e técnicas representam uma esperança na capacidade do ser humano de se integrar aos ecossistemas em uma relação de respeito, harmonia e benefício mútuo. Com essas novas referências e a diversidade de culturas regenerativas emergentes, a agricultura pode contribuir significativamente para a mitigação das mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e restauração de terras degradadas, enquanto cresce alimentos saudáveis e nutritivos.

Então faremos um tour pelas diferentes fases evolutivas do desenvolvimento agrícola.

1. Agricultura ancestral: A relação produtiva das tribos indígenas

Durante séculos, as tribos indígenas americanas mantiveram uma conexão profunda e sustentável com seus ambientes naturais. Essas culturas ancestrais desenvolveram sistemas de produção de alimentos em harmonia com a natureza, aproveitando a rica biodiversidade florestal e respeitando os ciclos naturais.

Essas tribos forjaram uma relação produtiva e respeitosa com a floresta. Suas práticas agroflorestais incorporaram o plantio de culturas juntamente com o manejo de árvores frutíferas e medicinais, criando sistemas diversificados e eficientes, muito antes do termo “grofloresta” ser cunhado. Policultura ou policultura foi essencial para a sua diversidade alimentar, cultivo de milho, feijão e abóbora em combinação para melhorar a saúde do solo e a prevenção de pragas.

A sustentabilidade foi um princípio orientador na sua abordagem. Tribos indígenas caçam, pescam e coletam plantas silvestres de maneira cuidadosa, aproveitando os recursos florestais não esgotados. Práticas como queimaduras controladas foram usadas para limpar áreas e incentivar o crescimento de plantas úteis, além de manter habitats saudáveis para a vida selvagem.

Essas culturas respeitavam os ciclos naturais, seguindo ritmos como a migração de animais e as estações de crescimento. Essa conexão com os ciclos naturais permitiu que eles tomassem decisões informadas sobre quando semear, colher e realizar outras atividades agrícolas.

A relação com as florestas foi além da mera produção de alimentos. As florestas eram consideradas sagradas e fundamentais para a cultura e espiritualidade das tribos. Esse profundo respeito influenciou suas práticas agrícolas e seu compromisso com a conservação e gestão sustentável dos recursos.

2. Agricultura tradicional: raízes da relação humana com a Terra

A transição da captação florestal para os primeiros passos na agricultura tradicional marcou um ponto crucial na evolução das sociedades e na relação do ser humano com a terra. Essa mudança gradual ocorreu ao longo de milhares de anos e foi caracterizada pela domesticação de plantas e animais, a criação de assentamentos permanentes e a transformação de formas nômades de vida em sistemas agrícolas mais sedentários. Uma das mudanças mais notáveis foi a transição para a monocultura e especialização na produção de alimentos.

Algumas das primeiras plantas cultivadas incluem trigo, cevada, ervilhas, lentilhas e leguminosas. Durante séculos, as comunidades humanas praticaram a agricultura de subsistência, desenvolvendo técnicas adaptadas aos seus ambientes locais. No início, a agricultura tinha uma relação próxima com a natureza, com métodos como rotação de culturas e pecuária natural.

Conforme as comunidades cresciam e as demandas de alimentos cresciam, as sociedades começaram a adotar sistemas agrícolas que se concentravam na produção em massa de uma única cultura em grandes áreas de terra. Embora isso possibilitado maior eficiência em termos de manejo e colheita, também resulta em menor diversidade alimentar e uma maior vulnerabilidade a pragas e doenças que possam afetar a cultura dominante.

Além disso, a agricultura tradicional incorporou práticas agrícolas mais intensivas. A preparação do solo através de aragem e trabalho tornou-se comum para facilitar o plantio e o cultivo. Embora essas técnicas visassem aumentar a produtividade, elas também poderiam ter efeitos negativos a longo prazo, como a erosão do solo e a degradação de sua qualidade.

Outro aspecto distintivo da agricultura tradicional foi o aumento do uso de insumos externos. A introdução de fertilizantes químicos e pesticidas permitiu que os agricultores melhorassem o rendimento das culturas e controlassem as pragas, mas também teve implicações em termos de impacto ambiental e saúde humana. Esses insumos, proporcionando benefícios imediatos à produção, contribuíram para a degradação do solo e o esgotamento dos recursos naturais essenciais.

Ao mesmo tempo, a agricultura tradicional também sofreu mudanças na propriedade e gestão da terra. Como as sociedades se tornaram mais complexas, as estruturas de propriedade evoluíram. A terra tornou-se frequentemente um recurso comercializável, registrado por indivíduos ou entidades com a capacidade intelectual ou técnica de registrar fazendas e o poder econômico para sustentá-las e comercializá-las. Isso teve implicações tanto na forma como a terra foi tratada quanto na relação das pessoas com seu ambiente. Essas relações de poder ao redor da Terra e sua exploração se concretizam até hoje e com maior concentração, se possível, com as propriedades.

3. Agricultura Convencional e Revolução Verde: A Distância da Natureza

O desenvolvimento da agricultura permitiu um suprimento mais estável de alimentos, o que, por sua vez, levou a um aumento da população humana. Os assentamentos agrícolas cresceram em tamanho e complexidade, levando à formação de civilizações antigas. Com o tempo, ferramentas e tecnologias agrícolas mais avançadas foram introduzidas, como o arado com tração animal. Essas inovações aumentaram a eficiência da produção de alimentos e permitiram o cultivo em maior escala.

A nova indústria de alimentos cresceu impulsionada pelos novos impérios, promovendo um modelo agrícola em massa, baseado em cereais e outras plantas anuais, o que facilitou um maior controle da produção. Isso levou a uma mudança cultural que levou à redução de alimentos e frutos de proximidade, de maior valor, sustentabilidade e autonomia para a população, como a alfarroba ou a bolota.

Após a Segunda Guerra Mundial, a chamada Revolução Verde chegou na década de 1940. Com o legado da grande indústria militar, a agricultura foi drasticamente transformada com o uso maciço de insumos químicos e máquinas mais pesadas. Os tanques flutuaram em tratores e armas químicas em fertilizantes. Embora essa revolução tenha aumentado a produção de certos alimentos, em detrimento de outras alternativas valiosas, também trouxe problemas em uma escala maior, como degradação da terra, perda de biodiversidade e dependência agroquímica.

A Revolução Verde envolveu o desenvolvimento e a introdução de variedades de culturas de alto rendimento, como o trigo anão e o arroz IR8. Essas variedades eram mais resistentes a doenças e respondiam melhor aos fertilizantes. No entanto, envolveu o uso mais intensivo de produtos químicos, como fertilizantes e pesticidas, para aumentar a produção agrícola, o que significou a introdução de tóxicos mais poderosos nas cadeias biológicas do ecossistema e consequências dramáticas para a saúde das pessoas.

Essa dinâmica tem continuado a buscar o objetivo da rentabilidade com maior produção alimentar, com o controle e redução das espécies e a consequente necessidade de aditivos de maior toxicidade. Isso se repetiu nas últimas décadas na agricultura, de forma teimosa e economicamente bem-sucedida para a indústria alimentar e agroquímica, mas tem sido feito contra as leis naturais, em detrimento das pessoas e da vida dos ecossistemas.

4. Masanobu Fukuoka’s No Labranza: De volta às raízes da natureza

Masanobu Fukuoka, técnico, agricultor e filósofo japonês, desafiou as práticas convencionais e até mesmo as correntes científicas predominantes, com sua abordagem de “Sem Labranza” ou “Médio da Agricultura Natural”. Em 1975, ele publicou o icônico livro “A Revolução de uma Brizna de la Paja”, onde apresentou sua observação, experiência, prática e conceitos filosóficos.

Fukuoka defendeu o não-filiado. Ele observou que é uma prática humana contraproducente, pois o lavrador do solo perturba seu equilíbrio, sua vitalidade natural e causa erosão. Em vez de cultivar, ele promoveu o plantio direto em solos cobertos com materiais orgânicos, o que preserva a umidade, reduz as ervas daninhas e incentiva o crescimento saudável das culturas. Também introduziu a “cultura sintile”, semeando sementes em bolas de argila e compostagem (chamadas Seladas, Bolinhos de Argila ou Dorogan em japonês) em áreas negligenciadas para ajudar a restaurar paisagens degradadas, aumentando a eficiência do plantio, protegendo as sementes durante a germinação e facilitando o crescimento precoce.

A policultura e a biodiversidade foram fundamentais em sua abordagem, pois acreditava que o cultivo de várias espécies juntas imitava ecossistemas naturais e diminuía o risco de pragas e doenças. Sua abordagem incluiu técnicas como plantio direto e mistura de culturas, e focada no respeito aos processos naturais. Fukuoka rejeitou o uso de aditivos químicos e incentivou a fertilidade do solo, incorporando matéria orgânica.

Masanobu defendeu trabalhar em harmonia com a natureza, minimizando a intervenção humana e promovendo a biodiversidade. Ele adotou uma filosofia holística que conectava a agricultura com a espiritualidade e a relação humana com a natureza. Eu pensei que a maneira como tratamos a Terra reflete nossa conexão com o mundo e entre nós. Sua abordagem transcendeu as fronteiras do Japão, inspirando agricultores, ambientalistas e pensadores em todo o mundo.

5. Permacultura: Projetando sistemas sustentáveis

Permacultura ou cultura permanente foi desenvolvido por Bill Mollison e David Holmgren e disseminado em todo o mundo com a publicação do livro “Permacultura Um” em 1978. Esta filosofia de design integral natural, a partir da qual muitas áreas derivam e múltiplas técnicas foram desenvolvidas, foi uma influência fundamental no caminho para a Agricultura Sintrópica.

Este sistema, que incorpora chaves agrícolas, econômicas, políticas e sociais, baseia-se em doze princípios de design observados na natureza e busca criar sistemas produtivos sustentáveis e harmoniosos, que aproveitem eficientemente os recursos disponíveis e imitem padrões e processos naturais. Integra princípios éticos, como o cuidado da terra, o cuidado com as pessoas e a distribuição justa, com princípios de design que vão desde a observação detalhada até a maximização da diversidade, feedback e minimização de resíduos.

A Permacultura contempla uma visão holística, que tem uma infinidade de ramos, incluindo design ecológico, engenharia ecológica, design ambiental, construção e gestão integrada de recursos hídricos, que desenvolve arquitetura sustentável e sistemas agrícolas auto-regulamentados inspirados em ecossistemas naturais.

No desenvolvimento da agricultura, a permacultura introduziu a ideia de criar jardins e sistemas agrícolas mais resilientes e autônomos. Promoveu a interação simbiótica entre plantas, animais e microorganismos, promovendo a biodiversidade e a eficiência ecológica. Também popularizou a agrofloresta, a integração de árvores e culturas, e técnicas como canteiros elevados, pomares em terraços ou bancos e captação de água da chuva. Desde a sua criação, a permacultura tem sido definida como uma resposta positiva à crise ambiental e social.

6. Ernst Gotsch e a Agricultura Sintrópica: Integrando as Lições da Natureza

Ernst Gotsch, agricultor, agrônomo e pesquisador suíço-brasileiro, é a figura central no desenvolvimento da Agricultura Sintrópica. Nasceu em 13 de setembro de 1949 em Schaffhausen, Suíça. Iniciou sua carreira profissional como agrônomo, estudando e trabalhando em questões relacionadas à agricultura e silvicultura na Suíça.

Em 1980, aos 31 anos, Ernst decidiu emigrar para o Brasil em busca de novas oportunidades e desafios. Foi estabelecido no estado da Bahia, no nordeste do Brasil, onde adquiriu uma propriedade de 500 hectares localizada em Piraí do Norte, no estado da Bahia, conhecida como Fazenda da Toca e na qual sua conexão com a terra e a agricultura começou no contexto tropical. Esta propriedade que passou de um aspecto quase deserto para se tornar um vergel, tem sido um laboratório vivo onde Gotsch aplicou e aperfeiçoou seus princípios e técnicas agrícolas ao longo de décadas.

Sua abordagem é baseada na observação detalhada dos sistemas naturais e na criação de sistemas agrícolas que imitam a estrutura e as funções dos ecossistemas florestais. Gotsch introduziu a ideia de sucessão dinâmica de plantas, com a interação de diferentes espécies e estratificação de culturas verticais na agricultura, bem como a importância do acúmulo de biomassa e matéria orgânica no solo.

7. Princípios-chave da agricultura sintrópica: uma abordagem holística

A agricultura sintrópica faz parte da filosofia projetada por Ernst Gotsch que, com base no conhecimento e na combinação de correntes anteriores, nos fornece soluções tão ousadas quanto necessárias. É composto por um conjunto de técnicas e gestão em pleno desenvolvimento e expansão, que evolui graças à aprendizagem e experiência compartilhada. Até a chegada da Sintropina, o ser humano construiu ecossistemas que dependiam de si mesmo. A Agricultura Sintrópica projeta ecossistemas onde a intervenção humana acelera os ritmos de fertilidade.

Baseia-se em princípios fundamentais, como diversidade de plantas, estratificação vertical, acúmulo de biomassa, cobertura do solo, rotação de culturas, sucessão de plantas, sistemas agroflorestais, ciclo de nutrientes, observação e adaptação e uso eficiente da água. Esses princípios derivam da combinação de experiências e aprendizados da agricultura tradicional, o não-sangrão de Fukuoka e permacultura, e são integrados em uma abordagem abrangente e regenerativa.

A sintropia refere-se à acumulação, ordem e estruturação. Trata-se de gerar um sistema autossustentável, potencializando o processo de transformação energética do solo, implantando uma alta densidade de plantas com diferentes estratos que maximizam a fotossíntese, a retenção de água e a geração de matéria orgânica, o que aumenta a fertilidade do solo.

O objetivo deste sistema é produzir alimentos saudáveis de uma forma que beneficie os ecossistemas e sua biodiversidade. Graças à grande diversidade de espécies e culturas, a produção é obtida ao longo do ano. Tudo isso elimina a necessidade de irrigação, fertilizantes industriais e tratamentos de pragas. Além disso, solos saudáveis, cheios de vida e altamente produtivos são alcançados.

8 – O futuro da agricultura sintrópica: contribuição para a sustentabilidade global

A Agricultura Sintrópica e os sistemas agroflorestais de sucessão, com uma abordagem inspirada na inteligência e eficiência da natureza, representam uma resposta inovadora e revolucionária, que tem o potencial de transformar a agricultura e fornecer soluções para os atuais desafios ambientais e agrícolas.

Restauração do solo, promoção da biodiversidade e resiliência são pilares da agricultura sintrópica. Ao adotar práticas que incentivem o acúmulo de biomassa e a estratificação vertical das culturas, a fertilidade do solo é regenerada e é criado um ecossistema autossustentável que nutre a terra e a vida selvagem.

Essas chaves têm o potencial de mitigar os efeitos das mudanças climáticas, restaurar terras degradadas, melhorar a segurança alimentar e a qualidade de vida das comunidades agrícolas.

Em termos de mudança climática, essa abordagem funciona como um sumidouro de carbono, armazenando carbono na biomassa e no solo. Além disso, reduz a necessidade de agrotóxicos e o preparo do solo, mitigando as emissões de CO2 e melhorando a resiliência das culturas a eventos climáticos extremos.

A segurança alimentar e a nutrição também se beneficiam, já que a agricultura sintrópica se adapta a vários climas e otimiza recursos para produzir variedades de alimentos. Isso promove a produção local e melhora o acesso a alimentos frescos e saudáveis, crucial para uma população mundial crescente e uma maior conscientização sobre a soberania alimentar, o cultivo autônomo e próximo.

Em um mundo onde a escassez de resíduos e água são problemas prementes, a agricultura sintrópica se destaca ao usar os recursos de forma eficiente. Ao cobrir o solo com matéria orgânica, a umidade é retida e a necessidade de irrigação intensiva é reduzida.

Além de seus benefícios ambientais e alimentares, a agricultura sintrópica fortalece as comunidades e as economias locais, gerando emprego e construindo resiliência econômica. Nesta prática, destaca também a conexão entre os seres humanos e a natureza, honrando os princípios éticos e culturais de respeito e equilíbrio.

Quanto mais pessoas no campo da agricultura, ciência, comunidades e administrações públicas adotam a Agricultura Sintrópica, a porta se abre para um futuro onde a agricultura e a natureza trabalham em harmonia, garantindo a saúde do planeta e das gerações futuras.

Ao adotar esses princípios, a agricultura pode contribuir significativamente para a mitigação das mudanças climáticas, a conservação da biodiversidade e a restauração de terras degradadas, cultivando alimentos saudáveis e nutritivos.

A agricultura sintrópica é uma resposta integral aos desafios atuais da nossa civilização. Com sua abordagem regenerativa, este método oferece a oportunidade de restaurar o equilíbrio entre a humanidade e a natureza, alimentar as gerações presentes e futuras, e traçar um caminho para a sustentabilidade e harmonia em nosso planeta compartilhado. Sua adoção e promoção representam um chamado à ação que pode moldar o destino da humanidade e o futuro do mundo em que habitamos.

Fonte: Blog Ariwake

Agricultura sintrópica: o retorno às raízes

Uma das consequências da aplicação massiva dos modelos intensivos de agricultura é a progressiva degradação do solo e a queda de sua produtividade. Atualmente, existem diversas correntes que buscam reverter esse efeito e tornar o solo cultivado o mais eficiente possível. Uma dessas técnicas é conhecida como agricultura sintrópica, um método regenerativo que há mais de quarenta anos vem trazendo resultados em diferentes regiões do mundo.

As origens da agricultura sintrópica

A origem da agricultura sintrópica está ligada à figura de Ernst Götsch, suíço que emigrou para o Brasil e, já em 1982, desenvolveu as bases de seu pensamento após passar temporadas de trabalho na Costa Rica. Em essência, seus princípios propõem que os processos agrícolas se assemelhem ao máximo aos processos naturais, por meio do restabelecimento da essência mais pura de um ecossistema. Em suas próprias palavras:

“A base é a ideia de que as áreas se recuperam por meio do uso. A vida é sintrópica por natureza e nossos sistemas agrícolas devem refletir suas múltiplas características.”

O trabalho de Götsch começou em pequenas propriedades e, aos poucos, passou a ser implementado com sucesso em diversos lugares do planeta. Em termos práticos e resumidamente, trata-se de provocar, por meio da interação humana, os processos regenerativos naturais de uma área florestal.
As bases do sistema de Götsch

Para começar a implantar sistemas de agricultura sintrópica, é fundamental conhecer profundamente o terreno — seu funcionamento, suas características, sua diversidade biológica, o papel de cada planta e como os diferentes elementos (sejam animais ou vegetais) interagem entre si. Após essa etapa, deve-se escolher as espécies vegetais que irão compor o ambiente, sendo essencial que sejam compatíveis com as características do solo.

Os sistemas de agricultura sintrópica se destacam por apresentarem altíssima densidade de espécies diversas, com diferentes ciclos de vida, alturas e tamanhos. A chave está na relação entre essas espécies, que permite que tudo funcione de forma natural e que o solo atinja as condições de efetividade desejadas.

Dessa forma, as plantas convivem e interagem entre si e com os demais elementos do ambiente de maneira natural, tal como fariam em um ecossistema livre da intervenção humana. Nesse sistema, os cultivos próximos se apoiam mutuamente, enquanto as plantas se protegem umas às outras e criam ecossistemas de convivência.

Um sistema de agricultura sintrópica pode se orgulhar de um altíssimo grau de autossuficiência, pois nem a quantidade de maquinário necessário para sua implantação e manutenção é grande, nem ele demanda grandes volumes de irrigação ou o uso de insumos agrícolas. O solo nunca fica exposto e são as próprias plantas, através de seu ciclo natural, que regeneram o terreno.

Naturalmente, a implementação desse tipo de sistema requer estudos prévios aprofundados e um aprendizado intensivo. Nada aqui funciona como nas plantações convencionais, pois, embora a ação humana tenha papel importante, as regras que regem o sistema são, em sua maioria, as regras da natureza.

Fonte: Blog Repuestos Fuster

Agricultura sintrópica e sistemas agroflorestais para um agro mais sustentável

A agricultura sintrópica, também conhecida como agrofloresta sintrópica ou agricultura de sucessão ecológica, é uma abordagem de cultivo que busca imitar os processos naturais encontrados em ecossistemas florestais. Desenvolvida inicialmente pelo agricultor suíço Ernst Götsch na década de 1980 no Brasil, essa prática agrícola integra princípios de ecologia, botânica e agronomia para criar sistemas agroflorestais altamente produtivos, regenerativos e sustentáveis.

A ideia central da agricultura sintrópica é promover a sucessão ecológica, ou seja, a evolução natural de um ecossistema, por meio da combinação inteligente de plantas de diferentes tamanhos, funções e ciclos de vida, de forma a criar um sistema autossustentável que melhora a qualidade do solo, aumenta a biodiversidade e otimiza a captura de água, luz solar e carbono. Continue lendo para entender mais sobre esse tipo de cultivo/manejo.

O que é um sistema agroflorestal?

Um sistema agroflorestal (SAF) é uma forma de manejo sustentável da terra que combina elementos florestais, da agricultura e, algumas vezes, pecuária em um mesmo sistema integrado. Essa abordagem também visa restaurar áreas degradadas, melhorar a saúde do solo e reduzir o uso de químicos na plantação ao mesmo tempo em que promove a conservação dos recursos naturais e a biodiversidade.

O SAF é um sistema produtivo regenerativo. Ele envolve o cultivo de culturas agrícolas combinado com o plantio de árvores ou arbustos concomitantemente ou um após o outro. Essas árvores e arbustos podem ser nativos ou não, frutíferos e/ou madeireiros.

A abordagem procura imitar os padrões ecológicos encontrados em ecossistemas naturais, aproveitando os benefícios da sinergia entre os diferentes componentes. Os sistemas agroflorestais são vistos como contraste aos sistemas de monocultura porque adotam uma abordagem mais holística e ecológica, promovendo a preservação dos ecossistemas, resiliência agrícola e a promoção de práticas agrícolas mais equilibradas.

Como funciona um sistema agroflorestal?

Os sistemas agroflorestais funcionam com base na interação harmoniosa entre as diferentes espécies presentes na área de cultivo.

As árvores desempenham múltiplos papéis, como fornecer sombra, proteger o solo da erosão, atrair polinizadores, fornecer habitat para a fauna local e, em alguns casos, produzir madeira, frutas, castanhas ou outros produtos de valor comercial ou para o consumo próprio.

Os cultivos agrícolas são plantados entre as árvores, aproveitando os benefícios da sombra, da ciclagem de nutrientes, do enriquecimento do solo por matéria orgânica e da proteção contra pragas e doenças promovida pela diversidade.

Além disso, existem sistemas silvipastoris, que também integram a agrofloresta como com a presença de galinhas, porcos ou gado e que podem complementar a produção, contribuindo para o ciclo de nutrientes e fornecendo uma fonte adicional de renda para os agricultores.

As diferentes espécies presentes no SAF interagem de maneira complementar, criando sinergias que beneficiam o ecossistema como um todo e promovem o uso eficiente de recursos como água e nutrientes do solo.

Vantagens e desafios do sistema agroflorestal

Vantagens

  • Diversificação da produção agrícola: a produção de uma ampla variedade de alimentos e produtos em uma mesma área aumenta a segurança alimentar e a resiliência do sistema.
  • Conservação da biodiversidade e dos recursos naturais: a pluralidade de espécies e habitats contribui para a conservação da biodiversidade e a proteção dos ecossistemas locais.
  • Melhoria da fertilidade do solo: a presença de árvores e a utilização de práticas agroecológicas melhoram a fertilidade do solo, reduzem a dependência de fertilizantes químicos e promovem a sustentabilidade em longo prazo.
  • Redução da necessidade de insumos químicos: a integração de diferentes espécies vegetais e animais ajuda a controlar pragas e doenças de forma natural, reduzindo a necessidade de pesticidas e herbicidas.
  • ração de renda adicional: as árvores plantadas podem gerar produtos madeireiros e frutíferos, podendo ser comercializados.
  • Compensação do carbono: de acordo com o pesquisador da Embrapa Eufran Amaral, em áreas com sistemas agroflorestais a diversidade de espécies com variados estratos florestais e sistemas radiculares promove o aumento gradativo da biomassa florestal e da matéria orgânica. Além de proteger o solo e melhorar a biodiversidade local, esse processo natural ajuda na regulação climática e conservação dos recursos hídricos, fatores que favorecem a ampliação dos estoques de carbono (CO₂) nesses locais e indicam que os SAFs podem viabilizar a prestação de serviços ambientais em comunidades rurais da Amazônia.

Desafios

  • Dificuldade de mecanização: a presença de árvores e a diversidade de culturas podem dificultar a utilização de maquinário agrícola, exigindo métodos de cultivo com mais mão de obra.
  • Escolha do arranjo produtivo/conhecimento do mercado (mão de obra especializada): a escolha do consórcio/arranjo produtivo é primordial para se ter uma agrofloresta economicamente viável. Além disso, agroflorestas requerem técnicas e conhecimentos específicos, diferentes daqueles da agricultura tradicional, com os quais os produtores geralmente estão mais familiarizados.
  • Escala: em relação à escala, não é possível, ainda, competir com uma monocultura de soja de 10 mil hectares, por exemplo. Mas os sistemas agroflorestais estão avançando e isso tornará possível que um dia surjam fazendas agroflorestais capazes de suplantar as monoculturas, com a vantagem de diversificação de produções. Afinal, em uma mesma área é possível cultivar diferentes grãos, hortaliças, frutas e verduras, além de se dedicar à criação de animais e ovos.
  • Financiamento: o financiamento representa um gargalo, pois as agroflorestas levam dois anos para apresentar retorno financeiro e requerem um investimento inicial que pode chegar a R$ 20 mil por hectare. Neste ponto abrem-se oportunidades, por exemplo, para fundos de investimento especializados.

Impactos socioeconômicos dos sistemas agroflorestais

Os sistemas agroflorestais têm o potencial de gerar uma série de impactos positivos tanto do ponto de vista ambiental quanto socioeconômico, como a diversificação da produção agrícola e florestal na propriedade, recomposição da paisagem, reflorestamento, recuperação de áreas degradadas, aumento da capacidade produtiva do solo, segurança alimentar e aumento de renda para o produtor e sua família, conservação ambiental, biodiversidade da flora e fauna, redução do desmatamento, das queimadas e dos impactos nas mudanças climáticas globais.

Assim como já mencionado, eles contribuem para a conservação do meio ambiente, mas vão além disso: promovem também a segurança alimentar.
Sistemas agroflorestais e a compensação de carbono

Outro ponto de destaque é que os SAFs podem ajudar a mitigar os efeitos das mudanças climáticas. As árvores plantadas do cultivo absorvem dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera durante o processo de fotossíntese, armazenando carbono em sua biomassa e no solo. Isso ajuda a reduzir a quantidade de CO₂ na atmosfera e contribui para diminuir o aquecimento global.

Esse processo faz com que os sistemas agroflorestais sejam também, ótimas ferramentas de geração de crédito de carbono ou certificados de compensação de gases de efeito estufa. Ambos não fomentam apenas a economia como também facilitam e estimulam empresas e indústrias a reduzirem a quantidade CO₂ na atmosfera do planeta.

Panorama brasileiro frente à agricultura sintrópica

No Brasil, o sistema agroflorestal tem sido cada vez mais adotado em diferentes regiões do país. A diversidade climática e ambiental do Brasil proporciona um ambiente propício para a implementação de SAFs adaptados às condições locais e às necessidades dos agricultores. O fato de a economia ter como um de seus pilares o agronegócio, potencializa ainda mais a disseminação desse método.

Segundo o último Censo Agropecuário realizado pelo IBGE em 2017, o número de agroflorestas no Brasil era de 491.400, sendo a Bahia a região com mais sistemas. Essa era a quantidade há sete anos. Atualmente esse número aumentou, principalmente com a urgência causada pelo aquecimento global e o avanço das tecnologias, trazendo assim, a necessidade de um novo Censo Agropecuário.

Existem políticas públicas de âmbitos federal, estadual e municipal que fomentam esse sistema. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) tem uma linha de crédito para atender aos SAFs com taxa de juros de 3%. Ainda, o governo quer lançar programa de incentivos a agroflorestas, projeto que está sendo discutido com o BNDES, BID e Petrobras; informações pronunciadas pelo ministro do Ministério do Desenvolvimento Agrário em uma entrevista ao Poder 360, em outubro de 2023.

Também existem bastantes iniciativas privadas e independentes que estimulam esses sistemas. As climate techs, os projetos institucionais e as ONGs são pioneiros nos incentivos a agroflorestas, principalmente na relação com pequenos agricultores. Essas iniciativas geralmente se atrelam à compensação de carbono na atmosfera, beneficiando a tríade: produtores, meio ambiente e empresas.

As climate techs são empresas que juntam inovação e tecnologia para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, além de impulsionar o desenvolvimento de uma economia sustentável e de baixo carbono. Com relação aos SAFs, as climate techs trabalham para viabilizar a existência e o manejo do sistema, impactando os pequenos agricultores e acessibilizando a remoção/redução de carbono para as empresas.

Cases de climate techs brasileiras

Agroforestry Carbon

A Agroforestry Carbon é uma plataforma ESG conectada ao mercado de créditos de biodiversidade agroflorestal (CBA). Essa startup tem como objetivo unir pequenos produtores de todo o Brasil a empresas interessadas em compensar suas emissões de carbono. Por meio da plataforma, as empresas podem escolher a quantidade de carbono que desejam compensar e financiar pequenos produtores agroflorestais no plantio e manejo das árvores, utilizando planos de assinatura e outros serviços, como Inventário GEE (Gases de Efeito Estufa) e calculadora de CO₂.

Com um crescimento notável, a Agroforestry Carbon registrou um faturamento de R$ 56 mil em 2022, valor que saltou para R$ 2,3 milhões em 2023. Além disso, recebeu reconhecimento como uma das startups com maior potencial de impacto pela Pequenas Empresas Grandes Negócios, da Rede Globo.

Em 2021, a Agroforestry Carbon recebeu um investimento inicial de R$ 300 mil da Regenera Ventures, que foi fundamental para concretizar a startup. Em fevereiro deste ano, a agtech lançou uma nova rodada de captação de recursos para continuar expandindo suas operações e impacto. Você pode saber mais a respeito da rodada clicando no banner abaixo.

Belterra Agroflorestas

A Belterra Agroflorestas é uma startup dedicada a colaborar com pequenos e médios produtores para promover práticas agroflorestais para a recuperação de áreas degradadas. O foco da sua solução é oferecer ao produtor um projeto de SAF estruturado e personalizado para a área analisada além de recursos técnicos e financeiros, podendo fazer parceria por arrendamento de terras não utilizadas, parceria rural para quem quer começar ou integração a sistemas já existentes. O capital e a monetização da operação vêm de fundos de financiamentos e grandes empresas que querem melhorar seus indicadores ESG, já que podem comprar os produtos agroflorestais ou se atrelar à compensação de carbono.

Fundada com recursos da mineradora Vale, que tem como meta restaurar 100 mil hectares até 2030, a startup possui grandes nomes como parceiras, como Cargill, JBS, Natura e Amazon. Os próximos passos é fazer uma rodada de equity para captar até R$ 50 milhões.

WayCarbon

A WayCarbon é uma empresa especializada em consultoria e desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras voltadas para a sustentabilidade. Suas principais atividades são: avaliação de emissões de gases de efeito estufa, desenvolvimento de projetos de mitigação, gestão de energia e recursos naturais e certificações ambientais.

Ela atende clientes de diversos setores, como empresas privadas, governos e ONGs. Sua última captação foi em 2023, numa Series B, com um valor de US$ 50 milhões.

Conclusão

Os Sistemas Agroflorestais representam uma abordagem inovadora e sustentável para a agricultura que tem ganhado destaque como uma alternativa viável e promissora para a produção de alimentos de forma equilibrada. Além disso, o estudo da WRI Brasil, estimou que o país tem cerca de 30 milhões de hectares degradados, e a melhor chance que temos de recuperar todas essas áreas é pelas agroflorestas.

Pesquisas recentes mostram também que os Sistemas Agroflorestais podem exercer um importante papel na adaptação a eventos climáticos extremos. As alterações nos padrões do clima são uma ameaça à produção agrícola em todo o mundo. Estimativas indicam que as mudanças climáticas podem reduzir a produtividade global da agricultura em 17%. O IPCC identificou o plantio em sistemas agroflorestais como uma das medidas mais interessantes para a adaptação climática, tornando as propriedades rurais mais resilientes e resistentes a pragas, secas e inundações.

As iniciativas existentes são potentes e demonstram que é possível conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. No entanto, é crucial que haja um esforço contínuo de todos os setores da sociedade, incluindo governos, empresas e sociedade civil, para promover e expandir os sistemas agroflorestais em larga escala. Somente assim poderemos superar os desafios ambientais e sociais que enfrentamos atualmente, garantindo o futuro das próximas gerações.

Fonte: Blog Arara Seed

A agricultura sintrópica e sua aplicação na viticultura regenerativa

A fusão da sabedoria ancestral com a ciência moderna

Em um mundo onde a viticultura enfrenta crescentes desafios ambientais, a agricultura sintrópica surge como um farol de inovação e esperança. Essa prática agrícola, idealizada pelo agricultor e cientista suíço-brasileiro Ernst Götsch, propõe uma aliança entre a produção e a regeneração dos ecossistemas, oferecendo um futuro mais sustentável para os vinhedos ao redor do mundo.

Origens da Agricultura Sintrópica:

Ernst Götsch dedicou sua vida ao desenvolvimento de sistemas agrícolas que funcionam em harmonia com a natureza. Baseando-se na observação minuciosa dos processos naturais, Götsch criou um conjunto de princípios agrícolas que imitam os ciclos e estruturas dos ecossistemas naturais, promovendo a biodiversidade, a regeneração do solo e a eficiência produtiva.

Implementação na Viticultura:

A aplicação da metodologia de Götsch ao cultivo de uvas implica uma reestruturação radical na gestão dos vinhedos:

  • Planejamento baseado em ecossistemas: O vinhedo é concebido como um ecossistema interconectado, onde cada elemento desempenha um papel na saúde geral do sistema.
  • Diversidade funcional: Introduzem-se diversas espécies de plantas e árvores dentro e ao redor dos vinhedos, cada uma escolhida por sua função ecológica — desde a fixação de nitrogênio até o fornecimento de habitat para agentes biológicos de controle de pragas.
  • Manejo sintrópico do solo: Incentiva-se a cobertura permanente do solo, o uso de adubos verdes e culturas de cobertura para manter e melhorar a fertilidade do solo sem insumos químicos externos.

A agricultura sintrópica na viticultura busca maximizar as interações benéficas entre as diferentes espécies vegetais e os microrganismos do solo:

  • Controle natural de pragas e doenças: A biodiversidade no vinhedo cria um ambiente menos favorável às pragas e doenças da videira, reduzindo a necessidade de intervenções químicas.
  • Otimização de recursos: O sistema sintrópico é projetado para capturar e reciclar nutrientes e água de forma eficiente, minimizando a necessidade de irrigação e fertilização.

Casos de sucesso e avanços técnicos:

Vinhedos que adotaram a agricultura sintrópica relatam resultados promissores. Estudos mostram que esses vinhedos não apenas mantêm, como também melhoram a qualidade da produção de uvas, ao mesmo tempo em que restauram a saúde de seus ecossistemas. A viticultura sintrópica está se tornando um modelo tanto para a pesquisa agrícola quanto para a prática sustentável.

Conclusão:

O legado de Ernst Götsch e o desenvolvimento da agricultura sintrópica oferecem uma estrutura poderosa para uma viticultura mais sustentável e produtiva. Ao aplicar esses princípios nos vinhedos, os viticultores não apenas melhoram a saúde das videiras e a qualidade do vinho, mas também contribuem para a saúde global do planeta, promovendo a biodiversidade e a regeneração do solo.

Vinhedos que implementaram práticas sintrópicas tornam-se estudos de caso vivos de como a agricultura pode coexistir em harmonia com os ecossistemas naturais. Esses sistemas não apenas oferecem um habitat rico e diverso que protege e nutre as videiras, como também representam um modelo replicável, que pode ser adaptado e adotado em diferentes regiões e contextos vitivinícolas.

Fonte: Viticultura Regenerativa

Por que consumir alimentos orgânicos?

A agricultura orgânica visa principalmente produzir alimentos saudáveis e proteger o meio ambiente, uma vez que não usa insumos químicos como fertilizantes e agrotóxicos, além de sementes modificadas e mecanização intensa.

A ideia da agricultura orgânica surge em oposição aos modelos convencionais, que são conhecidos por poluir cursos d’água, esgotar os nutrientes do solo, não oferecer condições de trabalho justas e salários dignos aos trabalhadores e, por fim, produzir alimentos que não fazem bem ao organismo humano.

Os alimentos orgânicos não se resumem apenas a agricultura, mas também fazem parte na pecuária, de modo que os animais não recebem hormônios.

O foco da agricultura orgânica não é a quantidade de alimentos, mas sim, a qualidade deles.

Geralmente possuem mais vitaminas, minerais e antioxidantes do que os convencionais. Ou seja, a agricultura orgânica preza muito pela saúde dos consumidores.

Para exemplificar, podemos citar menos gorduras saturadas no gado orgânico, maior nível de ômega-3 em frango orgânico, acréscimo de 29% de magnésio em vegetais orgânicos e aumento de resveratrol em vinhos orgânicos. Como você pode perceber, esses alimentos são mais saudáveis, e assim contribuem para a prevenção de doenças (inclusive o câncer) e fortalecem o sistema imunológico.

Ao eliminar o uso de agrotóxicos, o agricultor tem economia financeira. A agricultura convencional faz um forte uso de máquinas, que acabam substituindo o trabalho humano.

Portanto, a agricultura orgânica também tem o benefício de empregar muitos trabalhadores, e muitas vezes é praticada por famílias.

A desvantagem é que para produzir alimentos nesse modelo, os custos são mais elevados, e o preço final dos alimentos nos mercados e feiras acaba ficando mais caro também, podendo ficar até 40% mais caro. Mas de uma forma geral, os alimentos orgânicos não são acessíveis a boa parte da população.

O Brasil é um dos países que mais usa agrotóxicos no mundo. Muitas substâncias proibidas em diversos países são permitidas por aqui. Por outro lado, a produção orgânica vem crescendo no país. Atualmente, existem cerca de 15 mil propriedades certificadas e alguns estados que se destacam são Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Além dos produtores que cultivam para vender, também vêm crescendo o número de pessoas que cultivam alimentos orgânicos dentro de casa para o consumo próprio.

O cultivo pode acontecer em quintais ou até mesmo no interior da residência, sob a forma de um jardim vertical, por exemplo.

Fonte: Blog Ciclo Orgânico

Como economizar água e manter a produtividade nas plantações

O tema da irrigação nas lavouras merece atenção, pois 70% da água potável utilizada no mundo é pela agricultura.

Você sabia que se a agricultura economizasse 10% de água isso seria suficiente para abastecer duas vezes a população mundial?

Felizmente é possível economizar água e ao mesmo tempo manter a produtividade nas plantações.

É muito comum que haja desperdício ou então carência do recurso na agricultura. Ou seja, algumas plantações sofrem com estiagens, enquanto outras desperdiçam muita água. A irrigação adequada também é importante para render boas colheitas.

É importante captar e usar água das chuvas para irrigar as plantações. A água da chuva é rica em nutrientes benéficos para as plantas. Por exemplo, é rica em nitrogênio, que é um nutriente essencial para o desenvolvimento das plantas. Uma técnica é a instalação de cisternas para captar a água que cai nos telhados da propriedade. Assim o produtor pode economizar com abastecimento. A água das chuvas também pode ser usada para lavar máquinas.

Cada espécie de planta possui uma necessidade de irrigação, algumas necessitam mais, outras menos.

Por isso é importante ter esse conhecimento. Por exemplo, cactos e suculentas conseguem se desenvolver com pouca água, enquanto plantas tropicais e de folhas largas necessitam de mais.

Além das características das plantas, outros fatores determinam a quantidade de regas.

Por exemplo, em dias mais quentes a água tende a evaporar, sendo necessário regar mais.

Plantas em épocas de floração necessitam de mais água do que em épocas de dormência. Solos argilosos retêm mais água do que os arenosos.

Uma boa técnica para economizar água na agricultura e usá-la de forma eficiente é a irrigação por gotejamento. Tubos com pequenos furos são instalados de modo que esses furos fiquem bem próximos às raízes das plantas, aplicando apenas algumas gotas. Assim é possível economizar até 60% de água.

A irrigação em excesso pode encharcar o solo e prejudicar as plantas. A oferta de oxigênio para as plantas pode ficar reduzida e as raízes podem ser sufocadas.

Existem sensores de umidade do solo que indicam quando as plantas estão precisando de mais água. O uso de telas para sombrear as plantas pode reduzir a evaporação da água no solo.

Fonte: Blog Ciclo Orgânico

Conheça os incríveis benefícios do adubo orgânico

O adubo orgânico é produzido a partir da compostagem. A compostagem é uma técnica que transforma resíduos de origem animal e vegetal em adubo. É uma alternativa barata para os agricultores. Além do adubo orgânico fertilizar o solo, pelo fato de ser produzido a partir de resíduos vegetais e animais, evita que esses resíduos sejam destinados a aterros sanitários e lixões, onde produzem gás metano e chorume, que possuem graves impactos ambientais.

O adubo orgânico serve principalmente para fornecer nutrientes às plantas. Serve também para corrigir, conservar e recuperar a fertilidade do solo.

Além dos macronutrientes fósforo, potássio e nitrogênio, também fornece micronutrientes como cálcio, magnésio e enxofre. Pode ser aplicado em qualquer cultura e o ideal é que seja adicionado após uma análise de solo, pois assim é possível identificar quais nutrientes estão mais em falta e escolher o tipo de adubo mais adequado.

Outro tipo de adubo é o químico, que é produzido a partir da extração mineral ou refino do petróleo. Entre os tipos de adubos químicos mais conhecidos estão os carbonatos, cloretos e fosfatos.

Os adubos químicos são muito utilizados pois são absorvidos de forma mais rápida que os orgânicos, porém podem causar danos e desequilíbrio aos solos.

Também podem ser escoados pela água da irrigação, ficam disponíveis por menos tempo e os nutrientes podem ser perdidos para a atmosfera.

Quais são os benefícios do adubo orgânico?

  • Retém água no solo
  • Reduzem as oscilações de temperatura ao longo do dia, uma vez que não são bons condutores de calor
  • Melhoram a circulação de ar no interior do solo
  • Em comparação com o adubo químico, o orgânico é absorvido mais lentamente, mas possui efeitos mais duradouros e saudáveis

De uma forma geral, podemos dizer que o adubo orgânico favorece o crescimento das raízes, a floração, a frutificação e a resistência a doenças e pragas.

Fonte: Blog Ciclo Orgânico

Como plantar e cuidar de cerejeiras com sucesso

Para plantar cerejas com sucesso, é importante entender as necessidades específicas dessa fruta. As cerejas são uma fruta delicada e requerem uma atenção especial para crescerem saudáveis e saborosas. Neste artigo, você aprenderá os passos necessários para plantar cerejas em sua própria casa e colher frutas frescas e deliciosas.

Antes de começar a plantar, é importante escolher o local certo para o seu pomar de cerejas. As cerejeiras precisam de solo bem drenado e rico em nutrientes para crescerem saudáveis.
Além disso, elas precisam de muita luz solar direta para florescer e produzir frutas.

Se você não tem um espaço adequado em seu quintal, considere plantar cerejas em vasos ou recipientes grandes. Com as técnicas adequadas, é possível cultivar cerejas mesmo em áreas urbanas.

Escolha das Mudas

Ao plantar cerejas, a escolha das mudas é um passo importante para garantir o sucesso no cultivo. Nesta seção, abordaremos alguns pontos importantes a serem considerados na escolha das mudas.

Tipos de Mudas

Existem dois tipos principais de mudas de cereja: enxertadas e produzidas por sementes. As mudas enxertadas são mais recomendadas, pois apresentam maior resistência a doenças e pragas, além de produzirem frutos de melhor qualidade e mais cedo do que as mudas produzidas por sementes.

Melhor Época para Plantio

O plantio de mudas de cereja deve ser realizado no outono ou no inverno, quando as temperaturas são mais amenas e a planta está em dormência.

Isso permite que a planta se estabeleça melhor no solo antes do início da primavera, quando ocorre a brotação e o início do crescimento.

Ao escolher as mudas de cereja, é importante observar a qualidade das raízes e da parte aérea da planta. As raízes devem estar bem desenvolvidas e saudáveis, sem sinais de podridão ou doenças. A parte aérea da planta deve apresentar um bom equilíbrio entre o sistema radicular e a copa, com ramos fortes e saudáveis.

Lembre-se de escolher mudas de cereja de variedades adequadas ao clima e ao solo da sua região, para garantir um cultivo saudável e produtivo.

Preparo do Solo

Antes de plantar cerejas, é importante preparar o solo corretamente para garantir o desenvolvimento saudável das plantas. Nesta seção, vamos discutir a análise do solo, a adubação e o pH.

Adubação e pH

Para o cultivo de cerejas, é importante que o solo tenha um pH entre 6,0 e 6,5.

Se o pH do solo estiver abaixo desse intervalo, é necessário corrigi-lo adicionando calcário ao solo. É importante lembrar que a correção do pH do solo deve ser feita com antecedência, cerca de seis meses antes do plantio.

Além disso, é importante adubar o solo com fertilizantes ricos em potássio e fósforo para garantir o desenvolvimento saudável das plantas. A adubação deve ser feita com antecedência, cerca de três meses antes do plantio, para que os nutrientes possam se incorporar ao solo.

Lembre-se de seguir as recomendações específicas para o seu tipo de solo e para as variedades de cerejas que você pretende plantar. Com o preparo do solo correto, você estará dando o primeiro passo para uma colheita de cerejas saudáveis e saborosas.

Plantio

O plantio da cereja é uma etapa crucial para garantir uma boa colheita. É importante escolher um local com solo bem drenado e fértil, com pH entre 6,0 e 7,0. Além disso, é necessário escolher mudas saudáveis e com boa procedência.

Espaçamento

O espaçamento entre as mudas de cereja deve ser de 5 a 6 metros na linha e 3 a 4 metros entre as linhas. Isso garante que as plantas tenham espaço suficiente para se desenvolverem e que a colheita seja facilitada.

Irrigação

A cereja é uma fruta que necessita de um bom suprimento de água para se desenvolver bem. Durante o plantio, é importante fazer uma irrigação abundante para que as mudas se estabeleçam bem. Depois disso, é necessário manter a irrigação regular, especialmente em períodos de estiagem.

É importante lembrar que o excesso de água pode prejudicar o desenvolvimento das raízes e favorecer o aparecimento de doenças. Por isso, é recomendado fazer a irrigação de forma moderada e evitar encharcar o solo.

Com essas informações, você está pronto para realizar o plantio da cereja e garantir uma colheita saudável e abundante.

Cuidados Pós-Plantio

Após plantar suas cerejeiras, é importante tomar alguns cuidados para garantir que elas cresçam saudáveis e produzam frutos saborosos. Nesta seção, vamos falar sobre a poda e o controle de pragas.

Controle de Pragas

As cerejeiras podem ser afetadas por diversas pragas, como pulgões, cochonilhas e ácaros. Para evitar infestações, é importante manter suas árvores saudáveis e bem nutridas. Além disso, você pode utilizar produtos naturais, como óleo de neem e sabão de potássio, para controlar as pragas.

Outra técnica eficaz é a utilização de armadilhas adesivas para capturar insetos voadores, como moscas-das-frutas. As armadilhas devem ser colocadas próximo às cerejeiras e trocadas regularmente.

Lembre-se de sempre seguir as instruções dos produtos utilizados e não exagerar nas doses. Com esses cuidados, suas cerejeiras vão crescer saudáveis e produzir frutos deliciosos.

Fonte: Blog Ciclo Orgânico

Silvopastura: por que devemos plantar árvores no pasto?

Os sistemas silvipastoris oferecem uma alternativa para a diversificação de rendimentos e uma abordagem mais sustentável à pecuária. Ao combinar intencionalmente a produção animal e forrageira com as árvores, este sistema contribui para o aumento da produtividade, do retorno financeiro, do aumento da diversidade biológica e da preservação dos processos ecológicos nas áreas utilizadas para a pecuária.

Os sistemas silvipastoris caracterizam-se por integrar árvores, pastagens e animais em uma mesma área, visando a obtenção de produtos e serviços a partir desses componentes. Servem como uma valiosa ferramenta de gestão da paisagem, ajudando a mitigar os impactos negativos da agricultura e a promover a conservação da biodiversidade e a estabilidade dos processos ecológicos.

Como construir um sistema silvipastoril?

Supondo que o agricultor já possua produção animal baseada em pastagens, podem ser seguidos os seguintes passos:

  1. Escolha das espécies arbóreas: As árvores proporcionam sombra aos animais durante os períodos de alto calor e oferecem oportunidades adicionais de renda para o agricultor. Eles também melhoram a biodiversidade ambiental e do solo. As árvores podem servir como segunda alternativa de rendimento, produzindo madeira ou outros produtos como frutas. Considere a mão-de-obra necessária para o cultivo de árvores e a extração de recursos. A escolha de múltiplas espécies de árvores promove a biodiversidade e um ambiente equilibrado. Sempre priorize mudas de alta qualidade.
  2. Mapeamento dos locais de plantio de árvores: Considere o posicionamento do sol, a cobertura de sombra, entre outros fatores essenciais para o manejo posterior à seleção dos locais de plantio de árvores. As árvores podem estar dispostas em fileiras simples ou duplas, em uma floresta (bosque), ou espalhadas pela pastagem.
  3. Construção de cercas: Dependendo do tamanho das mudas de árvores, das práticas de manejo dos animais e das espécies selecionadas, construa cercas ao redor das áreas de plantio de árvores para protegê-las dos animais que pastam. As cercas (eletrificadas) aumentam a probabilidade de estabelecimento bem sucedido das árvores jovens.

Apesar dos inúmeros benefícios, é fundamental considerar o custo de implementação dos sistemas silvipastoris. Embora as mudas de árvores possam ser obtidas gratuitamente, a construção de cercas acarreta um custo. Contudo, a introdução de árvores gera rendimentos adicionais, compensando estes custos iniciais ao longo do tempo.

Ao implementar um sistema silvipastoril, avaliar a compatibilidade das espécies forrageiras com a sombra. Evite cobrir todo o pasto com sombras e escolha espécies tolerantes à sombra. É importante manter partes do campo abertas (sem sombra) para que os animais possam ficar ao sol para se aquecerem nos dias frios.

Exemplos amplamente utilizados de sistemas silvipastoris incluem a integração de árvores de eucalipto plantadas em fileiras (devem ser preferidas grandes distâncias de plantio) em pastagens. Os eucaliptos funcionam como quebra-ventos e proporcionam sombra aos animais. Após a maturação, essas árvores podem ser vendidas para produção de madeira e novas mudas são plantadas no local. A diversificação de espécies de árvores, como a combinação da produção de madeira com bananeiras, proporciona múltiplas fontes de rendimento, mas requer espécies adaptadas à região.

Conclusão

Os sistemas silvipastoris aumentam a produtividade ao combinar a produção animal com o cultivo de plantas na mesma área. A inclusão de árvores nas pastagens serve como segunda fonte de rendimento, quebra-vento e sombra para os animais, ao mesmo tempo que contribui para a redução da erosão do solo, conservação da água e da umidade e diminuição da dependência de fertilizantes minerais. Se for devidamente gerido, este sistema também pode capturar e fixar carbono, abordando preocupações de sustentabilidade e emissões de dióxido de carbono.

Fonte: Portal WikiFarmer

Como compor e usar biofertilizantes com segurança e eficácia

O que é um biofertilizante?

O Biofertilizante é um adubo orgânico líquido que pode ser produzido dentro de qualquer propriedade rural, com materiais fáceis de encontrar na própria propriedade (esterco de animais e restos vegetais). Seu preparo é muito fácil e ocorre em um tempo relativamente curto, sendo ideal para complementar a fertilização com adubo.

Produzido e composto a partir de organismos vivos, é um fertilizante natural que contém os principais minerais que alimentam diretamente as plantas, aumentando a absorção de nutrientes e a biomassa radicular ao mesmo tempo em que auxilia as plantas no controle de pragas e doenças.

O biofertilizante é inofensivo ao ser humano, aos animais e ao meio ambiente em geral e é definido como: economicamente viável, ecologicamente correto, socialmente justo, culturalmente adequado, tecnologicamente adequado e cientificamente comprovado.

Assim, torna-se ideal para pequenos produtores e/ou agricultores familiares, principalmente aqueles que produzem alimentos básicos e fundamentais para consumo humano.

A utilização crescente de fertilizantes químicos e pesticidas, como motivação para o alegado aumento da produção agrícola, tem provocado uma acumulação nociva de pesticidas nos alimentos e a contaminação da água, do solo e da atmosfera, envenenando sobretudo os próprios agricultores, mas também as populações em geral. Paralelamente, destaca-se a seleção perversa de pragas resistentes e a consequente necessidade de doses maiores ou de novos produtos ainda mais tóxicos.

A crescente demanda atual por alimentos saudáveis e livres de tóxicos e a necessidade de utilização de insumos agrícolas que não tragam riscos à saúde humana, aos animais e ao meio ambiente em geral aumentaram e se constituem em uma questão premente que impulsiona mudanças significativas no setor.

Nesse contexto, os Biofertilizantes e Biopesticidas surgem mais uma vez como soluções seguras para a produção de alimentos saudáveis e proteção socioambiental.

Toxicidade do biofertilizante:

Biofertilizante pronto para uso

Os biofertilizantes, em princípio, têm baixíssima toxicidade para pessoas, animais e meio ambiente. Mesmo assim, recomenda-se não entrar em contato com a boca, nariz, ouvido e olhos e, como medida de precaução, lavá-los com água limpa se entrarem em contato com a pele. Recomenda-se prioritariamente manter as crianças afastadas quando os biofertilizantes são produzidos, manuseados, armazenados e utilizados. Adultos que estiverem manuseando biofertilizantes, mesmo que não haja contato aparente, devem lavar as mãos, braços e todo o rosto com água limpa após manusear os biofertilizantes. Se houver contato com qualquer parte do corpo, esta parte deve ser lavada com água limpa.

ATENÇÃO: Estas recomendações são apenas preventivas. Em princípio, os biofertilizantes têm baixíssima toxicidade.

Os biofertilizantes podem ser usados em qualquer cultivo, mas seu uso deve ser controlado para evitar o uso excessivo

Apesar de suas inúmeras vantagens, o uso excessivo de Biofertilizantes pode causar desequilíbrios químicos, físicos e biológicos, tornando o solo impróprio para o cultivo de determinadas espécies, da mesma forma que os fertilizantes químicos.

De qualquer forma, o agricultor deve aplicaro biofertilizante após as regas ou chuvas e nas horas mais frescas do dia.

Aplicação costeira/manual do biofertilizante

A frequência e o tempo de aplicação dependem da espécie. A melhor forma de decidir o momento da aplicação de biofertilizantes na lavoura é observando o desenvolvimento das plantas. Em geral, essas aplicações podem ser repetidas semanalmente até o segundo mês de cultivo. A partir do terceiro mês, o agricultor pode aplicá-los a cada 15 dias.

Aplicações foliares não são recomendadas durante a floração das plantas. As aplicações são recomendadas antes da floração ou após a fertilização e podem ser aplicadas em frutas em crescimento. Quando pulverizado diretamente sobre as folhas de hortaliças ou sobre frutos a serem colhidos em breve (quase maduros), deve-se permitir um mínimo de 45 dias para o consumo humano dessas matérias-primas. Mesmo assim, recomenda-se lavar legumes e frutas com uma solução de vinagre a 2% em água potável antes de consumi-los. Produtos minimamente processados com fervura, torrefação, panificação ou outros são mais seguros.

Suponha que o biofertilizante seja obtido apenas de produtos vegetais, ou seja, SEM o uso de esterco animal*. Nesse caso, os produtos vegetais crus podem ser consumidos após um período de carência de sete dias e após terem sido suficientemente lavados com água corrente limpa. No entanto, como mencionado anteriormente, o ideal é usar uma solução de vinagre a 2% para lavá-los antes do consumo.*Biofertilizante SEM esterco animal é uma alternativa viável para comunidades que rejeitam o biofertilizante com esterco animal, mas desejam praticar Agroecologia para eliminar o uso de agrotóxicos.

No caso dos biofertilizantes serem produzidos apenas com esterco animal, os prazos de carência para consumo são rígidos. Assim, em caso de dúvida ou desconfiança do agricultor: para hortaliças de consumo imediato, recomendamos apenas a FERTIRRIGAÇÃO, ou seja, a aplicação de qualquer biofertilizante diretamente no solo, diluído (Diluir 1L de biofertilizante em 05 a 10L de água limpa) em água limpa. Na forma de Fertirrigação, o biofertilizante aplicado diretamente no solo também proporciona excelente crescimento das plantas. O consórcio “SPRAYING + FERTIRRIGATION” é possível e altamente recomendado.

Em pastos: Recomenda-se um período de carência de sete dias antes que os animais residentes voltem a pastar no local de aplicação.

Sementes: Também podem ser tratadas com biofertilizante puro antes do plantio, imergindo-se na calda pura por 20 minutos. Antes da semeadura, as sementes tratadas precisam secar (em local ventilado e à sombra) antes da semeadura.

Por fim, não é recomendável aplicar toda a quantidade de biofertilizantes em uma única aplicação, pois podem ocorrer perdas de nutrientes por erosão e lixiviação.

Recomenda-se aplicá-lo até o início da colheita para cobrir as necessidades da planta ao longo das fases de crescimento. Lembre-se sempre que a dose de diluição é o que diferencia o “remédio” do veneno.

Como produzir e aplicar biofertilizantes?

Diluição básica de biofertilizantes:

Fertirrigação: Para uso direto no solo. Diluir 1 litro de biofertilizante em 0,5 a 10 litros de água limpa. Aplicar uniformemente a mistura diluída com regador manual até que se observe um contínuo molhamento superficial do solo cultivado, sem escorrimento.

Spraying: Para uso foliar. Diluir 1 litro de Biofertilizante em 10 a 20 litros de água limpa. Aplique a mistura diluída com um pulverizador costal comum banhando a planta sem escorrimento.

Produção de Biofertilizantes – Receita Completa

Ingredientes básicos:

  • Canister (tanque/lata/cilindro/barril) de 200L. Reserve um local fresco, protegido e de fácil acesso, protegido das intempéries.
  • 20 litros de estrume fresco: Preferencialmente bovino/cabra/coelho/cavalo (portanto não curtido, sendo permitida mistura ou mistura aleatória). O esterco de galinha e porco exige maiores cuidados com a saúde, por isso seu uso é evitado. Em hipótese alguma use esterco de cachorro e gato. Certifique-se de que os animais não receberam antibióticos na última semana antes da produção dos dejetos.
  • Água limpa (mínimo 200L). A qualidade da água é essencial.
  • 40L de material vegetal não processado (cortado e não triturado).

Você pode usar materiais vegetais facilmente disponíveis no local, ou seja, não necessariamente todos listados abaixo.

De fato, poderemos produzir biofertilizantes com quantidades de material vegetal que variam de 0 (zero) a 40L, e com a quantidade de esterco animal sempre mantida em 20L nos mesmos 200L de água.

Biofertilizante em preparação

Material vegetal recomendado ou aditivo vegetal:

  • Folhas verdes de vegetação nativa e/ou folhas verdes de qualquer espécie da região (exceto eucalipto);
  • Ervas daninhas residentes (inteiras);
  • Vinhas (incluindo os ramos finos);
  • Folhas de bananeira;
  • Folhas de bambu;
  • Frutos caídos (verdes, maduros, velhos) de qualquer espécie nativa da região (ou não nativa). Inflorescências também estão incluídas;
  • Cama de aviário, cama de cunicultura;
  • Cana-de-açúcar picada (incluindo folhas);
  • Plantas de mandioca picadas (incluindo folhas);
  • Cinzas de forno a lenha (máximo 1Kg e evitar restos de carvão).

MUITO IMPORTANTE: Se na propriedade do agricultor houver plantas resistentes a doenças da lavoura e que possam crescer facilmente mesmo em solos pobres, então é altamente recomendável usar suas folhas na mistura e aplicá-las como aditivo vegetal.

Modo de Preparo: Passo a Passo

  • Deposite todo o estrume fresco na botija de 200L;
  • Deposite todo o material vegetal picado logo em seguida;
  • Complete com água limpa até preencher todo o volume do canister;
  • Vire com um palito e tampe ou apenas tampe a vasilha e deixe fermentar;
  • Vire o conteúdo com um palito todos os dias até a fermentação terminar, o que levará aproximadamente 30 dias;
  • Filtrar o produto final em peneira de malha fina ou pano de algodão;
  • Engarrafar garrafas pet lavadas internamente com tampa bem vedada e armazená-las em local fresco e protegido das intempéries.

Filtragem/engarrafamento de biofertilizante

ATENÇÃO: O biofertilizante filtrado e engarrafado não deve mais entrar em contato com o ar atmosférico e pode ser armazenado por um ano, até o momento exato de seu uso no campo, quando será diluído em água limpa conforme explicado anteriormente.

NOTE: A parte sólida do biofertilizante (o material retido na peneira ou no tecido após a filtragem) também é uma excelente fonte de matéria orgânica e nutrientes para as plantas e pode ser utilizada diretamente no solo cultivado.

Por fim: O uso contínuo de biofertilizante e biofertilização ALIADO À COMPOSTAGEM permitirá que cada comunidade adapte sua produção às suas necessidades, encontrando os componentes ideais bem como suas respectivas quantidades.
Biopesticídas:

Se você deseja um biofertilizante com função de defesa natural, basta adicionar no tanque plantas inteiras (folhas, flores, frutos, raízes, cascas e caules finos) que sejam reconhecidas por suas propriedades inseticidas/bactericidas/fungicidas/nematicidas/acaricidas, etc.. Tais plantas são: tithonia, calêndula, etc, e até folhas de tabaco.

  • Para jardins, vasos de flores, hortas e hortas caseiras, recomendamos esmagar 5 dentes de alho com 5 dentes de pimenta em um litro de água.
  • Deixe a solução em repouso por 24 horas.
  • Em seguida, filtre a solução com um pano de algodão.
  • Diluir a solução filtrada em 5 litros de água e aplicar por pulverização nas plantas atacadas pelas pragas. Se o ataque da praga for muito intenso, dilua a solução com menos água. Em casos extremos, é possível aplicar a solução pura obtida imediatamente após o esmagamento do alho e da pimenta, ou aumentar a quantidade de alho e pimenta a ser esmagada.
  • Tenha cuidado para que o produto pulverizado não entre em contato com os olhos.

ATENÇÃO: Você não deve usar folhas de tabaco repetidamente porque causa dependência química. Deve ser usado apenas ocasionalmente.

Informamos também que o biofertilizante puro pode ser utilizado como auxiliar no combate a formigas e insetos mastigadores. Basta inundar os formigueiros ou ninhos de insetos com o produto puro até que fiquem totalmente encharcados de dentro para fora.

O diálogo permanente entre os produtores e a extensão rural possibilitará a resolução de todas as dúvidas de fabricação e uso, bem como de todos os assuntos correlatos.

Outros importantes aliados do agricultor para a produção sustentável de alimentos são: Controle Biológico e Associativo (Cooperativismo), que serão abordados em futuras publicações.

Fonte: Portal WikiFarmer

O que é Agricultura Sintrópica e como os agricultores podem se beneficiar

O que é a Sintropia? (e o que isso tem a ver com agricultura?)

Resumidamente, sintropia é o oposto complementar da entropia. Enquanto a entropia governa as transformações termodinâmicas que libertam energia à custa da complexidade, a sintropia governa a vida, que acumula e organiza a energia. A agricultura sintrópica se apoia nos processos cumulativos de vida (tendência sintrópica) para restaurar a fertilidade dos agroecossistemas.

O que é a Agricultura Sintrópica?

A Agricultura Sintrópica é um conjunto de princípios e práticas – criados pelo geneticista e agricultor suíço Ernst Götsch – que ajudam os agricultores a aprenderem a ler as estratégias naturais de regeneração de cada determinado local e a traduzi-las na forma de intervenções agrícolas. A Agricultura Sintrópica é uma prática que respeita e imita a natureza, tal como muitas outras práticas afirmam fazer. A diferença, porém, é que para os praticantes da Agricultura Sintrópica é bastante claro qual o aspecto natural que deve ser respeitado: a tendência da vida a acumular e organizar a energia, o que se expressa sob a forma de maior diversidade e complexidade, tal como acontece em uma floresta natural.

Principais pilares conceituais:

  • Sintropia
  • Sucessão ecológica
  • Estratificação

Práticas em destaque:

  • cobertura constante do solo tanto por matéria orgânica como por plantio em alta densidade
  • grande produção de biomassa e intenso manejo por meio de poda e/ou roçagem
  • distribuição espacial sistemática das plantas e sincronização do seu crescimento ao longo do tempo

Principais objetivos perseguidos:

  • Independência de irrigação e de insumos externos – sejam eles sintéticos ou orgânicos
  • Alta produção, biodiversa e resiliente
  • Restauração da fertilidade do solo e da saúde das plantas alcançada por meio de processos naturais
  • Autonomia do agricultor para tomar decisões adequadas à sua realidade particular, independentemente de pacotes tecnológicos ou modelos de design pré-definidos

Como organizar as plantas em um sistema sintrópico

Todo ecossistema natural equilibrado é composto por diversas plantas que crescem juntas. Nessa diversidade, existem espécies com diferentes ciclos de vida e diferentes exigências de luz ou resistência à sombra. Apesar de cada planta ter suas características específicas, elas não só crescem juntas como também estabelecem uma relação dinâmica de colaboração mútua. As espécies de crescimento rápido protegem e alimentam as de crescimento mais lento de forma que cada grupo de plantas cria condições para o aparecimento do grupo seguinte. Este é o processo natural de regeneração de florestas. A Agricultura Sintrópica traduz estas características – na sua forma, função e dinâmica – em práticas agrícolas que organizam a distribuição das plantas no espaço, tanto horizontal como verticalmente e também no tempo, de acordo com os ciclos de vida. Isto é feito de uma forma que otimiza a fotossíntese e a produção de biomassa, aumentando a fertilidade total do campo.

Os parâmetros que orientam esta organização são Sucessão e Estratificação.
Organização das Plantas no Espaço – A Estratificação

A distribuição das plantas num plantio sintrópico considera não só a ocupação horizontal, mas também os andares verticais. Cada espécie ocupa o seu próprio estrato de acordo com a posição em que ocorre em condições naturais. Existe também uma proporção ideal de ocupação de cada andar, de forma a otimizar a captação da luz solar e, portanto, a fotossíntese total da área. Imagine a copa das plantas como se fossem painéis solares. Se quiséssemos instalar diferentes painéis solares em um mesmo espaço, esta seria a maneira mais eficiente de o fazer.

As classificações por estratos e as taxas de ocupação são:

  • Emergentes (ocupação aprox. de 20%)
  • Estrato alto (ocupação aprox. de 40%)
  • Estrato médio (ocupação aprox. de 60%)
  • Estrato baixo (ocupação aprox. de 80%)
  • Estrato rasteiro (ocupação aprox. de 15-20%)

A soma das taxas de ocupação mostra que o espaço útil do campo aumenta para aproximadamente 220% devido às sobreposições entre diferentes estratos, como se pode ver na imagem abaixo (figura 1). Isto significa um melhor aproveitamento da área produtiva.

Figura 1. Ocupação dos estratos proposta por Ernst Götsch para Sistemas de Abundância. Tal distribuição aumenta a taxa de fotossíntese por área, facilita os processos termodinâmicos que resfriam e a retenção de água.

Organização das Plantas no Tempo – A Sucessão

A Sucessão na Agricultura Sintrópica acontece em etapas. O ciclo de vida das plantas é a característica fundamental para a sua classificação em: Placenta, Secundária, Clímax e Transicionais.

Passos da Sucessão:

  • Placenta (espécies anuais e bianuais)
  • Secundária (árvores e arbustos de ciclo de vida curto e médio)
  • Clímax (espécies com ciclo de vida longo)
  • Transicionais (espécies com ciclo de vida muito longo).

Cada passo da sucessão conta com uma composição completa de espécies com o seu respectivo ciclo de vida, mas esta ainda não é a história completa. Em uma perspectiva temporal mais ampla, sucessivos consórcios fazem parte de um determinado estágio de desenvolvimento dos Sistemas – estes classificados de acordo com o nível inicial de fertilidade do local. Estamos falando dos grandes passos sucessionais que Ernst Götsch classifica da seguinte maneira:

Fases de sucessão:

  • Sistemas de Colonização: fase em que não há plantas, apenas bactérias, fungos, e pequenas formas de vida)
  • Sistemas de Acumulação: fase em que aparecem as primeiras plantas rústicas, mas água e nutrientes ainda são escassos, e o ecossistema é capaz de sustentar apenas pequenos animais
  • Sistemas de Abundância: fase com um grande fluxo de água e nutrientes, e agora o ecossistema pode sustentar grandes animais e plantas mais exigentes.

Em todo o mundo, a maioria das terras agrícolas encontra-se em algum estágio dos Sistemas de Acumulação. Isto significa que, nessas condições, não podemos cultivar a grande maioria (se não todas) das nossas culturas, a menos que utilizemos muitos insumos (sejam eles de origem sintética ou orgânica). Ao invés de utilizar insumos externos, a abordagem da Agricultura Sintrópica propõe começar com as espécies adequadas para aquele estágio de fertilidade. A ideia é que com a sucessão de consórcios, acelerados por meio dos manejos, será possível acumular capital natural e ativar as dinâmicas naturais de disponibilização de nutrientes, empurrando assim o ecossistema para estágios mais avançados de fertilidade, rumo aos Sistemas de Abundância, como representado na Figura 2.

Não se trata de uma “corrida” ou uma competição. Trata-se de sincronização. A constante poda e organização da matéria orgânica são práticas chave para garantir uma constante produção de biomassa e para manter o solo coberto durante todo o ano. Isso alimenta a microvida do solo, evita o superaquecimento e o protege do impacto direto da chuva e da erosão. Essa prática também substitui a necessidade do uso de herbicidas, uma vez que a ocupação de todos os estratos e a cobertura por matéria orgânica oriunda de poda não deixam nenhum nicho para o aparecimento de plantas não desejadas.

Figura 2. Esquema de sucessão proposto por Ernst Götsch, ilustrando como acontecem, em condições naturais, os intervalos de ocupação dos consórcios sucessionais (placenta, secundária, clímax e transicionais) entre ciclos de distúrbio (clareiras). Em sistemas manejados é possível acelerar a sucessão por meio da poda e da remoção da vegetação envelhecida.

Como funciona o sistema sintrópico?

Um plantio sintrópico ideal inclui um consórcio estratificado de plantas para cada etapa sucessional (exemplos na Figura 3). Portanto, os agricultores devem identificar as espécies adequadas para preencher todas as lacunas no espaço e no tempo, com base no seu comportamento e ciclo de vida. Todos os consórcios – seja placenta, secundária, ou clímax – devem ter espécies que ocupem a maior parte dos andares: baixo, médio, alto e emergente – na taxa de ocupação acima já descrita. Idealmente, todas as espécies de todos os estratos e fases da sucessão são plantadas ao mesmo tempo, de modo a causar o mínimo de distúrbio no solo e as melhores condições para que as relações sinérgicas se estabeleçam.

Figura 3. Exemplos de espécies mediterrânicas e da Caatinga ao longo das etapas e fases de sucessão. (Desenho por Ursula Arztmann).

Por exemplo, um consórcio de placenta de rúcula ou feijão preto (estrato médio-baixo), alface (médio), brócolis (alto), e crotalária (emergente) pode ser sucedido por um consórcio de ciclo mais longo composto por melancia (baixo), cenoura (médio), tomate (alto) e milho ou girassol (emergente). Ainda é possível ir mais longe na fase da placenta com gengibre ou abacaxi (baixo), alho, inhame, pimentão (médio), mandioca (alto), mamona e/ou papaia (emergente). Após a fase de placenta, que pode demorar até 24 meses, as plantas secundárias tomam conta da área, seguindo o mesmo padrão de estratificação – por exemplo, alecrim (baixo), romã (médio), abacate (alto), e eucalipto (emergente), e assim sucessivamente até atingir o próximo consórcio de ciclo de vida mais longo.

Uso da Poda Técnica para Orquestrar Crescimentos e Acelerar Processos

A poda técnica pode ser necessária para sincronizar o crescimento e/ou produção das plantas e para estimular a produção de biomassa suficiente para manter o solo coberto durante todo o ano. Em ambientes deciduais e semideciduais, é possível incluir espécies de placenta todos os anos à medida que as árvores naturalmente perdem suas folhas. Nas florestas perenifólias, a repetição de ciclos de placenta (anuais e bianuais) é possível, embora nem sempre recomendado. Nestes casos é necessária a intervenção por meio de podas drásticas para garantir uma maior entrada de luz no sistema.

A Agrofloresta de Ernst Götsch

Antes de ficar conhecido como Agricultura Sintrópica, o trabalho de Ernst Götsch foi também descrito sob diferentes terminologias, tais como Agrofloresta Sucessional, Agrofloresta Dinâmica, e Agrofloresta Analógica Regenerativa. Especialmente na América do Sul (onde sua abordagem começou a ser disseminada nos anos 90), é possível reconhecer uma forte influência das ideias de Götsch em muitas experiências agroflorestais. Um novo impulso de difusão da agricultura sintrópica de Ernst Götsch ocorreu após 2015, quando foi lançado o mini vídeodocumentário Life in Syntropy. Desde então, a prática tem sido adotada em diferentes ecossistemas na América Latina (Bolívia, Colômbia, Chile, México), Caribe (Martinica, Ilhas Curaçao), Europa (Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Grécia), África (Moçambique, Gana), e Oceania (Austrália).

Fonte: Portal WikiFarmer

O que é multi-cropping?

Multi-Cropping é o cultivo de duas ou mais culturas sucessivamente na mesma trama na mesma estação de crescimento. Os agricultores aplicam essa prática, pois sua renda é impulsionada pela segunda safra que será cultivada. Geralmente, os campos capazes de várias culturas dentro do ano são as áreas irrigadas.

Um exemplo bem-sucedido de Multi-Cropping é o cultivo do milho de maturidade precoce após a colheita de uma leguminosa, como a ervilha. O cultivo do milho se beneficia da fixação de nitrogênio da ervilha, enquanto o produtor se beneficia financeiramente dessas duas culturas. Outro exemplo de Multi-Cropping é o crescimento de vegetais folhosos após os vegetais do verão.

Fonte: Portal WikiFarmer

O que é plantio de companhia?

O plantio de companhia é uma prática agrícola, segundo a qual agricultores ou jardineiros cultivam plantas nas proximidades.

Um exemplo típico de plantio de companheiros é a combinação de feijão, milho e abóbora. Nesta técnica, o milho e o feijão são semeados nas proximidades em montes para o feijão subir no pistalo de milho, enquanto os feijões fornecem nitrogênio ao milho, graças à fixação de nitrogênio. A abóbora é semeada entre os montes para aproveitar o sombreamento, enquanto mantém a umidade do solo e compete com as ervas daninhas.

O plantio complementar promove a sustentabilidade, produzindo maior rendimento total e melhor qualidade e reduzindo as populações de pragas.

Fonte: Portal Wikifarmer

O que é o waterlogging?

O alagamento é a condição de saturação completa do solo com água e desaparecimento da fase gasosa. A saturação do solo depende da sua composição granular, da sua profundidade, da compressão a que foi submetido e da intensidade da chuva.

O desenvolvimento de condições anaeróbias causa danos às raízes, pois necessitam do oxigênio da fase gasosa para sua respiração. As raízes e toda a planta correm risco de morte se a saturação persistir. A condição adversa de excesso de água favorece o desenvolvimento de doenças nas lavouras.

Fonte: Portal Wikifarmer

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