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	<title>Agricultura sintrópica &#8211; ECOAGRI</title>
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	<description>Comunidade agroecológica</description>
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		<title>Como ter minhas próprias sementes orgânicas</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-ter-minhas-proprias-sementes-organicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 21:41:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse vídeo você vai ver que é possível produzir suas próprias sementes orgânicas em casa e de forma bem simples. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse vídeo você vai ver que é possível produzir suas próprias sementes orgânicas em casa e de forma bem simples.</p>
<div class="responsive-container"><iframe title="Como ter minhas próprias sementes orgânicas." width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/NqFr1kkCmx0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/Org%C3%A2nicoSimples" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples</strong></a> / YouTube</p>
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		<title>Horta agroflorestal é compatível com a minha realidade?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/horta-agroflorestal-e-compativel-com-a-minha-realidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 21:41:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse vídeo você vai saber se uma Horta Agroflorestal é pra você ou não. Confira! Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse vídeo você vai saber se uma Horta Agroflorestal é pra você ou não. Confira!</p>
<div class="responsive-container"><iframe title="A Horta Agroflorestal é compatível com a minha realidade?" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/Cj27pFIf_Ac?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/Org%C3%A2nicoSimples" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples</strong></a> / YouTube</p>
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		<title>Permacultura no Quintal</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/permacultura-no-quintal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2025 22:01:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
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					<description><![CDATA[Integrando Plantas Comestíveis Há alguns anos, eu pesquisava locais de ecoturismo na Costa Rica para um grupo chamado Ecoteach, que leva professores e estudantes em aventuras maravilhosas, onde eles se voluntariam para ajudar na proteção de tartarugas marinhas, no resgate de animais silvestres e na restauração da floresta tropical. Ao investigar possíveis locais, notei que &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/permacultura-no-quintal/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Permacultura no Quintal"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Integrando Plantas Comestíveis</h2>
<p>Há alguns anos, eu pesquisava locais de ecoturismo na Costa Rica para um grupo chamado Ecoteach, que leva professores e estudantes em aventuras maravilhosas, onde eles se voluntariam para ajudar na proteção de tartarugas marinhas, no resgate de animais silvestres e na restauração da floresta tropical. Ao investigar possíveis locais, notei que a maioria das pequenas propriedades e casas que visitávamos misturavam plantas comestíveis e ornamentais nos mesmos canteiros. As plantas comestíveis, em grande profusão, não eram segregadas em áreas específicas ou plantadas em fileiras, mas dispostas de forma natural. Logo aprendi que, na zona rural da Costa Rica, a maioria das pessoas utiliza espécies nativas comestíveis em plantações tradicionais chamadas agrofloresta, ou agricultura florestal. As casas são integradas à vegetação nativa da floresta ou da selva, com bananas e gengibres, maçãs e orquídeas, café e cacau crescendo lado a lado.</p>
<p>Onde os norte-americanos cultivariam gramados, a agrofloresta utiliza coberturas vegetais fixadoras de nitrogênio — algumas nativas, outras importadas. Vacas e ovelhas pastam em gramíneas ricas em proteínas em clareiras modestas, onde galinhas e patos circulam livremente. O resultado é ao mesmo tempo encantador e eficiente: nos últimos cinquenta anos, a agrofloresta se desenvolveu em um sistema sofisticado e altamente produtivo, capaz de suprir grande parte das necessidades alimentares das famílias sem o uso de pesticidas tóxicos ou fertilizantes caros. Em áreas onde florestas haviam sido desmatadas e o solo degradado por grandes fazendas de gado, pequenos proprietários restauraram plantas nativas e curaram solos exauridos por meio de plantações em sucessão planejada. Estima-se que sejam necessários cerca de 300 anos para restaurar completamente ecossistemas de floresta nublada ou selva, mas a agrofloresta acelera consideravelmente esse processo de cura.</p>
<h2>Agricultura Permanente</h2>
<p>Em regiões de clima temperado, um sistema semelhante chamado permacultura está ganhando espaço. O cofundador Bill Mollison, ecologista e biólogo australiano, definiu a permacultura como um sistema altamente adaptável que incorpora elementos da agrofloresta, da agricultura sustentável e da agricultura orgânica com um design inspirado na natureza. O projeto em permacultura começa com a observação — conhecer a terra, o clima e a fauna do local. Depois, entra a captação de energia: vento, água e energia solar são utilizados e reutilizados de forma passiva e ativa. Cultivos comestíveis — de árvores e arbustos a ervas perenes e hortaliças anuais — são integrados sempre que possível.</p>
<p>Assim como médicos, os praticantes da permacultura se comprometem a não causar danos, deixando a terra em melhores condições do que a encontraram. Abordam soluções de baixa tecnologia: cavalos fornecem não apenas força, mas também esterco valioso. Nada é desperdiçado — compostagem, minhocários e adubação orgânica transformam resíduos em ouro para o jardim. O máximo de água possível é captado no solo e em recipientes, de barris de chuva a grandes reservatórios. O solo é restaurado com coberturas orgânicas e culturas de cobertura, embora a permacultura substitua canteiros e fileiras por clareiras abertas. Árvores e arbustos fornecem frutas, nozes e abrigo para a fauna silvestre, enquanto cercas vivas oferecem lenha e madeira de fogo.</p>
<h2>Bom para o Mundo</h2>
<p>Na permacultura, a interdependência é mais valorizada do que a independência; construir comunidades é tão importante quanto construir solo, e o compartilhamento promove a economia de esforço e recursos. A diversidade de cultivos substitui as monoculturas, cercas-vivas substituem muros, e novas ideias como o plantio direto (sem revolvimento do solo) estão ganhando espaço frente às “práticas padrão” destrutivas. Os permacultores pensam a longo prazo, trabalhando por um futuro que talvez nem vejam, incluindo as necessidades da fauna e da flora em todo o planejamento, seja de curto ou longo prazo. Assim, os cultivos que alimentam e abrigam aves, animais e insetos benéficos são tão valiosos quanto qualquer alimento humano.</p>
<p>Uma das maiores belezas da permacultura é que seus princípios podem orientar projetos em qualquer escala, inclusive no quintal. A permacultura de quintal pode guiar os designs mais simples, criando soluções elegantes que atendem a múltiplas necessidades. Em vez de um gramado de grama convencional, considere criar caminhos através de um tapete de plantas rasteiras comestíveis e flores amigas dos polinizadores, entrelaçadas com trevos fixadores de nitrogênio. Ao escolher árvores ornamentais, opte por aquelas que fornecem abrigo e alimento para aves e insetos, como macieiras silvestres (crabapples) e espinheiros nativos (em vez das variedades europeias invasoras).</p>
<h2>Nativas e Aliadas</h2>
<p>Polinizadores nativos naturalmente preferem plantas nativas, mas também visitam plantas aliadas. Por isso, cultive tanto mirtilos (blueberries) quanto huckleberries, salmonberries e framboesas, avelãs nativas e castanheiras (filberts). Use morangos nativos como cobertura do solo e também suas variedades preferidas de morango perene para consumo. Você e a fauna local podem usufruir da sombra de amieiros e salgueiros, ambos importantes para a nidificação e alimentação de pica-paus, corujas, sabiás, esquilos nativos e muitos insetos benéficos. A uva-do-Oregon floresce cedo, fornecendo néctar para muitos polinizadores e frutos para os pássaros. A groselha-de-flores (Ribes) é um arbusto lindo que abriga uma variedade de aves, abelhas e borboletas.</p>
<p>Um ponto importante para quem deseja criar um jardim mais natural, onde insetos e animais sejam bem-vindos, é lembrar que todos os seres precisam de água, alimento e abrigo. A menos que haja fontes naturais de água, pode ser necessário fornecer recipientes rasos para banho e mantê-los limpos e cheios de água fresca. O alimento será abundante se houver diversidade de plantas, mas oferecer alimento e abrigo também significa aceitar alguns “danos” visíveis em plantas queridas. Também significa deixar parte do jardim em repouso no inverno, quando borboletas, sapos e outros animais estão hibernando. Se você tende à organização e limpeza, isso pode ser difícil, então uma forma de se adaptar é deixar que uma “doce desordem” reine em áreas que você não veja todos os dias. Mantenha sua entrada e os caminhos principais arrumados como preferir — e conforte seu lado perfeccionista com o pensamento de que abrir mão de um pouco de controle agora trará um jardim mais vivo e exuberante no futuro.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.loghouseplants.com/blogs/greengardening/2017/11/backyard-permaculture/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Blog Loh House Plants</strong></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Agricultura Sintrópica: Salvando o solo da degradação</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-salvando-o-solo-da-degradacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 May 2025 21:54:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Você sabe o que significa agricultura sintrópica ou SAF? Venha conosco descobrir sobre este conceito (não tão novo!) de sistema de cultivo agroflorestal que proporciona sustentabilidade para a agricultura. Agricultura Sintrópica é o termo designado para um sistema de cultivo agroflorestal (SAF) baseado no conceito da sintropia. É caracterizada pela organização, integração, equilíbrio e preservação &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-salvando-o-solo-da-degradacao/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agricultura Sintrópica: Salvando o solo da degradação"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Você sabe o que significa agricultura sintrópica ou SAF? Venha conosco descobrir sobre este conceito (não tão novo!) de sistema de cultivo agroflorestal que proporciona sustentabilidade para a agricultura.</h2>
<p>Agricultura Sintrópica é o termo designado para um sistema de cultivo agroflorestal (SAF) baseado no conceito da sintropia. É caracterizada pela organização, integração, equilíbrio e preservação de energia no ambiente.</p>
<p>Esta vertente agrícola se inspira na dinâmica natural dos ecossistemas que não sofreram interferência humana, buscando proporcionar um manejo mais sustentável. Foi idealizada e difundida por Ernst Götsch, agricultor e pesquisador suíço, nascido em Raperwilsen em 1948. Enquanto trabalhava com pesquisa em melhoramento genético na instituição Zurique-Reckenholz, começou a se questionar se não era mais sensato prezar pelo melhoramento das condições de vida das plantas, ao invés de alterá-las geneticamente de modo que sobrevivam à escassez de nutrientes e boas condições climáticas, aos quais são submetidas nas monoculturas. Assim, começou a redirecionar seus estudos para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável. Veio para o Brasil em 1982, e em 1984 adquiriu a então Fazenda “Fugidos da Terra Seca”, localizada em Piraí do Norte-BA, hoje conhecida como Fazenda Olhos D’água, em razão à grandes quantidades de nascentes que foram recuperadas graças ao trabalho sintrópico desenvolvido.</p>
<h3>Como acontece o cultivo das plantas no SAF?</h3>
<p>No modelo SAF, as plantas são cultivadas de forma associada, intercalando sempre espécies de portes e características diferentes, também conhecidas como consórcios. São dispostas em linhas paralelas, visando o aproveitamento máximo do terreno, levando em consideração a manutenção e reintrodução das espécies nativas. Além das pesquisas de Ernst Götsch, outros estudos científicos também confirmam que o ciclo temporal dos consórcios é um fator fundamental para o bom funcionamento dos SAFs, assim como a compreensão do mecanismo de sucessão ecológica em uma floresta não manipulada; a ideia geral deste manejo é justamente acelerar o processo de sucessão natural.</p>
<p>Acelerar o processo de sucessão natural também faz parte da ideia geral, no qual é possível em cerca de 30 dias ter altas probabilidades de coleta de produção. Isto é possível através de técnicas a capina seletiva, através da remoção de plantas nativas pioneiras de pequeno porte e da poda de árvores e arbustos, distribuindo estas em seguida sobre o solo. A técnica é denominada mulch, que proporciona maior disponibilidade de nutrientes ao solo. As partes removidas das plantas que não são comercializáveis retornam ao solo com o objetivo de adubá-lo, e funcionam como uma injeção de NPK natural. Faz-se, portanto, fundamental o conhecimento e uso adequado dos instrumentos de poda para um bom desenvolvimento da vegetação.</p>
<p>É importante salientar que nos SAFs não é praticado o uso de controladores químicos como inseticidas e herbicidas, assim como o uso contínuo de fertilizantes químicos ou mesmo orgânicos que não sejam originários da própria área cultivada. Os insetos e organismos vivos que povoam as áreas sintrópicas não são vistos como pragas das lavouras, mas sim como sinalizadores de deficiências no sistema, que ajudam o produtor a compreender as necessidades ou falhas daquele cultivo.</p>
<h3>Os benefícios e as dificuldades encontrados na implementação dos SAFs</h3>
<p>Os SAFs permitem a recuperação de solos que sofreram degradação em um curto período, transformando os mesmos em sistemas altamente produtivos de modo que quando os ciclos de plantio ocorrem, há um enriquecimento do solo devido à disponibilidade de matéria orgânica remanescente das colheitas, das podas e da queda natural de folhas, flores e ramos. Ao contrário do que acontece na monocultura (cultura tradicional) onde, na medida em que o ciclo de plantação e colheita acontece, o solo vai se degradando e perdendo seus nutrientes.</p>
<p>Uma das principais dificuldades para implantação de sistemas agroflorestais é a resistência por parte dos produtores e técnicos à adoção de novas tecnologias que não são praticadas em larga escala na região. Ela nem tão pouco é divulgada nas faculdades, nas lojas agropecuárias ou nos programas de televisão sobre tecnologias rurais.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.meli-bees.org/agricultura-sintropica-salvando-o-solo-da-degradacao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Meli Bees</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Evolução para a Agricultura Sintrópica: Uma viagem da agricultura tradicional à harmonia com a natureza</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/evolucao-para-a-agricultura-sintropica-uma-viagem-da-agricultura-tradicional-a-harmonia-com-a-natureza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2025 21:36:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[A história que nos leva à Agricultura Sintrópica e aos chamados sistemas agroflorestais de sucessão, é um conto de transformação cultural, das tribos indígenas em sua relação com a floresta, passando por métodos agrícolas tradicionais, até atingir a visão de vanguarda de Ernst Gotsch. Neste passeio, influências de figuras como Masanobu Fukuoka estão entrelaçadas com &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/evolucao-para-a-agricultura-sintropica-uma-viagem-da-agricultura-tradicional-a-harmonia-com-a-natureza/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Evolução para a Agricultura Sintrópica: Uma viagem da agricultura tradicional à harmonia com a natureza"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A história que nos leva à Agricultura Sintrópica e aos chamados sistemas agroflorestais de sucessão, é um conto de transformação cultural, das tribos indígenas em sua relação com a floresta, passando por métodos agrícolas tradicionais, até atingir a visão de vanguarda de Ernst Gotsch. Neste passeio, influências de figuras como Masanobu Fukuoka estão entrelaçadas com o não-ramo e observação da natureza, os conceitos de permacultura criados por Bill Mollison e David Holmgren, culminando em uma abordagem holística e regenerativa que busca a simbiose entre natureza e agricultura.</p>
<p>A história da agricultura é quase tão antiga quanto a própria humanidade. Nas origens, tribos ou sociedades humanas eram nômades que dependiam da coleção de frutas, nozes, raízes e animais de caça para sua subsistência em harmonia com a natureza. Com o tempo, os humanos começaram a perceber o movimento da floresta, a entender o estímulo através da dinâmica natural e começaram a imitar essas dinâmicas construindo a vida de forma colaborativa.</p>
<p>Com a domesticação de plantas e animais, o sedentaryismo e o avanço da tecnologia surgiu o desenvolvimento da monocultura, especialização e massificação para populações em crescimento. Esse progresso foi em troca da erosão e degradação da qualidade do solo, o que gradualmente exigiria mais insumos na forma de fertilizantes e agrotóxicos, gerando grandes impactos nos ecossistemas e na saúde humana. Essa dinâmica se aprofundou multiplicando-se com a Revolução Verde após a Segunda Guerra Mundial, com a popularização do uso de grandes máquinas e produtos químicos tão eficazes quanto prejudiciais à vida e à sustentabilidade global.</p>
<p>Embora esta chamada Revolução ainda esteja em expansão imparável com a globalização agrícola hiperprodutiva em todo o planeta até hoje, na década de 1970 do século XX, duas filosofias renovadoras emergem quase em paralelo e interconectadas que estão subindo em uma mudança tão sutil quanto profunda. Ele destaca no Japão a filosofia da não-brambrance e imitação da natureza pela mão de Fukuoka e o design da permacultura com Bill Mollison e David Holmgren para observar, aprender e recuperar um equilíbrio e conexão com a natureza. A permacultura desenvolveu doze princípios de design e três princípios éticos que também são encontrados na maioria das sociedades tradicionais: cuidar da terra, cuidar das pessoas e compartilhar recursos.</p>
<p>Na década de 1980, o suíço Ernst Gotsch iniciou no Brasil a experimentação da Agricultura Sintrótropia recuperando espaços desertos para transformá-los em vegetais produtivos e regeneradores do habitat natural com flora, fauna e sistemas fluviais. Baseia-se no projeto de ecossistemas de alta densidade e biodiversidade, onde a intervenção humana acelera os ritmos de fertilidade e ajuda a reproduzir e regenerar ciclos naturais.</p>
<p>Essas novas filosofias e técnicas representam uma esperança na capacidade do ser humano de se integrar aos ecossistemas em uma relação de respeito, harmonia e benefício mútuo. Com essas novas referências e a diversidade de culturas regenerativas emergentes, a agricultura pode contribuir significativamente para a mitigação das mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e restauração de terras degradadas, enquanto cresce alimentos saudáveis e nutritivos.</p>
<p>Então faremos um tour pelas diferentes fases evolutivas do desenvolvimento agrícola.</p>
<h2>1. Agricultura ancestral: A relação produtiva das tribos indígenas</h2>
<p>Durante séculos, as tribos indígenas americanas mantiveram uma conexão profunda e sustentável com seus ambientes naturais. Essas culturas ancestrais desenvolveram sistemas de produção de alimentos em harmonia com a natureza, aproveitando a rica biodiversidade florestal e respeitando os ciclos naturais.</p>
<p>Essas tribos forjaram uma relação produtiva e respeitosa com a floresta. Suas práticas agroflorestais incorporaram o plantio de culturas juntamente com o manejo de árvores frutíferas e medicinais, criando sistemas diversificados e eficientes, muito antes do termo &#8220;grofloresta&#8221; ser cunhado. Policultura ou policultura foi essencial para a sua diversidade alimentar, cultivo de milho, feijão e abóbora em combinação para melhorar a saúde do solo e a prevenção de pragas.</p>
<p>A sustentabilidade foi um princípio orientador na sua abordagem. Tribos indígenas caçam, pescam e coletam plantas silvestres de maneira cuidadosa, aproveitando os recursos florestais não esgotados. Práticas como queimaduras controladas foram usadas para limpar áreas e incentivar o crescimento de plantas úteis, além de manter habitats saudáveis para a vida selvagem.</p>
<p>Essas culturas respeitavam os ciclos naturais, seguindo ritmos como a migração de animais e as estações de crescimento. Essa conexão com os ciclos naturais permitiu que eles tomassem decisões informadas sobre quando semear, colher e realizar outras atividades agrícolas.</p>
<p>A relação com as florestas foi além da mera produção de alimentos. As florestas eram consideradas sagradas e fundamentais para a cultura e espiritualidade das tribos. Esse profundo respeito influenciou suas práticas agrícolas e seu compromisso com a conservação e gestão sustentável dos recursos.</p>
<h2>2. Agricultura tradicional: raízes da relação humana com a Terra</h2>
<p>A transição da captação florestal para os primeiros passos na agricultura tradicional marcou um ponto crucial na evolução das sociedades e na relação do ser humano com a terra. Essa mudança gradual ocorreu ao longo de milhares de anos e foi caracterizada pela domesticação de plantas e animais, a criação de assentamentos permanentes e a transformação de formas nômades de vida em sistemas agrícolas mais sedentários. Uma das mudanças mais notáveis foi a transição para a monocultura e especialização na produção de alimentos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21931" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/02.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/02.jpg 750w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/02-300x200.jpg 300w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/02-600x400.jpg 600w" sizes="(max-width: 706px) 89vw, (max-width: 767px) 82vw, 740px" /></p>
<p>Algumas das primeiras plantas cultivadas incluem trigo, cevada, ervilhas, lentilhas e leguminosas. Durante séculos, as comunidades humanas praticaram a agricultura de subsistência, desenvolvendo técnicas adaptadas aos seus ambientes locais. No início, a agricultura tinha uma relação próxima com a natureza, com métodos como rotação de culturas e pecuária natural.</p>
<p>Conforme as comunidades cresciam e as demandas de alimentos cresciam, as sociedades começaram a adotar sistemas agrícolas que se concentravam na produção em massa de uma única cultura em grandes áreas de terra. Embora isso possibilitado maior eficiência em termos de manejo e colheita, também resulta em menor diversidade alimentar e uma maior vulnerabilidade a pragas e doenças que possam afetar a cultura dominante.</p>
<p>Além disso, a agricultura tradicional incorporou práticas agrícolas mais intensivas. A preparação do solo através de aragem e trabalho tornou-se comum para facilitar o plantio e o cultivo. Embora essas técnicas visassem aumentar a produtividade, elas também poderiam ter efeitos negativos a longo prazo, como a erosão do solo e a degradação de sua qualidade.</p>
<p>Outro aspecto distintivo da agricultura tradicional foi o aumento do uso de insumos externos. A introdução de fertilizantes químicos e pesticidas permitiu que os agricultores melhorassem o rendimento das culturas e controlassem as pragas, mas também teve implicações em termos de impacto ambiental e saúde humana. Esses insumos, proporcionando benefícios imediatos à produção, contribuíram para a degradação do solo e o esgotamento dos recursos naturais essenciais.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a agricultura tradicional também sofreu mudanças na propriedade e gestão da terra. Como as sociedades se tornaram mais complexas, as estruturas de propriedade evoluíram. A terra tornou-se frequentemente um recurso comercializável, registrado por indivíduos ou entidades com a capacidade intelectual ou técnica de registrar fazendas e o poder econômico para sustentá-las e comercializá-las. Isso teve implicações tanto na forma como a terra foi tratada quanto na relação das pessoas com seu ambiente. Essas relações de poder ao redor da Terra e sua exploração se concretizam até hoje e com maior concentração, se possível, com as propriedades.</p>
<h2>3. Agricultura Convencional e Revolução Verde: A Distância da Natureza</h2>
<p>O desenvolvimento da agricultura permitiu um suprimento mais estável de alimentos, o que, por sua vez, levou a um aumento da população humana. Os assentamentos agrícolas cresceram em tamanho e complexidade, levando à formação de civilizações antigas. Com o tempo, ferramentas e tecnologias agrícolas mais avançadas foram introduzidas, como o arado com tração animal. Essas inovações aumentaram a eficiência da produção de alimentos e permitiram o cultivo em maior escala.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21924" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/03.jpg" alt="" width="800" height="457" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/03.jpg 800w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/03-300x171.jpg 300w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/03-768x439.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px" /></p>
<p>A nova indústria de alimentos cresceu impulsionada pelos novos impérios, promovendo um modelo agrícola em massa, baseado em cereais e outras plantas anuais, o que facilitou um maior controle da produção. Isso levou a uma mudança cultural que levou à redução de alimentos e frutos de proximidade, de maior valor, sustentabilidade e autonomia para a população, como a alfarroba ou a bolota.</p>
<p>Após a Segunda Guerra Mundial, a chamada Revolução Verde chegou na década de 1940. Com o legado da grande indústria militar, a agricultura foi drasticamente transformada com o uso maciço de insumos químicos e máquinas mais pesadas. Os tanques flutuaram em tratores e armas químicas em fertilizantes. Embora essa revolução tenha aumentado a produção de certos alimentos, em detrimento de outras alternativas valiosas, também trouxe problemas em uma escala maior, como degradação da terra, perda de biodiversidade e dependência agroquímica.</p>
<p>A Revolução Verde envolveu o desenvolvimento e a introdução de variedades de culturas de alto rendimento, como o trigo anão e o arroz IR8. Essas variedades eram mais resistentes a doenças e respondiam melhor aos fertilizantes. No entanto, envolveu o uso mais intensivo de produtos químicos, como fertilizantes e pesticidas, para aumentar a produção agrícola, o que significou a introdução de tóxicos mais poderosos nas cadeias biológicas do ecossistema e consequências dramáticas para a saúde das pessoas.</p>
<p>Essa dinâmica tem continuado a buscar o objetivo da rentabilidade com maior produção alimentar, com o controle e redução das espécies e a consequente necessidade de aditivos de maior toxicidade. Isso se repetiu nas últimas décadas na agricultura, de forma teimosa e economicamente bem-sucedida para a indústria alimentar e agroquímica, mas tem sido feito contra as leis naturais, em detrimento das pessoas e da vida dos ecossistemas.</p>
<h2>4. Masanobu Fukuoka&#8217;s No Labranza: De volta às raízes da natureza</h2>
<p>Masanobu Fukuoka, técnico, agricultor e filósofo japonês, desafiou as práticas convencionais e até mesmo as correntes científicas predominantes, com sua abordagem de &#8220;Sem Labranza&#8221; ou &#8220;Médio da Agricultura Natural&#8221;. Em 1975, ele publicou o icônico livro &#8220;A Revolução de uma Brizna de la Paja&#8221;, onde apresentou sua observação, experiência, prática e conceitos filosóficos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21925" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/04.jpg" alt="" width="765" height="500" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/04.jpg 765w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/04-300x196.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 706px) 89vw, (max-width: 767px) 82vw, 740px" /></p>
<p>Fukuoka defendeu o não-filiado. Ele observou que é uma prática humana contraproducente, pois o lavrador do solo perturba seu equilíbrio, sua vitalidade natural e causa erosão. Em vez de cultivar, ele promoveu o plantio direto em solos cobertos com materiais orgânicos, o que preserva a umidade, reduz as ervas daninhas e incentiva o crescimento saudável das culturas. Também introduziu a &#8220;cultura sintile&#8221;, semeando sementes em bolas de argila e compostagem (chamadas Seladas, Bolinhos de Argila ou Dorogan em japonês) em áreas negligenciadas para ajudar a restaurar paisagens degradadas, aumentando a eficiência do plantio, protegendo as sementes durante a germinação e facilitando o crescimento precoce.</p>
<p>A policultura e a biodiversidade foram fundamentais em sua abordagem, pois acreditava que o cultivo de várias espécies juntas imitava ecossistemas naturais e diminuía o risco de pragas e doenças. Sua abordagem incluiu técnicas como plantio direto e mistura de culturas, e focada no respeito aos processos naturais. Fukuoka rejeitou o uso de aditivos químicos e incentivou a fertilidade do solo, incorporando matéria orgânica.</p>
<p>Masanobu defendeu trabalhar em harmonia com a natureza, minimizando a intervenção humana e promovendo a biodiversidade. Ele adotou uma filosofia holística que conectava a agricultura com a espiritualidade e a relação humana com a natureza. Eu pensei que a maneira como tratamos a Terra reflete nossa conexão com o mundo e entre nós. Sua abordagem transcendeu as fronteiras do Japão, inspirando agricultores, ambientalistas e pensadores em todo o mundo.</p>
<h2>5. Permacultura: Projetando sistemas sustentáveis</h2>
<p>Permacultura ou cultura permanente foi desenvolvido por Bill Mollison e David Holmgren e disseminado em todo o mundo com a publicação do livro &#8220;Permacultura Um&#8221; em 1978. Esta filosofia de design integral natural, a partir da qual muitas áreas derivam e múltiplas técnicas foram desenvolvidas, foi uma influência fundamental no caminho para a Agricultura Sintrópica.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21926" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/05.jpg" alt="" width="800" height="400" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/05.jpg 800w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/05-300x150.jpg 300w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/05-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px" /></p>
<p>Este sistema, que incorpora chaves agrícolas, econômicas, políticas e sociais, baseia-se em doze princípios de design observados na natureza e busca criar sistemas produtivos sustentáveis e harmoniosos, que aproveitem eficientemente os recursos disponíveis e imitem padrões e processos naturais. Integra princípios éticos, como o cuidado da terra, o cuidado com as pessoas e a distribuição justa, com princípios de design que vão desde a observação detalhada até a maximização da diversidade, feedback e minimização de resíduos.</p>
<p>A Permacultura contempla uma visão holística, que tem uma infinidade de ramos, incluindo design ecológico, engenharia ecológica, design ambiental, construção e gestão integrada de recursos hídricos, que desenvolve arquitetura sustentável e sistemas agrícolas auto-regulamentados inspirados em ecossistemas naturais.</p>
<p>No desenvolvimento da agricultura, a permacultura introduziu a ideia de criar jardins e sistemas agrícolas mais resilientes e autônomos. Promoveu a interação simbiótica entre plantas, animais e microorganismos, promovendo a biodiversidade e a eficiência ecológica. Também popularizou a agrofloresta, a integração de árvores e culturas, e técnicas como canteiros elevados, pomares em terraços ou bancos e captação de água da chuva. Desde a sua criação, a permacultura tem sido definida como uma resposta positiva à crise ambiental e social.</p>
<h2>6. Ernst Gotsch e a Agricultura Sintrópica: Integrando as Lições da Natureza</h2>
<p>Ernst Gotsch, agricultor, agrônomo e pesquisador suíço-brasileiro, é a figura central no desenvolvimento da Agricultura Sintrópica. Nasceu em 13 de setembro de 1949 em Schaffhausen, Suíça. Iniciou sua carreira profissional como agrônomo, estudando e trabalhando em questões relacionadas à agricultura e silvicultura na Suíça.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21927" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/06.jpg" alt="" width="800" height="457" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/06.jpg 800w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/06-300x171.jpg 300w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/06-768x439.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px" /></p>
<p>Em 1980, aos 31 anos, Ernst decidiu emigrar para o Brasil em busca de novas oportunidades e desafios. Foi estabelecido no estado da Bahia, no nordeste do Brasil, onde adquiriu uma propriedade de 500 hectares localizada em Piraí do Norte, no estado da Bahia, conhecida como Fazenda da Toca e na qual sua conexão com a terra e a agricultura começou no contexto tropical. Esta propriedade que passou de um aspecto quase deserto para se tornar um vergel, tem sido um laboratório vivo onde Gotsch aplicou e aperfeiçoou seus princípios e técnicas agrícolas ao longo de décadas.</p>
<p>Sua abordagem é baseada na observação detalhada dos sistemas naturais e na criação de sistemas agrícolas que imitam a estrutura e as funções dos ecossistemas florestais. Gotsch introduziu a ideia de sucessão dinâmica de plantas, com a interação de diferentes espécies e estratificação de culturas verticais na agricultura, bem como a importância do acúmulo de biomassa e matéria orgânica no solo.</p>
<h2>7. Princípios-chave da agricultura sintrópica: uma abordagem holística</h2>
<p>A agricultura sintrópica faz parte da filosofia projetada por Ernst Gotsch que, com base no conhecimento e na combinação de correntes anteriores, nos fornece soluções tão ousadas quanto necessárias. É composto por um conjunto de técnicas e gestão em pleno desenvolvimento e expansão, que evolui graças à aprendizagem e experiência compartilhada. Até a chegada da Sintropina, o ser humano construiu ecossistemas que dependiam de si mesmo. A Agricultura Sintrópica projeta ecossistemas onde a intervenção humana acelera os ritmos de fertilidade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21928" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/07.jpg" alt="" width="729" height="500" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/07.jpg 729w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/07-300x206.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 729px) 100vw, 729px" /></p>
<p>Baseia-se em princípios fundamentais, como diversidade de plantas, estratificação vertical, acúmulo de biomassa, cobertura do solo, rotação de culturas, sucessão de plantas, sistemas agroflorestais, ciclo de nutrientes, observação e adaptação e uso eficiente da água. Esses princípios derivam da combinação de experiências e aprendizados da agricultura tradicional, o não-sangrão de Fukuoka e permacultura, e são integrados em uma abordagem abrangente e regenerativa.</p>
<p>A sintropia refere-se à acumulação, ordem e estruturação. Trata-se de gerar um sistema autossustentável, potencializando o processo de transformação energética do solo, implantando uma alta densidade de plantas com diferentes estratos que maximizam a fotossíntese, a retenção de água e a geração de matéria orgânica, o que aumenta a fertilidade do solo.</p>
<p>O objetivo deste sistema é produzir alimentos saudáveis de uma forma que beneficie os ecossistemas e sua biodiversidade. Graças à grande diversidade de espécies e culturas, a produção é obtida ao longo do ano. Tudo isso elimina a necessidade de irrigação, fertilizantes industriais e tratamentos de pragas. Além disso, solos saudáveis, cheios de vida e altamente produtivos são alcançados.</p>
<h2>8 &#8211; O futuro da agricultura sintrópica: contribuição para a sustentabilidade global</h2>
<p>A Agricultura Sintrópica e os sistemas agroflorestais de sucessão, com uma abordagem inspirada na inteligência e eficiência da natureza, representam uma resposta inovadora e revolucionária, que tem o potencial de transformar a agricultura e fornecer soluções para os atuais desafios ambientais e agrícolas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21929" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/08.jpg" alt="" width="731" height="500" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/08.jpg 731w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/08-300x205.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 731px) 100vw, 731px" /></p>
<p>Restauração do solo, promoção da biodiversidade e resiliência são pilares da agricultura sintrópica. Ao adotar práticas que incentivem o acúmulo de biomassa e a estratificação vertical das culturas, a fertilidade do solo é regenerada e é criado um ecossistema autossustentável que nutre a terra e a vida selvagem.</p>
<p>Essas chaves têm o potencial de mitigar os efeitos das mudanças climáticas, restaurar terras degradadas, melhorar a segurança alimentar e a qualidade de vida das comunidades agrícolas.</p>
<p>Em termos de mudança climática, essa abordagem funciona como um sumidouro de carbono, armazenando carbono na biomassa e no solo. Além disso, reduz a necessidade de agrotóxicos e o preparo do solo, mitigando as emissões de CO2 e melhorando a resiliência das culturas a eventos climáticos extremos.</p>
<p>A segurança alimentar e a nutrição também se beneficiam, já que a agricultura sintrópica se adapta a vários climas e otimiza recursos para produzir variedades de alimentos. Isso promove a produção local e melhora o acesso a alimentos frescos e saudáveis, crucial para uma população mundial crescente e uma maior conscientização sobre a soberania alimentar, o cultivo autônomo e próximo.</p>
<p>Em um mundo onde a escassez de resíduos e água são problemas prementes, a agricultura sintrópica se destaca ao usar os recursos de forma eficiente. Ao cobrir o solo com matéria orgânica, a umidade é retida e a necessidade de irrigação intensiva é reduzida.</p>
<p>Além de seus benefícios ambientais e alimentares, a agricultura sintrópica fortalece as comunidades e as economias locais, gerando emprego e construindo resiliência econômica. Nesta prática, destaca também a conexão entre os seres humanos e a natureza, honrando os princípios éticos e culturais de respeito e equilíbrio.</p>
<p>Quanto mais pessoas no campo da agricultura, ciência, comunidades e administrações públicas adotam a Agricultura Sintrópica, a porta se abre para um futuro onde a agricultura e a natureza trabalham em harmonia, garantindo a saúde do planeta e das gerações futuras.</p>
<p>Ao adotar esses princípios, a agricultura pode contribuir significativamente para a mitigação das mudanças climáticas, a conservação da biodiversidade e a restauração de terras degradadas, cultivando alimentos saudáveis e nutritivos.</p>
<p>A agricultura sintrópica é uma resposta integral aos desafios atuais da nossa civilização. Com sua abordagem regenerativa, este método oferece a oportunidade de restaurar o equilíbrio entre a humanidade e a natureza, alimentar as gerações presentes e futuras, e traçar um caminho para a sustentabilidade e harmonia em nosso planeta compartilhado. Sua adoção e promoção representam um chamado à ação que pode moldar o destino da humanidade e o futuro do mundo em que habitamos.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.ariwake.com/blog/evolucion-hacia-agricultura-sintropica-viaje-desde-agricultura-tradicional-hasta-armonia-con-naturaleza" target="_blank" rel="noopener"><strong>Blog Ariwake</strong></a></p>
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		<title>Agricultura sintrópica: o retorno às raízes</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-o-retorno-as-raizes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 21:46:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma das consequências da aplicação massiva dos modelos intensivos de agricultura é a progressiva degradação do solo e a queda de sua produtividade. Atualmente, existem diversas correntes que buscam reverter esse efeito e tornar o solo cultivado o mais eficiente possível. Uma dessas técnicas é conhecida como agricultura sintrópica, um método regenerativo que há mais &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-o-retorno-as-raizes/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agricultura sintrópica: o retorno às raízes"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das consequências da aplicação massiva dos modelos intensivos de agricultura é a progressiva degradação do solo e a queda de sua produtividade. Atualmente, existem diversas correntes que buscam reverter esse efeito e tornar o solo cultivado o mais eficiente possível. Uma dessas técnicas é conhecida como agricultura sintrópica, um método regenerativo que há mais de quarenta anos vem trazendo resultados em diferentes regiões do mundo.</p>
<h2>As origens da agricultura sintrópica</h2>
<p>A origem da agricultura sintrópica está ligada à figura de Ernst Götsch, suíço que emigrou para o Brasil e, já em 1982, desenvolveu as bases de seu pensamento após passar temporadas de trabalho na Costa Rica. Em essência, seus princípios propõem que os processos agrícolas se assemelhem ao máximo aos processos naturais, por meio do restabelecimento da essência mais pura de um ecossistema. Em suas próprias palavras:</p>
<blockquote><p>&#8220;A base é a ideia de que as áreas se recuperam por meio do uso. A vida é sintrópica por natureza e nossos sistemas agrícolas devem refletir suas múltiplas características.&#8221;</p></blockquote>
<p>O trabalho de Götsch começou em pequenas propriedades e, aos poucos, passou a ser implementado com sucesso em diversos lugares do planeta. Em termos práticos e resumidamente, trata-se de provocar, por meio da interação humana, os processos regenerativos naturais de uma área florestal.<br />
As bases do sistema de Götsch</p>
<p>Para começar a implantar sistemas de agricultura sintrópica, é fundamental conhecer profundamente o terreno — seu funcionamento, suas características, sua diversidade biológica, o papel de cada planta e como os diferentes elementos (sejam animais ou vegetais) interagem entre si. Após essa etapa, deve-se escolher as espécies vegetais que irão compor o ambiente, sendo essencial que sejam compatíveis com as características do solo.</p>
<p>Os sistemas de agricultura sintrópica se destacam por apresentarem altíssima densidade de espécies diversas, com diferentes ciclos de vida, alturas e tamanhos. A chave está na relação entre essas espécies, que permite que tudo funcione de forma natural e que o solo atinja as condições de efetividade desejadas.</p>
<p>Dessa forma, as plantas convivem e interagem entre si e com os demais elementos do ambiente de maneira natural, tal como fariam em um ecossistema livre da intervenção humana. Nesse sistema, os cultivos próximos se apoiam mutuamente, enquanto as plantas se protegem umas às outras e criam ecossistemas de convivência.</p>
<p>Um sistema de agricultura sintrópica pode se orgulhar de um altíssimo grau de autossuficiência, pois nem a quantidade de maquinário necessário para sua implantação e manutenção é grande, nem ele demanda grandes volumes de irrigação ou o uso de insumos agrícolas. O solo nunca fica exposto e são as próprias plantas, através de seu ciclo natural, que regeneram o terreno.</p>
<p>Naturalmente, a implementação desse tipo de sistema requer estudos prévios aprofundados e um aprendizado intensivo. Nada aqui funciona como nas plantações convencionais, pois, embora a ação humana tenha papel importante, as regras que regem o sistema são, em sua maioria, as regras da natureza.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.repuestosfuster.com/blog/agricultura-sintropica-la-vuelta-a-las-raices/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Blog Repuestos Fuster</strong></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Agricultura sintrópica e sistemas agroflorestais para um agro mais sustentável</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-e-sistemas-agroflorestais-para-um-agro-mais-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 May 2025 22:12:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Serviços ambientais]]></category>
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					<description><![CDATA[A agricultura sintrópica, também conhecida como agrofloresta sintrópica ou agricultura de sucessão ecológica, é uma abordagem de cultivo que busca imitar os processos naturais encontrados em ecossistemas florestais. Desenvolvida inicialmente pelo agricultor suíço Ernst Götsch na década de 1980 no Brasil, essa prática agrícola integra princípios de ecologia, botânica e agronomia para criar sistemas agroflorestais &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-e-sistemas-agroflorestais-para-um-agro-mais-sustentavel/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agricultura sintrópica e sistemas agroflorestais para um agro mais sustentável"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A agricultura sintrópica, também conhecida como agrofloresta sintrópica ou agricultura de sucessão ecológica, é uma abordagem de cultivo que busca imitar os processos naturais encontrados em ecossistemas florestais. Desenvolvida inicialmente pelo agricultor suíço Ernst Götsch na década de 1980 no Brasil, essa prática agrícola integra princípios de ecologia, botânica e agronomia para criar sistemas agroflorestais altamente produtivos, regenerativos e sustentáveis.</p>
<p>A ideia central da agricultura sintrópica é promover a sucessão ecológica, ou seja, a evolução natural de um ecossistema, por meio da combinação inteligente de plantas de diferentes tamanhos, funções e ciclos de vida, de forma a criar um sistema autossustentável que melhora a qualidade do solo, aumenta a biodiversidade e otimiza a captura de água, luz solar e carbono. Continue lendo para entender mais sobre esse tipo de cultivo/manejo.</p>
<h2>O que é um sistema agroflorestal?</h2>
<p>Um sistema agroflorestal (SAF) é uma forma de manejo sustentável da terra que combina elementos florestais, da agricultura e, algumas vezes, pecuária em um mesmo sistema integrado. Essa abordagem também visa restaurar áreas degradadas, melhorar a saúde do solo e reduzir o uso de químicos na plantação ao mesmo tempo em que promove a conservação dos recursos naturais e a biodiversidade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21946" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/agrosustentavel-o-que-e.png" alt="" width="621" height="299" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/agrosustentavel-o-que-e.png 621w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/agrosustentavel-o-que-e-300x144.png 300w" sizes="auto, (max-width: 621px) 100vw, 621px" /></p>
<p>O SAF é um sistema produtivo regenerativo. Ele envolve o cultivo de culturas agrícolas combinado com o plantio de árvores ou arbustos concomitantemente ou um após o outro. Essas árvores e arbustos podem ser nativos ou não, frutíferos e/ou madeireiros.</p>
<p>A abordagem procura imitar os padrões ecológicos encontrados em ecossistemas naturais, aproveitando os benefícios da sinergia entre os diferentes componentes. Os sistemas agroflorestais são vistos como contraste aos sistemas de monocultura porque adotam uma abordagem mais holística e ecológica, promovendo a preservação dos ecossistemas, resiliência agrícola e a promoção de práticas agrícolas mais equilibradas.</p>
<h2>Como funciona um sistema agroflorestal?</h2>
<p>Os sistemas agroflorestais funcionam com base na interação harmoniosa entre as diferentes espécies presentes na área de cultivo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21945" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/agrosustentavel-como-funciona.png" alt="" width="617" height="558" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/agrosustentavel-como-funciona.png 617w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/agrosustentavel-como-funciona-249x225.png 249w" sizes="auto, (max-width: 617px) 100vw, 617px" /></p>
<p>As árvores desempenham múltiplos papéis, como fornecer sombra, proteger o solo da erosão, atrair polinizadores, fornecer habitat para a fauna local e, em alguns casos, produzir madeira, frutas, castanhas ou outros produtos de valor comercial ou para o consumo próprio.</p>
<p>Os cultivos agrícolas são plantados entre as árvores, aproveitando os benefícios da sombra, da ciclagem de nutrientes, do enriquecimento do solo por matéria orgânica e da proteção contra pragas e doenças promovida pela diversidade.</p>
<p>Além disso, existem sistemas silvipastoris, que também integram a agrofloresta como com a presença de galinhas, porcos ou gado e que podem complementar a produção, contribuindo para o ciclo de nutrientes e fornecendo uma fonte adicional de renda para os agricultores.</p>
<p>As diferentes espécies presentes no SAF interagem de maneira complementar, criando sinergias que beneficiam o ecossistema como um todo e promovem o uso eficiente de recursos como água e nutrientes do solo.</p>
<h2>Vantagens e desafios do sistema agroflorestal</h2>
<h3>Vantagens</h3>
<ul>
<li>Diversificação da produção agrícola: a produção de uma ampla variedade de alimentos e produtos em uma mesma área aumenta a segurança alimentar e a resiliência do sistema.</li>
<li>Conservação da biodiversidade e dos recursos naturais: a pluralidade de espécies e habitats contribui para a conservação da biodiversidade e a proteção dos ecossistemas locais.</li>
<li>Melhoria da fertilidade do solo: a presença de árvores e a utilização de práticas agroecológicas melhoram a fertilidade do solo, reduzem a dependência de fertilizantes químicos e promovem a sustentabilidade em longo prazo.</li>
<li>Redução da necessidade de insumos químicos: a integração de diferentes espécies vegetais e animais ajuda a controlar pragas e doenças de forma natural, reduzindo a necessidade de pesticidas e herbicidas.</li>
<li>ração de renda adicional: as árvores plantadas podem gerar produtos madeireiros e frutíferos, podendo ser comercializados.</li>
<li>Compensação do carbono: de acordo com o pesquisador da Embrapa Eufran Amaral, em áreas com sistemas agroflorestais a diversidade de espécies com variados estratos florestais e sistemas radiculares promove o aumento gradativo da biomassa florestal e da matéria orgânica. Além de proteger o solo e melhorar a biodiversidade local, esse processo natural ajuda na regulação climática e conservação dos recursos hídricos, fatores que favorecem a ampliação dos estoques de carbono (CO₂) nesses locais e indicam que os SAFs podem viabilizar a prestação de serviços ambientais em comunidades rurais da Amazônia.</li>
</ul>
<h3>Desafios</h3>
<ul>
<li>Dificuldade de mecanização: a presença de árvores e a diversidade de culturas podem dificultar a utilização de maquinário agrícola, exigindo métodos de cultivo com mais mão de obra.</li>
<li>Escolha do arranjo produtivo/conhecimento do mercado (mão de obra especializada): a escolha do consórcio/arranjo produtivo é primordial para se ter uma agrofloresta economicamente viável. Além disso, agroflorestas requerem técnicas e conhecimentos específicos, diferentes daqueles da agricultura tradicional, com os quais os produtores geralmente estão mais familiarizados.</li>
<li>Escala: em relação à escala, não é possível, ainda, competir com uma monocultura de soja de 10 mil hectares, por exemplo. Mas os sistemas agroflorestais estão avançando e isso tornará possível que um dia surjam fazendas agroflorestais capazes de suplantar as monoculturas, com a vantagem de diversificação de produções. Afinal, em uma mesma área é possível cultivar diferentes grãos, hortaliças, frutas e verduras, além de se dedicar à criação de animais e ovos.</li>
<li>Financiamento: o financiamento representa um gargalo, pois as agroflorestas levam dois anos para apresentar retorno financeiro e requerem um investimento inicial que pode chegar a R$ 20 mil por hectare. Neste ponto abrem-se oportunidades, por exemplo, para fundos de investimento especializados.</li>
</ul>
<h2>Impactos socioeconômicos dos sistemas agroflorestais</h2>
<p>Os sistemas agroflorestais têm o potencial de gerar uma série de impactos positivos tanto do ponto de vista ambiental quanto socioeconômico, como a diversificação da produção agrícola e florestal na propriedade, recomposição da paisagem, reflorestamento, recuperação de áreas degradadas, aumento da capacidade produtiva do solo, segurança alimentar e aumento de renda para o produtor e sua família, conservação ambiental, biodiversidade da flora e fauna, redução do desmatamento, das queimadas e dos impactos nas mudanças climáticas globais.</p>
<p>Assim como já mencionado, eles contribuem para a conservação do meio ambiente, mas vão além disso: promovem também a segurança alimentar.<br />
Sistemas agroflorestais e a compensação de carbono</p>
<p>Outro ponto de destaque é que os SAFs podem ajudar a mitigar os efeitos das mudanças climáticas. As árvores plantadas do cultivo absorvem dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera durante o processo de fotossíntese, armazenando carbono em sua biomassa e no solo. Isso ajuda a reduzir a quantidade de CO₂ na atmosfera e contribui para diminuir o aquecimento global.</p>
<p>Esse processo faz com que os sistemas agroflorestais sejam também, ótimas ferramentas de geração de crédito de carbono ou certificados de compensação de gases de efeito estufa. Ambos não fomentam apenas a economia como também facilitam e estimulam empresas e indústrias a reduzirem a quantidade CO₂ na atmosfera do planeta.</p>
<h2>Panorama brasileiro frente à agricultura sintrópica</h2>
<p>No Brasil, o sistema agroflorestal tem sido cada vez mais adotado em diferentes regiões do país. A diversidade climática e ambiental do Brasil proporciona um ambiente propício para a implementação de SAFs adaptados às condições locais e às necessidades dos agricultores. O fato de a economia ter como um de seus pilares o agronegócio, potencializa ainda mais a disseminação desse método.</p>
<p>Segundo o último Censo Agropecuário realizado pelo IBGE em 2017, o número de agroflorestas no Brasil era de 491.400, sendo a Bahia a região com mais sistemas. Essa era a quantidade há sete anos. Atualmente esse número aumentou, principalmente com a urgência causada pelo aquecimento global e o avanço das tecnologias, trazendo assim, a necessidade de um novo Censo Agropecuário.</p>
<p>Existem políticas públicas de âmbitos federal, estadual e municipal que fomentam esse sistema. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) tem uma linha de crédito para atender aos SAFs com taxa de juros de 3%. Ainda, o governo quer lançar programa de incentivos a agroflorestas, projeto que está sendo discutido com o BNDES, BID e Petrobras; informações pronunciadas pelo ministro do Ministério do Desenvolvimento Agrário em uma entrevista ao Poder 360, em outubro de 2023.</p>
<p>Também existem bastantes iniciativas privadas e independentes que estimulam esses sistemas. As climate techs, os projetos institucionais e as ONGs são pioneiros nos incentivos a agroflorestas, principalmente na relação com pequenos agricultores. Essas iniciativas geralmente se atrelam à compensação de carbono na atmosfera, beneficiando a tríade: produtores, meio ambiente e empresas.</p>
<p>As climate techs são empresas que juntam inovação e tecnologia para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, além de impulsionar o desenvolvimento de uma economia sustentável e de baixo carbono. Com relação aos SAFs, as climate techs trabalham para viabilizar a existência e o manejo do sistema, impactando os pequenos agricultores e acessibilizando a remoção/redução de carbono para as empresas.</p>
<h2>Cases de climate techs brasileiras</h2>
<h3>Agroforestry Carbon</h3>
<p>A Agroforestry Carbon é uma plataforma ESG conectada ao mercado de créditos de biodiversidade agroflorestal (CBA). Essa startup tem como objetivo unir pequenos produtores de todo o Brasil a empresas interessadas em compensar suas emissões de carbono. Por meio da plataforma, as empresas podem escolher a quantidade de carbono que desejam compensar e financiar pequenos produtores agroflorestais no plantio e manejo das árvores, utilizando planos de assinatura e outros serviços, como Inventário GEE (Gases de Efeito Estufa) e calculadora de CO₂.</p>
<p>Com um crescimento notável, a Agroforestry Carbon registrou um faturamento de R$ 56 mil em 2022, valor que saltou para R$ 2,3 milhões em 2023. Além disso, recebeu reconhecimento como uma das startups com maior potencial de impacto pela Pequenas Empresas Grandes Negócios, da Rede Globo.</p>
<p>Em 2021, a Agroforestry Carbon recebeu um investimento inicial de R$ 300 mil da Regenera Ventures, que foi fundamental para concretizar a startup. Em fevereiro deste ano, a agtech lançou uma nova rodada de captação de recursos para continuar expandindo suas operações e impacto. Você pode saber mais a respeito da rodada clicando no banner abaixo.</p>
<h3>Belterra Agroflorestas</h3>
<p>A Belterra Agroflorestas é uma startup dedicada a colaborar com pequenos e médios produtores para promover práticas agroflorestais para a recuperação de áreas degradadas. O foco da sua solução é oferecer ao produtor um projeto de SAF estruturado e personalizado para a área analisada além de recursos técnicos e financeiros, podendo fazer parceria por arrendamento de terras não utilizadas, parceria rural para quem quer começar ou integração a sistemas já existentes. O capital e a monetização da operação vêm de fundos de financiamentos e grandes empresas que querem melhorar seus indicadores ESG, já que podem comprar os produtos agroflorestais ou se atrelar à compensação de carbono.</p>
<p>Fundada com recursos da mineradora Vale, que tem como meta restaurar 100 mil hectares até 2030, a startup possui grandes nomes como parceiras, como Cargill, JBS, Natura e Amazon. Os próximos passos é fazer uma rodada de equity para captar até R$ 50 milhões.</p>
<h3>WayCarbon</h3>
<p>A WayCarbon é uma empresa especializada em consultoria e desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras voltadas para a sustentabilidade. Suas principais atividades são: avaliação de emissões de gases de efeito estufa, desenvolvimento de projetos de mitigação, gestão de energia e recursos naturais e certificações ambientais.</p>
<p>Ela atende clientes de diversos setores, como empresas privadas, governos e ONGs. Sua última captação foi em 2023, numa Series B, com um valor de US$ 50 milhões.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Os Sistemas Agroflorestais representam uma abordagem inovadora e sustentável para a agricultura que tem ganhado destaque como uma alternativa viável e promissora para a produção de alimentos de forma equilibrada. Além disso, o estudo da WRI Brasil, estimou que o país tem cerca de 30 milhões de hectares degradados, e a melhor chance que temos de recuperar todas essas áreas é pelas agroflorestas.</p>
<p>Pesquisas recentes mostram também que os Sistemas Agroflorestais podem exercer um importante papel na adaptação a eventos climáticos extremos. As alterações nos padrões do clima são uma ameaça à produção agrícola em todo o mundo. Estimativas indicam que as mudanças climáticas podem reduzir a produtividade global da agricultura em 17%. O IPCC identificou o plantio em sistemas agroflorestais como uma das medidas mais interessantes para a adaptação climática, tornando as propriedades rurais mais resilientes e resistentes a pragas, secas e inundações.</p>
<p>As iniciativas existentes são potentes e demonstram que é possível conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. No entanto, é crucial que haja um esforço contínuo de todos os setores da sociedade, incluindo governos, empresas e sociedade civil, para promover e expandir os sistemas agroflorestais em larga escala. Somente assim poderemos superar os desafios ambientais e sociais que enfrentamos atualmente, garantindo o futuro das próximas gerações.</p>
<p>Fonte: <a href="https://blog.araraseed.com.br/sistemas-agroflorestais-agricultura-sintropica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Blog Arara Seed</strong></a></p>
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		<title>A agricultura sintrópica e sua aplicação na viticultura regenerativa</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/a-agricultura-sintropica-e-sua-aplicacao-na-viticultura-regenerativa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 May 2025 21:26:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[A fusão da sabedoria ancestral com a ciência moderna Em um mundo onde a viticultura enfrenta crescentes desafios ambientais, a agricultura sintrópica surge como um farol de inovação e esperança. Essa prática agrícola, idealizada pelo agricultor e cientista suíço-brasileiro Ernst Götsch, propõe uma aliança entre a produção e a regeneração dos ecossistemas, oferecendo um futuro &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/a-agricultura-sintropica-e-sua-aplicacao-na-viticultura-regenerativa/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A agricultura sintrópica e sua aplicação na viticultura regenerativa"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>A fusão da sabedoria ancestral com a ciência moderna</h2>
<p>Em um mundo onde a viticultura enfrenta crescentes desafios ambientais, a agricultura sintrópica surge como um farol de inovação e esperança. Essa prática agrícola, idealizada pelo agricultor e cientista suíço-brasileiro Ernst Götsch, propõe uma aliança entre a produção e a regeneração dos ecossistemas, oferecendo um futuro mais sustentável para os vinhedos ao redor do mundo.</p>
<h3>Origens da Agricultura Sintrópica:</h3>
<p>Ernst Götsch dedicou sua vida ao desenvolvimento de sistemas agrícolas que funcionam em harmonia com a natureza. Baseando-se na observação minuciosa dos processos naturais, Götsch criou um conjunto de princípios agrícolas que imitam os ciclos e estruturas dos ecossistemas naturais, promovendo a biodiversidade, a regeneração do solo e a eficiência produtiva.</p>
<h3>Implementação na Viticultura:</h3>
<p>A aplicação da metodologia de Götsch ao cultivo de uvas implica uma reestruturação radical na gestão dos vinhedos:</p>
<ul>
<li>Planejamento baseado em ecossistemas: O vinhedo é concebido como um ecossistema interconectado, onde cada elemento desempenha um papel na saúde geral do sistema.</li>
<li>Diversidade funcional: Introduzem-se diversas espécies de plantas e árvores dentro e ao redor dos vinhedos, cada uma escolhida por sua função ecológica — desde a fixação de nitrogênio até o fornecimento de habitat para agentes biológicos de controle de pragas.</li>
<li>Manejo sintrópico do solo: Incentiva-se a cobertura permanente do solo, o uso de adubos verdes e culturas de cobertura para manter e melhorar a fertilidade do solo sem insumos químicos externos.</li>
</ul>
<p>A agricultura sintrópica na viticultura busca maximizar as interações benéficas entre as diferentes espécies vegetais e os microrganismos do solo:</p>
<ul>
<li>Controle natural de pragas e doenças: A biodiversidade no vinhedo cria um ambiente menos favorável às pragas e doenças da videira, reduzindo a necessidade de intervenções químicas.</li>
<li>Otimização de recursos: O sistema sintrópico é projetado para capturar e reciclar nutrientes e água de forma eficiente, minimizando a necessidade de irrigação e fertilização.</li>
</ul>
<h3>Casos de sucesso e avanços técnicos:</h3>
<p>Vinhedos que adotaram a agricultura sintrópica relatam resultados promissores. Estudos mostram que esses vinhedos não apenas mantêm, como também melhoram a qualidade da produção de uvas, ao mesmo tempo em que restauram a saúde de seus ecossistemas. A viticultura sintrópica está se tornando um modelo tanto para a pesquisa agrícola quanto para a prática sustentável.</p>
<h3>Conclusão:</h3>
<p>O legado de Ernst Götsch e o desenvolvimento da agricultura sintrópica oferecem uma estrutura poderosa para uma viticultura mais sustentável e produtiva. Ao aplicar esses princípios nos vinhedos, os viticultores não apenas melhoram a saúde das videiras e a qualidade do vinho, mas também contribuem para a saúde global do planeta, promovendo a biodiversidade e a regeneração do solo.</p>
<p>Vinhedos que implementaram práticas sintrópicas tornam-se estudos de caso vivos de como a agricultura pode coexistir em harmonia com os ecossistemas naturais. Esses sistemas não apenas oferecem um habitat rico e diverso que protege e nutre as videiras, como também representam um modelo replicável, que pode ser adaptado e adotado em diferentes regiões e contextos vitivinícolas.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.viticulturaregenerativa.org/blog/la-agricultura-sintropica-y-su-aplicacion-en-viticultura-regenerativa-la-fusion-de-sabiduria-ancestral-y-ciencia-moderna" target="_blank" rel="noopener"><strong>Viticultura Regenerativa</strong></a></p>
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		<item>
		<title>Como lidar com a sombra das árvores na minha horta?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-lidar-com-a-sombra-das-arvores-na-minha-horta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2025 22:51:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse vídeo você vai saber como lidar com a situação de sombra no local onde você quer fazer a sua horta e aprender o que pode fazer para dar a volta por cima e ter sua tão sonhada Horta Agroflorestal. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="yt-core-attributed-string yt-core-attributed-string--white-space-pre-wrap" dir="auto" role="text"><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto">Nesse vídeo você vai saber como lidar com a situação de sombra no local onde você quer fazer a sua horta e aprender o que pode fazer para dar a volta por cima e ter sua tão sonhada Horta Agroflorestal.</span></span></p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Como lidar com a sombra das árvores na minha horta?" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/lQN4AihVxvU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=lQN4AihVxvU" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples</strong></a> / YouTube</p>
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		<item>
		<title>Como aplicar os conceitos da Agrofloresta em um quintal com vasos?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-aplicar-os-conceitos-da-agrofloresta-em-um-quintal-com-vasos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Apr 2025 22:51:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse vídeo você vai entender como usar os princípios da agrofloresta nos vasos da sua horta. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="yt-core-attributed-string yt-core-attributed-string--white-space-pre-wrap" dir="auto" role="text"><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto">Nesse vídeo você vai entender como usar os princípios da agrofloresta nos vasos da sua horta. </span></span></p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Como aplicar os conceitos da Agrofloresta em um quintal com vasos?" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/Yb_6owminPg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yb_6owminPg" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples</strong></a> / YouTube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como plantar mais e triplicar sua colheita sem sair de casa?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-plantar-mais-e-triplicar-sua-colheita-sem-sair-de-casa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 22:43:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Será que é possível plantar e colher mais sem sair de casa? Nesse vídeo eu te conto como eu fiz pra que isso se torna-se realidade através de uma horta agroflorestal. Você vai se surpreender. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="yt-core-attributed-string yt-core-attributed-string--white-space-pre-wrap" dir="auto"><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto">Será que é possível plantar e colher mais sem sair de casa? Nesse vídeo eu te conto como eu fiz pra que isso se torna-se realidade através de uma horta agroflorestal. Você vai se surpreender.</span></span></p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Como plantar mais e triplicar sua colheita sem sair de casa?" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/ZN8A2Jq_N5I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZN8A2Jq_N5I" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples</strong></a> / YouTube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Qual é a menor área necessária para implantar a horta agroflorestal?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/qual-e-a-menor-area-necessaria-para-implantar-a-horta-agroflorestal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 15:44:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse vídeo você vai ver que tamanho de área e local são necessários para se ter uma horta agroflorestal. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse vídeo você vai ver que tamanho de área e local são necessários para se ter uma horta agroflorestal.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Qual é a menor área necessária para implantar a horta agroflorestal?" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/-YXOfZsTXnU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/Org%C3%A2nicoSimples" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples</strong></a> / YouTube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Silvopastura: por que devemos plantar árvores no pasto?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/silvopastura-por-que-devemos-plantar-arvores-no-pasto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Feb 2025 16:10:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Os sistemas silvipastoris oferecem uma alternativa para a diversificação de rendimentos e uma abordagem mais sustentável à pecuária. Ao combinar intencionalmente a produção animal e forrageira com as árvores, este sistema contribui para o aumento da produtividade, do retorno financeiro, do aumento da diversidade biológica e da preservação dos processos ecológicos nas áreas utilizadas para &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/silvopastura-por-que-devemos-plantar-arvores-no-pasto/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Silvopastura: por que devemos plantar árvores no pasto?"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os sistemas silvipastoris oferecem uma alternativa para a diversificação de rendimentos e uma abordagem mais sustentável à pecuária. Ao combinar intencionalmente a produção animal e forrageira com as árvores, este sistema contribui para o aumento da produtividade, do retorno financeiro, do aumento da diversidade biológica e da preservação dos processos ecológicos nas áreas utilizadas para a pecuária.</p>
<p>Os sistemas silvipastoris caracterizam-se por integrar árvores, pastagens e animais em uma mesma área, visando a obtenção de produtos e serviços a partir desses componentes. Servem como uma valiosa ferramenta de gestão da paisagem, ajudando a mitigar os impactos negativos da agricultura e a promover a conservação da biodiversidade e a estabilidade dos processos ecológicos.</p>
<h2>Como construir um sistema silvipastoril?</h2>
<p>Supondo que o agricultor já possua produção animal baseada em pastagens, podem ser seguidos os seguintes passos:</p>
<ol>
<li><strong>Escolha das espécies arbóreas:</strong> As árvores proporcionam sombra aos animais durante os períodos de alto calor e oferecem oportunidades adicionais de renda para o agricultor. Eles também melhoram a biodiversidade ambiental e do solo. As árvores podem servir como segunda alternativa de rendimento, produzindo madeira ou outros produtos como frutas. Considere a mão-de-obra necessária para o cultivo de árvores e a extração de recursos. A escolha de múltiplas espécies de árvores promove a biodiversidade e um ambiente equilibrado. Sempre priorize mudas de alta qualidade.</li>
<li><strong>Mapeamento dos locais de plantio de árvores:</strong> Considere o posicionamento do sol, a cobertura de sombra, entre outros fatores essenciais para o manejo posterior à seleção dos locais de plantio de árvores. As árvores podem estar dispostas em fileiras simples ou duplas, em uma floresta (bosque), ou espalhadas pela pastagem.</li>
<li><strong>Construção de cercas:</strong> Dependendo do tamanho das mudas de árvores, das práticas de manejo dos animais e das espécies selecionadas, construa cercas ao redor das áreas de plantio de árvores para protegê-las dos animais que pastam. As cercas (eletrificadas) aumentam a probabilidade de estabelecimento bem sucedido das árvores jovens.</li>
</ol>
<p>Apesar dos inúmeros benefícios, é fundamental considerar o custo de implementação dos sistemas silvipastoris. Embora as mudas de árvores possam ser obtidas gratuitamente, a construção de cercas acarreta um custo. Contudo, a introdução de árvores gera rendimentos adicionais, compensando estes custos iniciais ao longo do tempo.</p>
<p>Ao implementar um sistema silvipastoril, avaliar a compatibilidade das espécies forrageiras com a sombra. Evite cobrir todo o pasto com sombras e escolha espécies tolerantes à sombra. É importante manter partes do campo abertas (sem sombra) para que os animais possam ficar ao sol para se aquecerem nos dias frios.</p>
<p>Exemplos amplamente utilizados de sistemas silvipastoris incluem a integração de árvores de eucalipto plantadas em fileiras (devem ser preferidas grandes distâncias de plantio) em pastagens. Os eucaliptos funcionam como quebra-ventos e proporcionam sombra aos animais. Após a maturação, essas árvores podem ser vendidas para produção de madeira e novas mudas são plantadas no local. A diversificação de espécies de árvores, como a combinação da produção de madeira com bananeiras, proporciona múltiplas fontes de rendimento, mas requer espécies adaptadas à região.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Os sistemas silvipastoris aumentam a produtividade ao combinar a produção animal com o cultivo de plantas na mesma área. A inclusão de árvores nas pastagens serve como segunda fonte de rendimento, quebra-vento e sombra para os animais, ao mesmo tempo que contribui para a redução da erosão do solo, conservação da água e da umidade e diminuição da dependência de fertilizantes minerais. Se for devidamente gerido, este sistema também pode capturar e fixar carbono, abordando preocupações de sustentabilidade e emissões de dióxido de carbono.</p>
<p>Fonte: <a href="https://wikifarmer.com/library/pt-br/article/o-que-%C3%A9-silvopastura-e-como-os-agricultores-podem-aplicar-e-se-beneficiar-dela" target="_blank" rel="noopener"><strong>Portal WikiFarmer</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>6 coisas proibidas nas hortas orgânicas</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/6-coisas-proibidas-nas-hortas-organicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Feb 2025 15:37:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21859</guid>

					<description><![CDATA[Nesse vídeo você vai ficar sabendo as 6 coisas que são proibidas na horta e que devemos dentro do posspivel evitá-las. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse vídeo você vai ficar sabendo as 6 coisas que são proibidas na horta e que devemos dentro do posspivel evitá-las.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="6 coisas proibidas nas hortas orgânicas." width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/vZa10wqTu-E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/Org%C3%A2nicoSimples" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como compor e usar biofertilizantes com segurança e eficácia</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-compor-e-usar-biofertilizantes-com-seguranca-e-eficacia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Feb 2025 16:02:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21876</guid>

					<description><![CDATA[O que é um biofertilizante? O Biofertilizante é um adubo orgânico líquido que pode ser produzido dentro de qualquer propriedade rural, com materiais fáceis de encontrar na própria propriedade (esterco de animais e restos vegetais). Seu preparo é muito fácil e ocorre em um tempo relativamente curto, sendo ideal para complementar a fertilização com adubo. &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/como-compor-e-usar-biofertilizantes-com-seguranca-e-eficacia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Como compor e usar biofertilizantes com segurança e eficácia"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>O que é um biofertilizante?</h2>
<p>O Biofertilizante é um adubo orgânico líquido que pode ser produzido dentro de qualquer propriedade rural, com materiais fáceis de encontrar na própria propriedade (esterco de animais e restos vegetais). Seu preparo é muito fácil e ocorre em um tempo relativamente curto, sendo ideal para complementar a fertilização com adubo.</p>
<p>Produzido e composto a partir de organismos vivos, é um fertilizante natural que contém os principais minerais que alimentam diretamente as plantas, aumentando a absorção de nutrientes e a biomassa radicular ao mesmo tempo em que auxilia as plantas no controle de pragas e doenças.</p>
<p>O biofertilizante é inofensivo ao ser humano, aos animais e ao meio ambiente em geral e é definido como: economicamente viável, ecologicamente correto, socialmente justo, culturalmente adequado, tecnologicamente adequado e cientificamente comprovado.</p>
<p>Assim, torna-se ideal para pequenos produtores e/ou agricultores familiares, principalmente aqueles que produzem alimentos básicos e fundamentais para consumo humano.</p>
<p>A utilização crescente de fertilizantes químicos e pesticidas, como motivação para o alegado aumento da produção agrícola, tem provocado uma acumulação nociva de pesticidas nos alimentos e a contaminação da água, do solo e da atmosfera, envenenando sobretudo os próprios agricultores, mas também as populações em geral. Paralelamente, destaca-se a seleção perversa de pragas resistentes e a consequente necessidade de doses maiores ou de novos produtos ainda mais tóxicos.</p>
<p>A crescente demanda atual por alimentos saudáveis e livres de tóxicos e a necessidade de utilização de insumos agrícolas que não tragam riscos à saúde humana, aos animais e ao meio ambiente em geral aumentaram e se constituem em uma questão premente que impulsiona mudanças significativas no setor.</p>
<p>Nesse contexto, os Biofertilizantes e Biopesticidas surgem mais uma vez como soluções seguras para a produção de alimentos saudáveis e proteção socioambiental.</p>
<h2>Toxicidade do biofertilizante:</h2>
<h4>Biofertilizante pronto para uso</h4>
<p>Os biofertilizantes, em princípio, têm baixíssima toxicidade para pessoas, animais e meio ambiente. Mesmo assim, recomenda-se não entrar em contato com a boca, nariz, ouvido e olhos e, como medida de precaução, lavá-los com água limpa se entrarem em contato com a pele. Recomenda-se prioritariamente manter as crianças afastadas quando os biofertilizantes são produzidos, manuseados, armazenados e utilizados. Adultos que estiverem manuseando biofertilizantes, mesmo que não haja contato aparente, devem lavar as mãos, braços e todo o rosto com água limpa após manusear os biofertilizantes. Se houver contato com qualquer parte do corpo, esta parte deve ser lavada com água limpa.</p>
<p>ATENÇÃO: Estas recomendações são apenas preventivas. Em princípio, os biofertilizantes têm baixíssima toxicidade.</p>
<p>Os biofertilizantes podem ser usados em qualquer cultivo, mas seu uso deve ser controlado para evitar o uso excessivo</p>
<p>Apesar de suas inúmeras vantagens, o uso excessivo de Biofertilizantes pode causar desequilíbrios químicos, físicos e biológicos, tornando o solo impróprio para o cultivo de determinadas espécies, da mesma forma que os fertilizantes químicos.</p>
<p>De qualquer forma, o agricultor deve aplicaro biofertilizante após as regas ou chuvas e nas horas mais frescas do dia.</p>
<h2>Aplicação costeira/manual do biofertilizante</h2>
<p>A frequência e o tempo de aplicação dependem da espécie. A melhor forma de decidir o momento da aplicação de biofertilizantes na lavoura é observando o desenvolvimento das plantas. Em geral, essas aplicações podem ser repetidas semanalmente até o segundo mês de cultivo. A partir do terceiro mês, o agricultor pode aplicá-los a cada 15 dias.</p>
<p>Aplicações foliares não são recomendadas durante a floração das plantas. As aplicações são recomendadas antes da floração ou após a fertilização e podem ser aplicadas em frutas em crescimento. Quando pulverizado diretamente sobre as folhas de hortaliças ou sobre frutos a serem colhidos em breve (quase maduros), deve-se permitir um mínimo de 45 dias para o consumo humano dessas matérias-primas. Mesmo assim, recomenda-se lavar legumes e frutas com uma solução de vinagre a 2% em água potável antes de consumi-los. Produtos minimamente processados com fervura, torrefação, panificação ou outros são mais seguros.</p>
<p>Suponha que o biofertilizante seja obtido apenas de produtos vegetais, ou seja, SEM o uso de esterco animal*. Nesse caso, os produtos vegetais crus podem ser consumidos após um período de carência de sete dias e após terem sido suficientemente lavados com água corrente limpa. No entanto, como mencionado anteriormente, o ideal é usar uma solução de vinagre a 2% para lavá-los antes do consumo.*Biofertilizante SEM esterco animal é uma alternativa viável para comunidades que rejeitam o biofertilizante com esterco animal, mas desejam praticar Agroecologia para eliminar o uso de agrotóxicos.</p>
<p>No caso dos biofertilizantes serem produzidos apenas com esterco animal, os prazos de carência para consumo são rígidos. Assim, em caso de dúvida ou desconfiança do agricultor: para hortaliças de consumo imediato, recomendamos apenas a FERTIRRIGAÇÃO, ou seja, a aplicação de qualquer biofertilizante diretamente no solo, diluído (Diluir 1L de biofertilizante em 05 a 10L de água limpa) em água limpa. Na forma de Fertirrigação, o biofertilizante aplicado diretamente no solo também proporciona excelente crescimento das plantas. O consórcio “SPRAYING + FERTIRRIGATION” é possível e altamente recomendado.</p>
<p><strong>Em pastos:</strong> Recomenda-se um período de carência de sete dias antes que os animais residentes voltem a pastar no local de aplicação.</p>
<p><strong>Sementes:</strong> Também podem ser tratadas com biofertilizante puro antes do plantio, imergindo-se na calda pura por 20 minutos. Antes da semeadura, as sementes tratadas precisam secar (em local ventilado e à sombra) antes da semeadura.</p>
<p>Por fim, não é recomendável aplicar toda a quantidade de biofertilizantes em uma única aplicação, pois podem ocorrer perdas de nutrientes por erosão e lixiviação.</p>
<p>Recomenda-se aplicá-lo até o início da colheita para cobrir as necessidades da planta ao longo das fases de crescimento. Lembre-se sempre que a dose de diluição é o que diferencia o “remédio” do veneno.</p>
<h2>Como produzir e aplicar biofertilizantes?</h2>
<h4>Diluição básica de biofertilizantes:</h4>
<p><strong>Fertirrigação:</strong> Para uso direto no solo. Diluir 1 litro de biofertilizante em 0,5 a 10 litros de água limpa. Aplicar uniformemente a mistura diluída com regador manual até que se observe um contínuo molhamento superficial do solo cultivado, sem escorrimento.</p>
<p><strong>Spraying:</strong> Para uso foliar. Diluir 1 litro de Biofertilizante em 10 a 20 litros de água limpa. Aplique a mistura diluída com um pulverizador costal comum banhando a planta sem escorrimento.</p>
<h2>Produção de Biofertilizantes – Receita Completa</h2>
<h4>Ingredientes básicos:</h4>
<ul>
<li>Canister (tanque/lata/cilindro/barril) de 200L. Reserve um local fresco, protegido e de fácil acesso, protegido das intempéries.</li>
<li>20 litros de estrume fresco: Preferencialmente bovino/cabra/coelho/cavalo (portanto não curtido, sendo permitida mistura ou mistura aleatória). O esterco de galinha e porco exige maiores cuidados com a saúde, por isso seu uso é evitado. Em hipótese alguma use esterco de cachorro e gato. Certifique-se de que os animais não receberam antibióticos na última semana antes da produção dos dejetos.</li>
<li>Água limpa (mínimo 200L). A qualidade da água é essencial.</li>
<li>40L de material vegetal não processado (cortado e não triturado).</li>
</ul>
<p>Você pode usar materiais vegetais facilmente disponíveis no local, ou seja, não necessariamente todos listados abaixo.</p>
<p>De fato, poderemos produzir biofertilizantes com quantidades de material vegetal que variam de 0 (zero) a 40L, e com a quantidade de esterco animal sempre mantida em 20L nos mesmos 200L de água.</p>
<h2>Biofertilizante em preparação</h2>
<h4>Material vegetal recomendado ou aditivo vegetal:</h4>
<ul>
<li>Folhas verdes de vegetação nativa e/ou folhas verdes de qualquer espécie da região (exceto eucalipto);</li>
<li>Ervas daninhas residentes (inteiras);</li>
<li>Vinhas (incluindo os ramos finos);</li>
<li>Folhas de bananeira;</li>
<li>Folhas de bambu;</li>
<li>Frutos caídos (verdes, maduros, velhos) de qualquer espécie nativa da região (ou não nativa). Inflorescências também estão incluídas;</li>
<li>Cama de aviário, cama de cunicultura;</li>
<li>Cana-de-açúcar picada (incluindo folhas);</li>
<li>Plantas de mandioca picadas (incluindo folhas);</li>
<li>Cinzas de forno a lenha (máximo 1Kg e evitar restos de carvão).</li>
</ul>
<p>MUITO IMPORTANTE: Se na propriedade do agricultor houver plantas resistentes a doenças da lavoura e que possam crescer facilmente mesmo em solos pobres, então é altamente recomendável usar suas folhas na mistura e aplicá-las como aditivo vegetal.</p>
<h2>Modo de Preparo: Passo a Passo</h2>
<ul>
<li>Deposite todo o estrume fresco na botija de 200L;</li>
<li>Deposite todo o material vegetal picado logo em seguida;</li>
<li>Complete com água limpa até preencher todo o volume do canister;</li>
<li>Vire com um palito e tampe ou apenas tampe a vasilha e deixe fermentar;</li>
<li>Vire o conteúdo com um palito todos os dias até a fermentação terminar, o que levará aproximadamente 30 dias;</li>
<li>Filtrar o produto final em peneira de malha fina ou pano de algodão;</li>
<li>Engarrafar garrafas pet lavadas internamente com tampa bem vedada e armazená-las em local fresco e protegido das intempéries.</li>
</ul>
<h2>Filtragem/engarrafamento de biofertilizante</h2>
<p>ATENÇÃO: O biofertilizante filtrado e engarrafado não deve mais entrar em contato com o ar atmosférico e pode ser armazenado por um ano, até o momento exato de seu uso no campo, quando será diluído em água limpa conforme explicado anteriormente.</p>
<p>NOTE: A parte sólida do biofertilizante (o material retido na peneira ou no tecido após a filtragem) também é uma excelente fonte de matéria orgânica e nutrientes para as plantas e pode ser utilizada diretamente no solo cultivado.</p>
<p>Por fim: O uso contínuo de biofertilizante e biofertilização ALIADO À COMPOSTAGEM permitirá que cada comunidade adapte sua produção às suas necessidades, encontrando os componentes ideais bem como suas respectivas quantidades.<br />
Biopesticídas:</p>
<p>Se você deseja um biofertilizante com função de defesa natural, basta adicionar no tanque plantas inteiras (folhas, flores, frutos, raízes, cascas e caules finos) que sejam reconhecidas por suas propriedades inseticidas/bactericidas/fungicidas/nematicidas/acaricidas, etc.. Tais plantas são: tithonia, calêndula, etc, e até folhas de tabaco.</p>
<ul>
<li>Para jardins, vasos de flores, hortas e hortas caseiras, recomendamos esmagar 5 dentes de alho com 5 dentes de pimenta em um litro de água.</li>
<li>Deixe a solução em repouso por 24 horas.</li>
<li>Em seguida, filtre a solução com um pano de algodão.</li>
<li>Diluir a solução filtrada em 5 litros de água e aplicar por pulverização nas plantas atacadas pelas pragas. Se o ataque da praga for muito intenso, dilua a solução com menos água. Em casos extremos, é possível aplicar a solução pura obtida imediatamente após o esmagamento do alho e da pimenta, ou aumentar a quantidade de alho e pimenta a ser esmagada.</li>
<li>Tenha cuidado para que o produto pulverizado não entre em contato com os olhos.</li>
</ul>
<p>ATENÇÃO: Você não deve usar folhas de tabaco repetidamente porque causa dependência química. Deve ser usado apenas ocasionalmente.</p>
<p>Informamos também que o biofertilizante puro pode ser utilizado como auxiliar no combate a formigas e insetos mastigadores. Basta inundar os formigueiros ou ninhos de insetos com o produto puro até que fiquem totalmente encharcados de dentro para fora.</p>
<p>O diálogo permanente entre os produtores e a extensão rural possibilitará a resolução de todas as dúvidas de fabricação e uso, bem como de todos os assuntos correlatos.</p>
<p>Outros importantes aliados do agricultor para a produção sustentável de alimentos são: Controle Biológico e Associativo (Cooperativismo), que serão abordados em futuras publicações.</p>
<p>Fonte: <a href="https://wikifarmer.com/library/pt-br/article/como-compor-e-usar-biofertilizantes-com-seguranca-e-eficacia" target="_blank" rel="noopener"><strong>Portal WikiFarmer</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como a Agrofloresta pode ajudar na restauração da terra, desertificação e resiliência à seca</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-a-agrofloresta-pode-ajudar-na-restauracao-da-terra-desertificacao-e-resiliencia-a-seca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 15:33:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse vídeo você vai saber como a Agrofloresta é capaz de ajudar na restauração da terra, desertificação e resiliência à seca. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse vídeo você vai saber como a Agrofloresta é capaz de ajudar na restauração da terra, desertificação e resiliência à seca.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Como a Agrofloresta pode ajudar na restauração da terra, desertificação e resiliência à seca." width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/FIGbXrad3mE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/Org%C3%A2nicoSimples" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples</strong></a> / YouTube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>É possível transformar um pomar pronto em agrofloresta?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/e-possivel-transformar-um-pomar-pronto-em-agrofloresta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Feb 2025 15:47:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[O desafio em adaptar um pomar produtivo aos conceitos de agricultura sintrópica e agrofloresta. Fonte: Canal Quintal Florestal / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O desafio em adaptar um pomar produtivo aos conceitos de agricultura sintrópica e agrofloresta.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Conceitos de Agricultura Sintrópica É possível transformar um pomar pronto em agrofloresta?" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/9O39IGnfw-0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@QuintalFlorestal" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Quintal Florestal</strong></a> / YouTube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que é Agricultura Sintrópica e como os agricultores podem se beneficiar</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/o-que-e-agricultura-sintropica-e-como-os-agricultores-podem-se-beneficiar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 15:51:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[O que é a Sintropia? (e o que isso tem a ver com agricultura?) Resumidamente, sintropia é o oposto complementar da entropia. Enquanto a entropia governa as transformações termodinâmicas que libertam energia à custa da complexidade, a sintropia governa a vida, que acumula e organiza a energia. A agricultura sintrópica se apoia nos processos cumulativos &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/o-que-e-agricultura-sintropica-e-como-os-agricultores-podem-se-beneficiar/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O que é Agricultura Sintrópica e como os agricultores podem se beneficiar"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>O que é a Sintropia? (e o que isso tem a ver com agricultura?)</h2>
<p>Resumidamente, sintropia é o oposto complementar da entropia. Enquanto a entropia governa as transformações termodinâmicas que libertam energia à custa da complexidade, a sintropia governa a vida, que acumula e organiza a energia. A agricultura sintrópica se apoia nos processos cumulativos de vida (tendência sintrópica) para restaurar a fertilidade dos agroecossistemas.</p>
<h2>O que é a Agricultura Sintrópica?</h2>
<p>A Agricultura Sintrópica é um conjunto de princípios e práticas &#8211; criados pelo geneticista e agricultor suíço Ernst Götsch &#8211; que ajudam os agricultores a aprenderem a ler as estratégias naturais de regeneração de cada determinado local e a traduzi-las na forma de intervenções agrícolas. A Agricultura Sintrópica é uma prática que respeita e imita a natureza, tal como muitas outras práticas afirmam fazer. A diferença, porém, é que para os praticantes da Agricultura Sintrópica é bastante claro qual o aspecto natural que deve ser respeitado: a tendência da vida a acumular e organizar a energia, o que se expressa sob a forma de maior diversidade e complexidade, tal como acontece em uma floresta natural.</p>
<p>Principais pilares conceituais:</p>
<ul>
<li>Sintropia</li>
<li>Sucessão ecológica</li>
<li>Estratificação</li>
</ul>
<p>Práticas em destaque:</p>
<ul>
<li>cobertura constante do solo tanto por matéria orgânica como por plantio em alta densidade</li>
<li>grande produção de biomassa e intenso manejo por meio de poda e/ou roçagem</li>
<li>distribuição espacial sistemática das plantas e sincronização do seu crescimento ao longo do tempo</li>
</ul>
<p>Principais objetivos perseguidos:</p>
<ul>
<li>Independência de irrigação e de insumos externos &#8211; sejam eles sintéticos ou orgânicos</li>
<li>Alta produção, biodiversa e resiliente</li>
<li>Restauração da fertilidade do solo e da saúde das plantas alcançada por meio de processos naturais</li>
<li>Autonomia do agricultor para tomar decisões adequadas à sua realidade particular, independentemente de pacotes tecnológicos ou modelos de design pré-definidos</li>
</ul>
<h2>Como organizar as plantas em um sistema sintrópico</h2>
<p>Todo ecossistema natural equilibrado é composto por diversas plantas que crescem juntas. Nessa diversidade, existem espécies com diferentes ciclos de vida e diferentes exigências de luz ou resistência à sombra. Apesar de cada planta ter suas características específicas, elas não só crescem juntas como também estabelecem uma relação dinâmica de colaboração mútua. As espécies de crescimento rápido protegem e alimentam as de crescimento mais lento de forma que cada grupo de plantas cria condições para o aparecimento do grupo seguinte. Este é o processo natural de regeneração de florestas. A Agricultura Sintrópica traduz estas características &#8211; na sua forma, função e dinâmica &#8211; em práticas agrícolas que organizam a distribuição das plantas no espaço, tanto horizontal como verticalmente e também no tempo, de acordo com os ciclos de vida. Isto é feito de uma forma que otimiza a fotossíntese e a produção de biomassa, aumentando a fertilidade total do campo.</p>
<p>Os parâmetros que orientam esta organização são Sucessão e Estratificação.<br />
Organização das Plantas no Espaço &#8211; A Estratificação</p>
<p>A distribuição das plantas num plantio sintrópico considera não só a ocupação horizontal, mas também os andares verticais. Cada espécie ocupa o seu próprio estrato de acordo com a posição em que ocorre em condições naturais. Existe também uma proporção ideal de ocupação de cada andar, de forma a otimizar a captação da luz solar e, portanto, a fotossíntese total da área. Imagine a copa das plantas como se fossem painéis solares. Se quiséssemos instalar diferentes painéis solares em um mesmo espaço, esta seria a maneira mais eficiente de o fazer.</p>
<p>As classificações por estratos e as taxas de ocupação são:</p>
<ul>
<li>Emergentes (ocupação aprox. de 20%)</li>
<li>Estrato alto (ocupação aprox. de 40%)</li>
<li>Estrato médio (ocupação aprox. de 60%)</li>
<li>Estrato baixo (ocupação aprox. de 80%)</li>
<li>Estrato rasteiro (ocupação aprox. de 15-20%)</li>
</ul>
<p>A soma das taxas de ocupação mostra que o espaço útil do campo aumenta para aproximadamente 220% devido às sobreposições entre diferentes estratos, como se pode ver na imagem abaixo (figura 1). Isto significa um melhor aproveitamento da área produtiva.</p>
<figure id="attachment_21871" aria-describedby="caption-attachment-21871" style="width: 1192px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21871" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-1.jpg" alt="" width="1192" height="757" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-1.jpg 1192w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-1-300x191.jpg 300w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-1-1024x650.jpg 1024w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-1-768x488.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px" /><figcaption id="caption-attachment-21871" class="wp-caption-text">Figura 1. Ocupação dos estratos proposta por Ernst Götsch para Sistemas de Abundância. Tal distribuição aumenta a taxa de fotossíntese por área, facilita os processos termodinâmicos que resfriam e a retenção de água.</figcaption></figure>
<h2>Organização das Plantas no Tempo &#8211; A Sucessão</h2>
<p>A Sucessão na Agricultura Sintrópica acontece em etapas. O ciclo de vida das plantas é a característica fundamental para a sua classificação em: Placenta, Secundária, Clímax e Transicionais.</p>
<h4>Passos da Sucessão:</h4>
<ul>
<li>Placenta (espécies anuais e bianuais)</li>
<li>Secundária (árvores e arbustos de ciclo de vida curto e médio)</li>
<li>Clímax (espécies com ciclo de vida longo)</li>
<li>Transicionais (espécies com ciclo de vida muito longo).</li>
</ul>
<p>Cada passo da sucessão conta com uma composição completa de espécies com o seu respectivo ciclo de vida, mas esta ainda não é a história completa. Em uma perspectiva temporal mais ampla, sucessivos consórcios fazem parte de um determinado estágio de desenvolvimento dos Sistemas &#8211; estes classificados de acordo com o nível inicial de fertilidade do local. Estamos falando dos grandes passos sucessionais que Ernst Götsch classifica da seguinte maneira:</p>
<h4>Fases de sucessão:</h4>
<ul>
<li>Sistemas de Colonização: fase em que não há plantas, apenas bactérias, fungos, e pequenas formas de vida)</li>
<li>Sistemas de Acumulação: fase em que aparecem as primeiras plantas rústicas, mas água e nutrientes ainda são escassos, e o ecossistema é capaz de sustentar apenas pequenos animais</li>
<li>Sistemas de Abundância: fase com um grande fluxo de água e nutrientes, e agora o ecossistema pode sustentar grandes animais e plantas mais exigentes.</li>
</ul>
<p>Em todo o mundo, a maioria das terras agrícolas encontra-se em algum estágio dos Sistemas de Acumulação. Isto significa que, nessas condições, não podemos cultivar a grande maioria (se não todas) das nossas culturas, a menos que utilizemos muitos insumos (sejam eles de origem sintética ou orgânica). Ao invés de utilizar insumos externos, a abordagem da Agricultura Sintrópica propõe começar com as espécies adequadas para aquele estágio de fertilidade. A ideia é que com a sucessão de consórcios, acelerados por meio dos manejos, será possível acumular capital natural e ativar as dinâmicas naturais de disponibilização de nutrientes, empurrando assim o ecossistema para estágios mais avançados de fertilidade, rumo aos Sistemas de Abundância, como representado na Figura 2.</p>
<p>Não se trata de uma &#8220;corrida&#8221; ou uma competição. Trata-se de sincronização. A constante poda e organização da matéria orgânica são práticas chave para garantir uma constante produção de biomassa e para manter o solo coberto durante todo o ano. Isso alimenta a microvida do solo, evita o superaquecimento e o protege do impacto direto da chuva e da erosão. Essa prática também substitui a necessidade do uso de herbicidas, uma vez que a ocupação de todos os estratos e a cobertura por matéria orgânica oriunda de poda não deixam nenhum nicho para o aparecimento de plantas não desejadas.</p>
<figure id="attachment_21873" aria-describedby="caption-attachment-21873" style="width: 1379px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21873" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-2.jpg" alt="" width="1379" height="687" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-2.jpg 1379w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-2-300x149.jpg 300w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-2-1024x510.jpg 1024w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-2-768x383.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px" /><figcaption id="caption-attachment-21873" class="wp-caption-text">Figura 2. Esquema de sucessão proposto por Ernst Götsch, ilustrando como acontecem, em condições naturais, os intervalos de ocupação dos consórcios sucessionais (placenta, secundária, clímax e transicionais) entre ciclos de distúrbio (clareiras). Em sistemas manejados é possível acelerar a sucessão por meio da poda e da remoção da vegetação envelhecida.</figcaption></figure>
<h2>Como funciona o sistema sintrópico?</h2>
<p>Um plantio sintrópico ideal inclui um consórcio estratificado de plantas para cada etapa sucessional (exemplos na Figura 3). Portanto, os agricultores devem identificar as espécies adequadas para preencher todas as lacunas no espaço e no tempo, com base no seu comportamento e ciclo de vida. Todos os consórcios &#8211; seja placenta, secundária, ou clímax &#8211; devem ter espécies que ocupem a maior parte dos andares: baixo, médio, alto e emergente &#8211; na taxa de ocupação acima já descrita. Idealmente, todas as espécies de todos os estratos e fases da sucessão são plantadas ao mesmo tempo, de modo a causar o mínimo de distúrbio no solo e as melhores condições para que as relações sinérgicas se estabeleçam.</p>
<figure id="attachment_21872" aria-describedby="caption-attachment-21872" style="width: 1379px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21872" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-3.png" alt="" width="1379" height="963" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-3.png 1379w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-3-300x209.png 300w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-3-1024x715.png 1024w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/fig-3-768x536.png 768w" sizes="auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px" /><figcaption id="caption-attachment-21872" class="wp-caption-text">Figura 3. Exemplos de espécies mediterrânicas e da Caatinga ao longo das etapas e fases de sucessão. (Desenho por Ursula Arztmann).</figcaption></figure>
<p>Por exemplo, um consórcio de placenta de rúcula ou feijão preto (estrato médio-baixo), alface (médio), brócolis (alto), e crotalária (emergente) pode ser sucedido por um consórcio de ciclo mais longo composto por melancia (baixo), cenoura (médio), tomate (alto) e milho ou girassol (emergente). Ainda é possível ir mais longe na fase da placenta com gengibre ou abacaxi (baixo), alho, inhame, pimentão (médio), mandioca (alto), mamona e/ou papaia (emergente). Após a fase de placenta, que pode demorar até 24 meses, as plantas secundárias tomam conta da área, seguindo o mesmo padrão de estratificação &#8211; por exemplo, alecrim (baixo), romã (médio), abacate (alto), e eucalipto (emergente), e assim sucessivamente até atingir o próximo consórcio de ciclo de vida mais longo.</p>
<h2>Uso da Poda Técnica para Orquestrar Crescimentos e Acelerar Processos</h2>
<p>A poda técnica pode ser necessária para sincronizar o crescimento e/ou produção das plantas e para estimular a produção de biomassa suficiente para manter o solo coberto durante todo o ano. Em ambientes deciduais e semideciduais, é possível incluir espécies de placenta todos os anos à medida que as árvores naturalmente perdem suas folhas. Nas florestas perenifólias, a repetição de ciclos de placenta (anuais e bianuais) é possível, embora nem sempre recomendado. Nestes casos é necessária a intervenção por meio de podas drásticas para garantir uma maior entrada de luz no sistema.</p>
<h2>A Agrofloresta de Ernst Götsch</h2>
<p>Antes de ficar conhecido como Agricultura Sintrópica, o trabalho de Ernst Götsch foi também descrito sob diferentes terminologias, tais como Agrofloresta Sucessional, Agrofloresta Dinâmica, e Agrofloresta Analógica Regenerativa. Especialmente na América do Sul (onde sua abordagem começou a ser disseminada nos anos 90), é possível reconhecer uma forte influência das ideias de Götsch em muitas experiências agroflorestais. Um novo impulso de difusão da agricultura sintrópica de Ernst Götsch ocorreu após 2015, quando foi lançado o mini vídeodocumentário Life in Syntropy. Desde então, a prática tem sido adotada em diferentes ecossistemas na América Latina (Bolívia, Colômbia, Chile, México), Caribe (Martinica, Ilhas Curaçao), Europa (Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Grécia), África (Moçambique, Gana), e Oceania (Austrália).</p>
<p>Fonte: <a href="https://wikifarmer.com/library/pt-br/article/o-que-e-a-agricultura-sintropica" target="_blank" rel="noopener"><strong>Portal WikiFarmer</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Plantando milho, feijão e mandioca na horta</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/plantando-milho-feijao-e-mandioca-na-horta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Feb 2025 15:30:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse vídeo você vai entender melhor como pode aproveitar mais o espaço da sua horta e como se planta o consórcio MILPA. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse vídeo você vai entender melhor como pode aproveitar mais o espaço da sua horta e como se planta o consórcio MILPA.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Plantando milho, feijão e mandioca na horta (MILPA)" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/sCzQHPSO0M8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/Org%C3%A2nicoSimples" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples</strong></a> / YouTube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que é multi-cropping?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/o-que-e-multi-cropping/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2025 00:11:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Multi-Cropping é o cultivo de duas ou mais culturas sucessivamente na mesma trama na mesma estação de crescimento. Os agricultores aplicam essa prática, pois sua renda é impulsionada pela segunda safra que será cultivada. Geralmente, os campos capazes de várias culturas dentro do ano são as áreas irrigadas. Um exemplo bem-sucedido de Multi-Cropping é o &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/o-que-e-multi-cropping/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O que é multi-cropping?"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Multi-Cropping é o cultivo de duas ou mais culturas sucessivamente na mesma trama na mesma estação de crescimento. Os agricultores aplicam essa prática, pois sua renda é impulsionada pela segunda safra que será cultivada. Geralmente, os campos capazes de várias culturas dentro do ano são as áreas irrigadas.</p>
<p>Um exemplo bem-sucedido de Multi-Cropping é o cultivo do milho de maturidade precoce após a colheita de uma leguminosa, como a ervilha. O cultivo do milho se beneficia da fixação de nitrogênio da ervilha, enquanto o produtor se beneficia financeiramente dessas duas culturas. Outro exemplo de Multi-Cropping é o crescimento de vegetais folhosos após os vegetais do verão.</p>
<p>Fonte: <a href="https://wikifarmer.com/library/pt-br/article/o-que-%C3%A9-multi-cropping" target="_blank" rel="noopener"><strong>Portal WikiFarmer </strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é plantio de companhia?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/o-que-e-plantio-de-companhia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jan 2025 00:08:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[O plantio de companhia é uma prática agrícola, segundo a qual agricultores ou jardineiros cultivam plantas nas proximidades. Um exemplo típico de plantio de companheiros é a combinação de feijão, milho e abóbora. Nesta técnica, o milho e o feijão são semeados nas proximidades em montes para o feijão subir no pistalo de milho, enquanto &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/o-que-e-plantio-de-companhia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O que é plantio de companhia?"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O plantio de companhia é uma prática agrícola, segundo a qual agricultores ou jardineiros cultivam plantas nas proximidades.</p>
<p>Um exemplo típico de plantio de companheiros é a combinação de feijão, milho e abóbora. Nesta técnica, o milho e o feijão são semeados nas proximidades em montes para o feijão subir no pistalo de milho, enquanto os feijões fornecem nitrogênio ao milho, graças à fixação de nitrogênio. A abóbora é semeada entre os montes para aproveitar o sombreamento, enquanto mantém a umidade do solo e compete com as ervas daninhas.</p>
<p>O plantio complementar promove a sustentabilidade, produzindo maior rendimento total e melhor qualidade e reduzindo as populações de pragas.</p>
<p>Fonte: <a href="https://wikifarmer.com/library/pt-br/article/o-que-%C3%A9-plantio-de-companhia" target="_blank" rel="noopener"><strong>Portal Wikifarmer</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é o waterlogging?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/o-que-e-o-waterlogging/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2025 00:03:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[O alagamento é a condição de saturação completa do solo com água e desaparecimento da fase gasosa. A saturação do solo depende da sua composição granular, da sua profundidade, da compressão a que foi submetido e da intensidade da chuva. O desenvolvimento de condições anaeróbias causa danos às raízes, pois necessitam do oxigênio da fase &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/o-que-e-o-waterlogging/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O que é o waterlogging?"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O alagamento é a condição de saturação completa do solo com água e desaparecimento da fase gasosa. A saturação do solo depende da sua composição granular, da sua profundidade, da compressão a que foi submetido e da intensidade da chuva.</p>
<p>O desenvolvimento de condições anaeróbias causa danos às raízes, pois necessitam do oxigênio da fase gasosa para sua respiração. As raízes e toda a planta correm risco de morte se a saturação persistir. A condição adversa de excesso de água favorece o desenvolvimento de doenças nas lavouras.</p>
<p>Fonte: <a href="https://wikifarmer.com/library/pt-br/article/o-que-%C3%A9-evapotranspira%C3%A7%C3%A3o-et" target="_blank" rel="noopener"><strong>Portal Wikifarmer</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cultivando solos ricos e um planeta saudável</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/cultivando-solos-ricos-e-um-planeta-saudavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2025 23:59:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21831</guid>

					<description><![CDATA[Os sistemas agroflorestais têm um papel crucial na conservação ambiental, especialmente quando se trata da saúde do solo e do clima. Em contraste com a agricultura convencional, que frequentemente degrada a terra, as agroflorestas promovem a regeneração natural ao incorporar árvores, arbustos e culturas em um sistema integrado. Uma das grandes vantagens é o aumento &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/cultivando-solos-ricos-e-um-planeta-saudavel/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cultivando solos ricos e um planeta saudável"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-pm-slice="1 1 []">Os sistemas agroflorestais têm um papel crucial na conservação ambiental, especialmente quando se trata da saúde do solo e do clima. Em contraste com a agricultura convencional, que frequentemente degrada a terra, as agroflorestas promovem a regeneração natural ao incorporar árvores, arbustos e culturas em um sistema integrado.</p>
<p>Uma das grandes vantagens é o aumento da fertilidade do solo. As árvores em sistemas agroflorestais capturam nutrientes das camadas profundas do solo e os redistribuem para a superfície através de suas folhas e galhos em decomposição. Além disso, as raízes de diferentes espécies ajudam a reduzir a compactação do solo e promovem a infiltração de água, prevenindo a erosão.</p>
<p>No contexto climático, as agroflorestas são verdadeiras campeãs no sequestro de carbono. As árvores absorvem grandes quantidades de CO2, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, esses sistemas ajudam a regular a temperatura local e a umidade, criando um microclima mais ameno e favorável ao cultivo.</p>
<p>Ao unir produção agrícola com restauração ambiental, as agroflorestas demonstram que é possível produzir alimentos de maneira sustentável enquanto se combate a degradação ambiental e as mudanças climáticas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fundamentos que regeneram a natureza</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/fundamentos-que-regeneram-a-natureza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jan 2025 23:54:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[A agricultura sintrópica é uma abordagem revolucionária que imita os processos naturais para promover a produção sustentável e a regeneração ambiental. Desenvolvida pelo agricultor e pesquisador Ernst Götsch, essa técnica se baseia em princípios como a sucessão natural, que respeita o ciclo de vida das plantas, e a estratificação, que organiza diferentes espécies em camadas &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/fundamentos-que-regeneram-a-natureza/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Fundamentos que regeneram a natureza"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A agricultura sintrópica é uma abordagem revolucionária que imita os processos naturais para promover a produção sustentável e a regeneração ambiental. Desenvolvida pelo agricultor e pesquisador Ernst Götsch, essa técnica se baseia em princípios como a sucessão natural, que respeita o ciclo de vida das plantas, e a estratificação, que organiza diferentes espécies em camadas que coexistem e se beneficiam mutuamente.</p>
<p>Um dos pilares da agricultura sintrópica é a utilização de plantas pioneiras e adubadoras para recuperar solos degradados. Essas plantas enriquecem o solo com nutrientes, criando condições ideais para o desenvolvimento de espécies mais exigentes. Além disso, a prática da poda constante é essencial, pois o material orgânico gerado serve como adubo natural e protege o solo contra a erosão.</p>
<p>Outro conceito-chave é a cooperação entre as espécies. Em vez de competir, as plantas em um sistema sintrópico colaboram para o bem-estar do ecossistema. Essa sinergia permite maior produtividade e resiliência, além de criar um habitat favorável para a fauna local.</p>
<p>A agricultura sintrópica vai além da produção de alimentos; é uma forma de regenerar ecossistemas e restaurar o equilíbrio ambiental. Seu impacto positivo não se limita ao meio ambiente, mas também melhora a qualidade de vida dos agricultores, tornando-a uma prática essencial para o futuro.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Implantação de um sistema agroflorestal no semiárido para agricultura familiar</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/implantacao-de-um-sistema-agroflorestal-no-semiarido-para-agricultura-familiar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2024 12:33:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Documentários]]></category>
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					<description><![CDATA[A experiencia da implantação de um sistema agroflorestal no semiárido, dentro do projeto gerenciado pela We World Brasil, intitulado Projeto Alimento no Semiárido. O projeto tem o objetivo de construir espaços educativos de experimentação, integrados à produção de alimentos e à prática de uma agricultura agroecológica e participativa, na busca da redução de vulnerabilidade às &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/implantacao-de-um-sistema-agroflorestal-no-semiarido-para-agricultura-familiar/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Implantação de um sistema agroflorestal no semiárido para agricultura familiar"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A experiencia da implantação de um sistema agroflorestal no semiárido, dentro do projeto gerenciado pela We World Brasil, intitulado Projeto Alimento no Semiárido. O projeto tem o objetivo de construir espaços educativos de experimentação, integrados à produção de alimentos e à prática de uma agricultura agroecológica e participativa, na busca da redução de vulnerabilidade às mudanças climáticas.</p>
<p>A implantação ocorreu na Escola Família Agrícola Dom Fragoso, criada em 2002 , no município de Independência/CE, a EFA Dom Fragoso atua em 42 comunidades e assentamentos de 12 municípios do estado do Ceará. Realiza curso técnico de nível médio integrado, presencial, com habilitação em agropecuária para jovens.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="SAF VLOG #04 - IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA AGROFLORESTAL NO SEMIÁRIDO PARA AGRICULTURA FAMILIAR" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/rOqW8h7NE6w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@ecoaragrofloresta-w7i" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Ecoar Floresta</strong></a> / YouTube</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como a agrofloresta ajudou Portugal</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-a-agrofloresta-ajudou-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2024 12:22:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Documentários]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21794</guid>

					<description><![CDATA[Episódio da série documental &#8220;Diário de Agrofloresta&#8221;. Nele, você vai saber como a agrofloresta pode ajudar Portugal com os incêndios. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Episódio da série documental &#8220;Diário de Agrofloresta&#8221;. Nele, você vai saber como a agrofloresta pode ajudar Portugal com os incêndios.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Como a agrofloresta ajudou Portugal." width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/rzpKd06yVgo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/Org%C3%A2nicoSimples" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que a agrofloresta pode fazer pela educação?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/o-que-a-agrofloresta-pode-fazer-pela-educacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2024 12:22:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Veja o que a agrofloresta pode fazer pela educação e como esse sistema pode ser implantado em diversas escolas. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Veja o que a agrofloresta pode fazer pela educação e como esse sistema pode ser implantado em diversas escolas.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="O que a agrofloresta pode fazer pela educação?" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/IDEOKFDTOe8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/Org%C3%A2nicoSimples" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como aplicar os princípios da Agrofloresta na horta</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-aplicar-os-principios-da-agrofloresta-na-horta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 14:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21790</guid>

					<description><![CDATA[Nesse vídeo você vai entender como aplicar os principios de uma agrofloresta em sua horta e potencializar a sua horta orgânica. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse vídeo você vai entender como aplicar os principios de uma agrofloresta em sua horta e potencializar a sua horta orgânica.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Como aplicar os princípios da Agrofloresta na horta." width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/9idXSiD8FK8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/Org%C3%A2nicoSimples" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples / YouTube</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Hugelkultur: vale a pena enterrar madeira?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/hugelkultur-vale-a-pena-enterrar-madeira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Nov 2024 21:55:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21772</guid>

					<description><![CDATA[Este vídeo demonstra a manutenção do huglekultur, mostrando como está o solo e se realmente vale a pena enterrar madeira. Livros de referência: Manual do Solo Vivo, de Ana Primavesi A Revolução de uma palha, de Masanobu Fukuoka Fonte: Canal Quintal Florestal / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este vídeo demonstra a manutenção do huglekultur, mostrando como está o solo e se realmente vale a pena enterrar madeira.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Hugelkultur, Manutenção e fertilidade, vale a pena enterrar madeira?" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/Ni3yePdRnEU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Livros de referência:</p>
<ul>
<li>Manual do Solo Vivo, de Ana Primavesi</li>
<li>A Revolução de uma palha, de Masanobu Fukuoka</li>
</ul>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ni3yePdRnEU" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Quintal Florestal / YouTube</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como podemos ajudar a floresta a se recuperar (Webinar)</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-podemos-ajudar-a-floresta-a-se-recuperar-webinar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2024 21:55:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Deixar as florestas se regenerarem por si só – contando com um pouco de assistência humana – em muitos casos é a forma mais eficiente de restaurar paisagens e florestas no Brasil e no mundo. Essa abordagem, conhecida como Regeneração Natural Assistida (RNA), possibilita que as pessoas usem o conhecimento local para remover barreiras e &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/como-podemos-ajudar-a-floresta-a-se-recuperar-webinar/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Como podemos ajudar a floresta a se recuperar (Webinar)"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Deixar as florestas se regenerarem por si só – contando com um pouco de assistência humana – em muitos casos é a forma mais eficiente de restaurar paisagens e florestas no Brasil e no mundo. Essa abordagem, conhecida como Regeneração Natural Assistida (RNA), possibilita que as pessoas usem o conhecimento local para remover barreiras e permitir que as árvores voltem a crescer naturalmente.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="WEBINAR | Regeneração Natural Assistida: Como podemos ajudar a floresta a se recuperar" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/LkeNewcEQ2k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>WRI Brasil, Imazon, ICV e Suzano lançaram o estudo “O papel da regeneração natural assistida na aceleração e no ganho de escala da restauração de florestas e paisagens”. A publicação traz estudos de casos de projetos na Amazônia, na Mata Atlântica e em outros países com florestas tropicais ao redor do mundo. A publicação mostra o potencial de acelerar o progresso da recuperação de ecossistemas de forma a atender necessidade das comunidades rurais, respeitar o meio ambiente e com bom custo-benefício.</p>
<p>A nota prática tem como objetivo compilar e disseminar casos potencialmente bem-sucedidos de regeneração natural assistida (RNA) em ecossistemas florestais, apontando os fatores-chave que incentivam e facilitam a sua implementação.</p>
<p>A abordagem da regeneração natural encontra apoio em métodos que procuram remover distúrbios ambientais causados por humanos, como o fogo e a supressão da vegetação, a fim de facilitar e acelerar esse processo de regeneração. A RNA se encontra no ponto intermediário entre a regeneração natural e os diferentes níveis de assistência, a depender do grau de intervenção a que a área foi submetida anteriormente e de sua resiliência.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LkeNewcEQ2k" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal WRI Brasil / YouTube</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como ter uma horta urbana no Sistema Agroflorestal</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-ter-uma-horta-urbana-no-sistema-agroflorestal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Nov 2024 21:55:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21775</guid>

					<description><![CDATA[Nesse vídeo, você vai entender que é possível ter uma horta seguindo os princípios da agrofloresta até na laje da sua casa. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse vídeo, você vai entender que é possível ter uma horta seguindo os princípios da agrofloresta até na laje da sua casa.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Como ter uma HORTA URBANA no sistema AGROFLORESTAL" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/dY43wnSQfAQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=dY43wnSQfAQ" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples / YouTube</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Restaurar área degradada de Terras Indígenas com agrofloresta poderia gerar R$153,3 bilhões, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Nov 2024 21:55:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Regenerar as porções degradadas das Terras Indígenas (TIs) brasileiras com sistemas agroflorestais (SAFs) poderia gerar uma receita de R$ 153 bilhões em produtos agrícolas como frutas e legumes, afirma estudo do Instituto Escolhas publicado esta semana. A pesquisa estima em 1,3 milhão de hectares a área de TI que, após ser invadida e prejudicada por &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/restaurar-area-degradada-de-terras-indigenas-com-agrofloresta-poderia-gerar-r1533-bilhoes-diz-estudo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Restaurar área degradada de Terras Indígenas com agrofloresta poderia gerar R$153,3 bilhões, diz estudo"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Regenerar as porções degradadas das Terras Indígenas (TIs) brasileiras com sistemas agroflorestais (SAFs) poderia gerar uma receita de R$ 153 bilhões em produtos agrícolas como frutas e legumes, afirma estudo do Instituto Escolhas publicado esta semana.</p>
<p>A pesquisa estima em 1,3 milhão de hectares a área de TI que, após ser invadida e prejudicada por atividades como o garimpo e a extração de madeira, não teria condições de se regenerar sozinha. O total de área degradada em áreas indígenas é de 2,4 milhões de hectares.</p>
<p>As TIs do Brasil ocupam pouco mais de 118 milhões de hectares e abrigam as áreas de florestas mais preservadas do país. De 1985 a 2023, estes territórios perderam menos de 1% de sua vegetação nativa, enquanto em terras privadas foram 28% de “encolhimento” das áreas naturais, apontam dados recentes da plataforma MapBiomas.</p>
<p>Segundo a pesquisa, a Amazônia é o bioma que se destaca pelo alto potencial de regeneração natural, abrigando 82% de toda a área com essa característica entre as terras degradadas no território brasileiro.</p>
<p>No Cerrado, por exemplo, a situação se inverte: 96% das áreas que podem ser restauradas em TIs nesse bioma (ou 650 mil hectares) apresentam baixo potencial de regeneração natural da vegetação, e portanto necessitam de intervenção humana, gerando custos maiores.</p>
<p>Segundo cálculos do instituto, a adoção de sistemas agroflorestais com foco na produção de alimentos exigiria um investimento de R$ 27,7 bilhões que gerariam R$ 153,3 bilhões de receita líquida.</p>
<h3>Potencial de 10 toneladas em alimentos por ano</h3>
<p>Na mesma área das TIs considerada pelo estudo, o potencial de produção de alimentos é de 317,8 milhões de toneladas ao longo de 30 anos, sendo 88% espécies perenes, como frutos in natura, polpa de frutas, amêndoas, sementes e palmitos. Apenas 12% da produção dos SAFs, ou 38 milhões de toneladas, teriam origem em culturas anuais como milho, feijão e mandioca.</p>
<p>“Nesse contexto, a produção média de alimentos será de 248,2 toneladas por hectare em 30 anos”, detalha a pesquisa.</p>
<h3>Crédito de carbono</h3>
<p>A regeneração de áreas degradadas nas TIs tem potencial também de geração de créditos de carbono. O levantamento do Instituto Escolhas afirma que, caso toda a área disponível para a recuperação nas TIs do país seja de fato recuperada, seriam removidas 798,8 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera em até 30 anos.</p>
<p>A remoção de carbono anual das TIs, com regeneração e agroflorestas, seria equivalente a mais de seis vezes a poluição de gases estufa gerada pela cidade de São Paulo no mesmo período.</p>
<p>Fonte: <a href="https://umsoplaneta.globo.com/sociedade/noticia/2024/08/29/restaurar-area-degradada-de-tis-com-agrofloresta-poderia-gerar-r1533-bilhoes-diz-estudo.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><strong>Portal Um só Planeta</strong></a></p>
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		<title>Saiba quais são os benefícios da rotação de culturas</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/saiba-quais-sao-os-beneficios-da-rotacao-de-culturas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Nov 2024 21:55:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[A rotação de culturas consiste no cultivo de diferentes culturas de forma alternada em uma mesma região agrícola. O principal benefício é a conservação do solo. O que acontece é que cada espécie tem necessidades nutricionais diferentes, portanto, quando cultivadas de forma alternada, não esgotam os nutrientes do solo. Outro grande benefício dessa técnica é &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/saiba-quais-sao-os-beneficios-da-rotacao-de-culturas/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Saiba quais são os benefícios da rotação de culturas"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A rotação de culturas consiste no cultivo de diferentes culturas de forma alternada em uma mesma região agrícola. O principal benefício é a conservação do solo. O que acontece é que cada espécie tem necessidades nutricionais diferentes, portanto, quando cultivadas de forma alternada, não esgotam os nutrientes do solo. Outro grande benefício dessa técnica é a menor incidência de pragas, pois os insetos costumam infestar em cultivos de monocultura.</p>
<h3>Assim é possível não utilizar pesticidas!</h3>
<p>Vamos agora a um bom exemplo. Suponha que o agricultor queira impulsionar o crescimento da cana-de-açúcar, e esse tipo de cultura necessita de muito nitrogênio. O feijão por sua vez adiciona muito nitrogênio ao solo, portanto, uma boa ideia é alternar o cultivo de feijão e cana-de-açúcar em uma mesma região. Como você pode perceber, as diferentes espécies de plantas interagem de formas distintas com o solo, liberando e absorvendo nutrientes específicos. Na verdade existem diversos outros fatores a serem levados em consideração na hora de escolher quais cultivos alternar, como características físicas, padrões de crescimento, épocas de colheita, etc.</p>
<p>Os benefícios da rotação de culturas não param por aí! Essa prática melhora a aeração do solo, aumenta a retenção de água no solo, conserva a biodiversidade, aumenta a atividade biológica do solo e evita a erosão. Quando a técnica é combinada com a adubação orgânica, os ganhos são potencializados. Essa técnica não pode ser feita de qualquer maneira, é preciso considerar aspectos como clima e condições do solo, por exemplo. A escolha da sequência das espécies a serem cultivadas requer conhecimentos técnicos. Ou seja, é necessário realizar um bom planejamento, se possível com a ajuda de um engenheiro agrônomo.</p>
<p>Além de ter o objetivo de conservar o solo, a escolha das espécies também deve ser pensada de acordo com os interesses comerciais dos agricultores, ou seja, não adianta fazer bem ao solo mas não ter retorno financeiro.</p>
<p>Muitos agricultores resistem à rotação de culturas pois muitas vezes um tipo de cultivo está dando bons lucros e assim não há intenção de mudar o cultivo.</p>
<p>Mas por outro lado, o fato de não depender de apenas um tipo de cultura, também faz com que o agricultor tenha menos riscos econômicos. Muitos dos benefícios da rotação de culturas são obtidos a longo prazo.</p>
<h3>A rotação de culturas surge em contraposição à monocultura.</h3>
<p>A monocultura consiste no cultivo de uma única cultura na mesma região por um tempo prolongado. Essa prática, a longo prazo, acarreta em degradação do solo e logo em redução da produtividade. Quando a monocultura é praticada, costuma esgotar o solo, e assim é necessário realizar desmatamento para abrir novas áreas para o plantio.</p>
<p>Fonte: <a href="https://blog.cicloorganico.com.br/sustentabilidade/saiba-quais-sao-os-beneficios-da-rotacao-de-culturas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Blog Ciclo Orgânico</strong></a></p>
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		<title>Agrofloresta, sistema agroflorestal ou SAF: o que é, como funciona e qual o seu potencial de tornar a agricultura mais sustentável</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agrofloresta-sistema-agroflorestal-ou-saf-o-que-e-como-funciona-e-qual-o-seu-potencial-de-tornar-a-agricultura-mais-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Nov 2024 21:55:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[A associação de dois tipos de plantas, como gramíneas e árvores, já pode ser considerada um sistema agroflorestal, embora se possa atingir complexidades muito maiores, com uma dúzia ou mesmo 30 espécies diferentes em uma única agrofloresta, apontam especialistas. As mudanças climáticas pelas quais passa o planeta vêm impondo consequências severas à agricultura, provocadas por &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agrofloresta-sistema-agroflorestal-ou-saf-o-que-e-como-funciona-e-qual-o-seu-potencial-de-tornar-a-agricultura-mais-sustentavel/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agrofloresta, sistema agroflorestal ou SAF: o que é, como funciona e qual o seu potencial de tornar a agricultura mais sustentável"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A associação de dois tipos de plantas, como gramíneas e árvores, já pode ser considerada um sistema agroflorestal, embora se possa atingir complexidades muito maiores, com uma dúzia ou mesmo 30 espécies diferentes em uma única agrofloresta, apontam especialistas.</p>
<p>As mudanças climáticas pelas quais passa o planeta vêm impondo consequências severas à agricultura, provocadas por fenômenos extremos como tempestades, secas e inundações, por exemplo. Culturas uma vez consideradas absolutas, como café e vinho, hoje se reinventam em diferentes pontos do globo, buscando novas técnicas de plantio, manejo e comercialização de forma sustentável. Outro exemplo são as plantações de cacau.</p>
<p>Ao adotar um sistema agroflorestal, o produtor vai aliar árvores (que podem ser frutíferas e também de boa qualidade de madeira, por exemplo) a plantas de menor porte, como legumes, hortaliças, cereais e leguminosas. Como aponta o instituto WRI Brasil, as diferentes culturas enriquecem o solo e melhoram a qualidade dos alimentos e da água, trazendo benefícios também no viés econômico.</p>
<p>“Hoje, áreas extensas de monocultivo têm risco de se tornar improdutivas. Plantios como o de algodão, que demanda muita água, vão aos poucos se tornado inviáveis [como monocultura]. Então, produtores de grande escala também estão apostando em aumentar a sua biodiversidade”, afirma Márcio Armando, analista da Embrapa em Brasília com 30 anos de experiência em SAFs.</p>
<p>Apesar de a monocultura ter potencial produtivo inegável, a exaustão do solo e o uso insustentável de recursos naturais, principalmente a água, além da pressão do desmatamento, são alguns dos fatores apontados como características que fazem com que esta forma de produção esteja com os dias contados, afirmam especialistas.</p>
<p>Dentro do escopo da agricultura regenerativa, que busca preservar a saúde do solo e sua riqueza mineral, grandes marcas mundiais sinalizam investimentos de grande porte para gradualmente mudar seus métodos de produção com foco na sustentabilidade e adaptação climática.</p>
<p>O Brasil ocupa uma posição de protagonista neste movimento, com grande corpo de pesquisa no assunto e vasta área de cultivo. Contudo, grandes mercados como Estados Unidos e União Europeia já têm no radar as agroflorestas dentro de um repertório de soluções para a produção de alimentos e matéria-prima.</p>
<h3>O desafio da produtividade</h3>
<p>Talvez o maior desafio para os SAFs seja garantir a produtividade na comparação com as monoculturas. A vantagem econômica das agroflorestas está em sua diversidade, apontam especialistas. Ao planejar o plantio de espécies adequadas à região escolhida, é possível ter colheitas variadas, além da opção da madeira de qualidade fornecida pelas árvores cultivadas.</p>
<p>“Os sistemas agroflorestais são uma sofisticação do manejo. Você pode ter 30 espécies, com quatro potencialmente comerciais e outras fazendo a sua função no ecossistema”, observa Armando.</p>
<p>A Courageous Land, empresa com projetos de agricultura florestal em Roraima, Bahia e São Paulo, é especializada em levar a modalidade para a larga escala usando tecnologia para monitorar produtividade e lucratividade de forma sustentável. O CEO do escritório destaca que, além de produzir frutos, hortaliças e madeira de impacto positivo, uma propriedade com sistemas agroflorestais ainda tem potencial para lucrar no mercado de créditos de carbono.</p>
<p>“Uma novidade no mercado é consorciar a produção da agrofloresta com financiamento atrelado aos créditos de carbono. Este mercado surgiu para estimular projetos que sequestram carbono e não sairiam do papel sem esse incentivo. As agroflorestas dividem sua biodiversidade com a atratividade financeira do crédito de carbono”, avalia Philip Kauders, CEO e cofundador da Courageous Land.</p>
<p>Transformar a monocultura em uma produção sombreada, por exemplo, com pasto e eucalipto, pode ser considerado agrofloresta. Porém, mais atraente pode ser cultivar na propriedade árvores que produzam castanhas, frutas, além da madeira e da absorção de carbono. Comparado à monocultura, é possível que haja queda de produtividade, mas a sua resiliência econômica aumenta com variedade de produção, afirma Kauders.</p>
<p>Outro ponto observado pelo executivo é de que não é preciso radicalizar, ou ter uma “selva” para iniciar um sistema agroflorestal. Em uma plantação de soja em larga escala, por exemplo, pode-se colocar a cada 400 metros uma fileira de árvores, que já terão poder de impactar a biodiversidade de fauna e flora no local, entre outros benefícios.</p>
<p>Sobre o caráter socioeconômico dos SAFs, um destaque é o estímulo à geração de postos de trabalho no campo no Brasil, dada à escassez de mão de obra vivida pelo setor.</p>
<p>No país, a maior parte das agroflorestas hoje está em pequenas propriedades rurais. Porém, o desenvolvimento deste modelo como forma de descarbonização de grandes empresas, e da própria economia brasileira, faz com que os SAFs sejam um candidato ao título de “agricultura do futuro”.</p>
<p>Fonte: <a href="https://umsoplaneta.globo.com/biodiversidade/noticia/2023/07/22/agrofloresta-sistema-agroflorestal-ou-saf-o-que-e-como-funciona-e-qual-o-seu-potencial-de-tornar-a-agricultura-mais-sustentavel.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><strong>Portal Um só Planeta</strong></a></p>
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		<item>
		<title>Iniciativas de agroecologia nas cidades promovem saúde e geram renda</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/iniciativas-de-agroecologia-nas-cidades-promovem-saude-e-geram-renda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Oct 2024 12:19:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[A prática da agricultura nas cidades, que pode ser individual ou coletiva, é bem diversa. Ela acontece tanto em espaços privados (quintais, lajes das casas, áreas cedidas por empresas ou pessoas físicas) quanto em espaços públicos (escolas, unidades básicas de saúde, canteiros centrais, parques, entre outros ambientes). Além de ser realizada em diferentes locais, chama &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/iniciativas-de-agroecologia-nas-cidades-promovem-saude-e-geram-renda/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Iniciativas de agroecologia nas cidades promovem saúde e geram renda"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A prática da agricultura nas cidades, que pode ser individual ou coletiva, é bem diversa. Ela acontece tanto em espaços privados (quintais, lajes das casas, áreas cedidas por empresas ou pessoas físicas) quanto em espaços públicos (escolas, unidades básicas de saúde, canteiros centrais, parques, entre outros ambientes).</p>
<p>Além de ser realizada em diferentes locais, chama atenção o fato de uma única iniciativa de agricultura agroecológica na cidade poder gerar variados benefícios sociais, econômicos e ecológicos. A experiência do grupo Mulheres do Gau, que acontece há 12 anos no Bairro União de Vila Nova, região Leste de São Paulo (SP), nos ajuda a entender a relação da agricultura urbana com uma grande diversidade de atividades e temas.</p>
<p>O trabalho do grupo começou no início do processo de urbanização do bairro, quando alguns moradores se organizaram para dialogar com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) e reivindicar um espaço para fazer a horta. O local conseguido pelo grupo, que era destinado para descarte de entulho e lixo, foi limpo e deu lugar à horta.</p>
<p>“Os moradores se uniram e restauraram o espaço para poder plantar, porque antes falavam que não dava para plantar nada, devido à degradação do solo. Hoje, a gente pede para fazer exame de solo no laboratório e o resultado dá super satisfatório”, explica a agricultora urbana e integrante do grupo Aldineia Pereira da Silva, mais conhecida como Leia.</p>
<p>A agricultora conta que, depois de certo tempo, as mulheres buscaram outras formas para ampliar a renda das integrantes do grupo, já que o valor arrecadado na horta não era suficiente. Aos poucos, começaram a produzir mudas em um viveiro. “Na verdade, o viveiro se tornou uma agrofloresta, porque tem árvores frutíferas, PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), ervas medicinais. A gente tem uma diversidade muito grande de plantas em um espaço que chega a aproximadamente 2 mil metros quadrados”, descreve Leia.</p>
<p>E a diversificação dos trabalhos do grupo não parou por aí. Após a horta e o viveiro, as Mulheres do Gau tiveram a ideia de implantar uma cozinha, aproveitando os alimentos que são produzidos no local. Os almoços e lanches são servidos tanto no espaço do grupo quanto em eventos ou atividades de instituições de São Paulo que contratam os serviços. “A mulherada se desdobra em várias atividades pra conseguir ter a renda no final do mês”, justifica Leia, acrescentando que, no momento, o dinheiro arrecadado é dividido entre oito mulheres.</p>
<h3>Promoção da saúde</h3>
<p>Além da produção de alimentos sem agrotóxicos e da geração de renda, as atividades de agricultura urbana também podem ser analisadas sob o viés da promoção da saúde. No município de Paulista, Região Metropolitana de Recife (PE), a iniciativa do Centro de Educação e Formação em Medicina Popular (Cefomp), criado há 30 anos, associa o trabalho da medicina popular com o cultivo de alimentos agroecológicos em área urbana.</p>
<p>Segundo Gerlúcia José dos Santos, coordenadora do Centro, a instituição desenvolve um trabalho de promoção da saúde com os remédios à base de plantas medicinais. Além disso, tem uma forte atuação de mobilização social para garantia de direitos nas áreas da saúde, educação, cultura e meio ambiente, principalmente quando estão relacionados à questão da agroecologia.</p>
<p>“A instituição está no Centro de Paulista, em uma área urbana. Eu digo que é um pontinho verde, porque a gente tem uma horta, tem algumas árvores nativas e ervas que a gente planta. E a gente tem uma área verde muito grande atrás do Cefomp, que estamos cercando para construir um SAF (Sistema Agroflorestal). Vamos plantar milho, feijão e outras árvores, como urucum, angico, barbatimão, que a gente utiliza na produção dos remédios”, relata Santos.</p>
<p>O Cefomp tem sete pessoas trabalhando mais ativamente, todas voluntárias, sendo que seis são mulheres. E a manutenção do Centro se dá, principalmente, por meio da comercialização dos remédios fitoterápicos na própria instituição, nas feiras agroecológicas e em eventos esporádicos nos quais participam. “O Cefomp tem um laboratório. Então, colhemos da nossa horta agroecológica, manipulamos as ervas, fazemos os remédios e vendemos”, explica Santos.</p>
<p>As ações desenvolvidas pelo Centro incluem, ainda, a realização de rodas de conversa e oficinas sobre temas como boas práticas de manipulação e técnicas de plantio. De acordo com Gerlúcia Santos, os depoimentos das pessoas dizendo que melhoram a saúde depois que se envolveram nas atividades do Cefomp são um grande estímulo para seguirem trabalhando.</p>
<p>E a melhora na saúde não acontece somente por meio do uso dos remédios de plantas medicinais. “A gente tem muitos depoimentos nessa questão da alimentação saudável. Pessoas dizendo que mudaram totalmente o hábito alimentar, porque participaram com a gente das oficinas. E tem também muita gente que vai pra instituição para ajudar na horta, porque diz que é uma terapia”, analisa Santos.</p>
<p>A coordenadora do Cefomp ressalta ainda como o trabalho realizado com a agroecologia teve impacto na alimentação da própria família. “Veja a mudança: na minha casa, a gente consumia 20 kg de açúcar por mês, numa família de 6 pessoas. Hoje, a gente consome só 2 kg. A gente traz a agroecologia pra vida da gente. Não é só como a gente planta, é como você convive com as pessoas, é o que você faz ao seu redor. Eu digo sempre que viver agroecologia não é só plantar de forma saudável, é você viver de forma saudável onde está inserido”, avalia Santos.</p>
<h3>Redes de solidariedade</h3>
<p>Gerlúcia Santos lembra que os remédios produzidos são importantes para manutenção do Centro e que as hortaliças são utilizadas, principalmente, para consumo na instituição. Mas sempre que chega alguém precisando, sem condições de pagar, os produtos são distribuídos gratuitamente. “A gente sempre distribui para nossos voluntários e para comunidade do entorno, que precisa. Temos essa preocupação na questão social”, argumenta.</p>
<p>Em São Paulo, as Mulheres do Gau também estão engajadas em projetos na comunidade, participando de iniciativas onde doam ou comercializam seus produtos com preços mais acessíveis e incentivando a adoção de práticas de alimentação saudável. Entre as atividades realizadas pelo grupo estão as aulas de educação ambiental, palestras e oficinas nas escolas.</p>
<p>Além dos laços de solidariedade, que são criados com as comunidades e entre as integrantes de um mesmo grupo, a articulação entre as organizações também é um ponto que deve ser destacado. Leia conta que o grupo Mulheres do Gau faz parte da Rede de Agricultoras Paulistanas Periféricas de São Paulo (RAPPA) e da Associação dos Agricultores da Zona Leste (AAZL). Segundo ela, esses são espaços importantes, pois fomentam a troca de experiências e de informações, a participação em editais de financiamento e a mobilização para reivindicarem coletivamente ações do poder público.</p>
<p>Já em Pernambuco, o Cefomp integra, com outros quatro Centros, a Associação dos Manipuladores de Remédios Fitoterápicos Tradicionais e Semiartesanais (AMARFITSA/PE). Também participam do fórum de economia solidária e de uma rede de agroecologia da Região Metropolitana de Recife.</p>
<p>Para Santos, as ações em rede são muito relevantes para os grupos se conhecerem e se fortalecerem: “Existem muitas pessoas que fazem agricultura urbana dentro do município de Paulista. Hoje, a gente conhece nossos pares e se sente um pouco mais forte.”</p>
<p>A atuação articulada com outras organizações também favorece a incidência na construção de leis e políticas públicas nos municípios. Em 2021, por exemplo, o prefeito de Paulista (PE) sancionou a Lei 5014/2021, que instituiu a Política Municipal de Apoio à Agricultura Urbana e Periurbana, após uma ação coletiva de várias organizações e agricultoras e agricultores do município.</p>
<p>“A gente também conseguiu 16 emendas no orçamento do município, tanto para agricultura urbana como para farmácia viva, que é o trabalho do Cefomp. Agora, a gente está se reunindo pra ver como vamos fiscalizar pra que essa lei seja efetivada de fato”, planeja Santos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Você conhece o Agroecologia em Rede?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/voce-conhece-o-agroecologia-em-rede/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Oct 2024 12:25:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21769</guid>

					<description><![CDATA[O Agroecologia em Rede (AeR) lançou uma plataforma de consulta com informações sobre agroecologia, reunindo cerca de três mil experiências acerca do tema no Brasil e na América Latina. De acordo com o site, na plataforma estão registradas “experiências de agricultoras e de agricultores, seus relatos de vida, as memórias de projetos e organizações, entre &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/voce-conhece-o-agroecologia-em-rede/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Você conhece o Agroecologia em Rede?"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="https://agroecologiaemrede.org.br/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Agroecologia em Rede</strong></a> (AeR) lançou uma plataforma de consulta com informações sobre agroecologia, reunindo cerca de três mil experiências acerca do tema no Brasil e na América Latina.</p>
<p>De acordo com o site, na plataforma estão registradas “experiências de agricultoras e de agricultores, seus relatos de vida, as memórias de projetos e organizações, entre outras informações sobre os movimentos pulsantes da agroecologia em diferentes territórios e temporalidades”.</p>
<p>A construção da plataforma começou ainda em 2018, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Agora é possível acessá-la de três maneiras: por meio de um mapa interativo, através da listagem completa dos cadastros e por panoramas e esquemas gráficos que “possibilitam um olhar amplo e completo da potência da agroecologia no Brasil”.</p>
<p>“Além disso, o novo sistema de consulta possibilita a pesquisa por meio de diversos filtros, podendo visualizar as experiências por identidade dos sujeitos envolvidos, pela abrangência territorial, pela data em que foi cadastrada na plataforma, pelos temas relacionados à agroecologia e muito mais! Agora, ficou muito mais fácil, dinâmico e completo a busca por informações e a possibilidade de ampliar ainda mais a construção coletiva do conhecimento agroecológico”, descreve a organização em seu site.</p>
<h3>Agroecologia em Rede (AeR)</h3>
<p>Como o acúmulo de saberes agroecológicos pode ajudar outras localidades do país e do mundo? Foi a partir desse questionamento que nasceu o Agroecologia em Rede (AeR), uma plataforma interativa que em abril de 2021 já registrava mais de 3 mil experiências agroecológicas no Brasil e na América Latina.</p>
<p>Ao longo de duas décadas de existência, o Agroecologia em Rede manteve sua essência na perspectiva de uma ecologia de saberes, ou seja, na perspectiva de uma horizontalidade na área do conhecimento. Além do acervo de experiências do campo e da cidade, o AeR registra políticas públicas conquistadas pelo movimento agroecológico nos municípios.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/03/31/voce-conhece-o-agroecologia-em-rede-confira-as-novidades-na-plataforma" target="_blank" rel="noopener"><strong>Brasil de Fato</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Abastecer escolas com agricultura local e familiar é alternativa para transição agroecológica</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/abastecer-escolas-com-agricultura-local-e-familiar-e-alternativa-para-transicao-agroecologica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Oct 2024 12:11:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21763</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta à crise do atual modelo agroindustrial dominante, que produz em larga escala para consumo em massa, o abastecimento de alimentação escolar com produtos frescos e orgânicos oriundos da agricultura local e familiar é uma promessa para uma transição ecológica para novos modelos de produção, os chamados Sistemas Agroalimentares Alternativos (SAA) que causam menor &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/abastecer-escolas-com-agricultura-local-e-familiar-e-alternativa-para-transicao-agroecologica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Abastecer escolas com agricultura local e familiar é alternativa para transição agroecológica"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta à crise do atual modelo agroindustrial dominante, que produz em larga escala para consumo em massa, o abastecimento de alimentação escolar com produtos frescos e orgânicos oriundos da agricultura local e familiar é uma promessa para uma transição ecológica para novos modelos de produção, os chamados Sistemas Agroalimentares Alternativos (SAA) que causam menor impacto ambiental. Essa foi a constatação de uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, feita em parceria com a Université Paris 8 Vicennes-Saint-Denis (França), que analisou duas leis, uma brasileira e outra francesa, de incentivo ao abastecimento sustentável de escolas em várias regiões de São Paulo e Paris.</p>
<p>Os SAA surgiram nos anos 2000 a partir de reivindicações de movimentos sociais. Segundo a pesquisa, o termo agrupa diferentes iniciativas que se caracterizam por práticas agrícolas de comercialização e de consumo que buscam soluções frente aos problemas causados pelo sistema agroindustrial vigente.</p>
<p>A agroecologia, por exemplo, inclui a substituição do uso de agrotóxicos e adubos químicos por insumos naturais e orgânicos em suas produções, e os agricultores devem estar comprometidos com inúmeros procedimentos técnicos que vão desde a conservação do solo, manejo ecológico de pragas e doenças à destinação adequada de resíduos sólidos.</p>
<p>Além da questão agrícola, os SAA propõem a construção social de um mercado orgânico agroecológico, que privilegia agricultores locais e familiares em pequenas propriedades rurais próximas a grandes regiões metropolitanas, de forma a diminuir a distância entre quem produz e quem consome.</p>
<p>O estudo franco-brasileiro foi baseado na análise comparativa de duas leis promulgadas em 2009 que apoiam a agricultura alternativa, uma do Brasil e outra da França, países agroexportadores e cuja balança comercial tem se mantido equilibrada pelo setor agrícola. Um dos objetivos do estudo foi compreender em que medida as políticas públicas que incentivam o abastecimento sustentável das escolas, implementadas nas duas regiões metropolitanas, contribuem para a mudança do modelo agroindustrial para sistemas agroecológicos alternativos.</p>
<p>Ao analisar as duas leis, a engenheira agrônoma e autora da pesquisa, Morgane Isabelle Hélène Retière, avaliou que lei brasileira é mais avançada que a francesa, por trazer orientações mais claras e objetivas sobre a aquisição de produtos locais e orgânicos.</p>
<p>No Brasil, a Lei 11.947, que diz respeito ao programa de alimentação escolar, impõe, por exemplo, que no mínimo 30% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao Ministério da Educação, sejam destinados à compra direta da agricultura familiar.</p>
<p>Já na França, a Lei Grenelle 1 é mais genérica e sugere que no mínimo 20% das aquisições nas escolas sejam feitas de produtos orgânicos, bem como daqueles com baixo impacto ambiental, mas não especifica de que sistemas tais produtos provêm. Na lei francesa, a pesquisadora verificou também que a vinculação entre a alimentação escolar e a política alimentar governamental não aparece de forma tão clara quanto na lei brasileira.</p>
<p>Os textos da política alimentar francesa, ao contrário da lei brasileira, não recomendam explicitamente a redução do consumo de alimentos industrializados, embora se reconheça que os produtos possam conter teores excessivos de açúcar, sal e gordura.</p>
<p>Outra ressalva positiva feita pela pesquisadora em relação à lei brasileira foi a dispensa de licitação pública para a compra de alimentos da agricultura familiar, um processo que, em geral, é burocrático e demorado, tendo como um dos critérios o menor preço. Pela Lei 11.947, a aquisição dos alimentos pode ser realizada por chamada pública, procedimento administrativo mais rápido, utilizado para firmar parcerias com organizações da sociedade civil, como ONGs. “Na hora da aquisição dos produtos, ficam em primeiro plano outros critérios que não o preço, como a origem geográfica, a produção ecológica e a inclusão social”, diz.</p>
<p>Sobre a trajetória das duas leis, Morgane Retière diz que a brasileira teve origem em movimentos de combate à fome e à desigualdade social, no início nos anos de 1940, foi intensificada após a redemocratização do País e ganhou apoio institucional durante o governo do Partido dos Trabalhadores, em 2003.</p>
<p>Já a lei francesa foi criada a partir do controle de segurança sanitária dos alimentos, principalmente os de origem animal e, a partir dos anos 2000, passou a ter enfoque também no combate à má alimentação do ponto de vista nutricional, que culminou no aumento da obesidade populacional gerada pelo consumo de alimentos industrializados.</p>
<h3>Sistema agroindustrial renovado</h3>
<p>Por fim, a engenheira agrônoma analisou a implementações destas leis em nível local. Ela observou que, apesar dos objetivos ambiciosos das leis favoráveis aos sistemas alternativos, as escolas de ambas as regiões (São Paulo e Paris) também recorreram a uma modalidade chamada “sistema agroindustrial renovado”, que são os atacadistas e a grandes cooperativas que funcionavam dentro do modelo do sistema agroindustrial vigente.</p>
<p>A pesquisadora explica que pelo sistema agroindustrial renovado, apenas uma dimensão alternativa dos SAA é considerada. No caso da França, foi a aquisição de produtos orgânicos, porém, não local; e no Brasil, a compra da agricultura familiar, porém não local. “Esta predominância de lógicas agroindustriais renovadas pode ser explicada pelas características das grandes cidades onde as áreas de produção estão localizadas a uma distância geográfica significativa, enquanto que o setor de alimentação escolar está afastado do mundo agrícola”, diz. “No entanto, muitas estruturas situadas no coração da metrópole poderiam compensar a distância geográfica criando cargos de agentes públicos dedicados especificamente à implementação de sistemas territorializados”, avalia.</p>
<h3>“Nichos verdes”: por que fazer transição agroecológica?</h3>
<p>O Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC-2019) aponta que as atividades agropecuárias e industriais estão entre as principais causas de mudanças climáticas. De acordo com o relatório, se a dinâmica agroindustrial se mantiver no patamar nos próximos anos – promovendo desmatamento, usando indiscriminadamente fertilizantes e agrotóxicos e promovendo monoculturas -, é altamente provável que a insegurança alimentar no mundo se amplifique.</p>
<p>Morgane Retière explica que as políticas públicas (baixos impostos, subsídios, normas específicas) bem estruturadas são essenciais para o desenvolvimento dos “nichos verdes”. “E é nesse contexto que os mercados institucionais como escolas, creches, hospitais, restaurantes populares, sacolão e lar de idosos se tornam alavanca para o desenvolvimento de sistemas agrícolas alternativos, porque apresentam vantagens para os agricultores familiares no que diz respeito à negociação de volumes maiores de produtos, na obtenção de melhores preços e menos tempo nos circuitos curtos entre o produtor e o consumidor”, diz.</p>
<p>Para Paulo Eduardo Moruzzi Marques, um dos orientadores da pesquisa e professor da Esalq, o trabalho de Morgane Retière é rico e muito consistente, além de permitir a renovação de parcerias internacionais como aquela do Programa de Pós-Graduação Interunidades (Cena-Esalq) em Ecologia Aplicada com a Université Paris 8, Vincennes-Saint Denis. Ele considera o percurso acadêmico de Morgane exemplar e isso pode ser confirmado pela atribuição à sua tese do Prêmio Tese USP Destaque, 2023, na categoria Grande Área Interdisciplinar, que premiou trabalhos originais e relevantes para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural e social.</p>
<p>Logo após a defesa da tese, Morgane se tornou professora da Université Paris 10 Nanterre, passando a atuar no Laboratoire Mosaïques, unidade de investigação reconhecida pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS).</p>
<p>Quanto ao conteúdo da tese, o professor Marques diz se tratar de um estudo estimulante sobre a ação pública relativa à alimentação escolar, que pode ser considerada como alavanca indutora de processos de transição social e tecnológica para sistemas agroalimentares alternativos.</p>
<p>Escrita em português e francês, a tese <a href="https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/91/91131/tde-11082022-100313/pt-br.php" target="_blank" rel="noopener"><strong>&#8220;Políticas de abastecimento da alimentação escolar no Brasil e na França: a transição dos sistemas agroalimentares posta à prova das metrópoles&#8221;</strong></a> foi elaborada sob a orientação do professor Paulo Marques (PPGI-EA/USP) e Nathalie Lemarchand (Université Paris 8).</p>
<p>Para Morgane Retière, os resultados do estudo mostram a importância de se ter um marco legal que seja favorável ao desenvolvimento territorial sustentável. Isso aparece particularmente nas áreas metropolitanas que estão distantes do mundo agrícola em termos geográficos e relacionais e cujos recursos locais nem sempre são suficientes, por si só, para impulsionar a relocalização dos sistemas de abastecimento. Estas leis aumentariam as margens de manobra dos atores locais e legitimariam alternativas agroalimentares que precisam de apoio para existir frente às logicas agroindustriais que estão em posição dominante.</p>
<p>Fonte: <a href="https://revistaanalytica.com.br/abastecer-escolas-com-agricultura-local-e-familiar-e-alternativa-para-transicao-agroecologica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Revista Analytica</strong></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Forests4Farming: uma rede internacional de apoio mútuo</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/forests4farming-uma-rede-internacional-de-apoio-mutuo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Sep 2024 12:51:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Conheça a Forests4Farming (ou Florestas para a Agricultura), instituição sem fins lucrativos criada para ensinar sobre a implantação e manejo de agroflorestas reais, com agricultores profissionais, que produzem floresta e comida ao mesmo tempo, tudo explicado nos mínimos detalhes para que todos possam ter a independência a as florestas que o mundo precisa. Fonte: CEPEAS &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/forests4farming-uma-rede-internacional-de-apoio-mutuo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Forests4Farming: uma rede internacional de apoio mútuo"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Conheça a Forests4Farming (ou Florestas para a Agricultura), instituição sem fins lucrativos criada para ensinar sobre a implantação e manejo de agroflorestas reais, com agricultores profissionais, que produzem floresta e comida ao mesmo tempo, tudo explicado nos mínimos detalhes para que todos possam ter a independência a as florestas que o mundo precisa.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Forests4Farming, uma rede internacional de apoio mútuo." width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/9SdMKWlNBPw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9SdMKWlNBPw" target="_blank" rel="noopener"><strong>CEPEAS</strong></a> / Youtube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Café: um futuro possível para o Brasil e para o mundo</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/cafe-um-futuro-possivel-para-o-brasil-e-para-o-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2024 12:46:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[O descontrole do clima se torna mais evidente a cada ano. Muitas regiões do mundo, que por séculos foram locais propícios para diversas culturas agrícolas, sofrem agora com as mudanças climáticas e estão se tornando áreas impróprias para agricultura. Quando uma região chega nesse ponto, o próximo passo é a expulsão dos seres humanos desse &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/cafe-um-futuro-possivel-para-o-brasil-e-para-o-mundo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Café: um futuro possível para o Brasil e para o mundo"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O descontrole do clima se torna mais evidente a cada ano. Muitas regiões do mundo, que por séculos foram locais propícios para diversas culturas agrícolas, sofrem agora com as mudanças climáticas e estão se tornando áreas impróprias para agricultura. Quando uma região chega nesse ponto, o próximo passo é a expulsão dos seres humanos desse lugar, e assim nossa civilização criou milhares de quilômetros de desertos. Precisamos despertar e agir, vivemos uma urgência climática que clama por socorro.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Café, um futuro possível, para o Brasil e para o mundo." width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/N5uyvZVdcaw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=N5uyvZVdcaw" target="_blank" rel="noopener"><strong>CEPEAS</strong></a> / YouTube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Live Agroflorestas Brasileiras: Terra Planta Orgânicos</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/live-agroflorestas-brasileiras-terra-planta-organicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Aug 2024 23:18:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Entrevista realizada pela Ecoar Agrofloresta com Eduardo Carrica, que junto com sua esposa Gabriela Scolari, são o coração da Terra Planta Orgânicos. @terraplantaorganicos A Terra Planta é referência em Sistemas Agroflorestais no Sul do Brasil. Além de produzir hortaliças, frutas e madeira, tem agora como foco a produção de café sombreado em larga escala em &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/live-agroflorestas-brasileiras-terra-planta-organicos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Live Agroflorestas Brasileiras: Terra Planta Orgânicos"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista realizada pela Ecoar Agrofloresta com Eduardo Carrica, que junto com sua esposa Gabriela Scolari, são o coração da Terra Planta Orgânicos. @terraplantaorganicos</p>
<p>A Terra Planta é referência em Sistemas Agroflorestais no Sul do Brasil. Além de produzir hortaliças, frutas e madeira, tem agora como foco a produção de café sombreado em larga escala em sistema agroflorestal. É uma das 20 salas de aulas do MAIS (Movimento de Agroflorestores e Inclusão Sintrópica) no Brasil.</p>
<p>Já recebeu professores como Juã Pereira, Nat Muguet, Cobi Shalev, Namastê Messerschmidt e Ernst Gotsch. Ao todo são mais de 15 cursos, e esse ano seriam realizados 23 eventos relacionados a alimentação, educação e agrofloresta.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="ENTREVISTA GRAVADA COM A TERRA PLANTA ORGÂNICOS" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/igies1njS-A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@ecoaragrofloresta-w7i" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Ecoar Agrofloresta</strong></a> / YouTube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Aprenda a plantar uma agrofloresta com foco em hortaliças</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/aprenda-a-plantar-uma-agrofloresta-com-foco-em-hortalicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 23:11:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Neste vídeo, você vai acompanhar a implantação de um sistema agroflorestal voltado para hortaliças, dividido em 8 partes: Introdução ao sistema agroflorestal Bosqueamento da área Limpeza da área Preparo do solo e adubação Marcação dos canteiros Preparo dos canteiros Cobertura do solo Plantio das hortaliças Fonte: Canal Ecoar Agrofloresta / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste vídeo, você vai acompanhar a implantação de um sistema agroflorestal voltado para hortaliças, dividido em 8 partes:</p>
<ol>
<li>Introdução ao sistema agroflorestal</li>
<li>Bosqueamento da área</li>
<li>Limpeza da área</li>
<li>Preparo do solo e adubação</li>
<li>Marcação dos canteiros</li>
<li>Preparo dos canteiros</li>
<li>Cobertura do solo</li>
<li>Plantio das hortaliças</li>
</ol>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Aprenda a PLANTAR uma AGROFLORESTA com foco em HORTALIÇAS" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/YJMDbn92Z3g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@ecoaragrofloresta-w7i" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Ecoar Agrofloresta</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Plantar capim para não ter capim na agrofloresta</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/plantar-capim-para-nao-ter-capim-na-agrofloresta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 23:04:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Você já ouviu falar em &#8216;Plantar capim para não ter capim?&#8217; Essa prática consiste em plantar uma espécie de gramínea nas entrelinhas do sistema e usá-la para a produção de biomassa. O capim cortado é usado como cobertura nas linhas de árvore e os seus benefícios são: Mantém o solo úmido por mais tempo Ajuda &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/plantar-capim-para-nao-ter-capim-na-agrofloresta/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Plantar capim para não ter capim na agrofloresta"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já ouviu falar em &#8216;Plantar capim para não ter capim?&#8217;</p>
<p>Essa prática consiste em plantar uma espécie de gramínea nas entrelinhas do sistema e usá-la para a produção de biomassa.</p>
<p>O capim cortado é usado como cobertura nas linhas de árvore e os seus benefícios são:</p>
<ul>
<li>Mantém o solo úmido por mais tempo</li>
<li>Ajuda no controle do aparecimento de ervas espontâneas</li>
<li>Abriga milhares de espécies vivas no solo, que contribuem para diversos processos de vida</li>
<li>Devolve nutrientes importantes para o solo por meio da sua decomposição</li>
<li>Acelera processos de crescimento por meio dos cortes frequentes.</li>
</ul>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="PLANTAR CAPIM PARA NÃO TER CAPIM NA AGROFLORESTA" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/5iX_vMaYzBQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@ecoaragrofloresta-w7i" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Ecoar Agrofloresta</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Manejo das bananeiras em sistemas agroflorestais</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/manejo-das-bananeiras-em-sistemas-agroflorestais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Aug 2024 22:52:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21730</guid>

					<description><![CDATA[Neste vídeo, Alexandre Caíque fala sobre como é o manejo da família da bananeira em sistemas agroflorestais. Como funciona a família? Como escolher quais bananeiras que iram sair do sistema? Como fazer o corte para evitar a broca? Fonte: Canal Ecoar Agrofloresta / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste vídeo, Alexandre Caíque fala sobre como é o manejo da família da bananeira em sistemas agroflorestais.</p>
<p>Como funciona a família? Como escolher quais bananeiras que iram sair do sistema? Como fazer o corte para evitar a broca?</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="MANEJO DAS BANANEIRAS EM SISTEMAS AGROFLORESTAIS" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/J2VYj_-7c0M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@ecoaragrofloresta-w7i" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Ecoar Agrofloresta</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Curso: Café e Agrofloresta</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/curso-cafe-e-agrofloresta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jul 2024 23:14:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21719</guid>

					<description><![CDATA[Curso realizado pela Fundação CEPEMA de forma virtual, no ano de 2021 , devido às limitações para atividades em campo Módulo 1 Módulo 2 Módulo 3 Módulo 4 Fonte: Canal Ecoar Agrofloresta / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Curso realizado pela Fundação CEPEMA de forma virtual, no ano de 2021 , devido às limitações para atividades em campo</p>
<p><strong>Módulo 1</strong></p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="CURSO CAFÉ E AGROFLORESTA - AULA 1" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/HH2JdKMGvBU?list=PLp-aNNnGkWnbp5DoioljrchtUg0wOjceo" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><strong>Módulo 2</strong></p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="CURSO CAFÉ E AGROFLORESTA - AULA 2" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/-P4T7TWZThw?list=PLp-aNNnGkWnbp5DoioljrchtUg0wOjceo" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><strong>Módulo 3</strong></p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="CURSO CAFÉ E AGROFLORESTA - AULA 3" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/cyelI7mKY8s?list=PLp-aNNnGkWnbp5DoioljrchtUg0wOjceo" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><strong>Módulo 4</strong></p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="CURSO CAFÉ E AGROFLORESTAL - AULA 4" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/mShnEh_r8nA?list=PLp-aNNnGkWnbp5DoioljrchtUg0wOjceo" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@ecoaragrofloresta3491" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Ecoar Agrofloresta</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agricultura sintrópica: onde o cultivo está em sintonia com a natureza</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-onde-o-cultivo-esta-em-sintonia-com-a-natureza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 23:14:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21718</guid>

					<description><![CDATA[O fruto não cai longe do pé. Ao fazer valer o dito popular, o agrofloresteiro Namastê Messerschimidt repete a história do pai, um alemão criado no nordeste brasileiro, que começou a plantar respeitando os ciclos da natureza e devolvendo ao solo aquilo que produz. Baseado nessa lógica, o paulista que aprendeu a semear aos 16 &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-onde-o-cultivo-esta-em-sintonia-com-a-natureza/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agricultura sintrópica: onde o cultivo está em sintonia com a natureza"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="article-paragraph">
<p>O fruto não cai longe do pé. Ao fazer valer o dito popular, o agrofloresteiro Namastê Messerschimidt repete a história do pai, um alemão criado no nordeste brasileiro, que começou a plantar respeitando os ciclos da natureza e devolvendo ao solo aquilo que produz. Baseado nessa lógica, o paulista que aprendeu a semear aos 16 anos está rodando o mundo para ensinar a técnica da sintropia e, com ela, instigar produtores rurais a repensarem a sua relação com o ambiente.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>De facão em punho, ele corta, capina e revolve a terra. A lógica é nutrir sem aditivos. Em plantio associado com árvores – agrofloresta –, as mudas seguem o ciclo e cada planta só pode dá fruto na época ditada pela natureza. Para manter o solo úmido, usa cobertura de folhas e material decomposto.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>– A agrofloresta tem a cara de seu dono. Trará frutos de acordo com os cuidados que a ela foram destinados – diz o agricultor que já estagiou com índios do Xingu e hoje é consultor da Fazenda Da Toca, de propriedade do ex-piloto e empresário Pedro Paulo Diniz, e do Instituto Socioambiental (ISA).</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>Namastê é um dos disseminadores do conceito criado pelo suíço Ernst Götsch, que coloca a árvore como componente decisivo na produtividade. A sintropia recupera solos seguindo a lógica de nutrir a plantação com biomassa da poda de árvores do próprio terreno.</p>
<p>Na Europa, Götsch estudou e trabalhou com melhoramento vegetal até a década de 1970, antes de vir ao Brasil e encontrar araucárias centenárias sendo derrubadas para dar lugar a lavouras de soja. Anos depois, o cientista voltou e, em parceria com donos de fazendas, trabalhou até ter sua própria terra e fazer dela um laboratório experimental. Passados 15 anos, a propriedade, em Piraí do Norte, na Bahia, deixou de ser infértil para dar lugar a 350 hectares de reserva particular de patrimônio natural, 120 hectares de reserva legal e 10 hectares de lavouras.</p>
<div class="article-paragraph">
<p>A fazenda, além de gerar alimento para a família, serve de exemplo para pesquisas e estudos internacionais. São 3,5 mil quilos de cacau por safra, produto de maior qualidade exportado com valor quatro vezes superior ao tradicional. O destino é a Amedei, na Itália, fabricante de um dos melhores chocolates do mundo. Antes chamada Fugidos da Terra Seca, a área recuperou fauna e flora e reativou mananciais hídricos, o que a fez ser rebatizada como Fazenda Olhos D´água. Dizem ainda que a presença de árvores e biodiversidade também “produziu” chuva, mudando o microclima do local.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>– Buscamos a otimização de processos de vida de todo o ecossistema. E trabalhamos para que a nossa participação se transforme em fator benéfico e enriquecedor para o macroorganismo Planeta Terra – diz o suíço.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>Foi nesse ambiente que Namastê entendeu que manter a agrofloresta produtiva é como fazer a própria casa funcionar:</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>– Se cuidar bem, tratar, arrumar, tudo dá – afirma.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>O local onde a cooperação é diretriz para a produção de alimentos serve de berço para o aprendizado de novos empreendedores da sustentabilidade agrária.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<h2>Meta é produzir em larga escala</h2>
<div class="article-paragraph">
<p>Felipe Villela, 24 anos, estudante paulista criado no Rio Grande do Sul, pretende aplicar a tecnologia em sistemas agroflorestais. Criador do projeto Foodrone, planeja usar drones para a dispersão de sementes (aos moldes do americano Lauren Fletcher, da BioCarbon Engineering). Após viagem para a Amazônia, deixou o curso de Engenharia na UFRGS para ir à Holanda aprender técnicas de plantio. Agora, junto com colegas e incentivo do governo holandês, testará o uso da água em um hectare na cidade de Den Bosch, e ver como a sintropia evita os efeitos das mudanças climáticas.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>Na Europa Vilella teve contato com Götsch. Seu propósito agora é usar a tecnologia para viabilizar a agricultura sintrópica em larga escala, e com isso, buscar recursos estrangeiros para desenvolver projetos no Brasil.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>– Eles estão mais conscientes lá fora, entendem que a economia não existe sem os recursos naturais. Aqui, as pessoas ainda apresentam resistência a essa corrente por colocarem o lucro na frente – afirma o estudante.</p>
<p>Fonte: <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/campo-e-lavoura/noticia/2017/09/agricultura-sintropica-onde-o-cultivo-esta-em-sintonia-com-a-natureza-9901243.html" target="_blank" rel="noopener"><strong>Zero Hora</strong></a></p>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Consumidor é conscientizado a valorizar trabalho realizado em campo</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/consumidor-e-conscientizado-a-valorizar-trabalho-realizado-em-campo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jul 2024 23:14:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Plantar respeitando os ciclos da natureza e devolvendo ao solo parte do que ele produz. Baseado nessa lógica, a técnica da sintropia instiga produtores rurais e consumidores a repensarem a sua relação com o ambiente. Foi de fora do país que a arquiteta Ana Livi e o administrador Mauro Weber Rosito trouxeram a vontade de &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/consumidor-e-conscientizado-a-valorizar-trabalho-realizado-em-campo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Consumidor é conscientizado a valorizar trabalho realizado em campo"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Plantar respeitando os ciclos da natureza e devolvendo ao solo parte do que ele produz. Baseado nessa lógica, a técnica da sintropia instiga produtores rurais e consumidores a repensarem a sua relação com o ambiente.</p>
<div class="article-paragraph">
<p>Foi de fora do país que a arquiteta Ana Livi e o administrador Mauro Weber Rosito trouxeram a vontade de dedicar-se à terra. Fundadores do sítio Arvor(e)Ser e do clube orgânico Horta Alegre, viabilizam o cultivo sintrópico de alimentos com a cultura de relacionamento com os consumidores – a Community Supported Agriculture (CSA). Após viajarem por países da África e da Ásia, fincaram raízes na propriedade da família no bairro Aberta dos Morros, zona rururbana (ocupação urbana mesclada com produção primária) da Capital, e lá vivem da agroecologia.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>Aos poucos, aplicam o que aprenderam e, por meio de cursos de eco alfabetização, ensinam outras pessoas. Foi lá que Namastê Messerschimidt compartilhou seus conhecimentos durante aula para estudantes e agricultores do Estado, no final de julho. E é lá também que eles tentam reinventar a agricultura para criar a filha Ananda, 10 meses, e experienciar um estilo de vida mais natural.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>– Não abrimos mão da tecnologia, mas vivemos no campo, onde é possível fazer essa reconexão pelo alimento. Queremos mudar a cara do consumo na cidade, e mostrar que esse estilo de vida é possível – disse Ana, durante palestra no festival de inovação Black Sheep Project.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>Eles já começaram a colher os frutos. Criada há nove meses, a iniciativa tem 30 associados, para quem realizam entregas de cestas semanais em cinco diferentes pontos da cidade. Atualmente, os kits incluem hortaliças, temperos, frutas da estação e flores comestíveis. Tudo fresco e orgânico.</p>
<h3>Como funciona</h3>
<ul>
<li>Na produção sintrópica, a árvore é decisiva na produtividade recuperação do solo.</li>
<li>A regeneração segue a lógica de nutrir a plantação com biomassa da poda das árvores do próprio terreno.</li>
<li><em>Papel do agricultor: </em>O produtor é um dispersor de sementes, encaminhador e catalizador de processos favoráveis ao macroorganismo.</li>
<li><em>Perfil dos produtores: </em>A maioria dos agrofloresteiros são pequenos e médios, mas os grandes também estão começando a se interessar pelo conceito.</li>
<li><em style="font-size: 1rem;">Interesse crescente: </em>A Agenda Götsch é a entidade que dissemina o conhecimento do suíço Ernst Götsch.</li>
</ul>
<div class="article-paragraph">
<h3>Saúde pela boca</h3>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>Um dos associados e motivadores do Horta Alegre é o consultor de negócios Eduardo Tremarim que, a partir de um problema de saúde em 2014, buscou entender sobre como os alimentos chegavam a sua mesa. O primeiro passo foi buscar um local para produzir. Depois, ajudou a criar o sistema onde o consumidor compromete-se com o trabalho do agricultor a longo prazo, inspirado no CSA:</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>– Os associados devem permanecer, pelo menos, cinco meses, que é o tempo dos ciclos. É um meio inovador que envolve saúde, praticidade, consciência e logística.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>O contato com a agricultura sintrópica trouxe para Tremarim novidades que ele aplica na horta do apartamento onde mora, no bairro Bela Vista, e na casa da família, em Nova Prata.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>– Entendo que a sintropia é a tentativa de usar a natureza como proteção. Em vez de brigar com a formiga, que ataca a alface, você alimenta ela com outra planta de modo que ela deixe suas alfaces em paz – brinca.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>Manejo integrado de pragas e diversificação de variedades fazem o controle fitossanitário. A prática segue o que ensina o idealizador Ernst Götsch: “não existe praga, existem espécies com funções distintas”. O nível máximo de interação entre o agricultor e o meio é que determinará o grau da prosperidade do ecossistema.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<h3>Manejo integrado de pragas faz a diferença na produção</h3>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>Manejo integrado de pragas e diversidade de variedades fazem o controle fitossanitário. A prática segue o que ensina o idealizador Ernst Götsch: “não existe praga, existem espécies com funções distintas”. O nível máximo de interação entre o agricultor e o meio é que determinará o grau da prosperidade do ecossistema.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>É o que acontece na propriedade de Iara Dutra, agricultora de Santiago, na Região Central. Ela investe tempo conhecendo e administrando cada tipo de planta que aparece na terra, por acreditar que esse manejo faz toda a diferença na qualidade do produto:</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>– Você precisa interagir, conhecer, saber as causas de algum desequilíbrio que exista na produção. Tem de criar condições diferenciadas para driblar a falta ou excesso de água, por exemplo.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>A produtora acredita que a fruticultura trabalhada de forma integrada com a floresta garante mais sanidade para a lavoura e para o agricultor.</p>
<p>Fonte: <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/campo-e-lavoura/noticia/2017/09/consumidor-e-conscientizado-a-valorizar-trabalho-realizado-em-campo-9901271.html" target="_blank" rel="noopener"><strong>Zero Hora</strong></a></p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pequenos e grandes produtores reduzem custos a partir da agricultura sintrópica</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/pequenos-e-grandes-produtores-reduzem-custos-a-partir-da-agricultura-sintropica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jul 2024 23:14:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Estratificação do solo e associação de culturas. A mesma técnica que aplica em pequenas propriedades ou em assentamentos onde presta consultoria, Namastê Messerschimidt desenvolve na Fazenda Da Toca, de Pedro Paulo Diniz, onde foi criado o Núcleo Agroflorestal de Pesquisa Aplicada em Agricultura Sintrópica. Testes mostraram como se comportavam as laranjeiras no sistema florestal e, &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/pequenos-e-grandes-produtores-reduzem-custos-a-partir-da-agricultura-sintropica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Pequenos e grandes produtores reduzem custos a partir da agricultura sintrópica"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="article-paragraph">
<p>Estratificação do solo e associação de culturas. A mesma técnica que aplica em pequenas propriedades ou em assentamentos onde presta consultoria, Namastê Messerschimidt desenvolve na Fazenda Da Toca, de Pedro Paulo Diniz, onde foi criado o Núcleo Agroflorestal de Pesquisa Aplicada em Agricultura Sintrópica. Testes mostraram como se comportavam as laranjeiras no sistema florestal e, nas palavras do próprio Diniz, “a lavoura custa menos e produz mais”.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>– As agroflorestas sequestram mais carbono, e geram mais energia para o solo – detalha Namastê.</p>
<div class="article-paragraph">
<p>Como a matéria orgânica mantém a umidade do solo, a irrigação torna-se quase desnecessária ou até 75% inferior à agricultura convencional. Assim, o alimento produzido por meio da sintropia que chega ao consumidor está financiando toda a floresta.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<h3>Caminho natural para os orgânicos</h3>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>Se para o público leigo o tema é novidade, no campo o sistema ganha notoriedade. Técnico da Emater que auxilia produtores na Região Metropolitana do Rio Grande do Sul, o agrônomo Luís Paulo Ramos diz que a agricultura sintrópica é a grande tendência na produção de orgânicos:</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>– Trata-se de um consórcio de cooperação e interação entre plantas, homem e animais e pode ser utilizada também para recuperar florestas e áreas degradadas.</p>
<div class="article-paragraph">
<p>Ramos recorda experiências em sistemas agroflorestais no Estado, algumas originadas com a ajuda do acaso, como pomares de citros abandonados onde cresceram árvores e arbustos nativos, que passaram a ser manejados juntamente com o pomar.</p>
</div>
<div class="article-paragraph">
<p>No Litoral Norte do RS, agricultores observaram que as bananeiras conviviam bem com a palmeira-juçara e outras árvores, produzindo e tornando-se menos suscetíveis às doenças.</p>
<p>Fonte: <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/campo-e-lavoura/noticia/2017/09/pequenos-e-grandes-produtores-reduzem-custos-a-partir-da-agricultura-sintropica-9901306.html" target="_blank" rel="noopener"><strong>Zero Hora</strong></a></p>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sistema agroflorestal com o foco em galinhas</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/sistema-agroflorestal-com-o-foco-em-galinhas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 23:06:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21708</guid>

					<description><![CDATA[Você já ouviu falar que as galinhas são seres de floresta? Você já comprou ovos que tem dizeres como &#8216;galinhas livre de gaiolas&#8217; ou &#8216;galinhas criadas soltas&#8217;? E se eu te falar que existem sistemas agroflorestais com o foco na criação de galinhas? Na Vioaves Caipiras os piquetes das galinhas tem árvores, frutas e capins &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/sistema-agroflorestal-com-o-foco-em-galinhas/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sistema agroflorestal com o foco em galinhas"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já ouviu falar que as galinhas são seres de floresta? Você já comprou ovos que tem dizeres como &#8216;galinhas livre de gaiolas&#8217; ou &#8216;galinhas criadas soltas&#8217;?</p>
<p>E se eu te falar que existem sistemas agroflorestais com o foco na criação de galinhas?</p>
<p>Na Vioaves Caipiras os piquetes das galinhas tem árvores, frutas e capins para as aves, proporcionando um ambiente mais parecido com o original de onde os parentes mais próximos das galinhas que conhecemos vieram.</p>
<p>Mesmo sendo um dos animais mais trabalhados industrialmente, ainda sim tem memórias genéticas em seu DNA sobre sua origem, e se sente muito mais feliz e satisfeita em ambientes assim.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="SISTEMA AGROFLORESTAL COM FOCO EM GALINHAS" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/2NxM3-sODQ0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@ecoaragrofloresta3491" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Ecoar Agrofloresta</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Princípios da Agrofloresta</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/principios-da-agrofloresta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jun 2024 23:03:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21705</guid>

					<description><![CDATA[Esse é o primeiro episódio da série &#8220;Diário de Agrofloresta&#8221; e nele você vai conhecer os princípios dessa agricultura de processos que é capaz de salvar o planeta. Fonte: Canal Orgânico Simples / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="yt-core-attributed-string yt-core-attributed-string--white-space-pre-wrap" dir="auto" role="text"><span class="yt-core-attributed-string--link-inherit-color" dir="auto">Esse é o primeiro episódio da série &#8220;Diário de Agrofloresta&#8221; e nele você vai conhecer os princípios dessa agricultura de processos que é capaz de salvar o planeta.</span></span></p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Princípios da Agrofloresta." width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/CKJBHtfFrhg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/Org%C3%A2nicoSimples" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Orgânico Simples / YouTube</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Proteção de nascente: passo a passo do método Caxambu</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/protecao-de-nascente-passo-a-passo-do-metodo-caxambu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jun 2024 22:54:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Documentários]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento de águas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21702</guid>

					<description><![CDATA[Confirma o passo a passo para salvar uma nascente com o método Caxambu. Achar a nascente Limpar a nascente Preparar a massa solo-cimento Subir a barragem (colocar o cano para continuar a drenagem) Colocar cano de captação de água Colocar cano ladrão Testar se está impermeável Encher o interior da barragem com pedras Colocar cano &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/protecao-de-nascente-passo-a-passo-do-metodo-caxambu/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Proteção de nascente: passo a passo do método Caxambu"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Confirma o passo a passo para salvar uma nascente com o método Caxambu.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="PROTEÇÃO DE NASCENTE | Passo a passo do método Caxambu!" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/bHavZURTODs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<ol>
<li>Achar a nascente</li>
<li>Limpar a nascente</li>
<li>Preparar a massa solo-cimento</li>
<li>Subir a barragem (colocar o cano para continuar a drenagem)</li>
<li>Colocar cano de captação de água</li>
<li>Colocar cano ladrão</li>
<li>Testar se está impermeável</li>
<li>Encher o interior da barragem com pedras</li>
<li>Colocar cano de sanitização</li>
<li>Batizar a nascente e colocar telas</li>
</ol>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/CampoProdu%C3%A7%C3%A3o" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Campo &amp; Produção / YouTube</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Minhocário – Parte 3: Minhocário no tubo de poço</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/minhocario-parte-3-minhocario-no-tubo-de-poco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jun 2024 22:43:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21695</guid>

					<description><![CDATA[Nesse vídeo monto o minhocário no tubo de poço, com o objetivo de fazer húmus de minhoca, as crianças me ajudaram nesse trabalho. Como fazer húmus de minhoca e seu próprio adubo? Minhocas e crianças Fonte: Canal Quintal Florestal / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse vídeo monto o minhocário no tubo de poço, com o objetivo de fazer húmus de minhoca, as crianças me ajudaram nesse trabalho. Como fazer húmus de minhoca e seu próprio adubo?</p>
<h2>Minhocas e crianças</h2>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Montando o minhocário no tubo de poço- parte 3 minhocas e crianças" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/FIVoisCBnzA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@QuintalFlorestal/videos" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Quintal Florestal</strong> </a>/ YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Minhocário – Parte 2: Telhado do minhocário</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/minhocario-parte-2-telhado-do-minhocario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jun 2024 19:43:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21694</guid>

					<description><![CDATA[No vídeo coloco a telha no abrigo para as minhocas. Tudo no melhor estilo DIY, faça você mesmo! Depois de termos colocado as pilastras principais precisávamos colocar as travessas de suporte para o telhado. Usamos telhas de fibrocimento de reaproveitamento, e travamos também com madeiramento de reaproveitamento, que já tínhamos pelo Sítio. Motosserra e travamento &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/minhocario-parte-2-telhado-do-minhocario/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Minhocário – Parte 2: Telhado do minhocário"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No vídeo coloco a telha no abrigo para as minhocas. Tudo no melhor estilo DIY, faça você mesmo! Depois de termos colocado as pilastras principais precisávamos colocar as travessas de suporte para o telhado. Usamos telhas de fibrocimento de reaproveitamento, e travamos também com madeiramento de reaproveitamento, que já tínhamos pelo Sítio.</p>
<h2>M<span style="font-size: 1.5rem; color: #333333;">otosserra e travamento</span></h2>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Telhado para o abrigo do Minhocário- parte 2 motoserra e travamento" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/Onwvt7lz4nE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@QuintalFlorestal/videos" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Quintal Florestal</strong> </a>/ YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Minhocário – Parte 1: Fazendo um abrigo</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/minhocario-parte-1-fazendo-um-abrigo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2024 22:38:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse vídeo começamos a estrutura para o minhocário, um abrigo todo feito com material que já tínhamos no Sítio. Telhas, mourão de eucalipto, madeira de reaproveitamento. Um abrigo com telhado no melhor estilo DIY- Faça você mesmo! Tudo para garantir o melhor bem estar possível para as minhocas, que irão concluir a última etapa da &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/minhocario-parte-1-fazendo-um-abrigo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Minhocário – Parte 1: Fazendo um abrigo"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse vídeo começamos a estrutura para o minhocário, um abrigo todo feito com material que já tínhamos no Sítio. Telhas, mourão de eucalipto, madeira de reaproveitamento. Um abrigo com telhado no melhor estilo DIY- Faça você mesmo! Tudo para garantir o melhor bem estar possível para as minhocas, que irão concluir a última etapa da compostagem transformando o esterco em húmus.</p>
<h2>Projeto e pilar para o telhado</h2>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Fazendo um abrigo para o minhocário no Sítio - parte 1 projeto e pilar para o telhado" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/JEt8tvrCqYs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@QuintalFlorestal/videos" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Quintal Florestal</strong> </a>/ YouTube</p>
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		<title>Técnicas sustentáveis aumentam rendimento da produção</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/tecnicas-sustentaveis-aumentam-rendimento-da-producao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Jun 2024 22:27:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
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					<description><![CDATA[Especialistas destacam boas práticas agropecuárias, preservação do solo e a necessidade de mapeamento do território brasileiro. Fonte de alimentos, nutrientes, água e diferentes formas de vida, o solo é um dos recursos naturais que mais tem sofrido com a degradação causada por uso inadequado. Problemas como erosão, perda de matéria orgânica e de biodiversidade desafiam &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/tecnicas-sustentaveis-aumentam-rendimento-da-producao/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Técnicas sustentáveis aumentam rendimento da produção"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Especialistas destacam boas práticas agropecuárias, preservação do solo e a necessidade de mapeamento do território brasileiro.</h2>
<p>Fonte de alimentos, nutrientes, água e diferentes formas de vida, o solo é um dos recursos naturais que mais tem sofrido com a degradação causada por uso inadequado. Problemas como erosão, perda de matéria orgânica e de biodiversidade desafiam produtores e especialistas a desenvolver técnicas sustentáveis de plantio e manejo para preservar os diferentes tipos de solo do país.</p>
<p>Nesta segunda-feira, 15 de abril, é celebrado o Dia Nacional de Conservação do Solo. A data foi instituída pela Lei Federal 7.876/1989 como homenagem a Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conservação do solo nos Estados Unidos. O objetivo é promover uma reflexão sobre a necessidade de utilizar o solo de forma adequada e sustentável.</p>
<p>Estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) mostra que mais da metade do solo da América Latina sofre algum tipo de degradação. No mundo, o percentual de degradação é de 33%. Os prejuízos mais evidentes são a compactação da terra, que agrava os impactos de enchentes, a perda de fertilidade e a menor captação de carbono da atmosfera.</p>
<p>Segundo Maria de Lourdes Mendonça, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Cocais) e que integrou o Painel Intergovernamental de Solos da ONU, os solos brasileiros também estão sofrendo com degradação de diferentes tipos.</p>
<p>“Não é só erosão, é salinização, poluição, perda de nutrientes, acidificação. Por exemplo, se você cultiva e não faz uma adubação orgânica mineral, só retirando, sem repor, o sistema não fica em equilíbrio. Quando produz um alimento, você retira nutrientes do solo. E o desequilíbrio criado é um tipo de degradação”, explica.</p>
<p>A especialista pondera que a evolução da agricultura brasileira tem proporcionado o desenvolvimento de boas práticas, como cultivo em rotação de culturas, plantio direto, Integração Lavoura Pecuária e Florestas, fixação biológica de nitrogênio, entre outras. Algumas dessas práticas também ajudam a reduzir o volume de insumos e defensivos aplicados.</p>
<p>O Brasil tem seguido as recomendações do manual voluntário de práticas sustentáveis de manejo do solo, criado no âmbito da Aliança Global pelo Solo, segundo o especialista em ciência do solo, Jefé Leão Ribeiro, integrante da Coordenação de Conservação do Solo e Água, da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).</p>
<p>“O Brasil sofre dos mesmos problemas globais. Com certeza há problemas de degradação, mas temos um diferencial, porque os sistemas produtivos fomentados pelo governo são sustentáveis. Agora, tem que ampliar o alcance das boas práticas”, disse Ribeiro.</p>
<h2>Coberto e conservado</h2>
<p>O principal cuidado a ser adotado para preservar o solo é protegê-lo da exposição à chuva, vento e produtos que levam à perda de matéria orgânica e à redução da capacidade de cultivo. “Se a gente não conservar os solos, não vamos ter a produção de alimentos de que necessitamos para a população em crescimento”, comenta Maria de Lourdes.</p>
<p>O engenheiro agrônomo Maurício Carvalho, que também integra a Coordenação de Conservação do Solo e Água do Mapa, reforça que a cobertura do solo, seja com palha ou capim, é essencial quando se trata de conservação. “É preciso manter o solo coberto para permitir a reciclagem de nutrientes”, explica.</p>
<p>Foi com esse objetivo que, há cinco anos, a fazenda “Amigos do Cerrado”, situada no Núcleo Rural Casa Grande, em Ponte Alta do Gama, a cerca de 50 km do centro de Brasília, fez a opção por um sistema de plantio orgânico seguindo os princípios de uma floresta de alimentos.</p>
<p>O carro chefe da produção da fazenda é a fruticultura, com destaque para o limão e a mexerica. Por semana, a fazenda comercializa em média cem caixas com duas toneladas de frutas orgânicas para grandes redes de supermercado e indústrias de sucos naturais.</p>
<p>Junto com o limão e a mexerica são plantados mandioca, banana, eucalipto e mogno. Em alguns pontos, também foram plantadas espécies nativas do cerrado, como baru, e frutos típicos de outras regiões, como o avocado. A fazenda usa capim para proteger as leiras (sulcos) onde são plantadas as sementes. Todo tipo de material orgânico é utilizado para reforçar a cobertura do solo, inclusive restos de poda da cidade que iriam para o lixo. “A gente chega a utilizar 140 toneladas de material para cobrir a leira”, explica Raul Monteiro, engenheiro agrônomo e responsável técnico da fazenda.</p>
<p>Equipe do Mapa visitou a fazenda um dia depois de um temporal e não havia nenhum sinal de terra arrastada pela água da chuva. Embaixo da cobertura de capim, roçado seis vezes por ano, a presença de muitas minhocas e outros animais indicam a alta fertilidade da terra.</p>
<p>Para imitar um ambiente florestal, foram intercaladas aos pés de limão e mexerica outras plantas de maior porte, como eucalipto e bananeiras, que dão sombra, geram insumos e reservam água. O objetivo é que o sistema seja autossustentável e que produza mais recursos do que consome.</p>
<p>“Aqui é um sistema agroflorestal mais voltado para agricultura sintrópica, onde misturamos uma diversidade de plantas, que têm raízes diferentes e emitem seiva para os micro-organismos do solo, permitindo a infiltração da água. Esse solo se torna uma esponja, uma caixa d’água, que vai alimentar o lençol freático e o rio”, explicou Carvalho.</p>
<p>A técnica de plantar diferentes culturas e proteger o solo permite que, mesmo no período de estiagem, o solo continue úmido e não necessite de irrigação diária com a água do poço.</p>
<p>“Eu costumo falar que se você planta banana, você planta água. Na seca, eu exploro a banana e uso como adubadeira. No auge da seca, eu molho por 20 minutos cada ramal por semana”, comenta Pedro.</p>
<p>Buscando viabilidade econômica, a escolha da fazenda Amigos do Cerrado pela variedade de plantas trouxe ainda o benefício de afastar o ataque de pragas e doenças. Antes, a área da fazenda servia apenas para plantio convencional em larga escala de milho e mandioca e boa parte do custo de produção era para comprar defensivos químicos.</p>
<p>“Eu não quero nem pensar naquele tempo, porque eram 150, 200 litros de agrotóxico. No convencional, a gente trabalha com o solo pelado, explorando o solo. Aqui estamos protegendo o solo e conseguindo mais matéria orgânica. Isso significa custo mais baixo e benefício pra terra. Hoje, rende mais pra gente e sem contar o privilégio de trabalhar numa área dessa e a qualidade de vida”, comemora Pedro Monteiro Filho, gerente da Fazenda.</p>
<p>A estratégia de mesclar as culturas também colabora para o surgimento de novas plantas no ambiente, além de diversificar a renda da propriedade. Apesar de ser uma agrofloresta urbana para larga escala, também pode ser replicável na agricultura familiar.</p>
<p>“É um sistema que com potencial muito grande para ajudar a agricultura familiar. Isso aqui é solução para conservação de solo, de água, diversidade e fontes de renda diversas”, comentou Carvalho.</p>
<p>O trabalho da fazenda é desenvolvido com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A fazenda promove visitas guiadas para compartilhar experiência e as conquistas com o novo sistema e almeja dobrar a área de produção este ano.</p>
<h2>Integração Lavoura e Pecuária</h2>
<p>No interior do Maranhão, outra técnica tem feito a diferença no uso do solo. Em parceria com a Embrapa Meio Norte, a Fazenda Santa Luzia, situada em São Raimundo das Mangabeiras, adota a chamada Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILFP) há mais de anos. Desde que iniciou o processo, a fazenda, que planta basicamente milho e soja, aumentou o percentual de matéria orgânica do solo e aumentou em pelo menos 50% a produtividade.</p>
<p>Basicamente, a prática consiste em fazer o rodízio de diferentes culturas e intercalar os espaços de pastagem do gado com capim braquiária, que forma uma palhada e protege o solo da ação degenerativa. No último veranico que atingiu a região, em que se passaram 32 dias sem chuva, a palhada evitou prejuízos.</p>
<p>“Quando colhe o milho, a braquiária já está grande, aí a gente traz o gado. A palhada traz benefícios para o solo e para os animais. Tem sempre capim para o animal em época de escassez e o solo não fica exposto. Quando vem o próximo plantio, a semente aguenta mais, retém umidade e germina”, explica a técnica agropecuária da fazenda, Marcileia Guimarães.</p>
<p>A fazenda adota a integração na área total de seis mil hectares e se tornou referência na técnica na região. Atualmente, está desenvolvendo de forma mais intensa a pesquisa na área de floresta, plantando eucaliptos e outras árvores que fazem sombra ao redor das palhadas para evitar que o solo e os animais fiquem expostos ao sol.</p>
<p>O grupo também tem feito, em parceria com a Embrapa, cruzamentos de várias raças de boi para chegar ao chamado ‘boi tropical’, que é mais adaptado às pastagens naturais da região Nordeste e não degrada tanto o solo, pois consome menos recursos. “O boi tropical tem rusticidade, precocidade e outras características, come de tudo e não precisa de um pasto especial”, explicou a técnica.</p>
<h2>Mapeamento</h2>
<p>Um dos maiores gargalos do Brasil para garantir o cuidado mais efetivo do solo é a ausência de um levantamento detalhado sobre as características do território brasileiro. Segundo pesquisadores da área, a falta de dados sobre o recurso natural dificulta a formulação de políticas de conservação e recuperação de áreas degradadas.</p>
<p>“As escalas de conhecimento do nosso solo estão muito defasadas. Nós precisamos de informações mais detalhadas para tomar decisões mais acertadas a respeito do uso, manejo e conservação. O conhecimento é a base da conservação. Em conhecendo os solos, você pode definir o que é melhor para a agricultura, para a paisagem, para conservação”, afirma Maria de Lourdes Mendonça, pesquisadora da Embrapa.</p>
<p>Para preencher essa lacuna, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) trabalha para acelerar o Programa Nacional de Solos (Pronasolos). Liderado pela Embrapa Solos e composto por várias instituições de pesquisa, o programa tem como objetivo desenvolver no prazo de 30 anos um mapeamento que permita conhecer as propriedades do solo, as suas aptidões e os principais riscos a que está exposto.</p>
<p>“Os Estados Unidos, que são nossos concorrentes na balança comercial, já têm isso há muito tempo. Eles conhecem seus solos na escala de um para 20 mil, enquanto que no Brasil nós não temos nem uma escala de um para 100 mil. Ou seja, eles têm informações de solos cinco, dez, cem vezes mais detalhadas do que nós temos, dependendo da região”, comenta a pesquisadora.</p>
<p>Segundo a Embrapa, menos de 5% do território brasileiro conta com mapas de solos em escala de um para 100 mil ou maior. Em alguns estados brasileiros, como o Paraná, já é possível acessar dados sobre o solo na escala de 1 para 25 mil. Mas, na região Norte, por exemplo, os mapeamentos disponíveis ainda são da década de 80, com informações de um para um milhão.</p>
<p>O Pronasolos foi criado em 2015 e ainda aguarda a instalação dos comitês executivo e gestor. O Ministério da Agricultura já recebeu indicações de órgãos parceiros e deve finalizar neste semestre a composição do conselho para dar andamento ao programa.</p>
<p>A expectativa dos pesquisadores é de que o programa permita a formação de uma base de dados para subsidiar políticas públicas no meio rural e nas cidades, como a identificação dos solos e locais mais adequados para construção de casas, rodovias; previsão de catástrofes, planejamento do uso da terra e plantio cada cultura, entre outros benefícios.</p>
<p>No escopo de ações que devem favorecer a qualidade e fertilidade do solo, o Ministério também está ampliando o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) e recentemente criou o grupo de trabalho para desenvolver o Programa Bioinsumos, que visa organizar o marco legal dos insumos biológicos para agricultura orgânica.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.comprerural.com/tecnicas-sustentaveis-aumentam-rendimento-da-producao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Portal CompreRural </strong></a></p>
<p>Foto: Antonio Araujo/Mapa</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Um projeto de vida para plantar sem queimar a Amazônia</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/um-projeto-de-vida-para-plantar-sem-queimar-a-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 May 2024 13:40:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
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		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[A prática da coivara, método que utiliza o fogo para preparar a terra antes de um plantio, começou com populações ancestrais, mas até hoje acompanha agricultores na Amazônia. Os índios, no entanto, levavam décadas para retornar a uma mesma área, dando tempo para a floresta se regenerar. Hoje, o fogo frequente acaba por gerar degradação &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/um-projeto-de-vida-para-plantar-sem-queimar-a-amazonia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Um projeto de vida para plantar sem queimar a Amazônia"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A prática da coivara, método que utiliza o fogo para preparar a terra antes de um plantio, começou com populações ancestrais, mas até hoje acompanha agricultores na Amazônia. Os índios, no entanto, levavam décadas para retornar a uma mesma área, dando tempo para a floresta se regenerar. Hoje, o fogo frequente acaba por gerar degradação de terras na região.</p>
<p>A partir do empoderamento das filhas mulheres pelo acesso a estudo e conhecimento técnico, a Família Soares descobriu que havia uma solução mais interessante para produzir na Amazônia: os sistemas agroflorestais. Os Soares são responsáveis por uma caprichada casa de farinha e, aos poucos, estão investindo em outros produtos além da mandioca, em um plantio integrado com árvores frutíferas e nativas da Amazônia, capaz de aliar produção e preservação e gerar mais renda para a família.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Um projeto de vida para plantar sem queimar a Amazônia - As Caras da Restauração (Família Soares)" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/ntKr2ZbEn1Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@WRIBrasil" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal WRI Brasil / YouTube</strong></a></p>
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		<item>
		<title>Adubação orgânica: manejo de esterco de galinha, cavalo e minhocário</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/adubacao-organica-manejo-de-esterco-de-galinha-cavalo-e-minhocario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 May 2024 14:57:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Este vídeo mostra o manejo do esterco para adubação orgânica, integrado ao minhocário. Foram utilizados esterco de galinha do galinheiro e o esterco de cavalo. Todo esse material é misturado com serragem ou pó de serra, buscados em uma madeireira. Na última etapa, o material é levado para as minhocas, para que elas o transformem &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/adubacao-organica-manejo-de-esterco-de-galinha-cavalo-e-minhocario/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Adubação orgânica: manejo de esterco de galinha, cavalo e minhocário"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este vídeo mostra o manejo do esterco para adubação orgânica, integrado ao minhocário. Foram utilizados esterco de galinha do galinheiro e o esterco de cavalo. Todo esse material é misturado com serragem ou pó de serra, buscados em uma madeireira. Na última etapa, o material é levado para as minhocas, para que elas o transformem em húmus — um material muito rico e muito fértil. Assim, o solo é o nosso próprio fertilizante orgânico.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="ADUBAÇÃO ORGÂNICA-Manejo de Esterco de Galinha,  Cavalo e minhocário. dia-a-dia" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/ZQ-fI9qyG0g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@QuintalFlorestal" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Quintal Florestal</strong></a> / YouTube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sistema Agroflorestal: manejo é tudo!</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/sistema-agroflorestal-manejo-e-tudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 May 2024 14:51:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Documentários]]></category>
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					<description><![CDATA[Acompanhe a manutenção e manejo de um SAF (Sistema Agroflorestal). Essa área está com o solo fraco e faltou manejo para que estivesse melhor. Então, a opção foi roçar e passar o tratorito nas entrelinhas, entrando com um pouco de calcário para preparar a área para o plantio quando entrar a chuva. Manejo é tudo! &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/sistema-agroflorestal-manejo-e-tudo/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sistema Agroflorestal: manejo é tudo!"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Acompanhe a manutenção e manejo de um SAF (Sistema Agroflorestal). Essa área está com o solo fraco e faltou manejo para que estivesse melhor. Então, a opção foi roçar e passar o tratorito nas entrelinhas, entrando com um pouco de calcário para preparar a área para o plantio quando entrar a chuva.</p>
<p>Manejo é tudo!</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Sistema Agroflorestal - Manejo é tudo! Manutenção do saf 3 agricultura sintropica" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/D2n8V5jrOe4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@QuintalFlorestal" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Quintal Florestal</strong></a> / YouTube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Aproveite a caminhada: Um filme sobre café e agrofloresta</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/aproveite-a-caminhada-um-filme-sobre-cafe-e-agrofloresta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2024 18:43:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Documentários]]></category>
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					<description><![CDATA[O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, apenas atrás da água. Com mais de 2 milhões de hectares plantados, o Brasil é líder na produção mundial, no entanto, esta superprodução tem um preço. O método empregado pelo agronegócio está empobrecendo o solo, acabando com a água, a biodiversidade e produzindo alimento envenenado. &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/aproveite-a-caminhada-um-filme-sobre-cafe-e-agrofloresta/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Aproveite a caminhada: Um filme sobre café e agrofloresta"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O café é a segunda bebida mais consumida no mundo, apenas atrás da água. Com mais de 2 milhões de hectares plantados, o Brasil é líder na produção mundial, no entanto, esta superprodução tem um preço. O método empregado pelo agronegócio está empobrecendo o solo, acabando com a água, a biodiversidade e produzindo alimento envenenado.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Aproveite a Caminhada - Um filme sobre café e agrofloresta." width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/deRbvuSF2xM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Porém, existem produtores que já perceberam isso e vão na contra mão deste pensamento, produzindo em um Sistema Agroflorestal. O café é plantado em meio a uma grande diversidade de plantas, garantindo proteção contra doenças e alta produtividade, além de revitalizar nascentes e trazer de volta a vida silvestre.</p>
<p>Com os fertilizantes e a água cada vez mais escassos, o sistema agroflorestal tem se mostrado como a única solução para salvação da agricultura no futuro. Produtores de café do Espírito Santo e Minas Gerais, os dois estados onde mais se produz café no Brasil, já compreenderam que podem melhorar de vida e agregar valor ao produzir desta forma. Os compradores locais e internacionais estão priorizando quem produz assim, ninguém quer participar da destruição da natureza.</p>
<p>A mensagem que fica: O futuro será agroflorestal, ou não será nada.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@heitordelpupo" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Heitor Delpupo / Youtube</strong></a></p>
<p>Documentário produzido como Trabalho de Conclusão de Curso.<br />
Curso de Comunicação Social / Universidade Federal Fluminense<br />
2022</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis &#8211; Aula 4: Implantação</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/projeto-cadeias-produtivas-sustentaveis-aula-4-implantacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 May 2024 13:33:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21663</guid>

					<description><![CDATA[Vídeo aula do Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis, no extremo sul da Bahia. Uma parceria entre o Programa Arboretum, PretaTerra e WRI Brasil. Com apoio do Instituto humanize. Fonte:  Canal WRI Brasil / Youtube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeo aula do Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis, no extremo sul da Bahia. Uma parceria entre o Programa Arboretum, PretaTerra e WRI Brasil. Com apoio do Instituto humanize.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis - Aula 4: Implantação" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/S9TePZlFTNY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte:  <a href="https://www.youtube.com/@WRIBrasil" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal WRI Brasil</strong></a> / Youtube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis &#8211; Aula 3: Design Agroflorestal</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/projeto-cadeias-produtivas-sustentaveis-aula-3-design-agroflorestal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 May 2024 13:33:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21662</guid>

					<description><![CDATA[Vídeo aula do Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis, no extremo sul da Bahia. Uma parceria entre o Programa Arboretum, PretaTerra e WRI Brasil. Com apoio do Instituto humanize. Fonte:  Canal WRI Brasil / Youtube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeo aula do Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis, no extremo sul da Bahia. Uma parceria entre o Programa Arboretum, PretaTerra e WRI Brasil. Com apoio do Instituto humanize.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis - Aula 3: Design Agroflorestal" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/kvCe2ZSTWXU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte:  <a href="https://www.youtube.com/@WRIBrasil" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal WRI Brasil</strong></a> / Youtube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis &#8211; Aula 2: Conceitos Agroflorestais</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/projeto-cadeias-produtivas-sustentaveis-aula-2-conceitos-agroflorestais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2024 13:34:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Vídeo aula do Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis, no extremo sul da Bahia. Uma parceria entre o Programa Arboretum, PretaTerra e WRI Brasil. Com apoio do Instituto humanize. Fonte:  Canal WRI Brasil / Youtube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeo aula do Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis, no extremo sul da Bahia. Uma parceria entre o Programa Arboretum, PretaTerra e WRI Brasil. Com apoio do Instituto humanize.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis - Aula 2: Conceitos Agroflorestais" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/PfS0Xo1nJ6c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte:  <a href="https://www.youtube.com/@WRIBrasil" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal WRI Brasil</strong></a> / Youtube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Agricultura sintrópica: seleção de áreas</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-selecao-de-areas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 May 2024 15:20:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ernst Götsch]]></category>
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					<description><![CDATA[Ernst Götsch é o criador da agricultura sintrópica, prática que visa harmonizar as atividades humanas com os processos naturais de vida existentes de cada lugar. A técnica se baseia na sucessão e estratificação natural de cada espécie considerando o ciclo de vida e o espaço de cada ser vivo. Fonte: Canal Agenda Gotsch / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ernst Götsch é o criador da agricultura sintrópica, prática que visa harmonizar as atividades humanas com os processos naturais de vida existentes de cada lugar. A técnica se baseia na sucessão e estratificação natural de cada espécie considerando o ciclo de vida e o espaço de cada ser vivo.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Seleção de Áreas | Agricultura Sintrópica | Agenda Gotsch" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/aHZnV8cSfWY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@AgendaGotschOficial" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Agenda Gotsch</strong></a> / YouTube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis &#8211; Aula 1: Benefícios da agrofloresta na produção de cacau</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/projeto-cadeias-produtivas-sustentaveis-aula-1-beneficios-da-agrofloresta-na-producao-de-cacau/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 May 2024 13:28:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Vídeo aula do Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis, no extremo sul da Bahia. Uma parceria entre o Programa Arboretum, PretaTerra e WRI Brasil. Com apoio do Instituto humanize. Fonte:  Canal WRI Brasil / Youtube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeo aula do Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis, no extremo sul da Bahia. Uma parceria entre o Programa Arboretum, PretaTerra e WRI Brasil. Com apoio do Instituto humanize.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Projeto Cadeias Produtivas Sustentáveis - Aula 1: Benefícios da agrofloresta na produção de cacau" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/lXnFTZ9t8Z8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte:  <a href="https://www.youtube.com/@WRIBrasil" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal WRI Brasil</strong></a> / Youtube</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Agricultura sintrópica: uma visita à Floresta Amazônica, com Ernst Götsch</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-uma-visita-a-floresta-amazonica-com-ernst-gotsch/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 May 2024 15:16:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Ernst Götsch]]></category>
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					<description><![CDATA[A Amazônia está próxima do ponto de não retorno, ou seja, com a destruição de suas florestas o ambiente se torna mais seco e muito susceptível ao fogo. Sua degradação cria alças de reforço negativo, que nos distanciam cada vez mais das possibilidades de recuperá-la. Mas existem soluções que podem reverter esse processo, uma delas &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-uma-visita-a-floresta-amazonica-com-ernst-gotsch/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agricultura sintrópica: uma visita à Floresta Amazônica, com Ernst Götsch"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Amazônia está próxima do ponto de não retorno, ou seja, com a destruição de suas florestas o ambiente se torna mais seco e muito susceptível ao fogo. Sua degradação cria alças de reforço negativo, que nos distanciam cada vez mais das possibilidades de recuperá-la.</p>
<p>Mas existem soluções que podem reverter esse processo, uma delas é a agricultura sintrópica, tecnologia criada pelo pesquisador e agricultor, Ernst Götsch.</p>
<p>Neste filme, Ernst apresenta uma de suas propostas de como recuperar pastos e capoeira degradados com o intuito de recuperar a forma e a função da floresta original, ao mesmo tempo que produzimos muita comida. Sua proposta é digna de um prêmio Nobel, pois pode resolver muitos dos problemas criados por nós mesmos.</p>
<p>https://www.youtube.com/watch?v=-GDxMoVsXX4</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@cepeas2219" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal CEPEAS</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Transformando resíduos em nutrientes</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/transformando-residuos-em-nutrientes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 May 2024 15:08:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Você provavelmente já ouviu falar sobre compostagem, mas sabia que esse processo vai muito além de apenas jogar restos de comida em uma pilha de terra? A compostagem é uma técnica milenar que transforma resíduos orgânicos em nutrientes valiosos para o solo e as plantas. Neste post, vamos explorar algumas curiosidades fascinantes sobre a compostagem &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/transformando-residuos-em-nutrientes/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Transformando resíduos em nutrientes"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você provavelmente já ouviu falar sobre compostagem, mas sabia que esse processo vai muito além de apenas jogar restos de comida em uma pilha de terra?</p>
<p>A compostagem é uma técnica milenar que transforma resíduos orgânicos em nutrientes valiosos para o solo e as plantas. Neste post, vamos explorar algumas curiosidades fascinantes sobre a compostagem e descobrir por que ela é tão importante para o nosso planeta.</p>
<h2>Adubo potente, nosso &#8220;Ouro Negro&#8221;</h2>
<p>A compostagem é muitas vezes chamada de “ouro negro” devido à sua capacidade de transformar resíduos em um material rico em nutrientes que pode melhorar a fertilidade do solo e aumentar a produtividade das plantas.</p>
<h2>Redução do Desperdício</h2>
<p>A compostagem ajuda a reduzir o desperdício de alimentos e resíduos orgânicos, que são uma das principais fontes de emissões de gases de efeito estufa nos aterros sanitários.</p>
<h2>Ação dos decompositores</h2>
<p>Na compostagem, microrganismos como bactérias e fungos são os verdadeiros heróis. Eles quebram a matéria orgânica em compostos mais simples, transformando-a em um material rico em nutrientes para o solo.</p>
<h2>Compostagem em Casa</h2>
<p>Você não precisa de um grande espaço para compostar. A compostagem doméstica pode ser feita em pequenas pilhas ou com composteiras específicas para apartamentos e casas sem quintal.</p>
<h2>Compostagem em Grandes Escalas</h2>
<p>Além da compostagem doméstica, existem usinas de compostagem em grande escala que processam resíduos orgânicos de cidades inteiras, transformando-os em adubo para áreas agrícolas, hortas e jardins. Nós do Ciclo Orgânico, compostamos resíduos residênciais, de empresas, escolas, creches, escritórios etc.</p>
<h2>Controle de Odores</h2>
<p>Compostagem bem-feita não causa mau cheiro. A presença de ar no processo de compostagem ajuda a evitar a formação de odores desagradáveis.</p>
<h2>Compostagem e Agricultura</h2>
<p>Agricultores têm usado compostagem por séculos para melhorar a saúde do solo e aumentar a produção de culturas. O composto ajuda a reter a umidade do solo, reduzindo a necessidade de irrigação.</p>
<h2>Compostagem na Natureza</h2>
<p>A compostagem é um processo natural que ocorre na natureza quando folhas caídas, galhos e outros resíduos orgânicos se decompõem, enriquecendo o solo das florestas e ecossistemas.</p>
<h2>Impacto Ambiental Positivo</h2>
<p>A compostagem reduz significativamente as emissões de metano, um poderoso gás de efeito estufa, que é produzido quando os resíduos orgânicos apodrecem em aterros sanitários.</p>
<h2>Círculo Virtuoso</h2>
<p>A compostagem completa um círculo virtuoso, onde os alimentos que consumimos são cultivados em solos saudáveis, enriquecidos pelo composto resultante da decomposição de resíduos orgânicos.</p>
<p>A compostagem é uma prática simples, acessível e com imensos benefícios para o meio ambiente e nossa própria qualidade de vida. Ao adotar a compostagem em casa ou apoiar iniciativas de compostagem em larga escala, estamos fazendo nossa parte para reduzir o desperdício, enriquecer o solo e preservar os recursos naturais do nosso planeta. Vamos juntos fazer a diferença e abraçar essa técnica valiosa que nos conecta com a natureza e nutre o futuro sustentável que buscamos.</p>
<p>Fonte: <a href="https://blog.cicloorganico.com.br/compostagem/as-curiosidades-fascinantes-sobre-a-compostagem-transformando-residuos-em-nutrientes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Blog Ciclo Orgânico</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Roda de Conversa — Pedro Bial, Thomas Lovejoy, Carlos Nobre e Felipe Pasini</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/roda-de-conversa-pedro-bial-thomas-lovejoy-carlos-nobre-e-felipe-pasini/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 May 2024 13:21:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Pedro Bial deu voz à Floresta na série a &#8220;A Natureza está Falando&#8221;, da Conservação Internacional em 2016, fazendo um aviso: &#8220;A natureza não precisa das pessoas. As pessoas precisam da natureza&#8221;. Hoje Pedro volta para dar voz às florestas que estão sendo consumidas pelas chamas, trazendo cientistas renomados como Carlos Nobre, Thomas Lovejoy e &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/roda-de-conversa-pedro-bial-thomas-lovejoy-carlos-nobre-e-felipe-pasini/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Roda de Conversa — Pedro Bial, Thomas Lovejoy, Carlos Nobre e Felipe Pasini"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro Bial deu voz à Floresta na série a &#8220;A Natureza está Falando&#8221;, da Conservação Internacional em 2016, fazendo um aviso: &#8220;A natureza não precisa das pessoas. As pessoas precisam da natureza&#8221;. Hoje Pedro volta para dar voz às florestas que estão sendo consumidas pelas chamas, trazendo cientistas renomados como Carlos Nobre, Thomas Lovejoy e Felipe Pasini para debater sobre o futuro. Não da floresta, mas da espécie humana.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Roda de Conversa com Pedro Bial, Thomas Lovejoy, Carlos Nobre e Felipe Pasini" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/wjDURY_FFSA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@LifeinSyntropy/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Life in Syntropy</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Da horta à floresta</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/da-horta-a-floresta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Apr 2024 14:52:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21632</guid>

					<description><![CDATA[Produzido pela Agenda Gotsch, este episódio apresenta o trabalho de Juã e Rômulo, dois jovens que têm demonstrado que serviços ambientais são a consequência de uma boa agricultura. Fonte: Canal Agenda Gotsch / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Produzido pela Agenda Gotsch, este episódio apresenta o trabalho de Juã e Rômulo, dois jovens que têm demonstrado que serviços ambientais são a consequência de uma boa agricultura.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Da horta à floresta - From garden to forest" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/C7h-JbaJjn4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@AgendaGotschOficial" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Agenda Gotsch / YouTube</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agricultura sintrópica por Ernst Götsch</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-por-ernst-gotsch/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Apr 2024 15:04:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Ernst Götsch]]></category>
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					<description><![CDATA[A agricultura sintrópica pode ser definida como um modelo em que os processos agrícolas se assemelham aos processos naturais, tanto no que diz respeito à sua função como à sua dinâmica. Ao contrário do que acontece na entropia, a sintropia é a passagem de algo mais simples para um mais complexo, ou seja, engloba uma &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-por-ernst-gotsch/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agricultura sintrópica por Ernst Götsch"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A agricultura sintrópica pode ser definida como um modelo em que os processos agrícolas se assemelham aos processos naturais, tanto no que diz respeito à sua função como à sua dinâmica.</p>
<p>Ao contrário do que acontece na entropia, a sintropia é a passagem de algo mais simples para um mais complexo, ou seja, engloba uma série de ações completamente conscientes que têm como finalidade potencializar a reestruturação, o equilíbrio e a aceleração metabólica de um organismo ou sistema concreto.</p>
<p>Em suma, a agrossilvicultura é uma forma de cultivo múltiplo em que se procura satisfazer uma série de condições básicas que são a existência de várias espécies, pelo menos duas, que interagem biologicamente; geralmente pelo menos um dos componentes é uma planta lenhosa perene; e, finalmente, pelo menos dois dos componentes são geridos de forma a atingir os objectivos do agricultor que gere a exploração agrícola.</p>
<p>Os diferentes componentes estão distribuídos em diferentes estratos a nível espacial e temporal. As formas de produção agroflorestal podem ser aplicadas tanto em ecossistemas frágeis como naqueles mais estáveis e à escala desde uma pequena propriedade apenas para fins de subsistência, até grandes áreas cujo objectivo é a comercialização dos produtos obtidos. Los objetivos, por tanto, son lograr una diversificación de la producción, aumentar el nivel de materia orgánica en el suelo, fijar nitrógeno atmosférico, reciclar los nutrientes, optimizar al máximo la producción del sistema y modificar, en parte, el microclima donde están establecidos os cultivos.</p>
<p>Este sistema foi desenvolvido por Ernst Götsch, que da Suíça mudou-se para o Brasil em 1982, após ensinar métodos de agricultura sustentável a refugiados nicaraguenses na Costa Rica, durante a guerra civil nicaraguense, onde se dedicou a aconselhar o proprietário de uma área improdutiva que estava localizado na Bahia e onde comprou a fazenda que se propunha recuperar, por meio de reflorestamento e implantação do cultivo do cacau. Ao longo dos anos treinou diversos agricultores, que estão difundindo seus conhecimentos sobre manejo sintrópico. Embora inicialmente este método só fosse aplicado em pequenas propriedades, em algum momento Ernst mudou para a agricultura em grande escala, com sucesso.</p>
<p>No vídeo, Ernst Götsch fala brevemente sobre os princípios de vida nos quais se baseia a agricultura sintrópica.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="SINTROPIA por Ernst Götsch / SYNTROPY by Ernst Götsch" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/F2JNQVKtUlU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.ecoportal.net/pt/videos2/agricultura-sintropica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Ecoportal</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agrofloresta: você sabe o que é e como se faz?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agrofloresta-voce-sabe-o-que-e-e-como-se-faz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2024 15:10:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Especialistas destacam boas práticas agropecuárias, preservação do solo e a necessidade de mapeamento do território brasileiro. Fonte de alimentos, nutrientes, água e diferentes formas de vida, o solo é um dos recursos naturais que mais tem sofrido com a degradação causada por uso inadequado. Problemas como erosão, perda de matéria orgânica e de biodiversidade desafiam &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agrofloresta-voce-sabe-o-que-e-e-como-se-faz/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agrofloresta: você sabe o que é e como se faz?"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Especialistas destacam boas práticas agropecuárias, preservação do solo e a necessidade de mapeamento do território brasileiro.</p>
<p>Fonte de alimentos, nutrientes, água e diferentes formas de vida, o solo é um dos recursos naturais que mais tem sofrido com a degradação causada por uso inadequado. Problemas como erosão, perda de matéria orgânica e de biodiversidade desafiam produtores e especialistas a desenvolver técnicas sustentáveis de plantio e manejo para preservar os diferentes tipos de solo do país.</p>
<p>Nesta segunda-feira, 15 de abril, é celebrado o Dia Nacional de Conservação do Solo. A data foi instituída pela Lei Federal 7.876/1989 como homenagem a Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conservação do solo nos Estados Unidos. O objetivo é promover uma reflexão sobre a necessidade de utilizar o solo de forma adequada e sustentável.</p>
<p>Estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) mostra que mais da metade do solo da América Latina sofre algum tipo de degradação. No mundo, o percentual de degradação é de 33%. Os prejuízos mais evidentes são a compactação da terra, que agrava os impactos de enchentes, a perda de fertilidade e a menor captação de carbono da atmosfera.</p>
<p>Segundo Maria de Lourdes Mendonça, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Cocais) e que integrou o Painel Intergovernamental de Solos da ONU, os solos brasileiros também estão sofrendo com degradação de diferentes tipos.</p>
<p>“Não é só erosão, é salinização, poluição, perda de nutrientes, acidificação. Por exemplo, se você cultiva e não faz uma adubação orgânica mineral, só retirando, sem repor, o sistema não fica em equilíbrio. Quando produz um alimento, você retira nutrientes do solo. E o desequilíbrio criado é um tipo de degradação”, explica.</p>
<p>A especialista pondera que a evolução da agricultura brasileira tem proporcionado o desenvolvimento de boas práticas, como cultivo em rotação de culturas, plantio direto, Integração Lavoura Pecuária e Florestas, fixação biológica de nitrogênio, entre outras. Algumas dessas práticas também ajudam a reduzir o volume de insumos e defensivos aplicados.</p>
<p>O Brasil tem seguido as recomendações do manual voluntário de práticas sustentáveis de manejo do solo, criado no âmbito da Aliança Global pelo Solo, segundo o especialista em ciência do solo, Jefé Leão Ribeiro, integrante da Coordenação de Conservação do Solo e Água, da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).</p>
<p>“O Brasil sofre dos mesmos problemas globais. Com certeza há problemas de degradação, mas temos um diferencial, porque os sistemas produtivos fomentados pelo governo são sustentáveis. Agora, tem que ampliar o alcance das boas práticas”, disse Ribeiro.</p>
<h2>Coberto e conservado</h2>
<p>O principal cuidado a ser adotado para preservar o solo é protegê-lo da exposição à chuva, vento e produtos que levam à perda de matéria orgânica e à redução da capacidade de cultivo. “Se a gente não conservar os solos, não vamos ter a produção de alimentos de que necessitamos para a população em crescimento”, comenta Maria de Lourdes.</p>
<p>O engenheiro agrônomo Maurício Carvalho, que também integra a Coordenação de Conservação do Solo e Água do Mapa, reforça que a cobertura do solo, seja com palha ou capim, é essencial quando se trata de conservação. “É preciso manter o solo coberto para permitir a reciclagem de nutrientes”, explica.</p>
<p>Foi com esse objetivo que, há cinco anos, a fazenda “Amigos do Cerrado”, situada no Núcleo Rural Casa Grande, em Ponte Alta do Gama, a cerca de 50 km do centro de Brasília, fez a opção por um sistema de plantio orgânico seguindo os princípios de uma floresta de alimentos.</p>
<p>O carro chefe da produção da fazenda é a fruticultura, com destaque para o limão e a mexerica. Por semana, a fazenda comercializa em média cem caixas com duas toneladas de frutas orgânicas para grandes redes de supermercado e indústrias de sucos naturais.</p>
<p>Junto com o limão e a mexerica são plantados mandioca, banana, eucalipto e mogno. Em alguns pontos, também foram plantadas espécies nativas do cerrado, como baru, e frutos típicos de outras regiões, como o avocado. A fazenda usa capim para proteger as leiras (sulcos) onde são plantadas as sementes. Todo tipo de material orgânico é utilizado para reforçar a cobertura do solo, inclusive restos de poda da cidade que iriam para o lixo. “A gente chega a utilizar 140 toneladas de material para cobrir a leira”, explica Raul Monteiro, engenheiro agrônomo e responsável técnico da fazenda.</p>
<p>Equipe do Mapa visitou a fazenda um dia depois de um temporal e não havia nenhum sinal de terra arrastada pela água da chuva. Embaixo da cobertura de capim, roçado seis vezes por ano, a presença de muitas minhocas e outros animais indicam a alta fertilidade da terra.</p>
<p>Para imitar um ambiente florestal, foram intercaladas aos pés de limão e mexerica outras plantas de maior porte, como eucalipto e bananeiras, que dão sombra, geram insumos e reservam água. O objetivo é que o sistema seja autossustentável e que produza mais recursos do que consome.</p>
<p>“Aqui é um sistema agroflorestal mais voltado para agricultura sintrópica, onde misturamos uma diversidade de plantas, que têm raízes diferentes e emitem seiva para os micro-organismos do solo, permitindo a infiltração da água. Esse solo se torna uma esponja, uma caixa d’água, que vai alimentar o lençol freático e o rio”, explicou Carvalho.</p>
<p>A técnica de plantar diferentes culturas e proteger o solo permite que, mesmo no período de estiagem, o solo continue úmido e não necessite de irrigação diária com a água do poço.</p>
<p>“Eu costumo falar que se você planta banana, você planta água. Na seca, eu exploro a banana e uso como adubadeira. No auge da seca, eu molho por 20 minutos cada ramal por semana”, comenta Pedro.</p>
<p>Buscando viabilidade econômica, a escolha da fazenda Amigos do Cerrado pela variedade de plantas trouxe ainda o benefício de afastar o ataque de pragas e doenças. Antes, a área da fazenda servia apenas para plantio convencional em larga escala de milho e mandioca e boa parte do custo de produção era para comprar defensivos químicos. “Eu não quero nem pensar naquele tempo, porque eram 150, 200 litros de agrotóxico. No convencional, a gente trabalha com o solo pelado, explorando o solo. Aqui estamos protegendo o solo e conseguindo mais matéria orgânica. Isso significa custo mais baixo e benefício pra terra. Hoje, rende mais pra gente e sem contar o privilégio de trabalhar numa área dessa e a qualidade de vida”, comemora Pedro Monteiro Filho, gerente da Fazenda.</p>
<p>A estratégia de mesclar as culturas também colabora para o surgimento de novas plantas no ambiente, além de diversificar a renda da propriedade. Apesar de ser uma agrofloresta urbana para larga escala, também pode ser replicável na agricultura familiar.</p>
<p>“É um sistema que com potencial muito grande para ajudar a agricultura familiar. Isso aqui é solução para conservação de solo, de água, diversidade e fontes de renda diversas”, comentou Carvalho.</p>
<p>O trabalho da fazenda é desenvolvido com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A fazenda promove visitas guiadas para compartilhar experiência e as conquistas com o novo sistema e almeja dobrar a área de produção este ano.</p>
<h2>Integração Lavoura e Pecuária</h2>
<p>No interior do Maranhão, outra técnica tem feito a diferença no uso do solo. Em parceria com a Embrapa Meio Norte, a Fazenda Santa Luzia, situada em São Raimundo das Mangabeiras, adota a chamada Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILFP) há mais de anos. Desde que iniciou o processo, a fazenda, que planta basicamente milho e soja, aumentou o percentual de matéria orgânica do solo e aumentou em pelo menos 50% a produtividade.</p>
<p>Basicamente, a prática consiste em fazer o rodízio de diferentes culturas e intercalar os espaços de pastagem do gado com capim braquiária, que forma uma palhada e protege o solo da ação degenerativa. No último veranico que atingiu a região, em que se passaram 32 dias sem chuva, a palhada evitou prejuízos.</p>
<p>“Quando colhe o milho, a braquiária já está grande, aí a gente traz o gado. A palhada traz benefícios para o solo e para os animais. Tem sempre capim para o animal em época de escassez e o solo não fica exposto. Quando vem o próximo plantio, a semente aguenta mais, retém umidade e germina”, explica a técnica agropecuária da fazenda, Marcileia Guimarães.</p>
<p>A fazenda adota a integração na área total de seis mil hectares e se tornou referência na técnica na região. Atualmente, está desenvolvendo de forma mais intensa a pesquisa na área de floresta, plantando eucaliptos e outras árvores que fazem sombra ao redor das palhadas para evitar que o solo e os animais fiquem expostos ao sol.</p>
<p>O grupo também tem feito, em parceria com a Embrapa, cruzamentos de várias raças de boi para chegar ao chamado ‘boi tropical’, que é mais adaptado às pastagens naturais da região Nordeste e não degrada tanto o solo, pois consome menos recursos. “O boi tropical tem rusticidade, precocidade e outras características, come de tudo e não precisa de um pasto especial”, explicou a técnica.</p>
<h2>Mapeamento</h2>
<p>Um dos maiores gargalos do Brasil para garantir o cuidado mais efetivo do solo é a ausência de um levantamento detalhado sobre as características do território brasileiro. Segundo pesquisadores da área, a falta de dados sobre o recurso natural dificulta a formulação de políticas de conservação e recuperação de áreas degradadas.</p>
<p>“As escalas de conhecimento do nosso solo estão muito defasadas. Nós precisamos de informações mais detalhadas para tomar decisões mais acertadas a respeito do uso, manejo e conservação. O conhecimento é a base da conservação. Em conhecendo os solos, você pode definir o que é melhor para a agricultura, para a paisagem, para conservação”, afirma Maria de Lourdes Mendonça, pesquisadora da Embrapa.</p>
<p>Para preencher essa lacuna, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) trabalha para acelerar o Programa Nacional de Solos (Pronasolos). Liderado pela Embrapa Solos e composto por várias instituições de pesquisa, o programa tem como objetivo desenvolver no prazo de 30 anos um mapeamento que permita conhecer as propriedades do solo, as suas aptidões e os principais riscos a que está exposto.</p>
<p>“Os Estados Unidos, que são nossos concorrentes na balança comercial, já têm isso há muito tempo. Eles conhecem seus solos na escala de um para 20 mil, enquanto que no Brasil nós não temos nem uma escala de um para 100 mil. Ou seja, eles têm informações de solos cinco, dez, cem vezes mais detalhadas do que nós temos, dependendo da região”, comenta a pesquisadora.</p>
<p>Segundo a Embrapa, menos de 5% do território brasileiro conta com mapas de solos em escala de um para 100 mil ou maior. Em alguns estados brasileiros, como o Paraná, já é possível acessar dados sobre o solo na escala de 1 para 25 mil. Mas, na região Norte, por exemplo, os mapeamentos disponíveis ainda são da década de 80, com informações de um para um milhão.</p>
<p>O Pronasolos foi criado em 2015 e ainda aguarda a instalação dos comitês executivo e gestor. O Ministério da Agricultura já recebeu indicações de órgãos parceiros e deve finalizar neste semestre a composição do conselho para dar andamento ao programa.</p>
<p>A expectativa dos pesquisadores é de que o programa permita a formação de uma base de dados para subsidiar políticas públicas no meio rural e nas cidades, como a identificação dos solos e locais mais adequados para construção de casas, rodovias; previsão de catástrofes, planejamento do uso da terra e plantio cada cultura, entre outros benefícios.</p>
<p>No escopo de ações que devem favorecer a qualidade e fertilidade do solo, o Ministério também está ampliando o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) e recentemente criou o grupo de trabalho para desenvolver o Programa Bioinsumos, que visa organizar o marco legal dos insumos biológicos para agricultura orgânica.</p>
<p>Fonte: <strong><a href="https://www.comprerural.com/agrofloresta-voce-sabe-o-que-e-e-como-se-faz/" target="_blank" rel="noopener">Compre Rural</a></strong></p>
<p>Fotos: Antonio Araujo/Mapa</p>
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		<title>O Agricultor &#8211; Ernst Götsch</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/o-agricultor-ernst-gotsch/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2024 14:55:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Ernst Götsch]]></category>
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					<description><![CDATA[A prática da agricultura é aprofundada quando reconhecemos o papel fundamental das plantas e dos animais. Viver de maneira conectada com a natureza nos leva a exercitar o corpo e a mente no sentido mais pleno. Vídeo produzido pelo canal Agenda Gotsch / Youtube.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A prática da agricultura é aprofundada quando reconhecemos o papel fundamental das plantas e dos animais. Viver de maneira conectada com a natureza nos leva a exercitar o corpo e a mente no sentido mais pleno.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="O Agricultor - Ernst Götsch | Agenda Götsch" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/wNbprBKcW_s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Vídeo produzido pelo canal <a href="https://www.youtube.com/@AgendaGotschOficial" target="_blank" rel="noopener"><strong>Agenda Gotsch / Youtube</strong></a>.</p>
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		<title>Agrofloresta Sintrópica trabalha com a recuperação pelo uso</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agrofloresta-sintropica-trabalha-com-a-recuperacao-pelo-uso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Apr 2024 14:43:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
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					<description><![CDATA[Trabalhar em equilíbrio com a natureza é foco de sistema que tem destaque a formação do solo, regulação do micro-clima e o favorecimento do ciclo da água Estabelecimento de áreas altamente produtivas e independentes de insumos externos tem como consequência a oferta de serviços ecossistêmicos, com especial destaque para a formação de solo, a regulação &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agrofloresta-sintropica-trabalha-com-a-recuperacao-pelo-uso/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agrofloresta Sintrópica trabalha com a recuperação pelo uso"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhar em equilíbrio com a natureza é foco de sistema que tem destaque a formação do solo, regulação do micro-clima e o favorecimento do ciclo da água Estabelecimento de áreas altamente produtivas e independentes de insumos externos tem como consequência a oferta de serviços ecossistêmicos, com especial destaque para a formação de solo, a regulação do micro-clima e o favorecimento do ciclo da água.</p>
<p>Trabalhar a favor da natureza e não contra ela, associar cultivos agrícolas com florestais, recuperar os recursos ao invés de explorá-los e incorporar conceitos ecológicos ao manejo de agroecossistemas são algumas das características da Agricultura Sintrópica, mas não são exclusivas dela.</p>
<p>Variações desses fundamentos podem estar associados respectivamente à Permacultura, à Agrofloresta, à Agricultura Regenerativa e à Agroecologia, por exemplo.</p>
<p>Certamente encontraremos aderência de objetivos e convergência de práticas entre essas e muitas outras práticas com bases ecológicas e, diante dos desafios ambientais que hoje enfrentamos, são todas muito benvindas e devem ser devidamente celebradas e estimuladas.</p>
<p>Uma primeira e simples distinção que poderíamos fazer seria relativa ao fato de que dentro desse universo de conceitos, alguns se referem a sistemas de uso da terra enquanto que outros são sistemas de design e outros ainda uma ciência ou um movimento social e político.</p>
<p>Detalhes da Agrofloresta Sintrópica</p>
<p>Na Agricultura Sintrópica cova passa a ser berço, sementes passam a ser genes, a capina é a colheita, concorrência e competição dão lugar à cooperação e ao amor incondicional e as pragas são, na verdade, os agentes-de-fiscalização-do-sistema. Esses e outros termos não surgem por acaso, mas sim, derivam de uma mudança na própria forma de ver, interpretar e se relacionar com a natureza.</p>
<p>A Agricultura Sintrópica é constituída por um conjunto teórico e prático de um modelo de agricultura desenvolvido por Ernst Götsch, no qual os processos naturais são traduzidos para as práticas agrícolas tanto em sua forma, quanto em sua função e dinâmica.</p>
<p>Na Agricultura Sintrópica o estabelecimento de áreas altamente produtivas e independentes de insumos externos tem como consequência a oferta de serviços ecossistêmicos, com especial destaque para a formação de solo, a regulação do micro-clima e o favorecimento do ciclo da água.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.comprerural.com/agrofloresta-sintropica-trabalha-com-recuperacao-pelo-uso/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Compre Rural</strong></a></p>
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		<item>
		<title>Silvicultura de nativas: O que é, tipos, retornos ambientais e econômicos</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/silvicultura-de-nativas-o-que-e-tipos-retornos-ambientais-e-economicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2023 22:45:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[A restauração de paisagens e florestas é uma das medidas mais importantes para combater a emergência climática. Ao mesmo tempo em que é uma medida eficaz para proteger o solo, recuperar nascentes, deixar o ar mais limpo e a temperatura mais amena, a restauração também traz oportunidades de trabalho e retorno financeiro. Além do plantio &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/silvicultura-de-nativas-o-que-e-tipos-retornos-ambientais-e-economicos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Silvicultura de nativas: O que é, tipos, retornos ambientais e econômicos"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A restauração de paisagens e florestas é uma das medidas mais importantes para combater a emergência climática. Ao mesmo tempo em que é uma medida eficaz para proteger o solo, recuperar nascentes, deixar o ar mais limpo e a temperatura mais amena, a restauração também traz oportunidades de trabalho e retorno financeiro.</p>
<p>Além do plantio ecológico, existem modelos de restauração que atuam em conjunto com sistemas econômicos, gerando renda no meio rural, desenvolvendo uma economia florestal e, assim, beneficiando toda a sociedade.</p>
<h2>O que é silvicultura de nativas e quais são seus benefícios ecológicos</h2>
<p>Silvicultura de nativas é o plantio e cultivo de árvores de espécies nativas brasileiras para uso econômico. São plantios planejados para colheita e comercialização de madeira ou produtos florestais não madeireiros, gerando emprego e renda no campo.</p>
<p>Além da sua relevância econômica, a silvicultura de nativas tem presente um importante componente de sustentabilidade: por se tratar de espécies de árvores brasileiras, a atividade traz benefícios para a biodiversidade e contribui com serviços ecossistêmicos como a melhora da qualidade da água e do solo e o fornecimento de abrigo para fauna.</p>
<p>Também desempenham um papel fundamental no combate à emergência climática. Estudo recente publicado na revista Science identificou as florestas como partes importantes na mitigação das mudanças climáticas. Florestas plantadas capturam o carbono da atmosfera, que fica retido na madeira, ajudando a mitigar efeitos das emissões de gases de efeito estufa. A madeira de espécies nativas brasileiras é um produto de alto valor agregado que, em geral, tem um tempo de crescimento maior do que as espécies exóticas tradicionais. Por isso, essas árvores estocam carbono por um período mais longo, tanto durante o crescimento no campo quanto nos produtos de madeira sólida originados destas árvores. O período de crescimento mais prolongado também reduz a quantidade de intervenções que podem causar impactos no ambiente, como a colheita e a manutenção de estradas rurais.</p>
<p>Por fim, ao colocar madeira que foi plantada e cultivada para fins comerciais no mercado, a silvicultura de nativas ajuda a aliviar a pressão do desmatamento em áreas de florestas naturais. O plantio de espécies nativas pode ser feito mais próximo dos centros consumidores, eliminando desperdícios no processamento da madeira, empregando diferentes materiais genéticos, e ainda oferecendo outros benefícios. Dessa forma, o reflorestamento com nativas desempenha o papel duplo de impulsionar a economia por meio da comercialização de madeira de origem responsável e de ampliar a proteção das florestas ao desincentivar que árvores centenárias sejam utilizadas para o mesmo fim.</p>
<h2>Silvicultura de nativas faz sentido do ponto de vista econômico?</h2>
<p>Se os benefícios ambientais do reflorestamento com nativas estão bem estabelecidos, podemos dizer os mesmos dos resultados econômicos da silvicultura de nativas? Por que um produtor deveria investir em plantar florestas?</p>
<p>A resposta é positiva. O WRI Brasil vem trabalhando nos últimos anos em identificar empresas, produtores rurais e organizações que plantam nativas para fins econômicos, e avaliar o resultado econômico dessas operações.</p>
<p>O projeto Verena, por exemplo, conduzido pelo WRI Brasil em parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e com a Fundação GoodEnergies, desde 2016 trabalha para demonstrar o potencial econômico do reflorestamento com nativas. Em um estudo com 12 propriedades rurais da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, o projeto comprovou que a atividade é competitiva. A análise comparativa mostrou que o uso de espécies nativas gera um retorno econômico maior do que a silvicultura com espécies exóticas, visto que a taxa interna de retorno mediana obtida na análise foi de 12,9% dos modelos com nativas, contra 11% para cultivo de eucalipto.</p>
<p>São vários os modelos de plantio que um produtor rural pode implantar para apostar na silvicultura de nativas. Alguns dos modelos de negócios identificados pelo projeto Verena são:</p>
<ul>
<li><strong>Plantio econômico biodiverso:</strong> diferentes espécies nativas, ordenadas segundo um desenho espacial definido de acordo com as condições ecológicas de cada espécie.</li>
<li><strong>Plantio econômico monocultura:</strong> cultivo de uma única espécie nativa, plantada geralmente em linhas e com manejo semelhante ao do eucalipto.</li>
<li><strong>Plantio misto (nativas e exóticas):</strong> utiliza espécies nativas e exóticas; por exemplo, mogno africano associado a outras espécies nativas.</li>
</ul>
<p>Algumas das árvores nativas madeireiras mais utilizadas nos modelos são o paricá, o jequitibá-rosa, o louro-pardo, o louro-freijó, o mogno, o guanandi, a tatajuba e a família dos ipês. Já entre as espécies nativas de produtos não madeireiros estão o cacaueiro, o açaizeiro, a macaúba, a erva-mate, o cumaru, a candeia e a palmeira juçara.</p>
<h2>Quem trabalha com silvicultura de nativas no Brasil</h2>
<p>Um dos nomes de sucesso na silvicultura de nativas no Brasil é Bruno Mariani. O empresário está à frente da Symbiosis Investimentos, empresa que trabalha com o reflorestamento comercial de espécies nativas da Mata Atlântica para produzir madeira serrada de alta qualidade. Bruno e sua empresa aliam tecnologia ao plantio com fins econômicos, trazendo da ciência e do mercado os instrumentos necessários para instaurar uma economia florestal ao mesmo tempo produtiva e sustentável.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="O domesticador de árvores nativas do Brasil - As Caras da Restauração (Bruno Mariani)" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/sWkGSDQSX_o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>A Symbiosis move uma bioeconomia de produtos florestais madeireiros, promove a restauração da Mata Atlântica, ajuda a recuperar serviços ambientais e realiza a captura de carbono tanto na madeira quanto no solo, sem perder a produtividade e o lucro. A empresa opera em um modelo que mantém 40% das áreas destinadas para conservação e 60% para a produção. Áreas de pastagem pouco produtivas empregam poucas pessoas; a Symbiosis, em comparação, mantém mais de 40 pessoas trabalhando em todas as etapas da cadeia da restauração.</p>
<p>Bruno Mariani não é o único. Empresas como a Futuro Florestal, a Amata e a Fazenda Nova Coruputuba também estão mostrando que é possível obter retorno financeiro com o plantio de árvores nativas.</p>
<h2>Pesquisa &amp; Desenvolvimento para impulsionar as nativas</h2>
<p>Exemplos como o de Bruno Mariani sugerem o quanto a silvicultura com espécies nativas poderia ser beneficiada com mais investimentos em Pesquisa &amp; Desenvolvimento (P&amp;D). Para suprir essa lacuna, uma rede de organizações parceiras, entre as quais o WRI Brasil, vem atuando ao longo dos últimos anos em diferentes projetos, estudos e iniciativas.</p>
<p>Investir em P&amp;D pode alavancar ainda mais esse potencial. Para demonstrar o quanto, o WRI Brasil conduziu o estudo “Prioridades e Lacunas de Pesquisa &amp; Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas no Brasil”, analisando diferentes cenários de investimento para estabelecer uma plataforma de P&amp;D para espécies nativas da Amazônia e da Mata Atlântica. Um dos cenários, incluindo 30 espécies de árvores nativas, apontou um retorno de US$ 2,39 para cada dólar investido em um período de 20 anos.</p>
<p>Na esteira desse trabalho, em abril de 2021 a Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura lançou o Programa de Pesquisa &amp; Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas (PP&amp;D-SEN). É o primeiro programa nacional de P&amp;D para árvores nativas e vai conectar instituições de pesquisa, universidades, empresas, governos, sociedade civil e financiadores, formando uma rede inicial de 20 sítios para o desenvolvimento de pesquisas de espécies da Amazônia e da Mata Atlântica.</p>
<p>O PP&amp;D-SEN vai abranger pesquisas em três áreas principais: produção florestal; meio ambiente e paisagem; e dimensões humanas. Estudar as relações entre essas áreas vai ajudar a compreender como elas influenciam a restauração na prática e, consequentemente, a promover a silvicultura com árvores nativas.</p>
<p>Silvicultura de nativas: bom para o clima, para a economia e para as pessoas<br />
O Brasil tem o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares de áreas degradadas, de acordo com Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg). A restauração florestal, por meio da silvicultura com espécies nativas, é uma das medidas mais eficazes para alcançarmos esse objetivo.</p>
<p>O investimento em Pesquisa &amp; Desenvolvimento e a parceria entre o projeto Verena, empreendedores e entidades do setor podem ajudar a aumentar a escala da restauração e atrair os investimentos de que atividade precisa para se desenvolver e fazer parte da solução contra as mudanças climáticas. A silvicultura com espécies nativas é um ganho para o clima, para a economia e para as pessoas: a atividade tem o potencial de incentivar uma economia florestal pujante, gerar renda e oportunidades de trabalho no meio rural, além dos evidentes benefícios ambientais, como a captura de carbono e a melhora da qualidade do solo, da água e do ar que respiramos.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.wribrasil.org.br/noticias/silvicultura-de-nativas-reflorestamento-pode-trazer-retornos-ambientais-e-economicos" target="_blank" rel="noopener"><strong>WRI Brasil</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>iLPF: os benefícios econômicos e ecológicos da integração Lavoura-Pecuária-Floresta para o país</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/ilpf-os-beneficios-economicos-e-ecologicos-da-integracao-lavoura-pecuaria-floresta-para-o-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2023 22:39:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil tem uma grande oportunidade no setor agropecuário: a de expandir seu rebanho bovino ao mesmo tempo em que cumpre o Código Florestal, protege florestas e regenera áreas naturais. Estudo publicado na revista científica Royal Society Open Science, de Londres, mostrou que a recuperação de pastagens degradadas pode aumentar o rebanho bovino brasileiro no &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/ilpf-os-beneficios-economicos-e-ecologicos-da-integracao-lavoura-pecuaria-floresta-para-o-pais/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "iLPF: os benefícios econômicos e ecológicos da integração Lavoura-Pecuária-Floresta para o país"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil tem uma grande oportunidade no setor agropecuário: a de expandir seu rebanho bovino ao mesmo tempo em que cumpre o Código Florestal, protege florestas e regenera áreas naturais. Estudo publicado na revista científica Royal Society Open Science, de Londres, mostrou que a recuperação de pastagens degradadas pode aumentar o rebanho bovino brasileiro no tamanho de um Uruguai.</p>
<p>Para isso, é preciso melhorar a qualidade dos 69 milhões de hectares de pastagens degradadas no país. Recuperar essas áreas pode aumentar a produtividade da pecuária sem colocar em risco as florestas e a biodiversidade, gerando oportunidades de trabalho no meio rural e retornos econômicos para o país. Uma das formas de fazer isso é por meio da integração entre áreas de cultivo com pecuária e florestas.</p>
<p>Em uma série de três artigos, o WRI Brasil mostra modelos de restauração de paisagens e florestas com fins econômicos, identificando o importante papel que eles exercem dos pontos de vista ambiental, econômico e social. Neste texto, entenda o que é e como funciona a integração de lavoura e pecuária com as florestas, conhecida como iLPF.</p>
<h2>O que é a iLPF e quais as vantagens para a economia e a natureza</h2>
<p>Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), também conhecida como sistema silvipastoril, é uma estratégia de produção sustentável que integra pecuária, atividades agrícolas e florestais, buscando efeitos sinérgicos entre os componentes e otimizando aumentos da produtividade com a conservação de recursos naturais. Essa integração pode ser feita ao mesmo tempo ou de forma sucessiva, plantando um tipo de cultura que é, depois, substituído pela criação de animais ou pela plantação de vegetação nativa. São quatro os arranjos possíveis:</p>
<ul>
<li>Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (iLPF)</li>
<li>Integração Lavoura e Pecuária (iLP)</li>
<li>Integração Pecuária e Floresta (iPF)</li>
<li>Integração Lavoura e Floresta (iLF)</li>
</ul>
<p>Em um país onde a pecuária é responsável por uma parcela importante do PIB do agronegócio, adotar a iLPF permite aumentar a produtividade sem a necessidade de abrir novas áreas de pastagens. Também é uma alternativa atrativa para a restauração porque, assim como a silvicultura de nativas e os sistemas agroflorestais, alia benefícios econômicos e ecológicos.</p>
<p>Segundo nota técnica da Embrapa, entre os benefícios ambientais da iLPF há a melhora os nutrientes no solo, o bem-estar dos animais e a proteção dos recursos naturais, além dos ganhos com o cultivo de alimentos saudáveis. Em termos econômicos, a técnica aumenta a produção de grãos, fibras, carne, leite e produtos madeireiros e não madeireiros e, com isso, gera empregos diretos e indiretos e contribui para a renda dos produtores.</p>
<p>Além disso, a iLPF pode ser uma ferramenta eficaz para que produtores rurais se protejam de eventos climáticos extremos. O estudo Papel do Plano ABC e do Planaveg na Adaptação da Agricultura e da Pecuária às Mudanças Climáticas avaliou o impacto de uma série de tecnologias agrícolas previstas no Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC), incluindo os sistemas integrados. A análise da iLPF mostra que ela melhora o clima local e a qualidade do solo, reduz eventos extremos e pragas, além de trazer ganhos em produtividade.</p>
<h2>Quem está fazendo iLPF no Brasil</h2>
<p>A integração Lavoura-Pecuária-Floresta está prevista nas políticas públicas brasileiras, como o Plano ABC e o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg). Além disso, o país se comprometeu com uma meta de implementar 5 milhões de hectares de iLPF em todo o país até 2030.</p>
<p>Segundo a Rede iLPF, há no Brasil cerca de 17 milhões de hectares com produção em sistemas integrados. A maior parte (em torno de 80%) integra lavoura e pecuária, sem introduzir árvores no sistema. A parte que integra o componente florestal utiliza predominantemente o eucalipto, pelo seu rápido crescimento e outros fatores que facilitam a implantação pelo produtor. A Rede projeta uma meta de atingir 35 milhões de hectares com o sistema iLPF até 2030, mostrando que há ainda uma grande oportunidade para restaurar e integrar florestas nas produções agropecuárias.</p>
<p>Com a grande biodiversidade e o potencial agrícola que o Brasil tem, é possível aproveitar esta oportunidade com ainda maiores ganhos ecológicos e, inclusive, econômicos, ao se utilizar espécies florestais nativas nos sistemas iLPF. O WRI Brasil levantou mais de 50 fazendas que utilizam diversas espécies nativas em sistemas iLPF.</p>
<h2>Integração de pecuária com plantio de árvores nativas</h2>
<p>Um caso piloto de como as árvores podem impulsionar a pecuária é o caso bem-sucedido de Vila Velha (ES), com a experiência de Jurandir Melado na Fazenda Ecológica. A fazenda faz o manejo de pastagens ecológicas utilizando o Sistema Voisin Silvipastoril, técnica adaptada por Jurandir a partir do método Voisin, que possibilita o equilíbrio entre solo, pasto e gado, aliado à introdução de árvores para conforto térmico dos animais. A experiência tem apoio do projeto Renovando Paisagem, que em uma de suas frentes de ação implementa unidades demonstrativas utilizando técnicas de produção sustentável.</p>
<p>Outro projeto piloto de pecuária com árvores acontece em Teixeira de Freitas, na Bahia. O Ministério Público Estadual da Bahia, com apoio do WRI Brasil, desenvolve o projeto Pecuária Sustentável, que utiliza a mesma técnica para estimular a atividade pecuária a partir do manejo sustentável das pastagens. Ao permitir a rotatividade do gado em áreas delimitadas previamente, aliando o bem-estar dos animais ao descanso necessário do solo e do pasto, o projeto espera aumentar a produtividade dos produtores locais sem gerar danos ao meio ambiente. Segundo técnicos contratados pelo projeto, a expectativa é que o sistema Voisin Silvipastoril consiga aumentar em até 20% a produção de leite e aumentar em até quatro vezes os ganhos no gado de corte.</p>
<h2>iLPF: um ganho para a restauração e para a economia</h2>
<p>A pecuária bovina é uma atividade importante para a economia brasileira, e recuperar áreas de pastagens degradadas sem aumentar a pressão sobre os recursos naturais, por meio de alternativas como a iLPF, é a melhor estratégia para expandir o setor.</p>
<p>Segundo estudo da iniciativa Nova Economia para o Brasil, a recuperação de pastagens degradadas é peça-chave para uma retomada econômica verde. O estudo demonstrou que o esforço de recuperação custaria em torno de R$ 25 bilhões – apenas 10% do montante do Plano Safra – e, em dez anos, esse valor não apenas seria compensado como resultaria em um retorno de R$ 19 bilhões.</p>
<p>A recuperação de pastagens degradadas e a expansão da integração Lavoura, Pecuária e Floresta andam juntas. A pecuária bovina é uma atividade altamente produtiva em diversas regiões do Brasil, mas sistemas extensivos e de baixa tecnologia ainda fazem com que o setor não alcance todo o seu potencial de eficiência. Modelos que aliam a produção de alimentos saudáveis à criação de animais e ao cultivo de espécies arbóreas, como a iLPF, ajudam a promover essa mudança mantendo ou aumentando a produtividade, conciliando crescimento econômico e o cuidado com a natureza.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.wribrasil.org.br/noticias/ilpf-os-beneficios-economicos-e-ecologicos-da-integracao-lavoura-pecuaria-floresta-para-o" target="_blank" rel="noopener"><strong>WRI Brasil</strong></a></p>
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		<title>Sistemas Agroflorestais (SAFs): o que são e como aliam restauração e produção de alimentos</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/sistemas-agroflorestais-safs-o-que-sao-e-como-aliam-restauracao-e-producao-de-alimentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2023 22:33:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil tem pela frente o grande desafio de restaurar florestas e paisagens, recuperando milhões de áreas degradadas e regenerando florestas. Essa restauração é crucial para cumprir com os compromissos climáticos e ajudar o país a fazer a transição para uma economia de baixo carbono. Para que essa restauração florestal ganhe escala, é importante que &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/sistemas-agroflorestais-safs-o-que-sao-e-como-aliam-restauracao-e-producao-de-alimentos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sistemas Agroflorestais (SAFs): o que são e como aliam restauração e produção de alimentos"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil tem pela frente o grande desafio de restaurar florestas e paisagens, recuperando milhões de áreas degradadas e regenerando florestas. Essa restauração é crucial para cumprir com os compromissos climáticos e ajudar o país a fazer a transição para uma economia de baixo carbono.</p>
<p>Para que essa restauração florestal ganhe escala, é importante que ela gere oportunidades no campo para agricultores e agricultoras familiares, produtores e produtoras rurais, comunidades e empresas. Há formas de gerar melhorias ambientais e, ao mesmo tempo, criar oportunidades de trabalho e renda no campo. Em uma série de três artigos, o WRI Brasil mostra alguns desses modelos, identificando o importante papel que eles exercem dos pontos de vista ambiental, econômico e social. Neste primeiro texto, conheça mais sobre os Sistemas Agroflorestais, também conhecidos como SAFs ou agroflorestas.</p>
<h2>SAFs: o que são e quais as vantagens ecológicas e econômicas</h2>
<p>Um sistema agroflorestal é uma forma de uso e ocupação do solo em que árvores são plantadas ou manejadas em associação com culturas agrícolas ou forrageiras. Em outras palavras, é um sistema em que o produtor planta e cultiva árvores e produtos agrícolas em uma mesma área, garantindo a melhora de aspectos ambientais e a produção de alimentos e madeira.</p>
<p>Para ser um sistema agroflorestal efetivo, é importante que esse sistema seja desenhado seguindo uma lógica de produção, levando em consideração solo, clima, mercado, composição de espécies, arranjos, operação, objetivo com a produção, custos e a legislação. O objetivo é garantir que as espécies trabalhem juntas. Por exemplo, algumas espécies agrícolas já consolidadas, como cacau, café ou erva-mate, crescem bem na sombra de árvores. O produtor pode combinar esses plantios com árvores como araucárias, seringueiras, açaizeiros, entre outras.</p>
<p>Os benefícios econômicos para os produtores são múltiplos. Primeiro, eles garantem renda ao longo do tempo, porque podem comercializar primeiro as espécies agrícolas de crescimento rápido, depois espécies de médio prazo, como as frutíferas e, no longo prazo, as espécies madeireiras de alto valor agregado. As árvores plantadas no sistema também podem funcionar como uma “aposentadoria” para agricultores familiares – elas podem demorar décadas para crescer e serem comercializadas, mas quando chega a hora da colheita, proporcionam um bom retorno do investimento inicial.</p>
<p>As vantagens ambientais também são grandes. As árvores têm importante papel na redução da degradação, melhora da qualidade do solo e da água da propriedade, entre outros.</p>
<p>Pesquisas recentes mostram também que os Sistemas Agroflorestais podem exercer um importante papel na adaptação a eventos climáticos extremos. As alterações nos padrões do clima são uma ameaça à produção agrícola em todo o mundo. Estimativas indicam que as mudanças climáticas podem reduzir a produtividade global da agricultura em 17%. O IPCC identificou o plantio em sistemas agroflorestais como uma das medidas mais interessantes para a adaptação climática, tornando as propriedades rurais mais resilientes e resistentes a pragas, secas e inundações.</p>
<h2>Quem está produzindo com sistemas agroflorestais no Brasil</h2>
<p>Os sistemas agroflorestais já são uma realidade no Brasil. Há milhares de iniciativas de agricultores familiares produzindo e restaurando ao mesmo tempo no país todo. Na Amazônia, por exemplo, a Aliança pela Restauração da Amazônia identificou mais de 1.600 iniciativas de restauração por meio de SAFs no bioma. Na Mata Atlântica, o podcast Tom da Mata, do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, teve um episódio exclusivo sobre as agroflorestas. E movimentos sociais também apostam nos SAFs: o MST, por exemplo, colocou as agroflorestas como elemento-chave de seu plano de plantar 1 milhão de árvores.</p>
<p>A série As Caras da Restauração, do WRI Brasil, contou algumas histórias de pessoas que estão fazendo a restauração acontecer – muitas delas se utilizando dos modelos de sistemas agroflorestais. Em Juruti, no Pará, a mandioca, principal fonte de renda, é cultivada junto com árvores em um sistema integrado. A família Soares é uma das que mudaram sua relação com a terra e hoje colhem os frutos do cultivo utilizando SAFs. A família substituiu as práticas de monocultura e o uso do fogo para limpar a terra pelo consórcio entre diferentes espécies. Com isso, deixaram de depender apenas da mandioca. A família está gerando renda com a venda de frutas, óleos, essências e outros produtos agrícolas que oferecem mais segurança alimentar, renda e resiliência.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Um projeto de vida para plantar sem queimar a Amazônia - As Caras da Restauração (Família Soares)" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/ntKr2ZbEn1Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Outra história de sucesso é a de Patrick Assumpção. Em Pindamonhangaba (SP), Patrick comanda a Fazenda Nova Coruputuba, onde testou diferentes modelos de sistemas agroflorestais. Os testes combinaram o plantio de madeira nativa com leguminosas; madeira, leguminosas e frutas; ou, ainda, o plantio de plantas com valores culturais ou tradicionais. Os resultados indicam quais modelos tiveram melhor desempenho na região, e podem ser adaptados e espalhados por todo o Vale do Paraíba, desencadeando um movimento pela restauração.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="O semeador de mercados da agrofloresta - As Caras da Restauração (Patrick Assumpção)" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/4O4R5XEOeKA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<h2>Como aumentar a escala dos sistemas agroflorestais</h2>
<p>Muitas iniciativas já mostram que SAFs são um bom negócio tanto para os produtores quanto para o meio ambiente. Mas como impulsionar esse modelo para que ganhe escala e se espalhe pelo país? O primeiro passo é aprofundar conhecimentos sobre fatores como taxa de crescimento, produtividade e mercado, além de identificar bons modelos (de negócios e de plantio) para atrair investimentos. Empreendimentos que trazem inovação para o setor também são essenciais para implementar transformações com base nos conhecimentos aprofundados.</p>
<p>Em parceira com a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), o WRI Brasil criou a ferramenta de investimento VERENA, que permite analisar o retorno financeiro de modelos de reflorestamento com espécies nativas e sistemas agroflorestais. Na mesma linha, a Metodologia de Avaliação de Oportunidades de Restauração (tradução da sigla em inglês ROAM) avalia os fatores da paisagem que podem favorecer a restauração e ajuda a engajar e articular os agentes e entender suas necessidades e desafios, identificando o quê, como e onde empreender esforços de restauração. A metodologia parte da análise de dados para indicar boas oportunidades, avaliando o custo-benefício e assinalando possíveis fontes de recursos públicos e privados.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.wribrasil.org.br/noticias/sistemas-agroflorestais-safs-o-que-sao-e-como-aliam-restauracao-e-producao-de-alimentos" target="_blank" rel="noopener"><strong>WRI Brasil</strong></a></p>
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		<title>4 contribuições da agroecologia para a saúde do Brasil</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/4-contribuicoes-da-agroecologia-para-a-saude-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Nov 2023 20:01:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Com apoio da FIOCRUZ e da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), listamos quatro pontos fundamentais que fazem do movimento agroecológico um aliado fortíssimo da saúde da população brasileira. Caminhando de mãos dadas, nossos direitos à saúde e à alimentação têm sido atropelados pelos governos que deveriam promovê-los. Principalmente por meio dos intermináveis incentivos públicos a &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/4-contribuicoes-da-agroecologia-para-a-saude-do-brasil/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "4 contribuições da agroecologia para a saúde do Brasil"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6>Com apoio da FIOCRUZ e da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), listamos quatro pontos fundamentais que fazem do movimento agroecológico um aliado fortíssimo da saúde da população brasileira.</h6>
<p>Caminhando de mãos dadas, nossos direitos à saúde e à alimentação têm sido atropelados pelos governos que deveriam promovê-los. Principalmente por meio dos intermináveis incentivos públicos a um sistema alimentar que comprovadamente envenena nossas terras e águas, gera desmatamento e promove injustiças sociais. Tudo isso enquanto joga nas prateleiras dos supermercados alimentos ultraprocessados e banhados de agrotóxicos.</p>
<p>Não é por acaso que os cientistas vêm alertando sobre o risco de surgirem novas pandemias como a da COVID-19, por conta dos desequilíbrios ecológicos gerados com grande contribuição de um modelo de agricultura baseada no lucro. E não é coincidência que as principais causas de morte hoje, no Brasil e no mundo, são doenças ligadas à alimentação: problemas cardíacos, câncer, diabetes e AVC geram gastos à saúde pública que chegam à casa dos trilhões de dólares globalmente.</p>
<p>Ancorado em um agronegócio que mira nos lucros altos e nas exportações de commodities (dá uma olhada neste vídeo com a atriz Alice Braga!), o atual modelo brasileiro de produção de alimentos adoece e mata. Seja pela boca, ou pela devastação que provoca ao meio ambiente e à nossa diversidade cultural.</p>
<h4>A saída tem nome: agroecologia</h4>
<p>Já faz algumas décadas e crescem cada vez mais as evidências e recomendações científicas confirmando o que povos tradicionais já defendem e praticam há milênios: para garantir a saúde e o bem viver de todas as pessoas, precisamos fortalecer os caminhos de transição para sistemas de produção, distribuição e consumo de alimentos que sejam aliados da natureza, não inimigos. Que sejam diversos, não homogêneos. Que sejam justos, não desiguais. E que sejam saudáveis, não tóxicos.</p>
<p>A boa notícia é que esse modelo já existe, e é colocado em prática em todos os cantos do Brasil, pelas mãos da agricultura familiar, camponesa, e dos povos tradicionais e originários. Com a bênção da ciência e dos saberes populares, esse modelo tem nome: AGROECOLOGIA.</p>
<p>Segue o fio que a gente te apresenta abaixo 4 contribuições fundamentais da agroecologia para fortalecer a saúde da população brasileira – e, quem sabe, do mundo todo.</p>
<h4>Agroecologia produz comida de verdade, e sem agrotóxicos</h4>
<p>O Brasil está encharcado de agrotóxicos: a cada ano, cerca de 500 mil toneladas de veneno são despejados em território nacional. Desde o início do governo Bolsonaro, mais de 1.228 novos produtos químicos foram autorizados no país. Estamos reféns de um modelo de produção agrícola quimicamente dependente.</p>
<p>Inúmeros trabalhos científicos associam o uso de agrotóxicos a problemas gastrointestinais, respiratórios, malformação congênita de fetos, câncer e inúmeras outras doenças. No Brasil, pelo menos 8 pessoas são intoxicadas a cada dia. Em 2017, o Ministério da Saúde fez um levantamento em 2.600 municípios brasileiros para detectar a presença de agrotóxicos na água distribuída à população: foram encontrados resíduos de veneno em 92% das cidades monitoradas.</p>
<p>Vivemos uma verdadeira ‘epidemia’ do veneno. E ela é insustentável no longo prazo. Não é por acaso que entre 2000 e 2014 o uso de agrotóxicos no Brasil deu um salto de 134%: quanto maior a devastação dos ambientes naturais, mais aditivos químicos são necessários para compensar esse desequilíbrio. E neste ciclo sem fim, os solos ficam cada vez mais pobres, assim como os alimentos que nascem ali.</p>
<p>Mas a agroecologia vem justamente romper com esse sistema que acaba com as terras e com a saúde da população. Afinal, ela tem como princípio a produção de alimentos em solo rico, vivo, saudável. Busca incansavelmente o equilíbrio ambiental, a justiça e a harmonia entre todos os seres visíveis e invisíveis. E é justamente esse equilíbrio fino da natureza que garante uma produção livre de agrotóxicos e aditivos químicos.</p>
<h4>Agroecologia protege o meio ambiente</h4>
<p>“Não existe ser humano sadio se o solo não for sadio”. A dica da agrônoma Ana Primavesi é o ponto de partida da prática agroecológica. Enquanto o modelo atual de produção de alimentos precisa desmatar para produzir, a agroecologia depende de uma relação harmônica com a natureza para existir – não é à toa que ela carrega ECOLOGIA em seu nome, né?!</p>
<p>É por isso que os sistemas agroecológicos não esgotam os solos, não desperdiçam água e não contaminam o ambiente com venenos. Ninguém força a barra pro arroz e o feijão crescerem mais rápido, ou para mandioca ganhar mais peso: nesse grande organismo vivo, os ciclos naturais são respeitados, e é da cooperação mútua entre as plantas e demais seres vivos que nasce a proteção natural contra doenças e infestações de insetos, por exemplo. Ou seja: é da diversidade que nasce o equilíbrio.</p>
<p>Ali, quem comanda o expediente não é o lucro: é a natureza e a saúde das pessoas. Colocada em prática por milhões de agricultoras e agricultores familiares e povos tradicionais no país todo, a agroecologia tem um imenso potencial de transformar os sistemas agroalimentares e fortalecer os territórios, promovendo a saúde e melhorando as condições de vida de todo mundo.</p>
<h4>Agroecologia preserva nossas culturas alimentares</h4>
<p>Na história da humanidade, aprendemos a comer guiados pela cultura. E atravessamos gerações acumulando conhecimentos sobre o que devemos plantar e ingerir para estar com a saúde em dia. Mulheres, em especial, até hoje guardam saberes profundos sobre práticas de cuidado e saúde por meio da agricultura, da alimentação e do uso de plantas medicinais – que atire as primeiras rodelas de gengibre e limão quem nunca tomou aquele xarope ou aquela sopinha revitalizante da avó.</p>
<p>Mas de algumas décadas para cá, as corporações das indústrias farmacêutica e de alimentos nos afastaram desse conhecimento milenar do que é comida, do que nos alimenta e do que nos mantém saudáveis. O agronegócio padroniza e empobrece nossa dieta alimentar porque produz com os olhos voltados para o mercado, não para a saúde e as necessidades da população. A cada campo de monocultura semeado, os tratores vão apagando a diversidade de memórias, gostos, histórias, nutrientes e saberes que teimam em permaencer vivos em todas as regiões do Brasil.</p>
<p>Enquanto isso, a agroecologia vai reacendendo essas lamparinas de conhecimento e saúde por onde passa. Com as mulheres na linha de frente, o movimento agroecológico vem resgatando e tornando visível em todos os cantos do país os saberes e sabores tradicionais que costuram inovação, agricultura, comida, saúde e cuidados que vão além da alimentação. Seja rebrotando sementes esquecidas, espalhando as maravilhas das plantas medicinais ou fincando na terra alimentos que fazem parte da identidade brasileira.</p>
<h4>Agroecologia combate a fome</h4>
<p>A agroecologia existe para que as pessoas se alimentem bem e vivam com saúde (alô segurança e soberania alimentar e nutricional!). Já o agronegócio está no mundo com outros objetivos. Como o próprio nome já entrega, ele existe para fazer negócios e gerar lucro com as mercadorias agrícolas que produz.</p>
<p>Partindo daí fica mais fácil de entender porque metade da população brasileira adoece com os sintomas da fome enquanto o agronegócio comemora suas cifras bilionárias e seus novos recordes de produção e exportação. Fica mais evidente ainda quando a gente olha para os dados do IBGE e nota que as áreas plantadas de arroz e feijão no Brasil encolheram 53% e 37%, respectivamente, enquanto a soja – a rainha das exportações – expandiu 162% entre os anos 2000 e 2019.</p>
<p>A fome é uma escolha política. E para acabar com ela, precisamos de um modelo de produção que exista para alimentar pessoas, não empresas. Um modelo operado não por corporações, mas por milhões de famílias que valorizam a sociobiodiversidade local e fortalecem a economia solidária para produzir alimentos. Alimentos que vão alimentar outras famílias e a si mesmas.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.ecycle.com.br/4-contribuicoes-da-agroecologia-para-a-saude-do-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>e-Cycle</strong></a></p>
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		<title>Trazendo a natureza de volta</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/trazendo-a-natureza-de-volta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 14:06:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao participar do REDESER, Auzileide aprendeu sobre cultivo sustentável e ressignificou a relação com o meio ambiente. Ela foi uma das agricultoras envolvidas na iniciativa de combate à desertificação realizada pela FAO e pelo MMA. Enquanto caminha entre pés de mamão, banana e macaxeira, Auzileide Bezerra da Costa descreve com admiração as transformações ocorridas naquele &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/trazendo-a-natureza-de-volta/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Trazendo a natureza de volta"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao participar do REDESER, Auzileide aprendeu sobre cultivo sustentável e ressignificou a relação com o meio ambiente. Ela foi uma das agricultoras envolvidas na iniciativa de combate à desertificação realizada pela FAO e pelo MMA.</p>
<p>Enquanto caminha entre pés de mamão, banana e macaxeira, Auzileide Bezerra da Costa descreve com admiração as transformações ocorridas naquele lugar. O mamoeiro é alto e carregado de frutos. Nas hortas, as folhas verdes de couve, salsinha e alface de vários tipos e tamanhos se destacam em meio ao terreno rochoso do sertão cearense. Há 8 meses, a roça da dona Auzileide era outra. “O papaya era muda. A gente não tinha esses pés de coco, a bananeira era pequena&#8221;, conta.</p>
<p>“É gratificante ter em nosso dia a dia alimentos sem agrotóxicos. Tudo o que a gente produz é para o consumo da família. Eu nunca pensei em ver isso aqui na nossa área. Para mim, é um orgulho!”, comemora.</p>
<p>Próxima ao município de Crato, a propriedade de 3 mil m2 cultivada por Auzileide e sua família se tornou exemplo de agrofloresta ao integrar as ações do REDESER, projeto implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Ali, as atividades são realizadas com o apoio da Associação Cristã de Base (ACB). Financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), a iniciativa visa o desenvolvimento sustentável e a conservação ambiental em áreas suscetíveis à desertificação em cinco estados da região Nordeste por meio da introdução de sistemas agroflorestais para a recuperação dessas zonas. A agrofloresta é uma prática de cultivo que ajuda a recompor a cobertura vegetal e restaurar a saúde do solo degradado, principalmente pelo desmatamento. Permite também que agricultoras e agricultores tenham garantia de segurança alimentar e nutricional, melhor produção e geração de renda.</p>
<p>Na plantação de dona Auzileide, tudo serve de adubo para a terra: espiga de milho, palha, sabugo, casca do feijão, da fava, de laranja, da banana, folhas e galhos. Já o capim não é mais arrancado, mas cortado para forrar o chão e oferecer uma cobertura que resfria o solo, facilita a retenção das águas da chuva durante os meses de estiagem e aumenta a disponibilidade de micronutrientes. Essa tecnologia é conhecida como roça perene.</p>
<p>“A gente trabalhava do jeito tradicional. Antes eu limpava o caminho com a enxada. Às vezes, quando era uma área maior, colocava fogo. Hoje em dia, não. Veio esse outro modo de a gente trabalhar e estamos trazendo a natureza de volta”, explica.</p>
<p>A mudança na forma de cultivar a terra também transformou a vida do filho de Auzileide. Henrique Costa aprendeu como limpar a área, realizar a poda, entendeu o que se deve ou não plantar e decidiu se tornar técnico do projeto. Agora, ele compartilha com agricultoras e agricultores rurais novos métodos de manejar o solo. &#8220;Ensinamos o passo-a-passo para quando a gente não estiver mais ali, a pessoa saiba plantar e multiplicar o que aprendeu&#8221;, conta.</p>
<p>Ao descrever as etapas para se implementar uma agrofloresta, Henrique relembra o início dos trabalhos na propriedade da família: &#8220;Aqui era um mato enorme. Foi feita uma limpeza geral. Viram que meu foco era hortaliça. Começaram por implementar os canteiros e a roça perene, que liberta o agricultor da enxada, ensina a usar somente o facão, e cada vez mais vai enriquecendo o solo com o capim&#8221;.</p>
<p>De lá para cá, ele e a família colheram &#8220;5 ou 6 ciclos&#8221; de coentro e alface. Cada ciclo leva em média entre 40 e 45 dias. Quando sobram hortaliças, conseguem oferecer para a vizinhança. Hoje, Auzileide planta pimenta dedo-de-moça e Henrique prepara um molho para vender e incrementar a renda.</p>
<p>Enquanto fala com orgulho do filho e da agrofloresta, Auzileide faz questão de afirmar que segue à risca todo o conhecimento adquirido. &#8220;Henrique dizia: ‘mãe, quando varrer o terreiro, junte as folhas e jogue onde a gente plantou. E assim estou fazendo. A gente coloca ali para refazer e fazer uma natureza melhor&#8221;, comemora.</p>
<h4>REDESER</h4>
<p>O projeto REDESER: “Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil – Práticas Agroflorestais Sustentáveis e Conservação da Biodiversidade” é fruto de parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), tem como objetivo interromper e reverter a desertificação em áreas críticas do semiárido nordestino por meio de ações para enfrentar as causas cada vez mais fortes da degradação do solo e da perda de biodiversidade na Caatinga. Realizada em 14 municípios dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia e Alagoas, a iniciativa busca promover a gestão sustentável dos recursos naturais, implementando localmente práticas que incentivam a conservação ambiental e uma agricultura resiliente ao clima.</p>
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		<item>
		<title>5 coisas que você precisa saber sobre agroecologia</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/5-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-agroecologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Nov 2023 13:56:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ecoagri.com.br/?p=21556</guid>

					<description><![CDATA[A agroecologia é um pacotão do bem para a nossa saúde, meio ambiente e justiça social. Entenda por que você deve apoiar essa forma de produzir alimentos. Falar sobre boa alimentação está em alta nos últimos anos, mas, para muitas pessoas, o termo “agroecologia” ainda soa como um palavrão. Fizemos este blog para você entender &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/5-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-agroecologia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 coisas que você precisa saber sobre agroecologia"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A agroecologia é um pacotão do bem para a nossa saúde, meio ambiente e justiça social. Entenda por que você deve apoiar essa forma de produzir alimentos.</p>
<p>Falar sobre boa alimentação está em alta nos últimos anos, mas, para muitas pessoas, o termo “agroecologia” ainda soa como um palavrão. Fizemos este blog para você entender melhor sobre esse conceito e como sistemas alimentares ecológicos podem contribuir para o bem viver das pessoas e do planeta.</p>
<h4>1. A agroecologia cuida da nossa saúde e do meio ambiente ao mesmo tempo</h4>
<p>Nada melhor do que se alimentar com algo que faz bem não apenas para o nosso mundo interno (nosso corpo), como também para nosso mundo externo (o planeta). A Adriana Charoux, nossa estrategista sênior de Agricultura, Alimentação e Floresta, gosta de dizer que a agroecologia nutre a um só tempo as pessoas e a terra. Ela explica:</p>
<p>“Ainda que tenham diferenças entre si, os sistemas agrícolas de base ecológica colaboram para cuidar de nossa saúde e, ao mesmo tempo, têm enorme capacidade de aliviar os pesados impactos das mudanças climáticas e da perda de biodiversidade, além de contribuírem com a segurança alimentar e nutricional”.</p>
<p><strong>Vantagens para a sua saúde:</strong></p>
<ul>
<li>Menos exposição a agrotóxicos e outros produtos químicos altamente nocivos e utilizados na agricultura convencional e industrial, que podem causar doenças como câncer, malformação fetal, disfunções hormonais e reprodutivas;</li>
<li>Aumento da nutrição humana, devido à maior variedade e qualidade dos alimentos.</li>
</ul>
<p><strong>Vantagens para o meio ambiente:</strong></p>
<ul>
<li>A agroecologia vê a natureza como uma aliada na produção de alimentos e não como algo perigoso, que deve ser controlado ou exterminado para que somente uma cultura se desenvolva. A diversidade de espécies é fundamental;</li>
<li>Mais respeito aos processos naturais dos ecossistemas, ao solo, à água e às espécies animais e vegetais;</li>
<li>Menor dependência de combustíveis fósseis, cuja queima é um dos grandes motores de emissão de gases de efeito estufa.</li>
</ul>
<h4>2. Ao comprar alimentos agroecológicos, você fortalece agricultores e agricultoras familiares</h4>
<p>Para quem pode escolher o que comer, optar por alimentos saudáveis e sem veneno já é muito bom. Agora, se você também puder desviar da porta dos grandes supermercados para comprar diretamente de agricultores e agricultoras familiares, melhor ainda!</p>
<p><strong>Vantagens de encurtar o caminho entre a roça e o seu prato:</strong></p>
<ul>
<li>Acesso a alimentos mais frescos e mais baratos;</li>
<li>Fortalecimento da conexão entre as pessoas, porque as mãos que cultivam o seu combustível diário ganham um rosto de verdade;</li>
<li>O produtor é melhor remunerado e não fica refém de intermediários, como grandes redes de varejo, que impõem condições comerciais bastante injustas para os pequenos agricultores.</li>
</ul>
<p>Sobre isso, Adriana reforça: “Quando você elimina intermediários entre produtor e consumidor, é provável que gaste menos com alimentação de qualidade. Sem contar que, ao comer de forma saudável, diminui a chance de usar seu dinheiro com remédios de farmácia”.</p>
<p>Além disso, alimentos livres de agrotóxicos e sementes geneticamente modificadas (os polêmicos transgênicos) significam mais autonomia para o agricultor familiar e produtos mais baratos para você, porque esses insumos externos e tóxicos encarecem a produção e deixam os produtores dependentes de empresas ligadas ao agronegócio.</p>
<h4>3. Alimentos agroecológicos podem alimentar todas as pessoas</h4>
<p>A agricultura de base orgânica e agroecológica é totalmente capaz de alimentar as pessoas no Brasil e mundo afora. Mais do que isso, este tipo de produção é a forma mais segura e sustentável de produzir comida de verdade, saudável para as pessoas e para o meio ambiente no longo prazo.</p>
<p>“Infelizmente, a lógica da produção agrícola atual está concentrada em produzir e exportar commodities, e não em fornecer alimentos saudáveis. Por isso, essa transição precisa acontecer de forma imediata!”, alerta Adriana.</p>
<p><strong>Argumentos em defesa da agroecologia:</strong></p>
<ul>
<li>O problema alimentar do mundo não está no modelo de agricultura em si, seja convencional, industrial ou agroecológico, e sim no conjunto de escolhas políticas e econômicas atreladas a determinada forma de produzir comida. Em outras palavras, se nossos governantes adotarem sistemas de produção, distribuição, comercialização e consumo de alimentos adequados e justos, toda a população poderá ter sua dose de nutrientes diária garantida;</li>
<li>O atual sistema de produção de comida, que prioriza o acesso a alimentos industrializados em vez de alimentos in natura, não garante a segurança alimentar. Apesar de o mundo hoje produzir calorias suficientes para alimentar toda a população mundial, os jornais seguem mostrando notícias chocantes sobre dois extremos: de um lado, pessoas literalmente morrendo de fome; de outro lado, toneladas de comida indo para o lixo e aumento da obesidade em algumas populações;</li>
<li>Se incentivar a agroecologia direitinho, todo mundo come: mesmo ocupando menos de um quarto das terras usadas para a agricultura no Brasil atualmente, é a agricultura familiar quem mais coloca alimento de verdade na nossa mesa. A maior responsável pela produção agroecológica no país , ela produz cerca de 70% da nossa comida e representa 67% dos empregos da agropecuária do país, segundo o último Censo Agropecuário Brasileiro, de 2017.</li>
</ul>
<p><strong>Um exemplo de sucesso:</strong></p>
<p>Hoje, o Brasil é o maior produtor de arroz agroecológico da América Latina. Grande parte dessa produção é garantida pelas mãos de 363 famílias assentadas do Movimento de Trabalhadores Sem Terra (MST), em áreas de reforma agrária distribuídas em 13 municípios do Rio Grande do Sul. Na safra de 2018/2019, a área plantada foi de 3.433 hectares (o equivalente a mais de 4.800 campos de futebol), divididos em 15 assentamentos. A estimativa de colheita foi de cerca de 16 mil toneladas de arroz!</p>
<p>O que parece mágica não aconteceu da noite para o dia. A produção de arroz nos assentamentos começou de forma convencional, há 20 anos. De acordo com Emerson Giacomelli, um dos produtores de arroz da região, motivos bem sérios levaram os camponeses à transição para a agroecologia: “a profunda crise econômica do setor, o surgimento de inúmeros problemas de saúde, a poluição nos assentamentos, o manejo inadequado de recursos naturais devido ao uso abusivo de agrotóxicos e a busca de autonomia no plantio, beneficiamento e comercialização”.</p>
<p><strong>Agroecologia é sinônimo de diversidade</strong></p>
<p>O Brasil é super reconhecido por suas comidas típicas, pelas tradições alimentares com sabores tão particulares e variados, de acordo com a região do país. Em tempos de mudanças climáticas e em que a agricultura industrial vem ditando os sistemas alimentares, essa mistura e variedade têm se perdido. Ou, pelo menos, não está presente nos supermercados. Temos milhares de espécies conhecidas, documentadas, centenas delas comestíveis, mas nossa dieta do dia a dia tem ficado cada vez mais empobrecida.</p>
<p>Na produção familiar, especialmente a de base agroecológica, seja qual for a técnica utilizada, o que reina são sistemas que se beneficiam da biodiversidade, do manejo combinado de alimentos e cultivo de floresta.</p>
<p><strong>Vantagens da diversidade na produção de alimentos:</strong></p>
<ul>
<li>Mais saúde e nutrientes para nosso corpo: uma agricultura diversificada pode facilitar o acesso a uma alimentação balanceada, tanto para os consumidores quanto para os próprios produtores, que passam a depender menos da compra de alimentos. Além disso, a Fiocruz mostrou que a diversidade na alimentação é uma ótima aliada no combate à desnutrição infantil;</li>
<li>Ajuda na manutenção dos ciclos da vida. Não é papo de “O Rei Leão”: culturas diferentes plantadas no mesmo espaço se apoiam mutuamente no crescimento e enriquecimento da terra. A variedade de espécies torna tudo mais colorido, tirando a monotonia, e a terra fica abastecida com nutrientes essenciais para que continue fértil, úmida, sequestrando carbono e mantendo serviços essenciais prestados pela natureza, como a chuva, para a continuidade da vida animal e vegetal;</li>
<li>Fortalece a soberania e a segurança alimentar. Por exemplo, se uma determinada cultura de feijão for duramente impactada por uma estiagem ou excesso de chuva, outra variedade pode ser mais resistente e vingar, evitando que a população sofra sem este alimento básico da dieta.</li>
</ul>
<p>A diversificação também é chave para garantir a sobrevivência de quem produz. Se um alimento não estiver em sua época de colheita ou não tiver valor interessante, o produtor poderá ofertar outros, ao longo das diferentes estações.</p>
<h4>5. Agricultura com diversidade biológica e social tem enorme potencial econômico</h4>
<p>A agricultura de base ecológica é o único caminho possível para uma recuperação econômica que garanta também justiça social e ambiental. Quando incentivamos a transição da agricultura convencional para a agricultura ecológica, estimulamos uma economia baseada na diversidade — biológica e de saberes.</p>
<p><strong>Vantagens da agricultura com a floresta em pé:</strong></p>
<ul>
<li>Valorização de alimentos nativos que a Amazônia, o Cerrado e outros ambientes naturais têm a oferecer, como açaí, guaraná, buriti, castanhas, frutas, sementes e muitas outras culturas;</li>
<li>Ajuda a garantir a sobrevivência e autonomia de populações tradicionais, ribeirinhas, agroextrativistas, quilombolas e indígenas, que possuem valiosos conhecimentos sobre sistemas alimentares agroecológicos, acumulados por séculos;</li>
<li>Intensificar o combate ao desmatamento faz com que o Brasil ganhe competitividade econômica. Lideranças de outros países já deixaram claro que não querem mais comprar produtos manchados com a destruição florestal;</li>
<li>É uma ótima oportunidade para que o Brasil não se limite à exportação de commodities como soja, milho e algodão, e gere mais empregos no setor.</li>
</ul>
<p>Fonte: <a href="https://www.greenpeace.org/brasil/blog/5-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-agroecologia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Greenpeace</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agroecologia: o que é e características</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agroecologia-o-que-e-e-caracteristicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Nov 2023 13:43:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Agroecologia é uma forma de agricultura sustentável que agrega conhecimentos científicos e tradicionais. O que é agroecologia A agroecologia surgiu em 1934 como um conceito desenvolvido pelo pesquisador Howard. No entanto, a partir de 1950, o termo “agroecologia” foi adotado pelo pesquisador Lysenko e passou a ser ensinado em cursos de agronomia até 1964. Nessa &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agroecologia-o-que-e-e-caracteristicas/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agroecologia: o que é e características"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Agroecologia é uma forma de agricultura sustentável que agrega conhecimentos científicos e tradicionais.</p>
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<h4>O que é agroecologia</h4>
<p>A agroecologia surgiu em 1934 como um conceito desenvolvido pelo pesquisador Howard. No entanto, a partir de 1950, o termo “agroecologia” foi adotado pelo pesquisador Lysenko e passou a ser ensinado em cursos de agronomia até 1964. Nessa época, após o acordo MEC-Usaid, o termo foi removido do ensino.</p>
<p>Entre as décadas de 1960 e 1980, surgiu um movimento em busca de práticas agrícolas sustentáveis. Nesse período, o termo “agroecologia” começou a ser usado para descrever uma abordagem agrícola que leva em consideração aspectos sociais, culturais, éticos e ambientais na utilização dos recursos naturais. Essa abordagem estava presente na agronomia antes do acordo MEC-Usaid, conforme explicado por Carlos Pinheiro Machado em seu livro “Dialética da Agroecologia”.</p>
<p>Além disso, a agroecologia busca soluções para os problemas provocados pela monocultura, que prejudica tanto a biodiversidade quanto a sociedade. Ela se apresenta como uma ferramenta importante para o desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Os métodos utilizados na agroecologia envolvem a adoção da agricultura orgânica e o uso de tecnologias sustentáveis, resultando em menos impactos ambientais prejudiciais.</p>
<p>A agroecologia é uma abordagem necessária para lidar com os problemas ambientais, sociais e políticos decorrentes do atual modelo econômico. Ela propõe uma revisão dos métodos convencionais de agricultura em larga escala.</p>
<p>De acordo com pesquisas citadas no livro “Dialética da Agroecologia“, a produção agroecológica tem capacidade para produzir cerca de 6% a 10% a mais do que o agronegócio, sendo mais limpa e barata.</p>
<p>Entretanto, mesmo sendo mais produtiva, a agroecologia refere-se ao estudo da agricultura a partir de uma perspectiva ecológica, tendo como objetivo não só maximizar a produção, mas otimizar o agroecossistema total — incluindo seus componentes socioculturais, econômicos, técnicos e ecológicos.</p>
<p>Em outras palavras, um sistema agrícola pautado pela agroecologia é o principal objetivo da agricultura sustentável, sobretudo para o desenvolvimento rural com a produção de alimentos saudáveis e a melhoria da qualidade de vida.</p>
<p>Em outras palavras, um sistema agrícola pautado pela agroecologia é o principal objetivo da agricultura sustentável, sobretudo para o desenvolvimento rural com a produção de alimentos saudáveis e a melhoria da qualidade de vida.</p>
<h4>Agrega a ciência e conhecimento tradicional</h4>
<p>O termo “agroecologia” abrange diferentes perspectivas, indo além de uma simples disciplina científica ou prática agrícola, abrangendo também um movimento social e político. A essência da agroecologia reside na integração e sinergia entre conhecimentos científicos e tradicionais.</p>
<p>É uma ecologia dos saberes que reúne diferentes fontes de conhecimento, incluindo o saber popular e tradicional transmitido ao longo de gerações por agricultores familiares, comunidades indígenas e camponesas.</p>
<p>Assim, a agroecologia é uma prática da agricultura que se fundamenta na sistematização e consolidação desses saberes, que podem ser tanto empíricos e tradicionais quanto embasados em evidências científicas. O objetivo é promover uma agricultura que seja ambientalmente sustentável, economicamente eficiente e socialmente justa.</p>
<p>A agroecologia busca aliar o respeito aos processos naturais, a preservação da biodiversidade, o uso responsável dos recursos naturais e a valorização das comunidades rurais, garantindo sua autonomia e segurança alimentar.</p>
<p>Ao reunir a ciência e o conhecimento tradicional, a agroecologia proporciona uma abordagem holística que considera a interação entre os sistemas agrícolas e o meio ambiente, bem como os aspectos sociais, culturais e econômicos envolvidos na produção de alimentos. Essa integração de saberes permite o desenvolvimento de práticas sustentáveis, que buscam equilibrar as necessidades humanas com a preservação dos ecossistemas e a promoção da justiça social no campo.</p>
<h4>Apelo à biodiversidade</h4>
<p>A proposta da agroecologia faz contraposição a produção centrada na monocultura, na dependência de insumos químicos e na alta mecanização da agricultura, além da concentração da propriedade de terras produtivas, a exploração do trabalhador rural e o consumo não local da produção.</p>
<p>A homogeneização das paisagens de cultivo gerada pela prática da monocultura colocou em risco a biodiversidade, gerando uma crise não somente na diversidade biológica, mas também, e como consequência dessa, no próprio desenvolvimento da sociedade.</p>
<p>Enquanto a agricultura industrial tem, cada vez mais, limitado a diversidade de espécies alimentares disponíveis, a produção agroecológica conta com sistemas que se beneficiam da biodiversidade, do manejo combinado de alimentos e cultivo de floresta.</p>
<p>A diversidade biológica causa impacto social, econômico e ambiental positivos. A prática da agroecologia aumenta a disponibilidade de nutrientes no solo, tornando a alimentação também mais nutritiva; além de auxiliar na manutenção dos ciclos biológicos, uma vez que viabiliza culturas de diferentes de espécies de plantas.</p>
<p>A agroecologia ainda fortalece a soberania e a segurança alimentar, já que, enquanto alguma variedade de alimento estiver em risco, outras podem se manter resistentes e sobreviver. Outro benefício é a valorização de alimentos nativos de cada região, o que possibilita a competitividade econômica para o país em questão, não se limitando à exportação de commodities, como soja, milho e algodão.</p>
<h4>Vantagens para saúde e meio ambiente</h4>
<p>A agroecologia fornece diversas vantagens para a saúde e o meio ambiente. Ela vê a natureza como aliada, respeitando os processos naturais do ecossistema e dependendo menos de combustíveis fósseis. Além de oferecer uma variedade de nutrientes, há menos exposição a agrotóxicos e outros produtos químicos nocivos e utilizados na agricultura convencional.</p>
<p>Isso porque na agroecologia e produção orgânica, o controle de pragas é feito por técnicas adaptadas às condições locais. Ademais, não são necessários fertilizantes tóxicos, pois é feita a adubação verde do solo.</p>
<p>A segurança alimentar também é impactada pela agroecologia. A agricultura de produção orgânica e agroecológica é capaz de alimentar as pessoas no Brasil e no mundo de forma saudável, sustentável e segura. A maior produção agroecológica no País, por exemplo, produz cerca de 70% da comida dos brasileiros. Entretanto, há carência de um plano governamental que envolva um sistema de produção, distribuição, comercialização e consumo desses alimentos, funcionando de forma justa para garantir alimentação adequada para toda a população.</p>
<h4>Desafios da agroecologia</h4>
<p>As técnicas de monocultura são amplamente adotadas, mas é necessário realizar a transição agroecológica em solos degradados pela agricultura convencional.</p>
<p>No entanto, para que a agroecologia, no Brasil e no mundo, se estabeleça como prática convencional de manejo do solo, são necessários fatores como conscientização pública, organização, mercados e infraestrutura. É essencial promover a conscientização sobre os benefícios da agroecologia, fomentar a organização de produtores e criar mercados viáveis para produtos agroecológicos. Além disso, investimentos em infraestrutura adequada, como armazenamento e transporte, são fundamentais para apoiar essa abordagem sustentável.</p>
<p>A pesquisa e a extensão rural também desempenham um papel crucial na geração de conhecimento e no suporte aos agricultores durante a transição agroecológica. Garantir uma distribuição justa de recursos, tanto financeiros quanto técnicos, é necessário para que todos tenham acesso igualitário às práticas agroecológicas.</p>
<p>Por fim, a iniciativa política desempenha um papel fundamental ao estabelecer políticas e regulamentações que promovam a agroecologia e incentivem a transição sustentável da agricultura convencional. Abordar esses desafios possibilitará impulsionar a agroecologia como um modelo de manejo do solo amplamente adotado e benéfico tanto para o meio ambiente quanto para a sociedade.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.ecycle.com.br/agroecologia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>e-Cycle</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Colheitas protegidas: a revolução do manejo integrado de pragas</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/colheitas-protegidas-a-revolucao-do-manejo-integrado-de-pragas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 18:11:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma abordagem sustentável para o controle de pragas na agricultura. Essa estratégia busca minimizar os danos causados por pragas de forma ambientalmente responsável, promovendo o equilíbrio dos ecossistemas agrícolas. O MIP começa com um monitoramento preciso sobre as pragas. Isso envolve a observação regular das pragas para determinar &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/colheitas-protegidas-a-revolucao-do-manejo-integrado-de-pragas/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Colheitas protegidas: a revolução do manejo integrado de pragas"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma abordagem sustentável para o controle de pragas na agricultura. Essa estratégia busca minimizar os danos causados por pragas de forma ambientalmente responsável, promovendo o equilíbrio dos ecossistemas agrícolas.</p>
<p>O MIP começa com um monitoramento preciso sobre as pragas. Isso envolve a observação regular das pragas para determinar possíveis riscos.</p>
<p>Com base nas informações coletadas neste monitoramento, os agricultores podem tomar decisões assertivas.</p>
<p>O MIP faz o uso de predadores naturais às pragas, ou seja, insetos que se alimentam de pragas.</p>
<p>Além disso, outras medidas são a rotação de culturas e o uso de espécies resistentes a pragas.</p>
<p>O MIP utiliza barreiras físicas, como redes de proteção, para evitar a infestação de pragas.</p>
<p>Quando necessário, são usados produtos naturais, como óleos essenciais, extratos de plantas e feromônios para controlar pragas.</p>
<p>É importante ressaltar que o MIP não faz uso de produtos químicos para conter pragas.</p>
<h4>Práticas de Monitoramento de Pragas</h4>
<p>As condições climáticas influenciam diretamente na presença de pragas. Os agricultores podem monitorar a temperatura e umidade para prever picos de pragas e tomar medidas preventivas.</p>
<p>Também é possível observar alguns sinais de pragas, como folhas danificadas, frutas roídas ou galhos murchos.</p>
<p>Também é preciso monitorar as quantidades de predadores naturais a pragas. O aumento da presença de inimigos pode ajudar a controlar as pragas.</p>
<h4>Controle Biológico</h4>
<p>Muitas espécies de insetos se alimentam de pragas, e a inserção desses insetos na área da agricultura pode evitar o uso de insumos químicos. Por exemplo, as joaninhas são predadoras naturais de pulgões.</p>
<p>Em alguns casos, inimigos naturais podem ser criados em laboratório e liberados em áreas afetadas por pragas. Isso é conhecido como liberação de inimigos naturais e é uma estratégia eficaz para o controle de pragas em cultivos.</p>
<p>Algumas plantas são mais naturalmente resistentes a pragas e isso pode evitar a necessidade do controle.</p>
<p>A rotação de culturas é uma prática agrícola que envolve o cultivo de diferentes plantas em diferentes temporadas. Isso pode ajudar a interromper o ciclo de vida de pragas e reduzir sua presença.</p>
<h4>Controle Cultural</h4>
<p>Práticas de preparo do solo, como aração e gradagem, podem enterrar pragas de solo e interromper seu ciclo de vida. Isso é particularmente eficaz para pragas que passam parte de seu ciclo de vida no solo.</p>
<h4>Uso de Plantas Repelentes</h4>
<p>Algumas plantas, devido ao seu cheiro ou substâncias liberadas, têm a capacidade de afastar pragas. Por exemplo, o alho e a cebola são plantas conhecidas por suas propriedades repelentes. O odor ou as substâncias químicas liberadas por essas plantas podem afastar insetos prejudiciais, como pulgões e ácaros.</p>
<p>Algumas plantas repelentes também atraem inimigos naturais das pragas, como joaninhas e vespas parasitóides.</p>
<h4>Técnicas de Controle Físico</h4>
<p>A instalação de barreiras físicas é uma técnica eficaz. Isso pode incluir o uso de telas, redes ou mantas que cobrem as plantas para evitar a entrada de pragas.</p>
<p>A limpeza e remoção de resíduos agrícolas também são essenciais para eliminar possíveis abrigos e fontes de alimento para pragas.</p>
<p>Em situações de infestação localizada, a eliminação manual de pragas, como a coleta de insetos à mão, pode ser uma técnica eficaz e sustentável.</p>
<p>Muitas pragas se desenvolvem em ambientes de muita umidade. Técnicas de irrigação como gotejamento podem reduzir a umidade e afastar pragas.</p>
<h4>Aplicação de produtos naturais</h4>
<p>Muitas plantas contêm compostos que têm propriedades inseticidas naturais. Extratos de plantas como neem, piretro e sabugueiro são usados para criar produtos que combatem pragas de forma eficaz.</p>
<p>Extratos de alho e cebola são utilizados para repelir pragas.</p>
<h4>Desenvolvimento de Cultivares Resistentes</h4>
<p>Algumas espécies de plantas são naturalmente resistentes a pragas.</p>
<p>A hibridização envolve o cruzamento controlado de duas variedades de plantas diferentes para criar descendentes com características desejadas, como resistência a pragas. Esse processo permite combinar características de diferentes variedades para criar plantas mais resistentes.</p>
<p>Algumas espécies de pragas podem desenvolver resistência a plantas que até então eram naturalmente resistentes a pragas, o que pode gerar a necessidade de adaptação.</p>
<p>Agricultores e profissionais agrícolas precisam ser treinados em como plantar, cuidar e manter as variedades resistentes. A má gestão pode prejudicar a eficácia da resistência.</p>
<h4>Educação e Treinamento de Agricultores</h4>
<p>A educação dos agricultores ajuda a tomada de decisões assertivas. Eles aprendem a avaliar a gravidade do ataque de pragas e a escolher métodos de intervenção apropriados.</p>
<p>Os agricultores são treinados para adotar práticas preventivas, como rotação de culturas, seleção de variedades resistentes e otimização de condições de cultivo que reduzam o risco de infestação por pragas.</p>
<h4>Benefícios Econômicos e Ambientais</h4>
<p>O MIP resulta em economia de dinheiro para os agricultores, pois reduz a necessidade de insumos químicos caros.</p>
<p>A gestão eficaz de pragas pode levar a colheitas mais abundantes e ao aumento da produtividade agrícola.</p>
<p>Em todo o mundo, consumidores estão buscando alimentos cultivados de forma sustentável. Isso representa um maior mercado para esses agricultores.</p>
<h4>Desafios do Manejo Integrado de Pragas</h4>
<p>O MIP é um sistema complexo que envolve muitos fatores, como identificação de pragas, monitoramento, tomada de decisão e implementação de várias estratégias de controle. Isso pode ser desafiador para os agricultores e requer treinamento adequado.</p>
<p>A eficácia do MIP depende de um monitoramento constante das pragas e de seus inimigos naturais. Isso pode ser intensivo em termos de tempo e recursos.</p>
<p>A implementação do MIP pode exigir custos iniciais, como treinamento, equipamento de monitoramento e educação dos agricultores. Esses custos podem ser vistos como uma barreira.</p>
<p>As condições climáticas podem atrapalhar o MIP. Secas e chuvas intensas podem criar desafios adicionais.</p>
<p>Fonte: <a href="https://blog.cicloorganico.com.br/hortas-e-jardins/colheitas-protegidas-a-revolucao-do-manejo-integrado-de-pragas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Blog Ciclo Orgânico</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como fazer um sistema agroflorestal sintrópico sem irrigação</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-fazer-um-sistema-agroflorestal-sintropico-sem-irrigacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Oct 2023 18:05:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Começou a primavera! E, por aqui, a primavera vem com muito trabalho. É hora de por a mão na massa — ou melhor, na terra — e suar a camisa com muitos plantios. O objetivo é abrir duas novas áreas de SAF (a terceira e a quarta área de agrofloresta aqui de casa). Esse é &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/como-fazer-um-sistema-agroflorestal-sintropico-sem-irrigacao/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Como fazer um sistema agroflorestal sintrópico sem irrigação"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Começou a primavera! E, por aqui, a primavera vem com muito trabalho. É hora de por a mão na massa — ou melhor, na terra — e suar a camisa com muitos plantios. O objetivo é abrir duas novas áreas de SAF (a terceira e a quarta área de agrofloresta aqui de casa).</p>
<p>Esse é o vídeo desse plantio:</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Agrofloresta Sintrópica-Preparando canteiros agroflorestais sintrópicos, plantio de uma nova área" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/7EuzQcueuSA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<h4>Sistema Agroflorestal Sintrópico com frutas e roça sem irrigação</h4>
<p>A minha área de Agrofloresta não tem irrigação. Por isso, o início da primavera é tão importante. Aqui no Sudeste é quando as chuvas se tornam mais regulares e é possível fazer alguns plantios anuais de &#8220;safra&#8221;.</p>
<p>Normalmente, costumamos chamar esse tipo de plantio de &#8220;roça&#8221;. Ele se diferencia de um plantio de horta pois o foco é em espécies mais resistentes, de ciclo um pouco mais longo, e não em hortaliças — que são mais frágeis e de ciclo curto.</p>
<p>Para o plantio de roça entram várias espécies como, por exemplo, a mandioca, milho, feijão, inhame, batata doce, soja, girassol, cana-de-açucar, entre outras. Mas, como aqui é agrofloresta, as árvores entram na jogada também.</p>
<p>Agrofloresta não tem receita, mas tem algumas dicas que podem ajudar, e a ideia aqui é dividir um pouco dos meus desafios e objetivos nessa área.</p>
<p>Para começar, um dos meus focos esse ano é o feijão. Ano passado, plantei bastante feijão e foi um sucesso. Garantimos nossa alimentação de feijão por uns 6 meses. Esse ano quero plantar feijão pro ano inteiro.</p>
<p>Outro foco nesse plantio é estabelecer árvores frutíferas, e estou investindo em cítricas e macadâmia. A escolha dessas duas tem dois motivos principais: um é eu pessoalmente gostar dos frutos; o outro é por que já temos pés no sítio que se adaptaram bem a região e produzem bem.</p>
<p>Então, nessa área, o plantio foi organizado da seguinte forma:</p>
<p>Canteiros de 80 cm intercalando as culturas e, a cada 3 canteiros, uma linha de árvore.</p>
<p>O plano era esse:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21530 alignnone" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/plantio.webp" alt="" width="338" height="295" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/plantio.webp 338w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/plantio-258x225.webp 258w" sizes="auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px" /></p>
<p>O plantio ficou assim:</p>
<ul>
<li><strong>Linha 1:</strong> Feijão na lateral do canteiro (a cada 25 cm) e mandioca no meio (a cada 1 metro).</li>
<li><strong>Linha 2:</strong> Feijão na lateral do canteiro (a cada 25 cm) e milho no meio (a cada 50 cm).</li>
<li><strong>Linha 3:</strong> Feijão na lateral do canteiro (a cada 25 cm) e milho e mandioca intercalados – 2 de milho (a cada 50cm) e uma de mandioca (a cada 1 metro).</li>
<li><strong>Linha 4:</strong> Árvores – Feijão na lateral, milho, feijão guandu e crotalária entre mudas.</li>
<li><strong>Linha 5:</strong> Soja</li>
<li><strong>Linha 6:</strong> Cenoura nas laterais e mamão (a cada 2 metros). A cada 2 metros, sementes de árvores Flamboyanzinho e Pata de Vaca intercalando. O Flamboyanzinho e a Pata de Vaca tem como objetivo a diversidade e matéria orgânica. Ambos são leguminosas que também contribuem para o nitrogênio no solo.</li>
<li><strong>Linha 7:</strong> Feijão na lateral do canteiro (a cada 25 cm) e milho no meio (a cada 50 cm).</li>
<li><strong>Linha 8:</strong> Árvores – Feijão na lateral, milho, feijão guandu e crotalária entre mudas.</li>
<li><strong>Linha 9:</strong> Feijão na lateral do canteiro (a cada 25 cm) e milho no meio (a cada 50 cm).</li>
</ul>
<p>E assim por diante.</p>
<p>Outra linha que também vai entrar é batata doce sozinha, em um canteiro.</p>
<p>A Linha 4 e 5 são novos testes. Nunca plantei essas variedades dessa forma e quero ver como se adaptam nesse sistema.</p>
<h4>Linha de Árvores</h4>
<p>As minhas linhas de árvore foram desenhadas assim:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21531" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Linhas.webp" alt="" width="1024" height="79" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Linhas.webp 1024w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Linhas-300x23.webp 300w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Linhas-768x59.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px" /></p>
<p>Houve algumas mudanças na hora do plantio, principalmente porque eu não tinha as mudas de eucalipto e cedro australiano que queria colocar. Então, para as emergentes usei: Gonçalo Alves, Jequitiba, Figueira e Araucária. O Eucalipto funciona bem no sistema Agroflorestal porque ele cresce rápido, sombreando rapidamente as mudas de estratos mais baixos. E fornece muita matéria orgânica. Mas é preciso podas constantes.</p>
<p>Na linha de árvore vão duas linhas de feijão na lateral, que são super importantes para ocupar o solo. Nesse primeiro momento, entre as mudas, coloquei milho, feijão guandu e crotálaria. Outra opção aqui seria o inhame.</p>
<p>Agora é ver brotar e esperar a colheita.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21532" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Canteiros1.webp" alt="" width="1009" height="1024" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Canteiros1.webp 1009w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Canteiros1-222x225.webp 222w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Canteiros1-768x779.webp 768w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Canteiros1-100x100.webp 100w" sizes="auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px" /></p>
<p>Três semanas depois do plantio, o feijão já brotou e as árvores estão bem.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-21533" src="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Canteiros2.webp" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Canteiros2.webp 1024w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Canteiros2-300x225.webp 300w, https://www.ecoagri.com.br/web/wp-content/uploads/SAF-Canteiros2-768x576.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px" /></p>
<p><a href="http://quintalflorestal.com.br/meus-novos-canteiros-agroflorestais/" target="_blank" rel="noopener">Quer ver o como estruturei os canteiros do SAF2?</a></p>
<p>Bora plantar!</p>
<p>Fonte: <a href="https://quintalflorestal.com.br/como-fazer-um-sistema-agroflorestal-sintropico-sem-irrigacao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Quintal Florestal</strong></a></p>
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		<item>
		<title>Agrofloresta: manejo da linha de árvore</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agrofloresta-manejo-da-linha-de-arvore/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2023 21:46:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
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					<description><![CDATA[Poda dos eucaliptos Já estava passando da hora de podar os eucaliptos. Nas duas áreas iniciais de agrofloresta, SAF1 e SAF2, temos diversos eucaliptos — tanto para matéria orgânica, quanto para madeira. Na área 1, havíamos podado a cabeça dos eucaliptos no meio do ano passado, com uma altura média de uns 5 metros. Na &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agrofloresta-manejo-da-linha-de-arvore/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agrofloresta: manejo da linha de árvore"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Poda dos eucaliptos</h4>
<p>Já estava passando da hora de podar os eucaliptos. Nas duas áreas iniciais de agrofloresta, SAF1 e SAF2, temos diversos eucaliptos — tanto para matéria orgânica, quanto para madeira.</p>
<p>Na área 1, havíamos podado a cabeça dos eucaliptos no meio do ano passado, com uma altura média de uns 5 metros.</p>
<p>Na área 2, alguns eucaliptos já estavam passando de 7 metros e optamos por cortar mais alto, perto de 6 metros.</p>
<p>Na roça, uma das dificuldades é medir. Mas fizemos umas boas estimativas.</p>
<p>Essa poda é muito importante para aumentar a entrada de luz, regenerar o ambiente e liberar matéria orgânica.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Agrofloresta, manejo da linha de árvore, poda eucalipto e colheita de açafrão" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/b7jA6JvwNc8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Nosso foco nesta área não é necessariamente o eucalipto, mas ele está ali para contribuir com o sistema.</p>
<h4>Colheita do Açafrão</h4>
<p>Nas linhas de árvore, temos também diversos pés de açafrão e, nessa época — outono/inverno — é hora de começar a colheita.</p>
<p>Um indicador do ponto de colheita do açafrão é quando as folhas ficam amarelas e secam.</p>
<p>Os rizomas são um santo remédio, antibiótico e antiinflamatório. Vamos cortar em tiras e colocar para secar no desidratador. Depois, ele passa no processador para virar pó.</p>
<p>Com o açafrão em pó, costumamos fazer o melhor remédio para gripe: uma colher de chá de açafrão, meia colher de pimenta do reino e uma colher de mel. Mistura-se e toma-se aos primeiro sintomas.</p>
<p>A pimenta do reino melhora a absorção das propriedades do açafrão, o mel ajuda a ficar mais fácil de comer e dá seu toque com suas propriedades.</p>
<p>Fonte: <a href="https://quintalflorestal.com.br/agrofloresta-manejo-da-linha-de-arvore/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Quintal Florestal</strong></a></p>
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		<item>
		<title>Como fazer canteiros de horta no estilo de agrofloresta</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-fazer-canteiros-de-horta-no-estilo-de-agrofloresta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 21:38:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[Unir canteiros de horta com agrofloresta é uma ótima opção. Criar as árvores de ciclo mais longo dentro do canteiro da horta, enquanto você colhe hortaliças, costuma dar muito certo. As plantas se ajudam. E com a exigência nutricional e de água das hortaliças você aproveita, água e adubação. No vídeo abaixo, mostramos o trabalho &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/como-fazer-canteiros-de-horta-no-estilo-de-agrofloresta/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Como fazer canteiros de horta no estilo de agrofloresta"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Unir canteiros de horta com agrofloresta é uma ótima opção. Criar as árvores de ciclo mais longo dentro do canteiro da horta, enquanto você colhe hortaliças, costuma dar muito certo. As plantas se ajudam. E com a exigência nutricional e de água das hortaliças você aproveita, água e adubação.</p>
<p>No vídeo abaixo, mostramos o trabalho de incorporar as técnicas no canteiro da horta.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Horta orgânica estilo agrofloresta canteiro de alface,rúcula, couve flor e brócolis.Colheita Inhame" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/M8eKrsmLNk0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<h4>Técnicas da Agricultura Sintrópica</h4>
<p>As duas técnicas chave que uso nos canteiros, é usar o pseudocaule da bananeira para fazer cobertura de matéria orgânica e a sucessão e estratos.</p>
<p>Pensar na sucessão tempo e espaço também é possível no canteiro da horta.</p>
<p>Por exemplo: podemos considerar quais hortaliças são estrato baixo, médio e alto. Assim com em uma linha de árvore.</p>
<p>Acredito que isso é um dos conceitos chaves para entender o plantio Agroflorestal Sintrópico. Entender que um Milho e um Eucalipto são do Estrato emergente, e ao mesmo tempo uma acerola, uma couve, uma mandioca e uma beringela são estrato alto, sendo que a diferença é o tempo successional que elas ocupam.</p>
<p>Ou seja, quando a acerola está grande não cabe a couve, e quando o Eucalipto está grande não cabe o milho, por exemplo.</p>
<p>Os canteiros de horta, são um grande aprendizado. Com o crescimento mais rápido, é muito legal para entender a sucessão.</p>
<p>Entender que uma rúcula sai em 30 dias para o alface ter seu espaço. Sendo que elas podem estar bem perto. Me ajuda entender a mesma lógica que vai acontecer na linha de árvore, quando o mogno africano crescer o Eucalipto tem que sair por exemplo.</p>
<p>Fonte: <a href="https://quintalflorestal.com.br/como-fazer-canteiros-de-horta-no-estilo-de-agrofloresta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Quintal Florestal</strong></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Agrofloresta x Agricultura Sintrópica x Permacultura x Orgânicos</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agrofloresta-x-agricultura-sintropica-x-permacultura-x-organicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Sep 2023 13:29:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Produtos orgânicos]]></category>
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					<description><![CDATA[Agroecologia, Permacultura, Agrofloresta, Agricultura Sintrópica, Orgânicos… É fácil se perder em meio a tantos conceitos e propostas. Mas e ai, o que é cada um? Começando pela Agrofloresta O conceito de agrofloresta já está aqui pelo Brasil desde dos anos 80. O conceito evolui da proposta de Agrossilvicultura, onde espécies lenhosas são cultivadas em consórcio &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agrofloresta-x-agricultura-sintropica-x-permacultura-x-organicos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agrofloresta x Agricultura Sintrópica x Permacultura x Orgânicos"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Agroecologia, Permacultura, Agrofloresta, Agricultura Sintrópica, Orgânicos…</p>
<p>É fácil se perder em meio a tantos conceitos e propostas. Mas e ai, o que é cada um?</p>
<h4>Começando pela Agrofloresta</h4>
<p>O conceito de agrofloresta já está aqui pelo Brasil desde dos anos 80. O conceito evolui da proposta de Agrossilvicultura, onde espécies lenhosas são cultivadas em consórcio com espécies herbáceas e anuais, então basicamente a idéia surge da possibilidade de consórcio de árvores, plantadas para madeira, e herbáceas para alimentação ou pasto.</p>
<p>Na publicação da Embrapa “Sistemas Agroflorestais: Conceitos e Aplicações” por Vera Lex Engel dá para ter uma idéia, nessa publicação tem uma conceituação legal para quem quiser se aprofundar.</p>
<p>Partindo daí vemos a necessidade de evolução do conceito do Ernst Gostch, quando ele aborda seu método como Agricultura Sintrópica sendo diferente de Agrofloresta, ou seja, qualquer produção de madeira atrelada com herbáceas já estariam englobadas no termo Agrofloresta, sendo assim se eu plantasse Eucalipto consorciado com milho e feijão por exemplo eu já estaria fazendo “Agrofloresta”, muito diferente da Agricultura Sintrópica.</p>
<h4>Agricultura Sintrópica</h4>
<p>A Agricultura Sintrópica, conceito apresentado pelo Ernst Gotsch, mais do que um simples consórcio entre madeira e herbáceas é baseado na Sintropia,</p>
<p>“O princípio da Sintropia (ao qual a entropia está intimamente ligada, dentro de cada sistema do universo, até mesmo os cibernéticos, vivos ou não) faz com que sua existência seja preservada apesar da entropia nesse mesmo sistema. É um processo que opõe-se à perda de energia, e desorganização através de uma injeção de novas energias geradas a partir deste mesmo processo ou de outros, de fora do sistema, e muitas vezes energia inútil nestes. “-Wikipedia</p>
<p>Sendo assim o sistema Sintrópico já é pensado para ser organizado e estabelecer ganho energético.</p>
<p>Na prática é a busca por um sistema em equilíbrio onde todas as espécies tem seu papel. O Eucalipto não está ali apenas para a produção de madeira, ele irá gerar matéria orgânica que vai adubar o solo, descompactar e buscar nutrientes em outras camadas para devolver ao solo na parte superior, e fazer parte de um sistema de interação entre espécies.</p>
<p>Na Agricultura Sintrópica quem gerencia o sistema está constantemente buscando uma sucessão biodiversa acelerando os processos e buscando uma floresta produtiva. De maneira geral a Agricultura Sintrópica é uma Agrofloresta, mas nem toda Agrofloresta é Sintrópica. A Agrofloresta pode estar pautada em propostas tradicionais de aplicações de venenos, herbicídas sendo apenas uma possibilidade de consorcio agrícola.</p>
<h4>Permacultura</h4>
<p>A Permacultura é um conceito que nasceu na Austrália desenvolvida por Bill Mollison e David Holmgren. O nome tem origem na união das duas palavras Permanente e Agricultura.</p>
<p>Uma Agricultura Permanente, a Permacultura tem como uma das suas principais bases o design de ambientes sustentáveis como Bill Mollinson descreveu:</p>
<p>“Permacultura é um sistema de design para a criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos em equilíbrio e harmonia com a natureza.”</p>
<p>A Permacultura abrange diversos conceitos, e vai desde a ocupação de um terreno, a criação de lagos artificiais para a fertirrigação.</p>
<h4>Orgânicos</h4>
<p>Ahh os orgânicos! com selos bonitos e chamando a atenção nas gôndolas de supermercados.</p>
<p>Entre os conceitos aqui apresentados talvez o mais simples, orgânico, apenas aceita a aplicação do que organicamente foi retirado, extraído ou gerado.</p>
<p>Há muitas exigências das certificadoras, e para ter aquele selinho no produto existe uma enorme lista do que tem que ser feito.</p>
<p>Sempre bom lembrar que o orgânico não é sinônimo de sustentável. O orgânico de certo está na minha lista do menos pior. Ele não recebeu agrotóxico nem adubo químico, porém isso não é tudo no meu modo de ver, acredito na Agricultura Sintrópica e na Permacultura onde a idéia e estarmos permanentemente no local, produzindo de forma sadia com o mínimo possível de elementos externos. Mas e o orgânico?</p>
<p>Não acho a simplicidade do orgânico suficiente para uma mudança de consciência e de forma de produção. O orgânico muitas vezes apenas muda o pacote da agricultura tradicional para um pacote tradicional com insumos orgânicos. A lógica de produção, extrativista sem preocupação com o solo continua mas com insumos orgânicos.</p>
<p>Por Pedro Savério Penna.</p>
<p>Fonte: <a href="https://quintalflorestal.com.br/agrofloresta-x-agricultura-sintropica-x-permacultura-x-organicos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Quintal Florestal</strong></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Agricultura sintrópica nos empreendimentos imobiliários?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-nos-empreendimentos-imobiliarios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2023 13:16:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[A agricultura sintrópica é uma das melhores maneiras de se praticar o reflorestamento no planeta, atualmente. Para quem acha que esse assunto não combina com o mercado imobiliário, fique sabendo que já há iniciativas da utilização dessa técnica em empreendimentos do ramo, unindo dois universos que, a princípio, são extremamente diferentes. Esse método foi trazido &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-nos-empreendimentos-imobiliarios/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agricultura sintrópica nos empreendimentos imobiliários?"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A agricultura sintrópica é uma das melhores maneiras de se praticar o reflorestamento no planeta, atualmente. Para quem acha que esse assunto não combina com o mercado imobiliário, fique sabendo que já há iniciativas da utilização dessa técnica em empreendimentos do ramo, unindo dois universos que, a princípio, são extremamente diferentes.</p>
<p>Esse método foi trazido ao Brasil por um suíço, Ernst Götsch, um pesquisador que chegou a comprar terras no estado da Bahia e recuperou-as utilizando a agricultura sintrópica. Assim como diz o seu nome, ele é baseado na sintropia, que prega a organização, integração, equilíbrio e preservação de energia no ambiente.</p>
<p>Saiba que é possível utilizar a agricultura sintrópica não somente para recuperar e preservar o solo, mas também para cultivar algo que seja interessante comercialmente, que são os alimentos que consumimos no dia a dia.</p>
<p>Para que você saiba como isso pode ser usado nos empreendimentos imobiliários, continue acompanhando o restante do texto para compreender melhor sobre a sua importância, bem como as suas vantagens e integração com o mercado imobiliário!</p>
<h4>Qual é a importância da agricultura sintrópica?</h4>
<p>Muitos questionam sobre qual é a importância de utilizar essa técnica nos dias de hoje. Para contextualizar esse questionamento, trago aqui uma preocupação atual, que é a de cultivar alimentos sem devastar o solo e preservar toda a natureza de uma dada região.</p>
<p>Com a agricultura sintrópica isso é mais que possível, visto que ela utiliza somente recursos do próprio meio ambiente, ou seja, não há o uso de agrotóxicos, por exemplo. Aliás, muitos agricultores que praticam a técnica preferem não irrigar a plantação, pois, dessa forma, o equilíbrio é alcançado de forma natural.</p>
<p>Desse modo, cabe apenas estudar quais são as particularidades do solo para decidir o que deve ser plantado ali. Assim, será possível escolher uma diversidade de sementes que serão semeadas e começar a plantar de modo que, quando crescerem, o próprio ecossistema oferecerá luz, nutrientes, umidade e outros recursos que atendem às suas necessidades.</p>
<p>É esse equilíbrio que faz com que o espaço seja aproveitado de forma muito mais inteligente, além de fornecer uma rentabilização melhor para a atividade.</p>
<h4>Quais são as vantagens da agricultura sintrópica?</h4>
<p>De cara, você já deve ter percebido inúmeras vantagens ao utilizar a agricultura sintrópica, certo? Para facilitar, criei uma lista reunindo as principais delas. Veja só!</p>
<p><strong>Aumento da biodiversidade</strong><br />
A adesão da agricultura sintrópica faz com que haja o aumento da biodiversidade, visto que, logo de cara, estimula-se o estudo do que pode ser plantado no solo e, partindo para a ação, em que uma variedade de plantas e alimentos são plantadas e estimuladas a crescerem juntas, cria-se um ambiente em que ocorre esse aumento de biodiversidade.</p>
<p>Quando o assunto é reflorestamento e agrofloresta, a agricultura sintrópica é uma das melhores práticas, já que é um estímulo a ter uma variedade maior de alimentos e plantas, fortalecendo a natureza do local.</p>
<p><strong>Recuperação de áreas degradadas</strong><br />
Outra vantagem relevante é a recuperação de áreas degradadas, principalmente pela técnica ajudar para que esse trabalho no solo seja muito mais rápido. Afinal, quando aplicada corretamente, haverá uma maior retenção de água no solo, além de uma geração de oxigênio bem mais eficiente.</p>
<p>Além disso, todo esse tratamento de acúmulo de energia favorece uma menor utilização de combustíveis fósseis na geração de alimentos. Dessa maneira, é possível transformar o carbono que há nos vegetais, por meio de fungos e bactérias, nos nutrientes e na matéria orgânica, recuperando o solo degradado.</p>
<p><strong>Produtos de maior qualidade</strong><br />
Uma das grandes consequências de utilizar a agricultura sintrópica está na produção de itens com maior qualidade. Afinal, um solo com mais nutrientes, com um ambiente em que há uma ajuda mútua entre as plantas, não poderia fornecer outro tipo de resultado, não é mesmo?</p>
<p>Mas, o grande ganho está na ausência da necessidade da utilização de agrotóxicos e outros produtos químicos que empobrecem a qualidade dos alimentos. Ou seja, a agricultura sintrópica é boa para a natureza, para quem está plantando e, também, para quem vai usufruir do alimento que ela oferece.</p>
<p><strong>Controle de pragas e doenças</strong><br />
Por fim, trazemos aqui que é possível controlar pragas e doenças com a agricultura sintrópica, sem precisar recorrer aos agrotóxicos. Isso é possível justamente pelo fato dessa metodologia trabalhar com o acúmulo de energia e o equilíbrio ecológico.</p>
<p>Ou seja, a própria natureza cria um mecanismo de proteção em que tudo funciona perfeitamente, evitando que algum tipo de praga atinja aquela produção de alimentos.</p>
<p>Como utilizar a agricultura sintrópica nos empreendimentos imobiliários?<br />
Hoje, já existe um olhar mais atento do mercado imobiliário em relação à preservação do meio ambiente e todo o seu ecossistema. Já existem algumas iniciativas que mostram que essas duas áreas podem caminhar juntas e em perfeita sinergia.</p>
<p>Podemos citar como exemplo, o <strong><a href="https://www.aredacao.com.br/imoveis/105133/primeira-agrofloresta-em-condominio-do-pais-e-lancada-em-goiania" target="_blank" rel="noopener">Parque Cultural Florata</a></strong>, que faz parte da área de um condomínio em Goiânia. O parque utiliza as técnicas da agricultura sintrópica para ajudar na recuperação da área e proporcionar uma qualidade de vida melhor para os moradores do condomínio.</p>
<p>Outro exemplo é o condomínio <a href="https://revistaconstrua.com.br/noticias/imoveis/sustentabilidade-e-economia-nos-empreendimentos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Cenário da Montanha</strong></a> em Itaipava, região Serrana do Rio de Janeiro. Ao utilizar a agricultura sintrópica, a equipe do projeto garantirá que o solo será preservado, bem como as espécies da flora local!</p>
<p>Além disso, a ideia é que seja reflorestada uma área seis vezes maior do que é exigido por lei. Isso mostra que há sim uma preocupação do mercado imobiliário com o meio ambiente por meio de iniciativas como essa.</p>
<p>Deu para perceber que a agricultura sintrópica pode ser uma excelente aliada aos desafios que temos atualmente, certo? Espera-se que em um futuro muito próximo, essa e outras práticas sejam cada vez mais comuns não só no mercado imobiliário, mas em todas as indústrias que estão ligadas à urbanização.</p>
<p>Fonte: <a href="https://blog.rio8.com.br/agricultura-sintropica-nos-empreendimentos-imobiliarios/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Blog Rio8</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agricultura Sintrópica: produzir e recuperar</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-produzir-e-recuperar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2023 13:10:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Ernst Götsch]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.ecoagri.com.br/?p=21484</guid>

					<description><![CDATA[Algumas vezes certos temas importantes e sub-explorados atingem uma parcela ampla e heterogênea da população através de programas de televisão aos quais, normalmente, não se atribui a função de informar, ganhando espaço no senso comum. Não é diferente com temáticas científicas. É o que acontece, atualmente, com o conceito de Agricultura Sintrópica. Apesar de essencial &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agricultura-sintropica-produzir-e-recuperar/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agricultura Sintrópica: produzir e recuperar"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas vezes certos temas importantes e sub-explorados atingem uma parcela ampla e heterogênea da população através de programas de televisão aos quais, normalmente, não se atribui a função de informar, ganhando espaço no senso comum. Não é diferente com temáticas científicas. É o que acontece, atualmente, com o conceito de Agricultura Sintrópica.</p>
<p>Apesar de essencial e urgente, a discussão sobre a sustentabilidade na agricultura acaba se restringindo bastante ao âmbito acadêmico ou de organizações e movimentos ambientalistas. A presença deste tema no horário nobre da televisão é, portanto, digna de nota.</p>
<h3>Mas, afinal, o que é Agricultura Sintrópica?</h3>
<p>A Agricultura Sintrópica é um modo de produção agrícola que trabalha em total comunhão e sintonia com a natureza e seus recursos. A ideia está fundamentada no conceito de sintropia, que diz respeito ao grau de organização interna de um determinado sistema, seja ele um sistema agrícola, um organismo vivo ou mesmo uma empresa ou organização, por exemplo. No tocante a proposta, aumentando-se o grau de complexificação de um sistema agrícola – com um número grande de plantas, pequenos invertebrados, micro-organismos do solo -, se atinge um arranjo interno adequado à manutenção da produção agrícola. Isso seria possível graças ao processo de sucessão ecológica.</p>
<p>Como se pode deduzir, é uma proposta oposta (e crítica) à monocultura.</p>
<p>Criada no Brasil pelo pesquisador imigrante suíço Ernst Götsch, as técnicas de manejo da Agricultura Sintrópica dispensam o uso de qualquer agroquímico, seja ele um fertilizante ou biocida. Se implementado de maneira correta, o sistema deixa de exigir até mesmo a aplicação de adubos orgânicos externos e irrigação. A ideia é diminuir o aporte de qualquer insumo externo ao sistema, como o próprio Ernst explica no vídeo abaixo:</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Agenda Gotsch Trailer" src="https://player.vimeo.com/video/56463668?dnt=1&amp;app_id=122963" width="525" height="295" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></div>
<p>Além de produzir uma ampla variedade de plantas alimentícias, como frutas, hortaliças, tubérculos, grãos e cereais, a correta implementação dos sistemas agroflorestais baseados na sintropia permite não apenas a manutenção dos recursos naturais adjacentes, mas também a recuperação do solo, o restabelecimento progressivo da biodiversidade na propriedade e até mesmo o ressurgimento de nascentes de água.</p>
<p>Por esses e outros motivos, a produção agrícola guiada pelos preceitos da Agricultura Sintrópica pode ser uma alternativa bastante viável para suprir a demanda por alimentos sem destruir ou prejudicar a biodiversidade e, mais do que isso, recuperando-a.</p>
<p>Para saber mais, vale a pena assistir aos vídeos produzidos pelo <a href="http://agendagotsch.com/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Projeto Agenda Götsch</strong></a>.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.blogs.unicamp.br/cienciaemsi/2016/06/30/agricultura-sintropica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Ciência em si</strong></a></p>
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			</item>
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		<title>7 Problemas mais comuns em minhocários e como resolve-los!</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/7-problemas-mais-comuns-em-minhocarios-e-como-resolve-los/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Sep 2023 13:06:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[1. Seu minhocário está muito unido e com cheiro forte? É um sinal que seu minhocário está com muitos resíduos orgânicos e pouca matéria seca, quando isso acontece, a matéria orgânica fica muito compactada e o oxigênio não entra nos espaços vazios e é isso que produz os gases que dão um cheiro ruim! 🙁 &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/7-problemas-mais-comuns-em-minhocarios-e-como-resolve-los/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "7 Problemas mais comuns em minhocários e como resolve-los!"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>1. Seu minhocário está muito unido e com cheiro forte?</h3>
<p>É um sinal que seu minhocário está com muitos resíduos orgânicos e pouca matéria seca, quando isso acontece, a matéria orgânica fica muito compactada e o oxigênio não entra nos espaços vazios e é isso que produz os gases que dão um cheiro ruim! <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/16.0.1/72x72/1f641.png" alt="🙁" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>O segredo é adicionar mais matéria seca: serragem, folhas secas, papel picado (sem tinta) ou até mesmo a fibra de coco, e misturar bem com os resíduos e cobri-los, mas atenção para não colocar demais e deixa-lo excessivamente seco, as minhocas precisam de umidade para sobreviverem.</p>
<h3>2. Como parar de atrair as mosquinhas de banana?</h3>
<p>A drosophila, mais conhecida como mosquinha das frutas se alimentam de leveduras presentes em frutas em decomposição e por isso o seu minhocário é um prato cheio para elas e apesar de não apresentarem um risco a nossa saúde podem ser um grande incomodo em casa.</p>
<p>O primeiro passo para se livrar delas, é garantir que você colocou matéria seca em boa quantidade no seu minhocário, você também pode cobrir os resíduos com duas folhas de papel ou jornal (de preferência a parte preta e branca) de forma que nenhuma casca fique exposta e assim ela não consiga se alimentar dos seus resíduos.</p>
<p>Outra dica é fazer um spray de capim limão (essencial de capim limão diluída em água) e borrifar sempre que achar necessário!</p>
<h3>3. Encontrou larvas no seu minhocário?</h3>
<p>Não entre em pânico, é um problema relativamente frequente, mas simples de se resolver! Não é incomum encontrarmos as larvas da mosca soldado em minhocarios que estão extremamente úmidos, as larvas são ótimas para a compostagem, mas geralmente causam repulsa e muitas vezes elas conseguem sair do minhocário.</p>
<p>O segredo está em diminuir a umidade colocando mais matéria seca e uma boa cobertura. Quando isso acontecer, vale a pena parar de alimentar seu minhocário por alguns dias até que a infestação esteja controlada. Você também pode espalhar 2 colheres de sopa de açafrão ou neem em pó, que ajudam a evitar as larvas.</p>
<h3>4. Nada parece estar acontecendo na sua compostagem?</h3>
<p>Você tem alimentado regularmente o seu minhocário, mas tem percebido que os resíduos parecem continuar intactos e não estão se decompondo? Isso provavelmente é o problema oposto dos 3 primeiros casos, seu minhocário está muito seco.</p>
<p>Com a falta de umidade, a atividade das minhocas e dos microrganismos reduz bastante e temos a impressão que os resíduos não estão se transformando em húmus. Nesse caso, o ideal é borrifar água ou até mesmo colocar mais resíduos orgânicos. Muitas fezes os fungos são ótimos indicadores de que sua compostagem precisa de mais umidade.</p>
<h3>5. Minhas caixas estão todas cheias, e agora?</h3>
<p>Talvez o seu minhocário seja pequeno para a quantidade de resíduos que você gera, nesse caso você consegue adicionar mais um andar “caixa digestora” nele, iniciar um segundo minhocário ou fazer a assinatura de um dos nossos planos de coleta domiciliar dos resíduos orgânicos.</p>
<p>Ou o seu processo de compostagem está muito lento, em média, são 90 dias para que você consiga um bom húmus, mas a falta de umidade ou o excesso dela podem atrasar bastante o processo.</p>
<p>Caso o seu húmus mais antigo já esteja com o aspecto de terra, sem cheiro e você não consiga mais identificar os resíduos, é um sinal que ele já está estabilizado e você pode deixar que ele termine de se decompor no seu jardim, assim você consegue esvaziar mais uma caixa e voltar a alimentá-la.</p>
<h3>6. Estou sem matéria seca! O que fazer?</h3>
<p>Ter um bom estoque de matéria seca é essencial para não ter imprevistos, mas as vezes acontece e na emergência você pode alimentar suas minhocas papel picado (papel de pão, jornal preto e branco ou papelão sem tinta!) ou você consegue comprar a serragem pelo nosso site, que a gente te entrega em no máximo 3 dias úteis!</p>
<h3>7. As minhocas estão querendo fugir?</h3>
<p>Em 90% dos casos é o calor que faz com que elas tentem fugir pelas paredes do minhocário, as minhocas californianas sobrevivem em temperaturas entre 12ºC e 24ºC e o nosso clima tropical não ajuda muito nesse caso, por isso o ideal é colocar o seu minhocário no local mais fresco e arejado da casa. Agora em casos extremos de calor, a melhor dica é congelar uma garrafa de água e enterrá-la no seu minhocário, tem um efeito de ar condicionado para elas!</p>
<p>Em outros casos o calor não vem de fora e sim do próprio minhocário, quando os resíduos entram em decomposição ocorre a liberação de calor e normalmente as minhocas vão para um local mais fresco do minhocário, mas quando o minhocário recebe uma quantidade muito grande de resíduos, ele todo fica quente e elas tendem a querer fugir, por isso é importante alimentá-las em pequenas quantidades e com maior frequência, alternando o local onde você colocou os resíduos. Assim seu minhocário ficará sempre com locais mais quentes e outros mais frescos.</p>
<p>Fonte: <a href="https://blog.cicloorganico.com.br/compostagem/7-problemas-mais-comuns-em-minhocarios-e-como-resolve-los/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Blog Ciclo Orgânico</strong></a></p>
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		<title>A dieta das minhocas de minhocário: uma jornada pelo cardápio ideal</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/a-dieta-das-minhocas-de-minhocario-uma-jornada-pelo-cardapio-ideal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Aug 2023 21:20:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Horta urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[As minhocas de minhocário, cientificamente conhecidas como Eisenia fetida ou minhocas vermelhas, são verdadeiras recicladoras naturais. Quando se trata de alimentação, essas pequenas criaturas têm um apetite voraz por resíduos orgânicos, transformando restos de comida em composto valioso para o solo. Vamos explorar em detalhes o cardápio ideal para as minhocas de minhocário e como &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/a-dieta-das-minhocas-de-minhocario-uma-jornada-pelo-cardapio-ideal/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A dieta das minhocas de minhocário: uma jornada pelo cardápio ideal"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As minhocas de minhocário, cientificamente conhecidas como Eisenia fetida ou minhocas vermelhas, são verdadeiras recicladoras naturais. Quando se trata de alimentação, essas pequenas criaturas têm um apetite voraz por resíduos orgânicos, transformando restos de comida em composto valioso para o solo. Vamos explorar em detalhes o cardápio ideal para as minhocas de minhocário e como suas preferências alimentares contribuem para a compostagem eficiente.</p>
<h3>O que as minhocas de minhocário comem</h3>
<ul>
<li><strong>Cascas de frutas e vegetais:</strong> As minhocas adoram cascas de frutas como maçãs, bananas e melancias, além de cascas de vegetais como cenouras, abobrinhas e pepinos. Esses resíduos são ricos em nutrientes e são facilmente quebrados pelas minhocas.</li>
<li><strong>Borras de café e saquinhos de chá:</strong> Borras de café e saquinhos de chá usados são uma adição bem-vinda à dieta das minhocas. Eles fornecem nitrogênio e outros nutrientes essenciais.</li>
<li><strong>Restos de alimentos cítricos em pouca quantidade:</strong> Cascas de cítricos, como limão, cebola e laranja, podem ser oferecidos às minhocas. Evite colocar em grande quantidade.</li>
<li><strong>Casca de ovo:</strong> Casca de ovo triturada é uma ótima fonte de cálcio para as minhocas, ajudando a regular o pH do sistema.</li>
<li><strong>Papel e papelão:</strong> Papel não colorido e papelão podem ser adicionados à dieta das minhocas. Certifique-se de rasgá-los em pedaços pequenos para facilitar a decomposição.</li>
</ul>
<h3>O que evitar</h3>
<ul>
<li><strong>Carne, laticínios e alimentos processados:</strong> Minhocas não digerem bem produtos de origem animal, como carne e laticínios, além de alimentos altamente processados.</li>
<li><strong>Alimentos oleosos ou gordurosos:</strong> Evite alimentos muito gordurosos, pois eles podem causar problemas de decomposição e atrair pragas.</li>
<li><strong>Alimentos condimentados:</strong> Alimentos muito condimentados podem ser desagradáveis para as minhocas e afetar a qualidade do composto.</li>
</ul>
<h3>Dicas para uma Dieta Balanceada</h3>
<p>Uma dieta balanceada é fundamental para o bem-estar das minhocas e para a eficiência do sistema de compostagem. Aqui estão algumas dicas:</p>
<ul>
<li><strong>Variedade:</strong> Ofereça uma variedade de resíduos orgânicos para garantir que as minhocas obtenham uma ampla gama de nutrientes.</li>
<li><strong>Tamanho das partículas:</strong> Triture ou pique os resíduos em pedaços pequenos. Quanto menor o tamanho, mais fácil será para as minhocas processá-los.</li>
<li><strong>Moderação:</strong> Alimente as minhocas de acordo com a taxa em que elas conseguem processar o material. Evite superalimentar, o que pode levar ao acúmulo de resíduos não processados.</li>
</ul>
<p>As minhocas de minhocário têm um apetite saudável por uma variedade de resíduos orgânicos. Oferecer a elas uma dieta balanceada não apenas mantém suas minhocas felizes e saudáveis, mas também resulta em um composto rico em nutrientes para suas plantas e jardins. Ao compreender suas preferências alimentares e ajustar a alimentação conforme necessário, você estará otimizando a compostagem em seu minhocário doméstico.</p>
<p><strong>Fonte:</strong> <a href="https://blog.cicloorganico.com.br/compostagem/a-dieta-das-minhocas-de-minhocario-uma-jornada-pelo-cardapio-ideal/" target="_blank" rel="noopener">Blog Ciclo Orgânico</a></p>
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		<title>Conheça a Fazenda Anauá, vencedora do 7° Prêmio Fazenda Sustentável</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/conheca-a-fazenda-anaua-vencedora-do-7-premio-fazenda-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jul 2023 18:18:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Em julho de 2023, ocorreu a 7ª edição do Prêmio Fazenda Sustentável, promovido pela Globo Rural, que reconheceu o compromisso com as boas práticas agropecuárias. O evento de premiação teve lugar em São Paulo e contou com a presença de 150 convidados, incluindo produtores rurais, líderes do setor agropecuário e representantes de diversas cadeias produtivas. &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/conheca-a-fazenda-anaua-vencedora-do-7-premio-fazenda-sustentavel/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Conheça a Fazenda Anauá, vencedora do 7° Prêmio Fazenda Sustentável"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em julho de 2023, ocorreu a 7ª edição do <strong>Prêmio Fazenda Sustentável</strong>, promovido pela Globo Rural, que reconheceu o compromisso com as boas práticas agropecuárias. O evento de premiação teve lugar em São Paulo e contou com a presença de 150 convidados, incluindo produtores rurais, líderes do setor agropecuário e representantes de diversas cadeias produtivas.</p>
<p>Na categoria &#8216;Pequenas propriedades&#8217;, a <strong>Fazenda Anauá</strong>, localizada em Caravelas (BA), foi agraciada como a mais sustentável do Brasil. Hudson Freire Laviola Filho, sócio-proprietário da fazenda, demonstrou sua satisfação com o reconhecimento: &#8220;Estou muito feliz de estar aqui. São grandes projetos, não só porque o Brasil precisa, mas o mundo. Temos a maior riqueza do planeta. O que a gente precisa é incentivo para continuar&#8221;, destacou ele, acrescentando que o prêmio serve como estímulo para futuros projetos.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/CvFTH5Jgjii/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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</div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/CvFTH5Jgjii/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação compartilhada por rogerio albuquerque (@rogerioalbuca)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Nesta edição, o Prêmio Fazenda Sustentável avaliou 44 propriedades rurais de diferentes regiões do Brasil em suas atividades ambientais, sociais e econômicas. O evento contou com o apoio da Fundação ECO+ e Rabobank, e patrocínio da Cargill.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Aprender manejo correto faz família triplicar produção de hortaliças</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/aprender-manejo-correto-faz-familia-triplicar-producao-de-hortalicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 May 2023 17:54:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Valdomiro Monteiro Macedo viu sua produção de hortaliças mudar quando a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar chegou à sua propriedade em Macapá (AP). O produtor e a esposa Vânia Lúcia começaram a produzir e a comercializar hortaliças na área rural da capital amapaense, mas as coisas não iam muito bem. “A vida do &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/aprender-manejo-correto-faz-familia-triplicar-producao-de-hortalicas/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Aprender manejo correto faz família triplicar produção de hortaliças"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Valdomiro Monteiro Macedo viu sua produção de hortaliças mudar quando a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar chegou à sua propriedade em Macapá (AP). O produtor e a esposa Vânia Lúcia começaram a produzir e a comercializar hortaliças na área rural da capital amapaense, mas as coisas não iam muito bem.</p>
<p>“A vida do produtor não é nada fácil, o serviço é de domingo a domingo, para onde olhar tem. No começo foi muito difícil”, conta Valdomiro Macedo.</p>
<p>De acordo com o técnico de campo que atende o casal, Emerson Leitão Bessa, o principal erro da produção era o excesso de adubação. “O produtor usava uma quantidade muito grande de adubo, além do ataque muito grande de pragas. Foi daí que fizemos alguns cálculos para ele melhorar a eficiência do solo”, disse.</p>
<p>Além da correção de solo, o técnico orientou o produtor a criar galinha caipira para usar o esterco para compostagem e, com isso, ter uma produção mais natural e um produto com mais qualidade.</p>
<p>“Também trabalhamos a parte de comercialização e a diversificação da produção com o plantio de algumas espécies de frutas”, completa Bessa.</p>
<p>Mudanças feitas, a produção triplicou e além das feiras e comércios da região, o casal passou a vender para restaurantes, escolas, cozinha industrial e a fazer entregas em domicílio três vezes por semana.</p>
<p>“Temos esse diferencial que é o direto do produtor até o consumidor final. Isso é muito bom, tem preço e qualidade”, avalia Waldomiro Macedo.</p>
<p>Agora, com o resultado das vendas, os produtores estão construindo uma casa maior para a família e também compraram um lote para ampliar a produção de hortaliças, passando de um para três hectares, além de gerar empregos na região, com a contratação de funcionários para conseguir atender a demanda.</p>
<p>Fonte: <a href="https://souagro.net/noticia/2023/05/aprender-manejo-correto-faz-familia-triplicar-producao-de-hortalicas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Portal Sou Agro</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como migrar para a agrofloresta?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-migrar-para-a-agrofloresta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 May 2023 17:47:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.ecoagri.com.br/?p=21107</guid>

					<description><![CDATA[&#160; Ver essa foto no Instagram &#160; Uma publicação compartilhada por Antonio Gomides &#8211; Agrofloresta (@antonio_floresta) &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/CrCMKN3JIu3/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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</div>
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
</div>
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		<title>Agrofloresta é economicamente viável?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agrofloresta-economicamente-viavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 May 2023 17:52:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; Ver essa foto no Instagram &#160; Uma publicação compartilhada por Antonio Gomides &#8211; Agrofloresta (@antonio_floresta)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/Crb5H3oMPGr/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/Crb5H3oMPGr/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação compartilhada por Antonio Gomides &#8211; Agrofloresta (@antonio_floresta)</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mentoria: Manual da Agrofloresta</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/mentoria-manual-da-agrofloresta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2023 20:36:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.ecoagri.com.br/?p=20810</guid>

					<description><![CDATA[Cultive seu alimento de forma eficiente, saudável e abundante Domine o método capaz de criar florestas produtivas, hortas, frutas, ervas medicinais ou até madeiras nobres. Independente se você tem apenas a varanda de um apartamento, um quintal ou um terreno em larga escala, com este Manual você pode cultivar Sistemas de Abundância. O Manual da &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/mentoria-manual-da-agrofloresta/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Mentoria: Manual da Agrofloresta"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Cultive seu alimento de forma eficiente, saudável e abundante</h2>
<p>Domine o método capaz de criar florestas produtivas, hortas, frutas, ervas medicinais ou até madeiras nobres. Independente se você tem apenas a varanda de um apartamento, um quintal ou um terreno em larga escala, com este Manual você pode cultivar Sistemas de Abundância.</p>
<p>O <strong>Manual da Agrofloresta</strong> é um guia prático para o plantio de florestas produtivas.</p>
<p>Mais informações em:<br />
<a href="https://manualdaagrofloresta.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><strong>https://manualdaagrofloresta.com.br/</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agricultura regenerativa – Comunidade Luz Figueira</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/agricultura-regenerativa-comunidade-luz-figueira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2023 22:32:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[O &#8216;Setor Plantios&#8217; da Comunidade Luz Figueira desenvolve uma agricultura regenerativa baseada nos princípios ecológicos que respeitam os ciclos da natureza. Desta forma, trabalha-se a favor da natureza e com ela, buscando nessa interação a regeneração do solo e a criação de condições para que o plantio se dê de forma equilibrada e por consequência, &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/agricultura-regenerativa-comunidade-luz-figueira/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Agricultura regenerativa – Comunidade Luz Figueira"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O &#8216;Setor Plantios&#8217; da Comunidade Luz Figueira desenvolve uma agricultura regenerativa baseada nos princípios ecológicos que respeitam os ciclos da natureza.</p>
<p>Desta forma, trabalha-se a favor da natureza e com ela, buscando nessa interação a regeneração do solo e a criação de condições para que o plantio se dê de forma equilibrada e por consequência, a colheita seja abundante e supra a necessidade de abastecimento alimentar da Comunidade-Luz.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Setor Plantios na Comunidade - Luz Figueira" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/ndmCSyxiTCk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/@fraternidadehumanitaria" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal Fraternidade – Federação Humanitária (FFHI)</strong></a> / YouTube</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Videoaula &#8211; Sistemas Agroflorestais (SAFs) &#8211; Módulo 1</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/videoaula-sistemas-agroflorestais-safs-modulo-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 12:36:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.ecoagri.com.br/?p=20509</guid>

					<description><![CDATA[O primeiro video da série de quatro módulos sobre SAFs &#8211; Sistemas Agroflorestais. Neste, você vai conhecer o que são SAFs, porque esse sistema é tão importante para a proteção ambiental e segurança alimentar, e como é possível desenvolver na sua propriedade. O video é destinado a quem é pequeno produtor rural e quer desenvolver &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/videoaula-sistemas-agroflorestais-safs-modulo-1/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Videoaula &#8211; Sistemas Agroflorestais (SAFs) &#8211; Módulo 1"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro video da série de quatro módulos sobre SAFs &#8211; Sistemas Agroflorestais.</p>
<p>Neste, você vai conhecer o que são SAFs, porque esse sistema é tão importante para a proteção ambiental e segurança alimentar, e como é possível desenvolver na sua propriedade.</p>
<p>O video é destinado a quem é pequeno produtor rural e quer desenvolver o SAF em seu espaço.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Videoaula - Sistemas Agroflorestais (SAFs) - Módulo 1" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/3AMJ6L7RaAg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/IpeOrgBrConservacao" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal do Ipê</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Videoaula &#8211; Sistemas Agroflorestais (SAFs) &#8211; Módulo 2</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/videoaula-sistemas-agroflorestais-safs-modulo-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 12:36:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.ecoagri.com.br/?p=20510</guid>

					<description><![CDATA[No segundo módulo da série de videoaulas &#8211; Sistemas Agroflorestais (SAFs), você vai aprender como se faz a manutenção e o trato nos SAFs. Fonte: Canal do Ipê / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No segundo módulo da série de videoaulas &#8211; Sistemas Agroflorestais (SAFs), você vai aprender como se faz a manutenção e o trato nos SAFs.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Videoaula - Sistemas Agroflorestais (SAFs) - Módulo 2" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/hAhXAU7ba38?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/IpeOrgBrConservacao" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal do Ipê</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Videoaula &#8211; Sistemas Agroflorestais (SAFs) &#8211; Módulo 3</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/videoaula-sistemas-agroflorestais-safs-modulo-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 12:36:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.ecoagri.com.br/?p=20511</guid>

					<description><![CDATA[No módulo 3 das videoaulas sobre Sistemas Agroflorestais (SAFs), você vai saber como os SAFs geram renda, paisagens sustentáveis e serviços ecossistêmicos. Fonte: Canal do Ipê / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No módulo 3 das videoaulas sobre Sistemas Agroflorestais (SAFs), você vai saber como os SAFs geram renda, paisagens sustentáveis e serviços ecossistêmicos.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Videoaula - Sistemas Agroflorestais (SAFs) - Módulo 3" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/RGJLN2zkdP8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/IpeOrgBrConservacao" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal do Ipê</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Videoaula &#8211; Sistemas Agroflorestais (SAFs) &#8211; Módulo 4</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/videoaula-sistemas-agroflorestais-safs-modulo-4/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 12:35:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.ecoagri.com.br/?p=20512</guid>

					<description><![CDATA[No quarto módulo das videoaulas de Sistemas Agroflorestais (SAFs), você vai saber como fazer o manejo dos SAFs na sua propriedade. Fonte: Canal do Ipê / YouTube]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No quarto módulo das videoaulas de Sistemas Agroflorestais (SAFs), você vai saber como fazer o manejo dos SAFs na sua propriedade.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Videoaula - Sistemas Agroflorestais (SAFs) - Módulo 4" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/uuVztmWdxfw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/IpeOrgBrConservacao" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal do Ipê</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como medir o Brix de nossos cultivos, um indicador da saúde e vitalidade de nossas plantas</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-medir-o-brix-de-nossos-cultivos-um-indicador-da-saude-e-vitalidade-de-nossas-plantas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Oct 2022 12:42:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Boas práticas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.ecoagri.com.br/?p=20466</guid>

					<description><![CDATA[O que é Brix? Por volta de 1800 o Professor Adolf F. W. Brix foi o primeiro a medir a densidade do suco das plantas. No século passado esse termo foi popularizado pelo norte americano, Carey Reams. Brix é a porcentagem de sólidos presentes no suco das plantas, como açúcares (sacarose, frutose, glicose etc), vitaminas, &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/como-medir-o-brix-de-nossos-cultivos-um-indicador-da-saude-e-vitalidade-de-nossas-plantas/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Como medir o Brix de nossos cultivos, um indicador da saúde e vitalidade de nossas plantas"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>O que é Brix?</h2>
<p>Por volta de 1800 o Professor Adolf F. W. Brix foi o primeiro a medir a densidade do suco das plantas. No século passado esse termo foi popularizado pelo norte americano, Carey Reams. Brix é a porcentagem de sólidos presentes no suco das plantas, como açúcares (sacarose, frutose, glicose etc), vitaminas, minerais, aminoácidos, proteínas, hormônios e outro sólidos.</p>
<h2>Que parte da planta é usada para fazer uma leitura de Brix?</h2>
<p>Qualquer parte que você come, desde que esteja madura. Se não estiver madura, pegue as folhas maduras mais recentes que receberam luz solar plena por pelo menos duas horas. Idealmente, as medições devem ser feitas na mesma hora do dia ao longo da estação de crescimento para as comparações serem válidas. Um dos nutrientes mais importantes que aumenta com leituras de brix alto é o cálcio. De acordo com o Dr. Reams, os níveis de cálcio na produção aumentam e diminuem proporcionalmente aos níveis brix. Além do aumento dos níveis de cálcio, os alimentos com alto brix também fornecem mais minerais como cobre, ferro e manganês, por exemplo.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Como medir o brix de nossos cultivos, um indicador da saúde e vitalidade de nossas plantas." width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/0o-JsnqqW5g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Para mais detalhes sobre brix veja o site: <a href="https://highbrixgardens.com/" target="_blank" rel="noopener">https://highbrixgardens.com/</a></p>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/CEPEAS-CENTROdePESQUISAemAGRICULTURASINTR%C3%93PICA" target="_blank" rel="noopener"><strong>CEPEAS</strong></a> / YouTube</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Solo, território e soberania alimentar &#8211; Aula magna com Sebastião Pinheiro</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/solo-territorio-e-soberania-alimentar-aula-magna-com-sebastiao-pinheiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 18:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
		<category><![CDATA[Agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Documentários]]></category>
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					<description><![CDATA[O Professor Sebastião Pinheiro possui uma carreira acadêmica extensa e há décadas ligada a atividades junto às populações desprivilegiadas e movimentos sociais. Estudou em Jaboticabal (SP), graduou-se na Argentina e fez pesquisas na Alemanha, em Toxicologia e Poluição Alimentar e Meio Ambiente. Foi professor na Universidade Federal do Rio Grande do SUL (UFRGS), junto ao &#8230; <p class="link-more"><a href="https://www.ecoagri.com.br/solo-territorio-e-soberania-alimentar-aula-magna-com-sebastiao-pinheiro/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Solo, território e soberania alimentar &#8211; Aula magna com Sebastião Pinheiro"</span></a></p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Professor Sebastião Pinheiro possui uma carreira acadêmica extensa e há décadas ligada a atividades junto às populações desprivilegiadas e movimentos sociais. Estudou em Jaboticabal (SP), graduou-se na Argentina e fez pesquisas na Alemanha, em Toxicologia e Poluição Alimentar e Meio Ambiente. Foi professor na Universidade Federal do Rio Grande do SUL (UFRGS), junto ao Núcleo de Economia Alternativa da Faculdade de Ciências Econômicas. É autor e coautor de diversos livros como “Ladrões da Natureza” e “Saúde do solo versus agronegócios”. Tem participação no desenvolvimento de políticas públicas e discussões sobre agricultura em nível nacional e internacional.</p>
<p>Sebastião Pinheiro é reconhecido mundialmente pela sua empatia, dedicação e ativismo em prol de uma vida mais digna para os campesinos e a agricultura familiar. Especializado em Toxicologia, Poluição Alimentar e Meio Ambiente, Sebastião é incansável na missão de educar, articular, fortalecer e instrumentalizar as produtoras rurais, comunidades tradicionais e indígenas na construção da soberania alimentar. Mais recentemente Sebastião comemorou sua jornada de vida com o livro &#8220;Agroecologia 7.0&#8221;, que traz conteúdos atualizados sobre farinhas de rochas, biofertilizantes, biochar e agrohomeopatia, abordando também as relações necessárias para a promoção da saúde do solo e a importância dos seres ultrassociais para a construção da agricultura. O saber camponês e a espiritualidade também são tratados ao longo das 663 páginas do livro.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Solo, território e soberania alimentar - Aula Magna com Sebastião Pinheiro" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/_rRW2ub5hY0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <strong><a href="https://www.youtube.com/channel/UC8q65PXvwIoURL272bymW-A" target="_blank" rel="noopener">Eurico Vianna</a></strong> / Canal no YouTube</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Como começar a produzir alimentos orgânicos?</title>
		<link>https://www.ecoagri.com.br/como-comecar-a-produzir-alimentos-organicos/</link>
		
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2022 13:22:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura sintrópica]]></category>
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		<category><![CDATA[Produtos orgânicos]]></category>
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					<description><![CDATA[Confira a entrevista com Fernando Ataliba, do Sítio Catavento, em São Paulo, referência na produção de hortaliças e frutas. Fonte: Canal CI Orgânicos / YouTube &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Confira a entrevista com Fernando Ataliba, do Sítio Catavento, em São Paulo, referência na produção de hortaliças e frutas.</p>
<div class="responsive-container"><iframe loading="lazy" title="Como começar a produzir alimentos orgânicos?" width="525" height="295" src="https://www.youtube.com/embed/Mqna-3SNFzE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fonte: <a href="https://www.youtube.com/c/CIOrg%C3%A2nicos" target="_blank" rel="noopener"><strong>Canal CI Orgânicos</strong></a> / YouTube</p>
<p>&nbsp;</p>
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